Notas iniciais
Relou mai chadouselfi! ( não sei porque comecei as notas dizendo isso, talvez uma homenagem ao silas ou a felicidade de estar no PENULTIMO CAPÍTULO!!) Finalmente estamos chegando ao fim da primeira temporada pessoal! Espero que gostem do capítulo! Ele é dedicado especialmente a Anya Alessa e Renata Skyler. Muito obrigada por recomendarem a fic meninas! Eu devo ter esquecido de agradecer e dedicar o capítulo antes, mas gaaaaranto que compensei com esse aqui, haha. Muito obrigada pelas palavras bonitas e elogios sobre a fic

O dia amanheceu nublado. Elena acordou sobressaltada com o estrondoso barulho vindo do quarto de hóspedes. Livrou-se dos cobertores pesados que a mantinham aquecida durante a gélida manhã e levantou-se apressadamente, sentindo o quarto girar assim que pisou no chão. Soube exatamente quem produzia o barulho e sentiu-se na obrigação de ajuda-lo.

Caminhou alguns passos à esquerda do corredor e parou de chofre ao encontrar os outros moradores da casa parados em frente a porta, hesitantes.

─ O que está acontecendo? – ela perguntou exasperada.

─ Eu pensei que Klaus estivesse colocando o lugar abaixo – reclamou Caroline, com os cabelos loiros completamente bagunçados.

─ Deve ser alguma alucinação – esclareceu Damon, inteligentemente, ao notar o olhar questionador de Elena. – Stefan foi o primeiro a acordar e está lá dentro tentando acalmá-lo...

Damon interrompeu-se no exato momento que planejava fazer uma piada sobre Elijah e Stefan quando seu irmão mais novo saiu do quarto com uma expressão mista de cansaço e perturbação. Elena elevou ambas as sobrancelhas na direção do vampiro de olhos verdes, exigindo saber o que havia acontecido.

─ Ele delirava sobre bruxas, Hayley e um bebê... – falou vagamente, com os olhos anuviados. – Então decidiu que seria prudente quebrar a cômoda.

─ Preciso falar com ele – Elena declarou e entrou no quarto antes que alguém pudesse impedí-la.

Stefan não havia mencionado o quão em pedaços o móvel havia ficado. Aquilo sem sombra de dúvidas explicava o barulho. Elijah estava sentado na cama, ainda com as roupas do dia anterior, seu rosto estava suado e ele pareceu delirante quando elevou os olhos na direção de Elena.

─ Ei... Como você está? – ela perguntou hesitantemente, dando pequenos passos na direção do Original.

─ Melhor agora – respondeu dele, exibindo o melhor sorriso que pode.

Elijah sabia que agora não demoraria muito tempo para curar-se completamente dos ferimentos causados pelo irmão. Soube que apesar da dor e do rápido momento no qual perdeu a lucidez, o veneno corria cada vez mais fraco por seu sistema, sendo eliminado lentamente a cada minuto passado.

Ele sabia que sua resposta havia soado como um flerte e deixou que aquilo ficasse pairando no ar, enquanto observava Elena sorrir timidamente de volta para ele. Suas roupas estavam esfarrapadas e ele mesmo estava sujo pela briga, o que tornava aquele pequeno momento ligeiramente patético e pouco sedutor.

Elena aproximou-se a passos curtos, como se temesse outro momento de fúria causado pelo veneno de lobisomem. Observou as feições cansadas de Elijah e o observou tossir dolorosamente. Os lençóis estavam fora do colchão, o que deu a ideia de que a noite do Original tinha sido agitada, ela sentiu cheiro de sangue seco e perguntou-se de onde aquilo viria.

─ Teve uma noite agitada – ela afirmou num sussurro, com os olhos fixos no ponto em que o colchão estava completamente fora da cama. Elijah acenou positivamente com a cabeça antes de ela tornar a falar: — Então... Como estão as feridas?

Ela podia enxergar perfeitamente o quão bem estavam curando, mas precisava dizer algo para não parecer completamente estúpida.

─ Curando – respondeu ele brevemente. – Elena, eu acredito que Stefan teve um pequeno vislumbre de minhas memórias enquanto eu estava fora de mim há poucos minutos atrás.

─ Oh, então é por isso que ele pareceu tão perturbado quando saiu – ela falou, revelando muito mais do que pretendia. Sentiu-se estúpida por soar daquela forma, como se estivesse insinuando que as memórias de Elijah eram um caos completo. – Desculpe, eu não quis dizer isto. Por que não toma um banho para ajudar a relaxar? Talvez Stefan tenha algum terno par emprestar.

─ Não é uma má ideia – respondeu ele, após ponderar por alguns segundos. Ele sentia-se completamente sedento, mas algo em sua mente dizia que toda a hospitalidade que recebera até então já estava extravasando certos limites.

─ Certo. Então eu vou providenciar as roupas e uma bolsa de sangue. Você está péssimo – ela falou, afagando-lhe a face, suavemente.

Ele sentiu o carinho e o apreciou, bem como o suave cheiro doce que constantemente emanava da pele de Elena. Teve um pequeno impulso de beijá-la, mas controlou-se como tão bem fazia em momentos como aqueles. Sentiu uma leve fisgada em seu pescoço e encolheu-se minimamente. Ela retirou a mão e virou-lhe as costas sem dizer qualquer outra palavra, deixando transparecer que aquele pequeno gesto de dor havia passado a mensagem errada.

Elena providenciou as roupas e a bolsa de sangue de Elijah como havia prometido, mas sua cabeça estava confusa. Ela julgou ter feito mal em tocá-lo e não compreendia o motivo de ele desgostar do gesto que inicialmente pareceu agradá-lo. Retornou ao seu quarto, onde fez sua higiene matinal e tomou o próprio banho, vestindo um conjunto de moletom em seguida, para manter-se aquecida naquele dia frio.

Ao sair do banheiro, lá estava ele. Em pé, com o ombro esquerdo apoiado magnificamente no dossel da cama e com uma expressão misteriosa no rosto.

─ Sente-se melhor? – ela perguntou educadamente e ele tornou a acenar positivamente com a cabeça. – Que bom. Então, o que vai fazer depois que sair daqui? Quero dizer, como pretende mata-lo?

Estava farto de controlar seus instintos e seus sentimentos por ela, farto de colocar preocupações a cima da própria felicidade e farto de vê-la com aquela mágoa escondida no fundo dos olhos por tê-lo interpretado mal.

─ Será que podemos não falar sobre isto agora? – ele perguntou, imitando o tom que ela utilizara quando ele tentou conversar sobre assuntos realmente importantes no passado. Conquistou um rápido sorriso por parte dela.

─ Falaremos sobre o que, então?

Ele se aproximou rapidamente, ouvindo os batimentos cardíacos da vampira acelerarem-se por um segundo.

─ O que acha de não falarmos nada? – ele respondeu.

─ Parece ótimo pra mim – ela sussurrou a resposta delicadamente, observando os lábios do Original moverem-se enquanto ele falava. Sorriu para ele, sentindo o desejo irrefreável de beijá-lo.

Ele a envolveu pela cintura e a puxou para perto, beijando-a ternamente e sem pressa. Sentindo o sabor do hálito fresco da vampira e explorando sua boca com a língua. Ele sentiu que ela fechava os dedos em sua nuca e pressionava seu corpo contra o dele, de uma forma carregada de luxuria, mas era ele quem controlava aquele beijo e, apesar de até o seu mais íntimo pensamento deseja-la, Elijah mantinha o ritmo lento. Queria senti-la e prova-la sem qualquer urgência.

Retirou os cabelos lisos do pescoço, jogando-os para trás e baixou seus lábios aquecidos até o pescoço de Elena, beijando a pele macia com ternura. Ela sentiu um arrepio gostoso percorrer seu corpo e o impulso de arrancar os botões da camisa social de Elijah veio junto, mas ela controlou-se, notando exatamente o que ele queria.

Ele voltou a beijá-la nos lábios, mas ela retirou sua boca do beijo e a pousou no pescoço do vampiro. Parando após a primeira carícia, hesitante.

─ Não vai doer – ele explicou, sabendo o que a hesitação significava. Ela temia machuca-lo.

Os beijos úmidos de Elena provocaram os instintos masculinos do Original, que já estavam bem preparados para o que vinha adiante, ela mordiscou a orelha dele e respirou pesadamente sobre ela, sentindo os pelos da nuca dele eriçarem-se abaixo de suas mãos. Ele baixou o zíper da blusa do moletom de Elena e ela retirou o casaco rapidamente, sentindo-o caminhar de costas na direção da cama. Ele encostou a parte traseira de sua perna no colchão, mas manteve-se em pé unicamente para retirar a delicada camiseta de Elena, revelando sua lingerie preta de rendas. Ele admirou a moça por alguns segundos enquanto ela cuidava dos botões de sua camisa.

Elijah sentiu que ela beijava seu peito lenta e desejosamente enquanto abria o botão de sua calça. Elena observou aquela peça de roupa cair no chão, analisando rapidamente os músculos definidos nas coxas do vampiro, então endireitou sua postura. Elijah sentou-se na cama e ela conduziu seu tronco na direção dos travesseiros, observando cada parte de seu corpo.

Elena nunca havia pensado que chegaria tão longe com um vampiro Original. Sabia o quão perigoso aquela proximidade era e, mesmo assim, ao lado dele sentia-se segura e soube que nunca se arrependeria, nem por um segundo de entregar-se a ele.

Elijah girou seu corpo para cima do dela, retirou sem dificuldades a calça do moletom de Elena e observou seu corpo pequeno, delicado e frágil. Naquele momento tudo o que ele enxergava era a extrema beleza que ela tinha aos seus olhos. Devolveu as carícias na barriga enquanto deslizou uma de suas mãos para as costas da morena, desabotoando habilidosamente seu sutiã, que em seguida foi retirado. Ele beijou os seios de Elena, dando atenção a cada um por um longo momento, enquanto sentia que ela pressionava sua cabeça na direção dos seios e gemia extremamente baixo e intimamente.

Ele deitou-se por cima dela, sentindo sua pele quente contra a própria pele e a observou por um segundo, até sentir as mãos exigentes de Elena em sua cueca. Elas exigiam que elas fossem retiradas naquele exato momento. Sorriu maliciosamente na direção da vampira enquanto ajoelhava-se na cama para facilitar o gesto. Ela o imitou com sua calcinha e permitiu que ele retornasse à posição anterior, entre suas pernas, porém o momento agora era infinitamente mais íntimo.

Ela sentia a penetração lenta e cuidadosa, enquanto olhava firmemente nos olhos castanhos de Elijah. Ela pode ler todo o desejo e a satisfação que aquilo proporcionava ao vampiro e deixava que ele percebesse que aquela sensação era mútua.

Ele sentiu as unhas de Elena deslizarem por suas costas repetidas vezes, enquanto investia em movimentos vai e vem. Ela arfava e, por vezes gemia seu nome num sussurro que o excitava ainda mais. Ele a desejava por tanto tempo que aquele momento parecia como um sonho. Nunca fora um total romântico, sabia exatamente como se portar e também sabia que ela não era virgem – e nem poderia ser – mas mesmo assim, queria trata-la como uma rainha e proporcionar prazer mútuo e não exclusivamente para si, de modo que quando as pernas da morena enlaçaram sua cintura, ele aumentou a força com que fazia os movimentos, ouvindo-a pedir por mais.

Momentos depois, quando ele sentia que logo alcançaria o próprio ápice, ouviu os batimentos cardíacos de Elena aumentaram de modo quase inacreditável, sua respiração tornou-se ofegante e seu corpo estremeceu. Ela apertou o corpo de Elijah contra o dela no momento exato que chegou ao orgasmo e gemeu para ele, diretamente em sua orelha. Ele sorriu um sorriso carregado de desejo e aquilo o estimulou de tal maneira que aquela fora a investida que lhe trouxe o próprio orgasmo. Deitou-se ao lado dela, sentindo seus cabelos em seu peito quando ela se aconchegou ali. Ele sorriu.

─ Nossa, isso foi... – disse ele de um modo paciente, mas fora interrompido antes de continuar.

─ Constrangedor? Estranho? – ela olhava diretamente nos olhos dele, com certa insegurança.

Ele sorriu com confiança em resposta, estreitou os olhos para ela e umedeceu os lábios antes de falar.

─ Eu ia dizer maravilhoso, Elena.

Ela soltou um riso baixo e constrangido. Concordava com Elijah. Aquele momento tinha sido o melhor de sua vida. Comparações inevitáveis vieram a mente da vampira e neste momento, ela perdeu a força de sustentação do olhar e desviou os olhos para outra direção.

Apesar de seu namoro com Stefan ter sido épico e com Damon ter sido emocionante, todo e qualquer momento com Elijah era carregado de adrenalina. Talvez por ser algo tão intangível aos olhos alheios, ou pelo fato de estar deitada com um dos primeiros vampiros criados, ou por conseguir ser tão autêntica com ele sem temer o tamanho poder que ele possuía.

─ Elena, está tudo bem? – a voz dele soou ligeiramente rouca e preocupada, o que atraiu novamente a atenção da morena.

Ela não podia simplesmente dizer que estava comparando seus romances sobrenaturais, então a melhor desculpa que arranjou foi:

─ Estava pensando quanto tempo ainda vai demorar para essas feridas sumirem de vez – pontuou ao notar que a pele estava novamente lesionada e aparentemente inflamada, se bem que de uma forma mais suave do que do dia anterior. – E minha mente gananciosa invejando a capacidade dos Originais de resistirem ao veneno de lobisomem.

─ Logo elas irão cicatrizar, isto não irá perdurar mais um dia – explicou ele, com o sorriso desaparecendo lentamente de sua face.

Quando foi transformado, Elijah já era vários anos mais velho que Elena. Agora, ela admirava cada suave linha de expressão que formava-se na pele de seu rosto, a característica marcante de seu maxilar quadrangular e a própria característica madura de sua feição. Ela soube que algo incomodava-o pelo modo como sua mandíbula estava tensa.

─ Algo errado? – ela perguntou, acariciando levemente o peito nu do original.

─ Na verdade...

─ Elena?! Você está aí? Stefan acabou de dizer que Elijah desapareceu! – a voz alterada de Caroline soou abafada através da porta fechada, interrompendo bruscamente o que Elijah iria dizer. Ela tentou abrir a porta e, por sorte, a mesma estava trancada.

─ Só um segundo, Caroline! – respondeu ela de volta, lançando a Elijah um olhar que dizia a mesma coisa que seus lábios movimentaram-se para dizer, sem sair nenhum som: Desculpe! Ela encolheu os ombros, querendo dizer que não tinha como evitar aquele momento e ele acenou positivamente com a cabeça, indicando a janela em seguida.

Elena soube que ele iria embora e, seu coração perdeu uma batida. Agora sabia o que o incomodava. Ele iria atrás de Klaus e dos irmãos, que não via desde o dia anterior. A preocupação tomou conta do ser de Elena. Ela negou veementemente com a cabeça, conforme vestia-se apressadamente. Queria que ele compreendesse que não tinha de ir. Mas no segundo seguinte ele já estava vestido.

Elijah aproximou-se. Sabia que Elena não queria que ele a deixasse, que ela temia por sua vida. Mas ela não conhecia Niklaus como ele, o híbrido teve a chance de mata-lo na noite do baile e, se não o fez, não o faria mais. Ele se aproximou e pousou os lábios na testa de Elena, segurando seu rosto pequeno entre suas mãos e olhando-a firmemente. Sabia que se falasse algo, Caroline ouviria, então permitiu que Elena vislumbrasse uma memória que só eles partilhavam.

Ela estava no mesmo quarto, mas com roupas diferentes. Ele também. A cama estava arrumada. Ficou terrivelmente confusa com a visão e não compreendia o que estava acontecendo. Aquela era a única chance que ele teria de se explicar.

─ Esta é uma memória que só nós partilhamos, Elena. Escute, Niklaus teve sua chance de me matar, se não o fez, não fará novamente. Ele perdeu o elemento surpresa. Entende?

─ Nós também perdemos o elemento surpresa contra ele – ela tentou impedi-lo uma última vez.

─ Eu prometi protege-la e, para fazer isto, preciso encontra-lo, Elena. Preciso saber o que ele planeja. – ele respondeu com certa urgência na voz, de modo que ela soube que seu pequeno momento juntos estava chegando ao fim. – Além do mais, eu preciso estar com minha família.

Ela retornou ao quarto com a cama desarrumada, mas ele já não estava lá. Tudo o que restara de Elijah foi seu cheiro em sua roupa de cama. Elena destrancou a porta e permitiu que Caroline entrasse no quarto.

Notas finais
E aí, o que acharam desse hentai goxtoso? Vejo vocês nos comentários! Beijos!