Beacon Falls: Parte 1
11 Stiles
Abro meus olhos instintivamente e levanto, necessitando desesperadamente de ar. Olho para meu lado direito e vejo Elena, também tentando recuperar o folego, Dean estava fazendo o mesmo. Quando paro para olhar ao redor, não estamos mais em uma clínica veterinária.
Dean é o primeiro a se levantar e sair da banheira, seguido por mim e Elena. Ainda segurávamos nossos objetos. Estávamos em uma sala ridiculamente ampla, branca e sem nada, com exceção das banheiras e das luzes no teto. Ouvimos um certo chiado atrás de nós e nos viramos lentamente. Então, nós vemos. No fundo da sala, estava o Nemeton. Começamos a ir em direção a árvore, enquanto nossas roupas encharcadas molhavam o chão ao passarmos.
Chegamos mais perto e tocamos na árvore ao mesmo tempo. Em um piscar de olhos, estou na floresta. Dean e Elena não estão mais ao meu lado e sei que aquilo não é real. Eu ouço um barulho e então vejo Scott e eu, na noite em que fomos procurar um corpo e que Scott foi mordido. Me vejo ser pego por meu pai e Scott se esconder. Eu recuo um pouco, por medo que me vejam, mesmo sabendo que era impossível, e sinto algo atrapalhar minha passagem. Me viro e vejo a árvore cortada.
Me levanto num susto e vejo que voltamos a clínica.
–-- Eu vi, sei onde fica. –-- Diz Elena. Eu e Dean dizemos o mesmo. Nos levantamos da banheira.
–-- Podemos encontrar. –-- Diz Dean, olhando para Deaton, Lydia e Caroline. Eles pareciam prestes a dar uma má noticia.
–-- O que foi? –-- Eu pergunto.
–-- Vocês ficaram fora por muito tempo. –-- Responde Caroline.
–-- Quanto tempo? –-- Pergunta Dean.
–-- Dezesseis horas. –-- Diz Deaton. –-- A lua cheia nasce em menos de três horas. É a hora perfeita para um sacrifício.
Todos corremos e entramos em nossos carros, seguindo para a floresta. Demoramos um pouco para achar a árvore mas eventualmente conseguimos. Começamos a procurar por algo. Eu olho mais adiante e vejo uma porta de madeira no chão, perto de uma pedra. Ao chegarmos lá, abrimos e vemos que possui um subsolo e vejo meu pai e Jeremy. Mal temos tempo de descer antes que um tremor começa e a escada, por onde descemos, desaba. Juntamente com a porta e grande parte da estrutura que estava em cima de nós. Dois segundos depois de acabar, outra parte do teto começa a cair em cima de Elena, bem a tempo de Dean puxa-la. Todos vamos para perto de meu pai e Jeremy.
Dean tenta retirar um pouco da terra para conseguirmos sair mas, quanto mais ele faz força, mais terra caia. Eu volto minha atenção para meu pai e Elena para Jeremy. Eles estavam amarrados e nós tivemos um pouco de dificuldade em desamarra-los até que Dean foi nos ajudar.
–-- Onde está o Sam? –-- Ele pergunta, olhando para os lados. Eu estava tão preocupado com meu pai que não notei que faltava alguém.
–-- A Elena o levou, quer dizer... não era você mas se parecia com você. –-- Diz Jeremy, confuso. –-- Sam tentou nos explicar mas ela o levou antes que pudéssemos entender.
–-- Ela vai mata-lo primeiro. –-- Eu digo e Dean começa novamente a tentar abrir uma saída, em vão.
O teto começa a desabar onde estávamos e todos nós tentamos segura-lo com as mãos mas era pesados demais. Iriamos morrer. Eu vejo o taco de baseball que estava com Jeremy e coloco para suportar a madeira que estava caindo. E, milagrosamente, funciona.
–-- Eu sempre disse que alumínio era melhor que madeira. –-- Meu pai brinca e eu o abraço.
O teto continuava a tremer mas com menos intensidade. Estávamos todos agachados, pois não tinha espaço para se levantar. Elena se arrasta um pouco para o meu lado e começa limpar o sangue de minha testa com sua jaqueta. Eu nem tinha percebido que tinha batido a cabeça.
–-- Me desculpe. –-- Eu sussurro em seu ouvido e ela suspira.
–-- Não me pediria desculpas se não tivesse porque se desculpar. –-- Ela diz e volta para o lado de Jeremy e de Dean.
Ela estava certa. Se tivesse sido apenas um beijo, se não tivesse significado nada, eu não me sentiria tão culpado. Mas significou. Eu havia sentido algo tão... diferente. E foi tudo tão errado. Eu não entendi o que senti quando Deaton falou sobre Lydia e eu. Acho que no fundo eu sempre soube dessa conexão. Apenas nunca achei que ela fosse real.
Eu pego meu celular para ligar para Derek, pedindo ajuda, mas ele não atende. O teto estava começando a tremer ainda mais e não tinha nada que pudéssemos fazer. E então, de repente, parou.
Meu celular começa a vibrar e vejo que é Scott. Eu atendo e ele me diz que voltou do México há alguns minutos. Eu explico a situação e onde estamos.
–-- E traga uma escada. –-- Ele desliga com a promessa de nos achar.
Eu aviso a todos que Scott está a caminho e eles ficam aliviados, com a exceção de Dean. Ele estava cada vez mais inquieto. Nossa atenção é desviada quando Elena da um grito de dor. Nós chegamos mais perto e vemos que sua barriga estava sangrando, com marca de garras. Aquilo não fazia sentido. Não tinha nenhum lobisomem ali. Nós a seguramos e Dean pressiona o ferimento, não era muito fundo mas sangrava bastante. Scott chega com Liam e nos ajudam a sair dali.
Dean é obrigado a carregar Elena. Assim que saímos, seu braço é ferido, mais uma vez, por garras. Ninguém sabia o que estava acontecendo. Até que Derek me liga e pergunta se Elena esta ferida. Ele me explica que conseguiu achar Sam e a doppelgänger. Mas, enquanto lutavam, ela disse que havia colocado um feitiço em Elena. Tudo que acontecia com ela, acontecia com a minha namorada também. Nos dirigimos até a clínica do Dr. Deaton, onde Derek havia levado a garota. Ao chegarmos lá, Dean coloca Elena na mesa e Caroline começa a cuidar de seus ferimentos. Eu fico com ela, segurando sua mão, enquanto Dean vai para a outra sala procurar por Derek e Sam.
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