Notas iniciais
Olá pessoal, como estão? Desculpem por não ter postado o capítulo ontem, perdi completamente a noção do tempo enquanto brincava no photoshop. Bem, nos encontramos nas notas finais, ok?

– Há dois dias quando Elijah me levou para aquela floresta, onde conversamos por um longo tempo, ele me explicou o motivo principal de todo esse plano maluco de matar Klaus e me explicou como faremos a seguir – Elena falou com um tom sábio na voz. Ela pensou que não seria de bom tom revelar a história sobre Hayley e a filha, uma vez que quando Elijah contou, pareceu completamente sigilosa e particular. A imagem do Original inundou sua mente e tomou conta de seus pensamentos por um segundo e então, ela voltou a si e continuou: — Ele me levou até o local onde você pode drenar poder para ser capaz de realizar o feitiço, Bonnie.

A bruxa observava a amiga atentamente. Nos últimos dias estivera ocupada protegendo a casa dos irmãos Salvatore e a de Caroline do bando de lobisomens que chegavam em Mystic Falls, já sentia-se exaurida pelos feitiços que demandavam grande esforço físico e psíquico e agora outro ainda pior estava por vir.

Elena entregou a Bonnie algumas folhas que Elijah havia cedido. Pertenciam ao grimório de Esther e diziam exatamente como transferir uma linhagem de sangue para outro vampiro. Bonnie aceitou as folhas envelhecidas e amareladas pelo tempo e as analisou por um tempo.

– Nossa – suspirou a morena – Isto vai ser realmente difícil de se fazer. E além do mais são necessárias coisas demais aqui.

– Como o que, por exemplo? – Caroline falou, pois mesmo estando ao lado de Bonnie e observando cuidadosamente os pedaços do livro, não conseguia compreender o que dizia devido a presença de vários símbolos e das palavras em latim.

– Está vendo esse desenho aqui? Significa que nós precisaremos de um membro muito antigo da linhagem do vampiro para começar o ritual – explicou Bonnie apontando para um símbolo e deixando seu dedo indicador correr pelas palavras explicativas. – É claro que Elijah conta com Katherine para isto. Em seguida temos que ter o sangue de uma cópia humana e outra imortal. Elena e a Katherine, novamente. Um original para representar o novo patriarca ou matriarca da linhagem. Rebekah e Elijah, aparentemente podemos escolher.

– Ok, nós temos praticamente tudo para realizarmos o feitiço, não entendi onde está o problema, Bon – disse Elena suavemente.

– O problema é que quando há itens demais, há muitas falhas iminentes, Elena. Esse feitiço é completamente instável.

**

– Elena Gilbert? – uma voz feminina seca e ligeiramente calculista ressoou nos ouvidos de Katherine e a fez girar o corpo para trás, a fim de ver quem era a pessoa que a confundia com Elena.

Era uma mulher asiática, vestida elegantemente com um terninho feminino, magra e não muito alta. Usava os cabelos longos até a altura dos ombros e tinha uma expressão fria no rosto.

– Não, desculpe. – respondeu ela com tom de ironia carregando sua voz.

– Ora, ora, então posso matar dois coelhos com uma cajadada só – retorquiu a mulher, no mesmo tom.

Katherine notou que os olhos daquela mulher a sua frente tornaram-se amarelados e caninos afiados desceram de onde deveriam estar dentes normais. Ela soube de imediato que aquela era uma loba e possuía um daqueles anéis que Elijah havia comentado. Fez menção de correr, mas era lenta demais como uma simples humana e sentiu braços fortes contendo-a.

– Olá – cumprimentou um rapaz, aparentemente jovem e simpático as costas dos homens que mantinham Katherine presa. Ela não pode ver quem falava, mas levando em consideração a expressão desdenhosa da oriental a sua frente imaginou que não deveria ser ninguém em especial. – Eu receio que vocês terão de deixar essa vadia mentirosa livre.

Katherine franziu a sobrancelha e rangeu os dentes ao ouvir o insulto a sua pessoa ao passo em que os lobisomens pareciam completamente confusos pelo discurso do rapaz.

– E você é...? – indagou orgulhosamente.

– Oh, é claro. Que falta de tato a minha, esqueci de me apresentar – ele falou com um sorriso maldoso no rosto, passou uma mão pelos cabelos cuidadosamente penteados e ajeitando sua jaqueta, respondeu com a voz carregada em um sotaque britânico. – Kol Mikaelson e este bem atrás de você é meu irmão mais velho, o nobre Elijah.

– Deixe-a – a voz de Elijah soou como música aos ouvidos de Katherine, mas ao passo em que Kol identificou-se um frio correu por sua espinha.

Francesca pareceu ponderar as palavras do vampiro por um segundo. Sabia que sem o elemento surpresa não poderia derrotar Elijah e sua chance seria ainda menor contra dois deles. Aquele dia ela não arriscaria a vida de seus irmãos. Fez um gesto com a cabeça e logo eles desapareceram.

Katherine diminuiu a distância entre ela e Elijah, sabendo de que ele estaria menos disposto a matá-la do que Kol, ganhando algum tempo para observá-los. Os olhos de Elijah estavam tão estreitos que pareciam duas fendas e Kol sustentava uma expressão pretenciosa, que ambos abandonaram no segundo seguinte, enquanto caminhavam para se abraçarem.

– Chegou atrasado em seu próprio momento heroico, Elijah – disse o mais novo zombeteiramente.

Elijah exibiu um sorriso largo e então respondeu amigavelmente:

– Atrasou-se para todo o plano.

Katherine observava aquela cena familiar a distância enquanto uma voz em sua mente dizia que se tudo aquilo desse errado não haveriam adagas suficientes para manter três originais adormecidos. Ela foi desperta de seus devaneios pela voz suave de Elijah:

– Encontrem com ela e fiquem em segurança. – Kol pareceu não gostar exatamente da ideia. – Comporte-se, irmão. Você terá tempo para suas travessuras depois que fizermos o que tem de ser feito.

– Vamos matar o bastardo! – zombou ele, aproximando-se de Katherine e segurando a moça firme e insolentemente pelo ombro da jaqueta de couro com tamanha força que ela quase não pode tocar o chão. – E olha só quem voltou a ser a mais nova cachorrinha da família original.

– E aonde você vai? – exigiu a moça, ligeiramente amedrontada, notando que Elijah exibia uma expressão de profundo desagrado pelo comportamento do irmão mais novo. Pelo menos ele não irá me morder. A menos que queira voltar a ser humano, o que eu duvido. Talvez Elijah resolva mata-lo também. Tão lunático quanto Klaus.

– Proteger Elena. – respondeu ele, tratando de correr o mais rápido que pode na direção da mansão Salvatore. Elijah sabia que os lobos tentariam um ataque contando com o elemento surpresa e não podia simplesmente deixar que eles ferissem Elena.

– Aparentemente somos só nós agora, han? – disse o rapaz ironicamente. Katherine pontuou que ele poderia ser bonito, se não fosse tão insanamente enlouquecido. – Conte-me o que houve com o todo poderoso Silas?

– Aquele que você tremia como uma menininha só de ouvir o nome? – ironizou Katherine.

Aquilo aparentemente tirou o Original do sério. Ele soltou sua jaqueta unicamente para desferir um forte tapa do lado esquerdo da moça que com certeza ficaria marcado. Ela sem querer mordiscou o lábio inferior quando recebera o tapa, causando um leve sangramento. Aquilo a fez lembrar de que não estava lidando com Elijah. Ele exibia aquele irritante sorriso digno de outra adaga no peito. Ela lançou um olhar raivoso em retorno.

– Ei! Seu idiota, o que você pensa que está fazendo? – disse Matt, correndo atordoadamente do outro lado da rua em direção aos dois. – Elena, você está bem?

Katherine revirou os olhos. Já era a segunda vez naquele dia que era confundida com a sua cópia sem sal. Kol, por outro lado, gargalhou por um longo momento, até agarrar Matt pelo colarinho e dizer:

– Você não presenciou nada disto. Volte para aquele bar ridículo que você deveria estar. – o vampiro observou o loiro fazer conforme fora compelido a fazer e então falou, voltando sua atenção a Katherine: — E então? Você não respondeu minha pergunta.

– Silas está morto. Tomou a cura que, curiosamente reside no meu sangue.

– O mundo está bem melhor sem ele – disse o vampiro, preso em seus próprios devaneios.

Estaria ainda melhor sem você. Pensou Katherine amargamente, lambendo o sangue que secava no canto de sua boca e sentindo o gosto férreo do liquido. Não se atreveria dizer aquilo em voz alta, não desejava ficar com mais marcas pelo corpo.

Notas finais
E aí, o que acharam da deliciosa aparição do Kol? E o que vocês esperam nos próximos capítulos? Beijos!