Beatlaculous

5 Everybody’s got something to hide except for me and my monkey


Notas iniciais
SINOPSE: Por acidente, Nino vê Adrien conversando com Plagg. O loiro então conta para o amigo que o Kwami seria, na verdade, um raro macaco chinês com cara de gato. Será que convence? MÚSICA: EVERYBODY'S GOT SOMETHING TO HIDE EXCEPT ME AND MY MONKEY Come on, come on, come on, come on, Come on is such a joy, Come on is such a joy, Come on is take it easy, Come on is take it easy, Take it easy, take it easy, Everybody's got something to hide except for me and my monkey. The deeper you go the higher you fly, The higher you fly the deeper you go, So come on, come on, Come on is such a joy, Come on is such a joy, Come on is make it easy, Come on is take it easy, Take it easy, take it easy, Everybody's got something to hide except for me and my monkey. Your inside is out and your outside is in, Your outside is in and your inside is out, So come on, come on, Come on is such a joy, Come on is such a joy, Come on is make it easy, Come on is make it easy, Make it easy, take it easy, Everybody's got something to hide except for me and my monkey.

Adrien estava sentado em um dos bancos do parque, aguardando Nino. O dia era tranquilo e ele não podia estar mais feliz por estar fora de casa sem compromissos profissionais, sem aulas e, principalmente, sem akumas. Era só o Adrien, sendo um rapaz normal que passaria a tarde de domingo com o amigo. Obviamente, com Gorila o observando de uma distância segura, porém que lhe daria alguma privacidade. É o preço de sua fama (e da superproteção do pai).

Mas nenhuma calmaria seria normal para ele se não houvesse a vozinha ligeiramente rouca saindo de sua jaqueta, com ar suplicante.

− Por favooorrr… me dá queijo…

− Plagg, eu não tenho queijo aqui. Não posso sair sempre fedendo e a Nathalie já está estranhando. Que tipo de pessoa normal sai por aí com fatias de camembert no bolso?

− Você não tem que justificar. Só tem que me alimentar. Se aparecer algum akuma, não conte comigo para se transformar. Estou muito fraco! – Plagg deitou-se sobre a mão de Adrien, como se desmaiasse. E ali ficou fazendo drama por algum tempo.

− Plagg, isso não é hora para brincadeira! O Nino está quase chegando. Se esconde!

Mas não deu tempo. O Kwami ainda estava sobre a mão de Adrien quando os dois foram surpreendidos por um grito:

− A-ha! Te peguei!

Era Nino, tentando – e conseguindo − dar um susto no amigo. E antes que Adrien pudesse esboçar qualquer reação, Nino já se sentou ao seu lado, olhando a criaturinha assustada que pulou para dentro da roupa do loiro.

− Ei, o que é isso aí?

− I-isso o quê? – tentou disfarçar Adrien.

− Ah, nem vem! Eu vi o bichinho que você escondeu aí. Oh, cara, me mostra. – Nino tentava olhar dentro da jaqueta do amigo.

− Não, Nino, não é nada importante...

− Ei!!! – Plagg saiu de seu esconderijo, desconsiderando totalmente as ordens de não se tornar público. Queria tirar a limpo sua desimportância, mas Adrien rapidamente o levou para dentro de sua jaqueta de novo.

− Cara, que bonitinho! É algum animal exótico?

− Er... sim... é um... um... raro... mico! Isso, um mico anão chinês... com... com... cara de gato! Raríssimo! Ainda em estudo. Ele faz esse som estranho “ei, ei”. – Adrien estava nervoso por não conseguir pensar em nada melhor e sabia que tudo que disse era uma asneira sem tamanho.

− E você diz que não é importante? Como você conseguiu um desses? É contrabandeado?

− É mais ou menos isso... Nino, ninguém pode vê-lo.

− O pai da Alya é tratador no zoológico. Será que ele conhece? – E começou a gritar para a amiga que se aproximava (por trás de Adrien, que não a tinha visto) – Alya, Alya. Veja isso. Será que seu pai conhece?

− Não! – Adrien, tentou, em vão, esconder Plagg, que estava se fazendo de mico, para disfarçar.

− Qual é, Adrien, relaxa. A Alya é nossa amiga, é de confiança. Aliás, espero que você não se importe. Eu a convidei pra ficar aqui com a gente. Ela estava me enchendo o ouvido no telefone, que estava entediada, que não tinha novidades pro blog, e blá-blá-blá...

Adrien mal ouvia Nino. Olhou para a direita para ver se Alya estava perto, quando ela chegou pela esquerda, já se sentando do outro lado de Nino.

− Olha, que bonitinho! Que tipo de bicho é?

Plagg dava saltinhos, macaqueando, enquanto Adrien o puxava para perto do corpo, tentando não mostrar mais detalhes dele. Mas Nino puxava a mão dele, para mostra-lo para Alya.

− Adrien, facilita e mostra logo pra Alya! – Nino puxou parte da jaqueta de Adrien e expôs Plagg. − É um mico chinês raro que Adrien conseguiu por contrabando.

− Ah, posso fotografar pro blog?

− Nãããão!! – Adrien se desesperou e segurou a mão da amiga, que já sacava do bolso o celular. – Quer dizer... ele é contrabandeado. Eu vou acabar sendo preso! Por favor, vamos fingir que ninguém o viu e parar de falar desse assunto?

− Adrien, eu sou sua amiga, mas preciso dizer que isso é muito errado! Tirar um bichinho tão fofinho desses de seu habitat natural. Que maldade... – Alya seguia com sua lição de moral enquanto pegava Plagg das mãos de Adrien e o acariciava. O Kwami deitou-se nas pernas dela rindo, pelos cafunés e da cara de desespero de Adrien.

− Por isso que eu tenho que leva-lo de volta! A-agora mesmo! Me devolve, por favor! – Adrien já suava frio e em bicas.

− Calma, Adrien. Relaxa. O bichinho já está aqui mesmo... – Nino também mexia com Plagg – O que ele come? De que parte da China ele vem? Tadinho, não tem as mãos nem os pés... é da espécie ou é uma falha genética? Alya, vamos ver na internet se achamos alguma coisa sobre esse mico? Ei, aquela ali não é a Marinette?

− Sim, eu a convidei pra vir aqui também. Ela também não tinha nada pra fazer. – Alya fazia sinal para que a amiga os visse e fosse ao seu encontro.

Adrien já nem conseguia esconder o medo.

− Ah, não! Mais uma! Gente, ninguém pode saber do Pl… miquinho.

Mas era tarde. Marinette veio rápido e acabou tropeçando. Caiu de joelhos em frente a Alya, ficando de cara com Plagg. Ela encarou o Kwami assustada, enquanto Adrien se levantou para ajuda-la.

− Marinette, você está bem? Gente, deixa esse mico aí e vem ajudar a Mari! – Adrien tentava de qualquer maneira tirar a atenção dos amigos de Plagg.

Marinette normalmente ficaria vermelha e gaga diante da situação – se estabacando vergonhosamente em frente ao amor de sua vida e parecendo patética. Mas não dessa vez. Marinette levantou ainda encarando Plagg e nem se lembrou de cumprimentar os amigos. Olhou para Adrien e perguntou?

− De quem é esse k... quer dizer... O que é isso? – e apontou para o Kwami.

− É um raro mico chinês do Adrien – responderam Alya e Nino em coro.

− Mico? – Marinette olhou espantada para Adrien. – Seu?

Marinette tentava juntar em sua mente as informações de tudo o que viu, mas Adrien pegou Plagg das mãos de Alya e rapidamente o escondeu na jaqueta.

− Sim, é meu. Um tipo raro de mico anão chinês com cara de gato. Ele foi contrabandeado então ninguém pode saber dele! – respondeu rispidamente Adrien, tentando encerrar o assunto. – E ele está ficando cansado com tanta gente mexendo nele. Me desculpem, mas eu preciso ir pra casa alimentar meu miquinho. Vejo vocês depois.

Adrien nem esperou pelas respostas e já se dirigiu até a saída do parque.

− O Adrien estava nervoso, né? – disse Alya enquanto via o modelo se afastar apressadamente.

− É essa história de manter animal raro como de estimação. Contrabando de animais é um crime muito sério. Nem sei o que deu na cabeça do Adrien de fazer uma coisa dessas. – ponderou Nino.

− Não faz o tipo dele. O que você acha, Marinette? – Alya virou-se para a amiga, mas ela não estava mais com eles. Tinha saído correndo rumo a saída do parque, atrás de Adrien.

Já do lado de fora, Adrien estava ofegante. Parou recostado na grade, para tomar ar, e checar o estado de Plagg, antes de encontrar Gorila.

− Ufa! Eu não podia ficar pagando de mico por nem mais dois minutos. – Plagg fuzilava Adrien com os olhinhos verdes.

− Ainda bem que saímos de lá.

− Você me paga, viu? Vão ser muitas fatias de queijo para compensar essa encenação toda!

− Será que eles acreditaram em minha história? – os dois se entreolharam, preocupados.

− Adrien. – Marinette chegou por trás do loiro e tocou seu ombro, o fazendo pular de susto.

− Ma-Marinette, o que faz aqui? – perguntou Adrien claramente nervoso.

− Eu... vim oferecer comida... para o miquinho. Ele gosta de cookies?

− Não sei. Comigo ele só come queijo. Mas eu vou alimentá-lo em casa. Obrigado, Marinette. – Adrien virava-se para ir embora, antes que tivesse que dar mais explicações, mas sentiu um leve toque da mão de Marinette segurando seu braço.

− Espera. É que... eu... também tenho um “mico”. – Marinette enfatizou o termo, gesticulando as aspas. – Mas o meu é mais raro, pois não tem cara de gato negro. E é vermelho. Como uma joaninha. – essa informação deixou Adrien de queixo caído. − Bem, se você quiser ir mais fundo nesse assunto, me procura depois. Quando se sentir pronto. – Piscou um olho e saiu, indo novamente em direção ao parque.

Adrien ficou ali parado, vendo Marinette se afastar, boquiaberto. Estava processando as informações e, ao chegar à conclusão óbvia, começou a rir.

− Todo mundo tem alguma coisa pra esconder, até a Marinette! Quem poderia imaginar que justo ela é a portadora do “mico” da Ladybug?

Plagg, ainda mal humorado cortou logo o assunto:

− Ei, chega com essa história de mico. Vamos logo pegar algum queijo.

Notas finais
Bem... foi isso. Essa foi o primeiro capítulo que escrevi e é o último que lanço nessa fic. E eu dedico à Bolachinha-fadinha-companheira de fic. Obrigada pelo apoio, querida.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!