Notas iniciais
Oi todo mundo, como vão? Senti falta de algumas pessoas nos comentários dos outros capítulos e gostaria de saber: a fic está ficando ruim? Parada demais? Digam-me o que estão achando, não me deixem sem esse feedback, por favor! Bem, eu deixei de postar por alguns dias, e quero pedir desculpas. Estou no final do semestre da faculdade e tenho muitas coisas para estudar, então perco um pouco da criatividade, fora o tempo que está muito curto. Mil perdões. Aqui vai mais um capítulo, acho que coloquei uma pitadinha de mistério pra deixar a mente de vocês trabalhando, espero que gostem e vejo vocês nos comentários!

Alguns dias haviam se passado e foram suficientes para que Elijah e Rebekah conseguissem terminar a decoração de sua nova casa em Mystic Falls. A vampira estava completamente relutante em retornar para aquela cidade após tantos anos de sua última estadia e não tinha a menor pretensão em disfarçar sua infelicidade para seu irmão mais velho.

Elijah estava sentado confortavelmente no sofá da biblioteca, no andar superior. A sua frente a madeira ardia na lareira acesa e projetava um calor aconchegante, até mesmo para um vampiro. Ele lia, pela terceira vez, A Poesia das Beiras, uma das obras poéticas preferidas, quando Rebekah irrompeu feito um raio, escancarando as portas da biblioteca. Ele sentiu-se profundamente incomodado pelo barulho ensurdecedor provocado pela irmã, fechou o livro com certa rusticidade e o pousou no sofá ao seu lado, lançando a ela um olhar reprovatório.

– Elijah, esta cidade está me deixando entediada! – ela pronunciou com um toque de drama temperando sua voz.

Rebekah tinha o péssimo temperamento de uma criança mimada e apesar de Elijah ter o temperamento paciente, aquele comportamento o estava deixando ligeiramente irritado.

– Mystic Falls é uma cidade pequena, Rebekah. Acostume-se com isto ou faça algo para manter-se entretida– ele sugeriu, tornando a abrir seu livro e tentando prestar atenção na leitura. Ele ouviu a irmã bufar e sentiu quando ela se sentou ao seu lado no sofá.

– Como é que você consegue passar o maldito dia inteiro trancafiado nesta casa?

Elijah elevou os olhos de sua leitura e quando falou, sua voz estava carregada de desprezo e seu olhar era gélido:

– Você deveria estar procurando por Katerina, mas claramente eu terei de cuidar disto sozinho. Sugiro que você se matricule no ensino médio da cidade, sua idade mental está completamente compatível com este nível.

Ele se levantou e deixou a biblioteca a passos largos, sentindo o olhar ofendido da irmã carregando suas costas. Ele pode jurar que a ouviu o amaldiçoar num sussurro, mas não deu importância, já que tinha algo mais importante a fazer.

**

– E então? Conseguiu alguma coisa? – Elena indagou, após mais de meia hora observando a amiga murmurando frases em latim.

Bonnie piscou os olhos duas ou três vezes e pareceu sair do transe do feitiço localizador. Apagou as velas que estavam dispostas sobre a cama e retirou a foto de Katherine do recipiente de madeira que havia escolhido.

– Não sei exatamente – ela falou, respirando de uma maneira cansada. – Há outra bruxa que a protege, tenho quase certeza.

– Como é que ela conseguiu ajuda de uma bruxa? – Elena indagou, quase como uma pergunta retórica. Sentia-se completamente perplexa com a capacidade daquela mulher de sobreviver.

As duas respiraram profundamente, ao mesmo tempo. Elena esticou as pernas na cama e curvou os ombros, parecendo completamente derrotada.

– Nós podemos tentar de novo – Bonnie falou, mesmo sentindo-se extremamente cansada, ela não gostava de ver a melhor amiga daquele jeito. Elena negou veementemente com a cabeça, insistindo para que Bonnie descansasse e no dia seguinte elas tentariam novamente.

Levantou-se e caminhou para o banheiro, onde deixou a banheira encher, recheando-a com sais de banho relaxantes e perfumados. Retirou suas roupas lentamente e entrou na banheira, ouvindo o ressoar da respiração pesada de Bonnie, que tinha caído no sono.

Ela não podia culpar a amiga, foram nada menos do que cinco dias exaustivos de diferentes feitiços de localização e ela sabia que a magia cobrava um preço alto pela exaustão.

Os irmãos Salvatore também estavam dando o seu melhor no quesito localizar Katherine e manter as coisas em segredo, apesar de parecerem constantemente preparados para uma briga que eles jamais conseguiriam vencer.

Elena afundou na banheira, sentindo a água cobrir todo o seu corpo e prendendo a respiração por alguns segundos. Assim que ela retornou a superfície para buscar ar, ela ouviu a campainha tocar duas vezes seguidas e, julgou que, seja lá quem estivesse na porta, já deveria estar esperando a um longo tempo. Ela se vestiu o mais rápido que pode e desceu as escadas penteando os cabelos.

Abriu a porta rapidamente, já preparando um pedido de desculpas para a pessoa a quem estivera esperando.

– Olá, Elena – cumprimentou Elijah.

Ela arregalou os olhos momentaneamente, não esperando vislumbrar a silhueta daquele homem.

– Oi – murmurou ela, abrindo passagem para que ele entrasse e ele o fez. Os dois ficaram frente a frente ao lado da porta. Elena colocou uma mecha de cabelo para trás da orelha e baixou a cabeça, sentindo-se profundamente desconfortável.

– Então, algum progresso? – ele indagou educadamente e continuou no mesmo lugar, como se esperasse um convite para seguir pelo resto da casa.

– Bonnie está lá em cima, completamente exausta, ela disse que Katherine tem a proteção de uma bruxa e isto está dificultando o feitiço de localização.

Ele não pareceu realmente surpreso pela notícia, de fato, Elijah estava esperando notícias piores, pois apesar de Katherine ser agora uma mortal, ela conseguira fugir de toda a família Original por 500 anos.

– Elijah... Eu gostaria de fazer algumas perguntas... – Elena falou lentamente – Será que você gostaria de sentar?

Ele assentiu com a cabeça e ocupou um lugar no sofá. Elena sentou a dois lugares de distância, pensando que, se ele fosse tão instável quanto Klaus, talvez ela tivesse uma chance de correr.

Ela analisou as feições do vampiro, sem muito sucesso. Seja lá qual fosse qualquer emoção que ele sentia, não transparecia.

– É realmente estranho você querer matar seu próprio irmão... Então, eu quero saber seus motivos para isso e porque tem sempre que envolver uma cópia nos planos Originais – Elena falou com um tom profundo de desgosto.

Ele se mexeu no sofá, como se estivesse incomodado com algo abaixo de seu assento, mas não demorou muito a responder.

– É uma história realmente longa, Elena. Nossa família está despedaçada há muitos séculos, graças as ações sádicas e manipuladoras de meu irmão. E sobre sua outra pergunta... – ele hesitou naquele momento, inspirando longamente. – Katerina é humana agora e ela descende de Klaus, ela é a chave de todo este plano.

Elena podia sentir que ele mantinha alguma coisa em segredo e tinha certo sentimento de insegurança sobre esta informação. Sabia por experiência própria que quando havia algo escondido, entremeado no coração de um homem não poderia ser uma coisa muito boa.

– Elena! – Bonnie verbalizou audivelmente, destruindo qualquer chance que a amiga poderia ter para tentar fazer Elijah falar um pouco mais. – Consegui! Ela está na Pensylvania. Isto é o máximo que vou conseguir.

Elijah ficou em pé de prontidão, arrumando seu terno e olhando para Bonnie, que descia as escadas apressadamente e com um largo sorriso no rosto, que se desfez ao olhar para o vampiro. Ela parou de chofre na metade do caminho e levou a mão aos lábios, como se tivesse falado demais.

Elijah semicerrou os olhos, numa expressão desconfiada e virou a cabeça para Elena, que por sua vez, nutria a própria expressão de espanto. Os olhos do vampiro correram de Elena para Bonnie três vezes até que ele foi capaz de concluir algo que estava oculto para Elena.

– Eu não deveria saber disto? – ele perguntou numa voz falsamente acolhedora. – Elena?

– Eu não sei o que está acontecendo aqui – Elena justificou.

Bonnie terminou de descer as escadas, tentando disfarçar a postura de alguns minutos atrás. Ela passou por Elijah de uma forma hesitante, mas pronta para pará-lo se fosse necessário.

Exatamente naquele dia em que os irmãos Salvatore haviam saído atrás de um rastro de Katherine, elas estavam prestes a enfrentar um conflito com um vampiro original.

– Não é nada, eu só me assustei com a presença dele – ela tentou justificar, olhando para Elijah com desprezo.

– Eu notei que vocês tem muito o que conversar. – Elijah falou, sem desviar os seus olhos castanhos dos olhos de Bonnie.

De fato, fora a bruxa quem primeiro desviou os olhos, baixando-os de maneira submissa. Ele virou as costas para as duas mulheres e as deixou.

– Bonnie, o que foi isto? Sei perfeitamente que você não se assustou com ele! – Elena eixigiu e então, finalmente, a amiga relaxou a postura, parecendo agora tão frágil quanto uma criança. – Ele ficou completamente desconfiado.

– Elena, eu não confio nele. Tem algo errado com todo esse plano, é fácil demais! – ela argumentou – Stefan, Damon e Caroline concordam comigo. O que houve com você para confiar cegamente no primeiro original que chama você para conversar?

Elena ficou sem palavras. Não tinha muito o que dizer naquele momento e nem argumentos para responder a amiga.

Ela sabia que Bonnie tinha razão.

– Então vocês três combinaram de esconder tudo o que pudessem de mim? – ela indagou, deduzindo todo o resto da história e sentindo-se profundamente traída, coisa que ela tentou esconder ao máximo. – Vocês sabem exatamente onde ela está, não é?

– Eles foram procura-la, Elena. Me desculpe – Bonnie murmurou num tom envergonhado. – Mas, ela realmente está sendo ajudada por outa bruxa.

– Oh! Então você não escondeu absolutamente tudo de mim, afinal? – ironizou Elena, com um sorriso ferino nos lábios.

Os três vampiros que faltavam irromperam pela porta no momento seguinte. Com as roupas sujas e aparentemente esgotados. Elena girou a cabeça rapidamente na direção dos três, agora sendo completamente incapaz de disfarçar sua angustia e mágoa por ter sido enganada.

– A bruxa que protege Katherine foi forte demais para vocês? – Foi a única coisa que ela foi capaz de dizer antes de habilidosamente desviar de cada uma das pessoas naquele aposento e se retirar, desaparecendo com um vulto preto as suas costas.