Beautiful Lies 1ª temporada
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Ele ignorou completamente os sons de objetos sendo derrubados que vinham do andar de cima e caminhou em direção a garota que aguardava parada a poucos metros da porta de entrada. Ele não só a reconheceu como também sentiu-se incrédulo por ela ainda estar viva.
– Davina! – exclamou, sentindo-se aliviado por Klaus não tê-la matado também. Mas, o seu sorriso bondoso não foi retribuído pela jovem e poderosa bruxa. Em vez disto, ela falou num tom cruelmente moldado:
– Olá, Elijah. Parece surpreso em me ver.
Ele caminhou alguns passos na direção da bruxa, testando qual seria a primeira reação daquela criança.
– E estou. Confesso que imaginava você...
– Morta? Igual Marcel? – o tom dela não era nada acolhedor. Parecia furiosa e o cheiro do ódio praticamente emanava de seu corpo, junto com sua aura carregada de poder.
Ele lembrou-se de sua última disputa com Marcel. Ele tornou-se um problema irreversível em Nova Orleans, então Elijah fez o tinha de ser feito e o que havia prometido quando o exilou. Matou aquele vampiro como havia feito com vários outros, mas Davina nunca seria capaz de perdoá-lo por aquilo. Mais um passo e sentiu a magia dela em torno de si.
O braço esquerdo da bruxa estava esticado e sua mão espalmada na direção de Elijah. Quando ela fechou a mão em punho, sentiu sua tíbia partir-se em dois e caiu sobre os joelhos no chão, urrando com a dor lacerante que sentia nas pernas.
– Elijah! – gritou Elena da porta de mansão Salvatore.
Davina aproximava-se rapidamente do vampiro.
– Davina, você não precisa fazer isso – ele falou num tom brando, tentando negociar. Ficou novamente em pé, sentindo sua perna curar-se instantaneamente. Questionava-se a quem a lealdade de Davina pertencia.
Novamente, seus ossos foram cruelmente quebrados e desta vez, Elena desobedeceu o que ele havia dito para ela fazer e tentou atacar Davina. Visivelmente alterada.
– Elena, não! – ele gritou para ela, em meio as dores que sentia em sua perna, mas de nada adiantou.
A bruxa fez aquele ato parecer patético, ela lançou um olhar que bloqueou os passos de Elena imediatamente e então, ao mover a cabeça, arremessou o corpo da doppleganger na parede ao lado da porta de entrada. Fazendo um sinal negativo em seguida.
– Você se julga tão nobre e honrado, mas mata inocentes quando estes não lhe agradam ou vão contra seus preciosos planos. – ela falou, olhando para baixo. – Alimenta-se de sangue inocente todos os dias para que possa continuar vivo. Afogue-se nele.
Algo dentro do corpo de Elijah começou a borbulhar, não como se estivesse fervendo, mais como se seus pulmões estivessem se enchendo, espontaneamente de líquidos. Tão logo sua respiração tornou-se impossível e ele sentia o gosto do sangue subindo por sua garganta, até que finalmente o cuspiu. Era uma quantidade considerável, muito sangue o afogava, e ele o vomitava repetidas vezes, enquanto seu corpo ficava fraco.
– Elijah! Oh meu Deus! Damon! Alguém ajude! Ela vai mata-lo! – ele gritava a distância, presa na parede, pelo poder extremamente forte daquela garota, condenada a simplesmente observar Elijah vomitar sangue, desesperado pelo ar que já não era capaz de sorver. – Damon! Ajude!
Eram apenas súplicas vazias. Quando Damon finalmente apareceu, ele carregava a adaga em suas mãos e rapidamente alcançou a garota que Elijah havia chamado de Davina. Ele entregou o objeto a jovem bruxa, que utilizando-se novamente de seu poder, fez com que Elijah ficasse suspenso no ar.
Ele ainda cuspia uma quantidade generosa de sangue e enfraquecia a cada jato que saia por seus lábios. Ele arregalou os olhos, sequer podia gritar, então a bruxa o empalou friamente.
Elena chorava desesperadamente e nem percebeu quando as lágrimas grossas e pesadas começaram a escorrer por seu rosto.
– Damon, por que? – ela perguntava, chorosa, repetidas vezes.
O corpo de Elijah começou a enrijecer-se a se tornar cinza, com as veias aparentes por todo o seu rosto, onda há poucos momentos estivera corado. Damon observava completamente pasmo o nível de poder que aquela jovem mulher detinha. Soube naquele exato momento que havia se aliado com a pessoa errada e que ela era uma ameaça. Sentia-se feliz por ter empalado aquele original, mas por outro lado, soube que Elena jamais o perdoaria.
Olhou para Elena, buscando algum perdão, mas o olhar da moça estava incredulamente fixado no corpo desfalecido de Elijah.
Um estalido alto foi ouvido e, em seguida, o corpo de Davina foi o que caiu desfalecido. Por cima do corpo de Elijah. Caroline e Stefan estavam logo ali, tiveram uma chance de observar o show de horrores em silêncio, até aquele momento.
Elena sentiu seu corpo ser liberado do feitiço e correu para amparar o corpo enrijecido de Elijah, que jazia feito mármore no jardim da mansão. O queixo e a camisa branca do Original estavam empapados em sangue e, obviamente ele não se movia. O que a deixou ainda mais desesperada.
– Ele está morto? – perguntou a nenhuma pessoa em particular, esquecendo-se completamente da história que Stefan havia contado sobre a adaga mística. – Elijah?! Por favor, não...
– Elena... – Damon sussurrou e ela elevou os olhos na direção dele. Eles estavam avermelhados devido ao choro inconsolável.
– Se afaste de mim. E dele. Você arquitetou tudo isso! Fique longe de mim! – a voz dela estava embargada e carregada de rancor, ela tentou mover o corpo do Original, para apoiar a cabeça dele em suas coxas, mas fora em vão. Mesmo sendo forte como vampira, naquele estado enrijecido, estava pesado demais.
– Elena, ele não está morto. Está adormecido. Mas não tenho certeza se podemos retirar esta adaga. Já que nenhum vampiro pode empalar o outro, talvez também o contrário também seja impossível – Stefan esclareceu, ajoelhando-se ao lado de Elena. – Vamos leva-lo pra dentro e quando Bonnie chegar, nós tomamos alguma decisão, ok?
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