Beautiful Dream
43 Capítulo 44
Notas iniciais
Capítulo 44:
Pov. Cris
Eu fiquei bem chateada com o Mosca quando soube que ele mentiu pra Pata e tals, dava pra ver nos olhos do Juca que ele estava mesmo preocupado com ela, mas resolvi não me meter na briga, melhor deixar quieto, mesmo eu não concordando. Eu disse isso tudo para o Rafa e ele acha o mesmo que eu. A verdade é que de uns tempos para cá o Mosca está agindo estranho, ele não era assim, ou pelo menos não parecia ser. Eu estava na frente da minha casa, sentada no meio fio conversando com o Rafa, já era fim de tarde.
Rafa- Ele está muito obsessivo com isso. – Se referiu ao Mosca. – Esquece que a Pata já ta bem grandinha pra decidir a própria vida sozinha.
Cris- Ele ta namorando com a Mili, porque não deixa a Pata ser feliz? – Estava indignada. — Eu sei que ele quer proteger ela, mas não precisa de tanto.
Rafa- Eu acho que a gente deveria ajudar ele a entender isso.
Cris- Mas como? E se ele ficar bravo com a gente também?
Rafa- É melhor do que deixar ele quebrar a cara, não esqueça que á cima de tudo ele continua sendo nosso amigo.
Cris- Você tem razão... Acho que tava sendo um pouco egoísta em pensar que era melhor deixar tudo como está.
Rafa- Mas antes a gente precisa falar com a Mili, ela também não ta gostando dessa história, da pra ver.
Concordei e ficamos o resto do dia pensando em alguma solução, mas não conseguíamos achar...
Pov. Bia
Já era noite quando saímos da casa da Vivi, o Duda me levou pra casa e lá não tinha ninguém, já que minha mãe havia ido num jantar com as amigas dela. Entramos e ele continuava com a ideia fixa de ir de Tarzan na festa da Vivi.
Duda- Você não ta entendendo. Eu sou fã do Tarzan, tenho todos os DVDs e seria um sonho realizado ser ele por uma noite... Você até poderia ir fantasiada da mulher dele.
Bia- Duda, você não vai de Tarzan... Aceite que dói menos! – Ele ficou irritado por alguns segundos, mas depois me olhou com um sorrisinho.
Duda- Quer dizer que a gente ta sozinho? – Concordei – Será se a sua mãe demora muito?
Bia- Não sei, ela costuma demorar...
Ele deu um sorriso malicioso e me puxou para um beijo, foi um beijo longo. Nos encostamos no sofá e ele continuou me beijando, o clima tava cada vez maior, não se quero nada a mais que isso, mas as coisas estavam acontecendo tão naturalmente... Estávamos quase deitados quando ouvimos o portão se abrindo e por isso nos separamos rapidamente.
Bia- Ai meu Deus! – Levantei – Se esconda Duda!
Duda- O que? Por quê? A sua mãe já sabe que a gente ta namorando. – Se levantou.
Bia- Mas se ela souber que você ta aqui há essa hora e sem mais ninguém em casa eu posso me considerar morta.
Ele entrou no lavabo na mesma hora que a porta se abriu.
Bia- Oi mãe.
Fernanda- Oi Bia! – Depositou um beijo em minha testa e logo depois foi na direção do lavabo.
Bia- O que você vai fazer? – Disse me colocando em sua frente.
Fernanda- Vou lavar as mãos, oras.
Bia- Porque você não vai no seu banheiro lá em cima? Aqui é muito... Pequeno – Estava sem argumentos, isso não costuma acontecer comigo.
Fernanda- Você ta estranha filha. – Disse suspeitando.
Bia- Eu não to estranha... – Até que tive uma ideia. – Ta bom, admito! É que eu fui no banheiro e não ficou um cheiro, digamos assim, agradável, se é que me entende...
Fernanda- Ata... Bom, nesse caso é melhor eu subir mesmo, porque você é podre por dentro, nunca vi... – Não acredito que ela disse isso, não acredito mais ainda que o Duda ouviu, mereço.
Depois que ela subiu eu abri a porta para o Duda e ele riu da minha cara pelo o que a minha mãe disse, mas tudo bem... Ele foi embora e eu fui dormir, já que amanhã tinha que ir cedinho para o último dia de aula.
Pov. Mili
Já tinha ido pra escola e estava na hora do almoço, fui para o quarto dos meninos para chamar Mosca, chegando lá me deparei com Juca sentado na beira da cama com a cabeça baixa.
Juca- O Mosca não ta aqui. – Falou ainda olhando para baixo. – Eu ia sair do quarto, mas entrei e sentei na cadeira que estava na frente dele.
Mili- Juca, eu não concordo com o que o Mosca ta fazendo.
Juca- E porque não diz isso pra ele? – Finalmente me olhou.
Mili- E adianta? – Ri fraco. – O Mosca ta muito estranho... Mas quer saber? Eu acredito em você e no que sente pela Pata, da pra ver que você gosta mesmo dela.
Juca- Mas agora ela nem quer olhar na minha cara.
Mili- Eu não deveria fazer isso, mas vou te ajudar.
Juca- Sério? – Finalmente deu um sorriso. – Como?
Mili- Eu vou conversar com a Pata, mas o Mosca não pode saber, tudo bem?
Juca- Nossa Mili, eu nem sei como agradecer! – Se levantou e me deu um abraço. Depois nos separamos e o Mosca entrou.
Mosca- O que ta acontecendo aqui? – Disse achando estranho.
Juca- Essa menina que veio me encher. – Falou para Mosca não desconfiar. – Vocês não se cansam de se meter na minha vida?
Mosca- Olha o jeito que você fala com a Mili muleke! – Tentou ir para cima de Juca, mas eu não deixei.
Mili- Deixa Mosca, não vale a pena! – Puxei ele para fora do quarto e na hora de fechar a porta dei um sorrisinho para Juca.
Tivemos todas as aulas de tarde e não fizemos quase nada por ser o último dia, ainda bem. Quando acabaram estava com o maior clima de despedida e eu resolvi contar tudo para a Pata depois, ia ser complicado arranjar tempo pra falar com ela aqui na escola. Foi um último dia de aula muito legal.
Pov. Ana
A minha mãe já havia voltado e é por isso que eu fui direto para a minha casa depois de sair da escola, mas como precisava pegar minha coisas na casa do Binho fui a pé mesmo, já que era pertinho. Estava praticamente na frente da casa dele quando um maluco de skate me atropelou e caiu em cima de mim.
XX- Você não olha pros lados, não? – Disse ainda em cima de mim.
Ana- Você que deveria prestar mais atenção e parar de atropelar as pessoas! – Ele continuava ali.
XX- Fica difícil quando pessoas como você se colocam na minha frente, não tem como parar!
Ana- Será se da pra fazer o favor de sair de cima de mim? – Ele se levantou e deu a mão para eu levantar também, mas preferi fazer isso sem a sua ajuda.
XX- Já ouvi gente dizendo que as ruivas eram irritadinhas, mas não sabia que era verdade, até te conhecer. – Revirei os olhos.
Ana- Eu tenho mais coisa pra fazer, dá licença. – Tentei seguir em frente, mas ele impediu.
XX- Espera, passa o seu Whats App pra gente conversar um pouco. – Apenas ri e saí dali.
Entrei na casa do Binho e ele tava jogando GTA no PS3, nem me olhou direito quando entrei.
Ana- Só vim pegar minhas coisas, já saio pra você continuar jogando em paz. – Queria ver o que ele ia dizer depois disso.
Binho- Não, senta aí! – Ainda não tinha me encarado.
Ana- Pra que?
Binho- Pra jogar comigo, oras. – Sentei mais por medo de aquele menino estar lá na rua ainda, mas eu não fazia a mínima ideia de como jogar.
Binho tentou me ensinar, mas eu não entendi nadinha e só prejudiquei ele, o que me rendeu altos risos.
Binho- Mas você é mesmo ruim né corante vermelho? – Me zoou.
Ana- Desculpa aí!
Binho- Vêm! – Bateu no sofá para eu me aproximar mais dele.
Ele pegou a minha mão que segurava o controle e lançou o outro braço por trás de mim para segurarmos juntos, e assim poder me ajudar. Aí até que em fim eu consegui mais ou menos. Nós rimos e nessa hora nos olhamos, o que instantaneamente fez com que um clima surgisse, nós não resistimos e nos beijamos, eu amo esse garoto, essa é a verdade.
Continua...
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