Notas iniciais
Sei que tô demorando, mas a verdade é que esse cap já tá escrito faz umas 2 semanas e eu quero meio que postar tudo de uma vez, pra quem tá super ansioso por SQ acontecer ficar um pouquinho mais feliz. Então tá aí, vou tentar postar os caps logo, tá? Espero que gostem, e ah, podem odiar a Regina sim, mas só um pouquinho hahahahha Enjoy ♥

“- Você não vai mais ficar lá em casa?

— Aposta é aposta, Regina. E eu sempre honrei as minhas, mas a partir de amanhã, ok? Hoje eu quero dormir na minha própria cama, pra poder processar sozinha tudo isso.

Emma deu um meio sorriso, mas seu coração estava apertado. As coisas estavam começando a sair fora de controle de todas as formas possíveis.”

— Ruby, você pode ir dormir com a Zel, passamos lá em casa e vocês podem até levar as minhas malas já, só me deixe sozinha essa noite, tá?— Emma disse se virando para a amiga.

— Ok— Ruby deu de ombros.

Elas saíram da lanchonete mais uma vez desviando de fotógrafos e foram até o Brooklin pegar as malas de Emma e Ruby. No caminho de volta, Regina estava inquieta.

— Ela vai ficar bem, Ruby?

— Ela vai ficar ótima, aliás ela está ótima. Tem muita coisa sobre a Emma que vocês precisam aprender, e uma delas é que ela gosta de ter o próprio espaço. Isso é normal, não se preocupe, amanhã a gente vê ela.— Ruby disse do banco da frente, enquanto fazia carinho no cabelo de Zelena, que dirigia.

— Depois eu é que sou a estranha, vai entender.— Regina murmurou.

Emma demorou a pegar no sono, passou metade da madrugada relembrando da sua vida até chegar em NY e tudo o que vivera após chegar ali. “Você é um caos, Emma Swan” – murmurou pra si mesma. Ela pegou um baú de fotos e aproveitou para matar a saudade do irmão até pegar no sono, quando o dia amanheceu ela acordou com uma ligação de Ruby a chamando para ir tomar café da manhã no apartamento das Mills.

***

Quando Emma saiu do elevador suas narinas foram invadidas por um maravilhoso cheirinho de waffles. E ela enxergou Regina e Ruby sentadas na bancada da cozinha enquanto Zelena cozinhava.

— Gente, que cheiro maravilhoso!

— Especialidade da casa, chega mais, Emma.— Zelena chamou.

Emma se aproximou de Ruby abraçando a amiga por trás e Regina levantou e caminhou até a sala, pegando uma rosa de um vaso.

— Bonjour, ma belle— A morena entregou a rosa a Emma, com um sorriso lisonjeiro.

— Uau, obrigada. Se eu for tratada assim todos os dias de manhã não vou mais querer ir embora.

Regina sorriu e puxou uma banqueta para Emma sentar ao seu lado.

— Você está tão alegre hoje, Regina. Que foi?— Ruby quis saber.

Emma se inclinou um pouco mais para olhar para o rosto de Regina, nunca tinha visto a morena tão contente antes.

— Eu ganhei uma bolada de dinheiro ontem, a flor não está puta comigo por causa dos boatos e bem, eu sou uma artista multimilionária mundialmente famosa, fui indicada ao Oscar, começo a gravar meu terceiro filme de uma trilogia que é o maior sucesso de bilheteria dos últimos tempos semana que vem... – Regina colocou a mão no queixo fingindo pensar – É, acho que dá pra ficar um pouquinho feliz.

Todas gargalharam.

— Mas ainda acho que é alguma outra coisa— Ruby disse olhando para a mão de Regina que estava sobre a de Emma no balcão.

Ruby estava certa, Emma pôde observar que Regina estava diferente, havia uma aura de paz em volta dela, como se uma profunda satisfação tivesse tomado conta de sua alma.

Zelena fitou a cena quieta, algo a incomodava, mas ela havia se decidido a não interferir pra ver até aonde aquilo ia.

Ruby percebeu a inquietação da ruiva e decidiu mudar de assunto.

— Enfim, vamos falar de outra coisa. Você está animada para a festa, Emma?

— Ah, sei lá. Parece que vai ser legal.

O sorriso de Regina desapareceu.

— A Lily parece ser uma gracinha. – Ruby cutucou a amiga com o ombro.

— Ela se ofereceu pra te buscar ou algo assim?— Regina questionou.

— Não, ela só me falou da festa. Mas vou combinar da gente se encontrar na entrada e tal, para aquele plano maluco dar certo.

Regina puxou uma caneca que Zelena havia colocado em sua frente e deu um longo gole.

— Certo.

— Você vai pra onde depois do coquetel de entrada, Regina.— Zelena cruzou os braços e se encostou no balcão da pia.

— Como assim? Não vou em lugar algum, vou aproveitar a festa e rever alguns velhos amigos.— Regina disse com firmeza, entre um gole e outro.

— Você nunca fica nessas festas e até semana passada você já tinha outro compromisso.— Zelena disse séria.

— Mudei de ideia, Zelena. Qual o problema?

— Nada não.— Zelena resmungou tirando o avental e se dirigindo para seu quarto.

Ruby franziu a testa para Regina.

— Você sabe qual é o problema. Acho que ela deve ter bons motivos pra estar assim, porque você não resolve isso tudo de uma vez?— Ruby disse se levantando e indo se juntar à Zelena no andar de cima.

— Adoro quando todo mundo sabe qual é o problema, menos eu, nossa, você não tem ideia.— Emma falou.

— Vou tomar um banho— Regina disse se levantando.

— Tem alguma coisa acontecendo com elas?— Emma quis saber.

— Não, minha irmã só é paranoica.

— É por causa de nós duas. — Emma fungou.

Os olhos de Regina ganharam um brilho e ela assentiu.

— Você está certa, é por causa de nós duas. Não saia daqui, ok? Quero conversar com você sobre uma coisa.

Regina deu uns passos para trás e então subiu a escada para o andar superior de dois em dois degraus. Emma se afundou em uma cadeira de descanso no canto da sala, refletindo sobre a forma como Regina tinha enfatizado as palavras “nós duas”, além da expressão em seu rosto ao dizer isso. Ela se perguntava se havia existido limites algum dia e se seria a única a ainda considerar sua relação com Regina como sendo de amizade.

Zelena desceu as escadas como um raio com Ruby em seu encalço.

— Zel, não!— Ruby suplicou.

Zelena olhou para trás em direção ao topo da escada e depois para Emma. Sua voz era baixa e fria.

— Há uma semana atrás, tudo o que eu mais queria era que vocês ficassem juntas, mas sabe, Emma, a Regina já passou por muita coisa e tudo o que ela não precisa agora é de alguém fazendo joguinhos e levando-a para o fundo do poço novamente, da mesma forma que, agora que eu finalmente encontrei alguém que eu goste de verdade, depois que você e a Regina se explodirem, eu não quero que seus pedaços respinguem em mim e na Ruby. Vocês duas estão passando dos limites, não acha? Se você não sabe o que quer então porque fica nesse lenga-lenga sem fim? Eu tinha finalmente me convencido que vocês eram apenas amigas.

— Mas nós somos!— Emma disse abalada, com o ataque surpresa.

— Não são não!— Zelena disse erguendo um pouco a voz.

Ruby pôs mão no ombro da ruiva.

— Baby, eu já disse que vai ficar tudo bem.

Zelena se soltou de Ruby.

— Não, não vai ficar tudo bem. Eu já te disse o que vai acontecer, isso tudo parece um déjà vu torturante.

Ruby segurou o rosto de Zelena entre as mãos.

— E eu já te disse que não vai ser assim, você não confia em mim?

Zelena suspirou e olhou para as duas, depois subiu as escadas pisando duro, enquanto Ruby se jogou no sofá ao lado de Emma.

— Eu não consigo enfiar na cabeça dela que se você e a Regina vão dar certo juntos ou não, isso não vai afetar a gente. Mas pelo jeito ela e a Regina já tem um longo histórico sobre essas situações...

— Do que você está falando, Ruby? Eu e Regina não estamos juntas, você ouviu o que ela disse, ela não tem interesse em mim desse jeito...

— Você ouviu isso?

— Sim, ouvi.

— E você acreditou?

Emma deu de ombros.

— Não importa. Nunca vai rolar nada entre a gente, ela me disse que não me vê desse jeito, além disso, ela morre de medo de se comprometer, Ruby. Seria impossível arrumar alguém nesse mundinho que você está entrando ao namorar com a Zelena, que a Regina ainda não tenha dormido e também não consigo lidar com as mudanças de humor dela. Não acredito que a Zelena ache que vai acontecer alguma coisa.

— A Zel não só conhece a Regina como a palma da mão, como conversou com ela, Emma...

— O que você quer dizer?

Ruby deu um suspiro.

— Você é minha melhor amiga. Eu te conheço melhor que você mesma às vezes... A única diferença do relacionamento de vocês e o meu com a Zel é que vocês não estão transando. Fora isso, não tem diferença nenhuma.

— Tem uma diferença enorme, uma diferença gritante, Ruby. A Zel traz uma garota diferente pra casa toda noite? Você vai a uma festa no final de semana com uma garota que poderia facilmente virar sua namorada? Você sabe que não posso me envolver com a Regina, Ruby. Não sei por que estamos discutindo isso.

A expressão no rosto de Ruby era de decepção.

— Eu não estou imaginando coisas, Emma. Você passou todos os momentos possíveis com ela nos últimos dias. Admita, você sente algo por ela.

— Deixa quieto, Ruby.— Regina disse no pé da escada, apertando forte a faixa de um robe de seda ao redor da cintura.

Tanto Emma quanto Ruby deram um pulo ao ouvir a voz rouca de Regina. Quando os olhos de Emma capturaram o da morena, ela pode perceber que toda aquela felicidade de momentos atrás havia se desvanecido. Regina pegou algo no cômodo do fim do corredor e subiu novamente as escadas sem falar mais nada e Ruby olhou para a amiga com tristeza.

— Acho que você está cometendo um erro— Disse sussurrando — você não precisa ir aquela festa pra conhecer uma garota, tem uma louca por você bem aqui.— Ruby disse e deixou Emma sozinha com seus pensamentos.

Emma ficou balançando na cadeira de descanso, processando tudo o que tinha ocorrido na ultima semana. O encontro com Sidney Glass no supermercado, as noites no chalé, a súbita raiva de Zelena, o modo como ela conseguiu decepcionar Ruby e Regina... Passou de extremamente feliz para tão ofendida que ficou sem palavras. “Como você é burra, Swan” – murmurou para si mesma. Nervosa demais para subir para o quarto e ter que encarar Regina, ela ficou olhando para o relógio na parede enquanto os minutos se arrastavam.

Cerca de uma hora depois, Regina desceu as escadas e cruzou o corredor. Estava extremamente elegante usando um vestido tubinho preto decotado, que valorizava todas as suas curvas latinas e um sapato de salto alto e bico fino, também preto. Na boca um batom vermelho provocante e exalava um cheiro maravilhoso de perfume importado. Não parecia a mesma pessoa, a morena caminhava de um jeito imponente e majestoso, Emma ficou literalmente boquiaberta, pois esperava que Regina estivesse apenas descendo para chama-la para conversar, conforme havia falado anteriormente. Ela observou que a morena estava com as chaves de sua Ferrari na mão.

— Vai sair? – Emma perguntou erguendo meio corpo na poltrona — Aonde vai?

— Sair. – Regina disse colocando óculos escuros e apertando o botão do elevador sem olhar pra trás.

Quando a porta do elevador se fechou Emma tombou pra trás soltando todo o ar que ela nem percebeu que estava segurando. Ela havia se tornada a vilã e se perguntava como havia conseguido essa façanha.

O dia passou e Emma não saiu da sala de televisão a não ser para ir ao banheiro e o relógio já marcava duas da manhã, quando a loira desistiu de esperar e decidiu subir para o quarto de Regina. Ao abrir a última porta no fim do corredor, ela percebeu que nunca tinha, de fato, entrado no quarto da morena. Emma olhou ao redor e viu que o cômodo não era nem pequeno nem muito grande, as paredes eram todas claras e a mobília moderna dava um ar clean extremamente luxuoso e ao mesmo tempo simples ao ambiente. A cama de Regina era enorme e estava cuidadosamente arrumada. Emma se jogou no colchão e abraçou um travesseiro que exalava o perfume da morena. O quarto era solitário sem Regina e a ideia de ligar em seu celular se insinuava em sua mente. Emma havia pegado no sono, quando ouviu pela fresta da porta aberta um tilintar de vários saltos no andar de baixo. A campainha do elevador anunciou que a porta havia sido fechada e logo depois ouviu passos na escada, o barulho parou no meio do caminho e Regina deu risada e disse algo que Emma não conseguiu entender. Nesse momento Emma ouviu não só uma voz feminina diferente, mas duas, seguidas de risadinhas que foram interrompidas por sons de beijos e gemidos. O coração de Emma afundou no peito e ela ficou com raiva por se sentir daquele jeito. O gritinho agudo de uma das garotas fez com que seus olhos se fechassem com tudo e depois o som que ela ouviu era das três caindo no sofá.

Emma pensou em pedir um táxi e voltar para o seu apartamento no Brooklin, mas lembrou que todas as suas coisas, incluindo cartões e dinheiro ainda estavam no quarto de Zelena e tudo o que ela não queria era atrapalhar mais ainda a vida da ruiva. Emma então enterrou a cabeça no travesseiro e fechou os olhos, quando a porta se abriu de repente. Regina atravessou o quarto, abriu a porta de um cômodo anexo, que Emma percebeu ser um closet, pegou algo lá dentro e voltou rápido pelo corredor, deixando a porta mais aberta do que estava.

As garotas ficaram dando risadinhas por alguns minutos e depois veio o silêncio, segundos mais tardes preenchidos por gemidos e sussurros que preenchiam o apartamento, parecia que um filme pornô estava sendo gravado na sala de estar. Emma cobriu os rostos com as mãos e sacudiu a cabeça. Quaisquer limites que haviam ficados apagados nos últimos dias agora eram substituídos por uma enorme muralha impenetrável de pedra. “Deixe de lado essas suas ridículas emoções e sentimentos, Emma Swan. Não foi pra isso que você saiu do Maine, apenas relaxe.” — Emma se forçou a pensar. Regina Mills era Regina Mills, e elas duas eram, sem sombra de dúvidas, apenas amigas.

Os risos e outros ruídos nojentos cessaram por completo depois de cerca de uma hora e foram substituídos por murmúrios descontentes quando as garotas foram dispensadas. Regina tomou um banho e se jogou na cama de costas para Emma, só de calcinha e sutiã, e mesmo depois de se lavar, o cheiro que exalava de seu corpo indicava que ela havia bebido uísque suficiente para sedar um elefante e Emma ficou furiosa por ela ter dirigido naquele estado até o prédio.

Emma ainda não conseguira dormir, mesmo depois de a raiva e a indignação terem cessado. Quando a respiração de Regina ficou pesada ela se sentou na cama e olhou no relógio do celular, que indicava que logo ia amanhecer. Emma pegou seu travesseiro e um cobertor e desceu as escadas até a sala, se jogando na poltrona reclinável. As únicas provas do ménage de Regina na noite passada era uma calcinha fio dental que estava metade no tapete da sala e metade embaixo do sofá. A loira tentou não lembrar dos sons nauseantes e fechou os olhos, se enrolando como uma bola no cobertor. Quando abriu olhos, Emma viu Ruby e Zelena sentadas no sofá, assistindo televisão sem o som. O sol entrava pela porta de vidro que dava acesso à cobertura, e Emma se contorceu quando sentiu as costas reclamarem de qualquer tentativa de se mexer.

Ruby olhou atentamente para Emma.

— Emms?

Ruby estava preocupada, estava esperando raiva, lágrimas, talvez até gritos, enquanto Zelena parecia desolada.

— É tudo minha culpa, desculpa, Emma. Sério, eu sinto muito.

Emma sorriu.

— Tá tudo bem, Zel. Não precisa se desculpar, você não fez nada de errado.

Ruby e Zelena se olharam de relance e Ruby se agachou em frente a amiga.

— A Regina foi ao supermercado, ela está, hum, não vem ao caso como ela está. Suas malas já estão ali do ladinho da entrada e eu vou te levar de volta para o nosso apê antes que ela chegue, pra você nem precisar lidar com a presença dela.

Foi nesse momento que Emma sentiu vontade de chorar, ela havia sido expulsa dali. Emma fez um grande esforço pra manter a voz antes de falar: — Dá tempo de eu só tomar um banho?

Ruby sacudiu a cabeça.

— Vamos embora, Emms. Não quero que você seja obrigada a olhar pra cara da Regina mais uma vez, ela não merece...

Nesse momento a campainha do elevador soou e Regina entrou cheia de sacolas e depositou tudo em cima do balcão, tirando várias latas e pacotes e guardando no armário.

— Quando a flor acordar, vocês me avisam, tá?— Ela disse baixinho. – eu trouxe mais ingredientes pra fazer Waffles, sorvete, chocolate, aquele treco estranho de aveia que ela come, o cereal matinal preferido dela, marshmallows, canela em pó, e ela só toma leite de soja, né Ruby?— Regina disse se virando.

Quando a morena viu Emma, ficou paralisada. Depois de um momento pra se recompor sua expressão se derreteu e ela disse numa voz suave.

— Oi, beija-flor.

Emma não podia ficar mais confusa, primeiro achou que teria sido expulsa, agora Regina entrava na casa com sacolas das suas comidas prediletas. Regina deu alguns passos e entrou na sala de estar, colocando as mãos nos bolsos de sua jaqueta preta e mordiscando o canto da boca, nervosamente.

— Está com fome, flor? Faz tempo que eu não faço, mas, hum, pensei em fazer umas panquecas pra gente, com geleia de maçã, na verdade é a única coisa que eu sei fazer. E bem, eu comprei um creme da Victoria Secrets novinho pra você, porque lembrei que o seu já estava no final lá no chalé, e ah, um secador novo também, porque o meu queimou e eu fico emprestando o da Zelena, E ah, só um segundo.— Regina ia pegar algo em cima do balcão, mas parou abruptamente quando viu as malas de Emma no canto do elevador. A morena se virou pálida, inspirou fundo e seus ombros se encolheram. Em nada lembrava a Regina majestosa e fatal da noite anterior.

— Suas malas estão na saída.

— Eu sei.

— Você está indo embora — Regina disse derrotada.

Emma olhou para Ruby, que fulminava Regina com o olhar.

— Você esperava mesmo que ela ficasse aqui depois de tudo o que você fez ontem?— Ruby disse com raiva.

— Baby— Zelena disse.

— Nem vem, Zel. Não se atreva a defender ela— Ruby disse furiosa.

Regina parecia desesperada.

— Me desculpa, flor. Eu não sei nem o que dizer. – Regina disse de cabeça baixa.

— Vamos, Emma. – Ruby estendeu a mão para a amiga.

Regina fez menção de ir em direção a loira, mas Ruby apontou um dedo em sua direção.

— Olha, Regina. Eu juro por todos os deuses, que se você tentar impedir a Emma de sair daqui eu jogo gasolina e acendo um fósforo quando você estiver dormindo.— Ruby disse com a voz alterada.

Emma abafou um riso e Zelena arregalou seus enormes olhos azuis.

— Ruby— Zelena disse em um pio nervoso.

Emma podia ver que ela estava dividida entre a irmã e mulher que amava. Era exatamente isso que ela temia quando atacou Emma no dia anterior. Ao relembrar, Emma se sentiu culpada. Zelena só queria evitar essa situação e olha só onde elas estavam.

Emma reuniu toda a coragem que existia em seu interior.

— eu estou bem.

Todos os olhares se focaram nela.

— O que você quer dizer com “estou bem”— Zelena perguntou nervosa.

Emma suspirou e tentou parecer indiferente.

— A Regina trouxe umas garotas aqui ontem, e daí? Quero dizer, ela é solteira e o apartamento é dela, ela pode trazer quem ela quiser.

Ruby olhava incrédula para Emma. Zelena estava quase dando um sorriso e Regina parecia ainda pior do que antes.

— Você não fez as suas malas?

Emma balançou a cabeça em negativa.

— Eu nem desarrumei elas na verdade. – Emma pegou o celular e olhou o relógio que marcava quase duas da tarde – Eu só quero que quem trouxe elas aqui pra baixo leve de volta e coloque no quarto da Regina, agora eu só preciso de um banho, pra esticar meus músculos e depois quero comer, porque estou morta de fome.

Emma se levantou e subiu as escadas correndo e foi direto ao banheiro do quarto de Regina, onde fechou a porta e se apoiou deslizando até o chão. Ela tinha consciência de que irritara Ruby de uma maneira inexplicável, mas havia feito uma promessa a Zelena e pretendia cumprir.

Emma ouviu um ruído baixinho de alguém batendo na porta do outro lado.

— Flor?

— O que?

— Você vai ficar?

— Eu posso ir embora se você quiser, mas aposta é aposta.

Emma sentiu a testa da morena bater de leve na porta, do outro lado.

— Eu não quero que você vá embora, mas não te culparia...

— Eu estou liberada da aposta então?

— Se eu disser que sim, você vai embora?

— Sim, até porque eu não moro aqui, né, dãa.— Emma falou, forçando descontração.

— Então não, a aposta ainda está valendo.

Emma olhou para cima e sentiu lágrimas ardendo em seus olhos. Ela não sabia porque estava chorando, mas não conseguia parar.

— Posso tomar um banho agora?

— Pode...

Emma ouviu o som dos sapatos de Ruby entrando no quarto.

— Você é uma canalha extremamente egoísta.— Ela disse quase gritando, depois Emma conseguiu ouvir o som de seus passos saindo e a porta do quarto de Zelena batendo com força.

Emma se forçou a levantar e entrou no box, se lavando rapidamente. Quando saiu, Regina estava sentada na cama rodeada de scripts, assim que viu a loira ela juntou tudo e olhou apreensiva.

— Eu ouvi você falando tudo aquilo para a Ruby e fiquei morta de raiva, porque de certa forma, eu sei que é tudo verdade. Eu só queria sair, tomar umas e pensar, mas antes que eu me desse conta eu já estava totalmente bêbada, e aquelas garotas...— Regina olhou para cima e fechou os olhos com força enquanto chacoalhava a cabeça, como se estivesse se amaldiçoando — Acordei de manhã e você não estava na cama, e quando entrei na sala e vi você na poltrona, e aquela calcinha no chão, eu fiquei com nojo de mim mesma...

— Você podia ter me consultado antes de comprar todas aquelas coisas só para me fazer ficar, não acha?

— Eu só fiquei com medo de que você fosse embora e nunca mais falasse comigo. Não quero mais pessoas que eu me importo saindo da minha vida por causa das minhas merdas.

Emma se encolheu ao ouvir a explicação. Ela não havia parado pra pensar em como a morena havia se sentido ao ouvir Emma falar o quanto Regina era errada pra ela, e agora a situação havia chegado em um ponto complicado demais pra consertar.

— Eu não queria te magoar— Emma disse baixinho.

— Eu sei que você não queria, e não importa o que eu diga agora, porque eu ferrei com tudo... Como sempre.

— Regina?

— Oi, flor.

— Nunca mais dirija bêbada daquele jeito, tá?

Regina respirou fundo antes de responder.

— Ok...

***

— Pode entrar— Emma disse quando alguém bateu na porta.

Zelena e Regina ficaram paralisadas.

— Uau!— as irmãs exclamaram em uníssono.

Emma sorriu e olhou sua silhueta no espelho. Ela usava um vestido curtinho sem mangas, com forro bege e uma fina renda bordada por cima. Nos pés, um sapato de salto alto na cor nude. Seus cabelos estavam presos em um coque despojado e ela usava uma maquiagem leve.

— Você parece um anjo, flor! — Regina disse ainda boquiaberta.

— Ai, vamos parar com a lesbicagem que eu vou vomitar aqui.— Zelena disse enfiando um dedo na garganta e ficando vesga.

As três riram. Emma olhou e viu que as duas irmãs ainda estavam enroladas em seus robes de seda.

— Gente, sério que vocês ainda nem colocaram a roupa? Já não me basta a Ruby que demora décadas pra se arrumar, vocês também são assim, sério?

— Eu tenho que esperar o povo chegar. – Regina deu de ombros – Na verdade eu vim aqui justamente perguntar se você não queria aproveitar o Jefferson pra fazer sua maquiagem, mas já vi que você se vira muitíssimo bem sozinha. Você está maravilhosa.

— Peraí, você está esperando vir uma equipe toda para te arrumar?— Emma disse incrédula — Ah meu deus, as vezes eu esqueço que é com Regina Mills que eu estou falando.— Emma riu e Regina arqueou uma sobrancelha.

— São os mimos que Hollywood te proporciona, dearie. Eu odeio essa bajulação toda, mas tem lá seu lado bom. E não é uma equipe toda, só vem a Tinker e um maquiador, e ah, é só pra eventos grandes e etc. Inclusive, eles chegaram.

— Alouuu?— Tinker grita do pé da escada.

Regina e Zelena foram encontrar os recém-chegados no andar de baixo.

— Olá!— Regina disse dando um abraço na sua empresária. — Vocês já passaram lá na Bette?

— Ah sim, acabamos de sair de lá, ela e a Helena vão encontrar vocês lá no evento. – Tinker disse.

— Oi senhorita— Zelena disse se espreitando ao lado de Regina, com um sorrisinho diabólico para Tinker.

— Hum, oi, Zelena.— Tinker disse com a cara fechada.

— Como vai minha rainha de Hollywood?— O maquiador disse dando um selinho em Regina.

— Oi Jefferson, Estou ótima, obrigada. E como vai meu viado favorito? Não deixe o Killian saber disso, ok?— Regina disse rindo.

— Estou maravilhosamente bem, como sempre! Vamos começar?— Nesse momento Jefferson avista Emma descendo as escadas. – Genteeeee, que close é esse? Quem é essa princesa?

Emma sentiu seu rosto ficar rubro e sorriu sem graça.

— Ahn... Oi. Eu sou a Emma.— Emma disse se segurando no corrimão – Zel, a Ruby está te chamando lá no quarto.

— Então você que é a nova vítima, eim? — Tinker disse dando a volta no balcão – Cadê as bebidas dessa casa?

Regina olhou para Emma e fez um gesto com a mão, como que falando para ela não ligar para Tinker.

— As bebidas estão no mesmo lugar de sempre, querida. Jefferson, vamos logo com isso.

O maquiador levou Regina até o último quarto no fim do corredor e fechou a porta. Zelena e Ruby desciam a escada da sala tagarelando sobre qualquer coisa, enquanto Tinker estava encostada no balcão da cozinha.

— Uau Emms! A Lily vai ter um treco quando te ver!— Disse Ruby

— Qual o sobrenome dessa Lily?— Tinker perguntou tomando um gole de espumante.

— Lily Page. – Emma disse.

— Page? Então quem vai ter um treco vai ser a Regina— Tinker dá uma gargalhada.

— Por que?

— Elas meio que...

— Porque ela meio que se acha a rainha dos Hamptons e da Columbia. Mas tudo bem, isso é passado, você acabou de conhecer a moça, não vamos te assustar. – Regina surge majestosa e sensual em um vestido preto curtinho, modelo tomara que caia e sapato de salto alto, uma maquiagem escura que marcava bem seus olhos castanhos, batom vermelho nos lábios e cabelos soltos levemente desajeitados.

Ruby coloca a mão no queixo de Emma e “empurra” para que a amiga feche a boca.

— Nossa, você... Você está espetacular, Regina.— Emma gagueja — Preto te cai muito bem— A loira diz tentando se recompor.

— Preto é a minha cor, baby.— Regina dá uma piscadinha. – Todos prontos? Vamos então, que o amor da minha vida está me esperando lá embaixo.

— Ahn? — Emma questionou Zelena.

— Ah, é o carro dela, obviamente. – A ruiva disse virando os olhos.

Tinker dá um gritinho e bate palmas animada e todos se dirigem ao elevador.

Tinker e Jefferson foram no carro de Regina, enquanto Emma, Zelena e Ruby foram com Zelena. No caminho Emma recebeu uma mensagem de Lily avisando a loira de que ela já havia chegado ao evento e estava esperando Emma na entrada.

Notas finais
Gente, cadê vocês? senti saudade no último cap :/ Estou sem celular, então por isso tô meio sumida dos grupos do whats e tal... Mas enfim, e aí? O que acharam? Como eu sempre digo, tenho uma relação de amor e ódio muito grande com a Regina hahahahahah E a Zel e a Ruby pelo jeito estão ficando sérias agora... a ruiva conseguiu domar a morena! Gente, o próximo cap já tá escrito, então não vou demorar pra postar, mas preciso do feedback de vocês! bjbj ♥