Beach

1 Capítulo Único - BEACH


Notas iniciais
Hm, olá girls and boys. Primeiramente, queria agradecer a Carter James aka Caroline, minha sistah maravilhosa, que me incitou a shippar bellarke (UM BEIJO AMIGA!). Depois, queria agradecer a fofa da Violet Hood que me mostrou que eu posso postar bellarke no nyah sim (oi querida!) e depois, a todos vocês que estão lendo a minha enrolação aqui, loucas para pular pra parte boa. Então, é. Ah! Atenção, tem dois "*" no meio da one-shot, são pontos que eu quero explicar um pouquinho melhor, caso vocês fiquem na dúvida. A explicação vai estar lá em baixo, ok?

CAPÍTULO ÚNICO – B-E-A-C-H

Por: Alice Delacour

Óculos escuros de marca, camisa sobre o ombro e cabelo molhado. Bellamy Blake definitivamente sabia o quão bonito ele era e ele não ia para a praia apenas para aproveitar o sol.

O sol quente de julho queimava o rosto cheio de sardas do moreno e o fazia apertar os olhos para conseguir enxergar, mesmo que ele usasse ray-ban. Ao lado dele Miller alongava os músculos das costas e se preparava para entrar na agua.

“Tem certeza que não vai querer entrar no mar hoje, Bellamy?” O amigo dele perguntou, retirando a camiseta e jogando na areia. “Atom disse que a agua está do jeito que você gosta.”

A boca do moreno se entortou, o rapaz dividindo-se entre entrar no mar e ficar na areia. Ele realmente tinha vindo para a praia apenas com a intenção de ficar na areia, mas a agua azul do mar da Califórnia o chamava.

“Eu acho que eu vou sim, Miller, eu-”

Cuidado!” Uma bola de futebol voou em direção aos dois, batendo no ombro de Bellamy e o fazendo franzir as sobrancelhas em desagrado. “Ah, cara, desculpe, é a primeira vez dela jogando beach soccer*.”

Um rapaz asiático apareceu ao lado dos dois, pegando a bola de futebol e pedindo desculpas. O dedo dele apontou para trás de Bellamy enquanto ele dava as explicações e sorria. Miller zombou do cara e cruzou os braços, fazendo o garoto asiático sorrir mais uma vez e se afastar.

Bellamy se virou para ver para onde o cara estava apontando e suas sobrancelhas escuras se levantaram com surpresa. Logo atrás dele, rindo sobre algo que ele não sabia, estava uma loira bonita que ele definitivamente gostaria de observar.

“Quer saber, Miller” Ele murmurou, empurrando os óculos escuros sobre o nariz. “acho que vou ficar por aqui mesmo.”

A risada de Miller foi seguida de um empurrão em seu ombro e um murmúrio de “mantenha um olho sobre a loira gostosa ali do lado por mim, garanhão”. Bellamy estalou o pescoço e se sentou sobre a camiseta dele na areia, rindo de Miller e o mandando ir para a agua e o deixar aproveitar a vida.

Bellamy Blake levava uma vida fácil, ponto. A universidade de história tomava apenas a parte da manhã da semana dele e, nesse momento, ele não se importava muito com a universidade. As férias de verão foram feitas para se aproveitar na praia e era exatamente isso que ele estava fazendo direto nas últimas semanas: gastando todo o tempo dele deitado na praia.

Escorando os cotovelos nos joelhos, Bellamy virou o rosto discretamente para o grupo esparramado na areia a poucos metros dele. O cara asiático e a loira bonita ainda jogavam algo que ele achava que era beach soccer (a loira não era exatamente talentosa com os pés), mas havia mais um garoto deitado em baixo de um guarda-sol e uma morena esparramada em uma toalha. O grupo gritava e ria, se divertindo sob o sol escaldante da bela Califórnia.

“Monty desista!” O garoto do guarda-sol gritou. “ela não conseguiria acertar a bola nem que a vida dela dependesse disso!”

O riso da loira ecoou pelos ouvidos de Bellamy e ele teve que segurar o sorriso que tentou escapar dele. Ele já estava esperando por uma risadinha fina e dolorida, mas a loira ria para dentro, quase se engasgando com a risada. Não era algo muito girly-ish, porém era engraçado.

“Cale a boca, Jasper, eu quero ver você chutando essa bola” Pegando a bola com as duas mãos e jogando com força no garoto do guarda-sol a loira resmungou parecendo ter desistido.

“Não fique chateada, docinho” Bellamy observou a morena levantar o rosto em direção à amiga. “ninguém pode ser perfeito.”

Claro, ninguém pode ser perfeito, mesmo que Bellamy achasse que a beleza loira ao lado estivesse bem perto disso. Inclinando a cabeça um pouco para o lado, ele se deixou observar com competência as pernas dela. Bronzeadas, firmes e (infelizmente) parcialmente cobertas pelo short jeans que ela usava. Era realmente uma pena.

“Deixem-me em paz.” Ela se jogou na areia, ao lado do tal do Jasper.

Decidido a parar de ser stalker, Bellamy apoiou os cotovelos na areia e se inclinou para trás. Não era uma garota qualquer que o impediria de relaxar e garantir que seu bronzeado continuasse perfeito, mesmo que essa garota qualquer tivesse o melhor par de pernas que ele havia visto nos últimos tempos.

Com os olhos fechados e os pés enterrados na areia o moreno se concentrou no vento que corria pela praia. Era um bom dia, como sempre. Melhoraria ainda mais se ele conseguisse uma garota para transar, mas ele não estava muito preocupado com isso no momento.

Talvez em algum momento ele tenha dormido, pois Bellamy levou um susto quando alguém gritou ao lado dele, o fazendo derrubar os óculos na areia. No grupo ao lado, a morena havia desistido do sol e agora tentava arrastar a amiga loira para o mar. Hmm, interessante.

Após sacudir toda a areia que ele conseguiu dos óculos escuros, Bellamy olhou discretamente para elas. A morena ostentava um biquíni amarelo de lacinhos, enquanto a loira (ele teve que segurar um gemido) usava um conjunto vermelho. Ah, as maravilhas que o verão traz.

Bellamy limpou os braços e se espreguiçou, talvez fosse hora de dar uma chance para o mar. Abandonando os óculos em sua camiseta (largada ao lado das coisas de Miller), o moreno se levantou e caminhou em direção ao mar.

Não é como se ele fosse algum tipo de Deus supremo da beleza, mas (inferno) ele era bonito. E as garotas da praia também achavam isso. Um par de adolescentes explodiu em risadinhas quando ele passou por elas em seu caminho ao mar. Era irritante, mas ainda era bom para o ego.

Com os pés enterrados na areia e a agua batendo nos joelhos, o moreno procurou por Miller na imensidão azul em frente a ele. Mães brincavam os filhos na parte rasa do mar e alguns adolescentes também aproveitavam a agua morna. Ele tentou ignorar os gritinhos escandalosos das meninas ao lado e se focar na loira bonita que acabara de entrar na agua.

As duas garotas jogavam agua uma na outra, caminhando para mais fundo no mar, e Bellamy as acompanhou com os cantos dos olhos, andando com calma.

“Raven, eu juro, se você me derrubar nessa agua eu vou-” A loira gritou quando a amiga a derrubou no mar. “Filha da puta!”

Um sorriso surpreso apareceu no rosto de Bellamy ao ver o biquíni vermelho da loira bonita aderir ao corpo (agora molhado) dela. Além de um belo par de pernas, parecia que a garota tinha também um belo par de seios.

“Ei, cara” Bellamy levou um susto quando uma mão gelada apertou seu ombro, mas a voz de Miller o fez relaxar. “você está parecendo aqueles estupradores da tv.”

“Cale a boca” Rolando os olhos para o amigo, Bellamy o empurrou para longe e lançou um olhar para as garotas um pouco mais a frente. “é impossível não olhar, quer dizer, olha aquela bunda.”

Miller desviou do segundo soco que Bellamy tentou acertá-lo e olhou para as duas garotas. A morena (ele tinha a impressão de já a ter visto em algum lugar) jogou os cabelos molhados para trás e piscou para um adolescente branquelo que a secava de longe. Não conseguindo segurar o riso anasalado, Miller empurrou a mão na boca para pelo menos abafá-lo.

“Esquece elas e vamos lá com o resto da galera” Miller apontou para o fundo do mar, onde um grupo de caras nadava e jogava bola. “se o que você quiser for sexo, pode conseguir hoje à noite na festa da sua irmã.”

Lançando um ultimo olhar para a loira bonita, Bellamy seguiu Miller mar adentro, disposto a esquecer do belo par de pernas bronzeadas dela.

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Bellamy jogou a camisa no ombro e empurrou os óculos escuros para o rosto, procurando por algum quiosque mais perto. Seus calções estavam molhados do mar assim como seu corpo, mas o sol os secaria em instantes.

Pegando o celular do meio das coisas de Miller, o moreno caminhou em direção a um quiosque que anunciava com letras vermelhas “TEMOS AÇAÍ*”. Deveria ser em torno de cinco horas da tarde e o sol não demonstrava nenhuma intenção de baixar.

O quiosque estava um pouco cheio e o único banco vago foi entre dois homens grandes vestidos de terno e gravata – provavelmente executivos que tinham passado na praia para tomar uma gelada depois do trabalho, Bellamy pensou, se sentando e chamando o atendente.

“Manda vir uma dessas saladas de fruta que vem com sementes” Ele pediu, empurrando o cabelo para trás com os dedos.

Instantes depois um dos dois caras ao lado de Bellamy se levantou e deixou o lugar livre que foi ocupado um instante depois por alguém que o moreno achou que não veria mais. Com os cabelos loiros secos e soltos, a parte de cima do biquíni molhada e usando shorts jeans, a loira bonita puxou o banquinho e se sentou, escorando os braços no balcão.

“Um suco de laranja e abacaxi, por favor.” Ela pediu ao atendente e retirou os óculos de sol, os pondo na cabeça.

Bellamy a observou por uns segundos, dividido entre puxar conversa ou ignora-la. Por fim, acabou tomando coragem e se virando para a loira.

“Sabe” O moreno sardento começou, chamando a atenção da loira bonita. “se eu fosse você não investiria na carreira de jogadora de futebol.”

A loira arqueou as sobrancelhas e deixou um risinho discreto escapar dos lábios enquanto olhava para seu rosto e depois (Bellamy tentou não deixar isso subir para a sua cabeça) checava seu peitoral.

“Você é o cara que eu acertei com a bola mais cedo, não é?”

Certo, era a hora de por em prática tudo o que Bellamy sabia sobre a mente feminina. Usando seu melhor sorriso sem mostrar os dentes ele escorou o cotovelo esquerdo no balcão e deixou o braço pender. Com a mão livre, tirou os óculos e apertou bem os olhos, olhando fundo naqueles olhos cinzentos da loira bonita em sua frente.

“Em carne e osso” Bellamy deixou as palavras no ar por um tempo.

Um morder de lábios e duas piscadinhas rápidas e Bellamy sabia que a loira bonita tinha prestado atenção nele antes (e depois) do incidente com a bola. Ele largou os óculos escuros no balcão.

“Sinto muito pela bolada” Ela começou, sorrindo. “não era a intenção, mas como você pode ver...”

Os dois riram. Bellamy não tinha achado muita graça, mas ele estava sendo simpático e ele queria (e ainda quer) transar com ela. Ele não entraria no meio das pernas dela sendo grosso (pelo menos não nesse sentido).

“Tenho certeza que você é talentosa em outras áreas.”

Ela riu com vontade dessa vez, tirando os cabelos do rosto e se virando totalmente para ele. Tentando focar apenas nos olhos claros dela, Bellamy sorriu.

“Eu sou Clarke” a loira estendeu a mão.

“Bellamy” não perdendo a oportunidade, o moreno levou os dedos dela até a boca e os beijou de leve.

Foi com prazer que Bellamy viu as pontas das orelhas dela se colorirem de vermelho. Antes que ele pudesse se deliciar mais com esse fato, porém, ela já tinha livrado os dedos dos seus e apertado seu queixo.

“Que gentil” Largou seu rosto e se afastou, sorrindo.

“Fazer o que se eu-” O moreno se interrompeu, vendo o atendente que pegou seu pedido instante antes aparecer.

O atendente do quiosque empurrou o pedido de Bellamy entre os dois, pondo a comanda ao lado antes de gritar o preço e voltar à cozinha para preparar os outros pedidos.

Bellamy puxou o pote de vidro e empurrou a colher dentro da confusão de frutas e granolas. Enchendo-a, ele empurrou a mesma para a boca e tentou não fechar os olhos. Não era como se as frutas fossem muito boas, não, nada disso, ele apenas estava morrendo de fome.

“Estão boas as frutas?” O tom risonho fez Bellamy sorrir internamente.

A loira – Clarke, ele se corrigiu – estava com o braço escorado no balcão e os dedos segurando o queixo, enquanto olhava atentamente para colher de Bellamy (que ele segurava nos lábios).

Ela era descarada, Bellamy notou. Não tinha nem um pouco de vergonha de admitir que estava olhando para ele e – infernos – ele gostava disso. Baixando a colher dos lábios, o moreno sorriu.

“Quer provar?”

Quando ela apenas sorriu e se inclinou para frente, Bellamy quis enfiar a mão dentro dos calções de nylon e se esfregar até que ele não conseguisse mais sentir a mão. Ou o pau. Ou os dois.

Clarke não deveria estar fazendo aquilo de propósito, era impossível. Mas ela continuou parada – inclinada em direção a ele – e sorrindo, com os olhos claros brilhando e os cabelos caindo sobre os ombros. Bellamy realmente queria enfiar a mão nos calções agora.

Estendendo a colher cheia de frutas para ela, ele tentou não lembrar que antes disso ele tinha encostado a língua contra o metal e – infernos – isso não deveria deixar ele excitado. A loira bonita apertou os lábios ao redor da colher e fechou os olhos, gemendo em deleito.

Bellamy puxou a colher com muita rapidez – assustado, talvez, com tudo o que a garota conseguia o fazer sentir – e derrubou dois pedaços de morango no colo de Clarke. Por alguns instantes eles ficaram em silencio, ela, mastigando as frutas que tinha na boca e ele, paralisado olhando o morango deslizando pela pele bronzeada dela.

Então ela começou a rir e ele seguiu logo atrás, desviando os olhos dela e focando na salada de frutas que ele tinha nas mãos. Quando ele olhou para cima de novo, a loira tinha um dos dedos na boca e o morango no peito tinha sumido. Ele deu graças a Deus.

“Então?” Bellamy perguntou, descansando a colher no pote.

“Estão muito boas.” Os lábios da loira estavam manchados de roxo e vermelho, mas Bellamy tentou se concentrar em outra coisa, como o atendente vindo com o suco dela.

“Três dólares” O atendente estendeu a comanda para Clarke e ela não hesitou em deixar um monte de moedas em cima do balcão antes de se levantar com o suco na mão.

“Obrigada.”

Bellamy assistiu a loira bonita ficar de pé ao lado dele, sorrindo. Ele queria pedir o número do telefone dela ou talvez apenas o sobrenome (ele ficaria feliz com qualquer um dos dois), mas ele tinha a boca cheia de frutas e talvez fosse nojento falar de boca cheia.

“Bem” Clarke continuou com um sorriso no rosto. “foi um prazer conhecer você, Bellamy.”

“Foi um prazer conhece-la também, Clarke.” Ele finalmente conseguiu engolir o que tinha na boca. “Seria chato se eu pedisse seu número?”

“Achei que você não fosse pedir” Ela mordeu o lábio manchado e colocou um pouco de cabelo atrás da orelha.

Eles trocam números e antes que ele possa perguntar o sobrenome dela, Clarke já tinha deixado o quiosque, caminhando pela praia e sumindo entre a multidão.

Certo, Bellamy pensou, isso não era exatamente o que ele estava esperando.

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A mão de uma ruiva apertou o braço de Bellamy, mas ele continuou andando. Ele ainda não sabia ao certo como ele tinha concordado em deixar sua irmã mais nova dar uma festa na casa deles. Pelo amor de Deus, a pirralha convidou todo o high school da Califórnia para essa festa.

“Me sinto um pedófilo aqui” Atom – um dos amigos de Bellamy – falou, desviando de uma adolescente vestida de cheerleader que cruzou por eles correndo enquanto segurava o vomito. “posso ligar para a Anya?”

Bellamy suspirou. Ele realmente precisava transar com alguém que fosse maior de idade (o que parecia impossível no momento, visto que todas as garotas naquela festa pareciam estar no sophomore).

“Ligue” Passando a mão pelos cabelos, Bellamy tentou procurar pela irmã no meio de tantos adolescentes. “a mande ligar pra galera dela, precisamos dar um jeito nisso aqui.”

Musica pop adolescente tocava no aparelho de som e Bellamy não se surpreendeu ao encontrar sua irmã dançando em cima de uma mesa logo ao lado do eletrônico. Ela tinha um copo na mão e já tinha perdido os sapatos.

“Octavia! Oi!” A garota se virou para ele e acenou. Apenas pelo movimento descoordenado e o sorriso exagerado Bellamy já sabia que ela estava bêbada. “A festa começou há o que? Três horas? E você já está assim?!”

Octavia mandou beijos em uma demonstração exagerada de apertar os lábios e assoprar a mão, preferindo ignorar as perguntas de Bellamy e voltar a dançar. Ele desistiu de tentar uma conversa decente com a irmã e sacou o celular do bolso, desbloqueando e procurando pelo grupo de colegas da universidade nos contatos.

“Ei, Miller!” Ele gritou para o amigo. “Oi, Miller! Vou chamar o pessoal das humanas, ‘chama o das exatas?”

“Chamo sim, Bellamy.”

Depois de mandar o endereço da festa e a chamada de “bebida liberada, 20 dólares p pessoa”, Bellamy deixou os olhos viajarem pela sala de estar da casa dele e pararem em cima de uma loira que tentava virar um copo do que parecia cerveja.

Bellamy não pode deixar de sorrir e lembrar-se de outra loira. Garota essa que ele tinha o número no celular e que parecia minimamente interessada nele (além, claro, de ser maior de idade, o que era um bônus no momento).

Abrindo uma nova conversa com a garota, Bellamy digitou uma saudação rápida e um convite para a festa. A resposta chegou segundos depois, fato que surpreendeu o moreno.

Clarke – loira da praia “desculpe :(“

“já estou em uma festa, talvez fique p prox??”

Ele não respondeu. Bellamy empurrou o celular no bolso do jeans e se virou para os amigos, passando a mão pelos cabelos escuros.

“Quem aí quer tomar um porre?”

Com os gritos animados dos amigos, Bellamy esqueceu completamente da loira bonita que tinha acabado de dispensar ele. Um copo cheio de cerveja foi empurrado nas mãos dele e uma mão feminina o puxou pela cintura.

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Com o cabelo cheio de nós e marcas de batom escondidas dentro da camisa social, Bellamy Blake estava levemente insatisfeito.

Não é que a festa não estava boa (porque estava), mas... Não tinha nada de empolgante. As mesmas pessoas. As mesmas músicas. As mesmas garotas. Ele queria aquela ansiedade e a empolgação de fazer coisas diferentes.

Escorando os braços no parapeito do deque da casa que dava para o mar, o moreno contemplou a lua cheia iluminar a imensidão de agua em sua frente.

A festa continuava dentro do primeiro andar da casa, onde os adolescentes se enchiam de cerveja e vodca enquanto tentavam beijar os desavisados.

Bellamy tinha começado a contar as estrelas quando a porta de vidro se abriu com um estrondo e um casal tropeçou para fora. Era uma confusão de braços e cabelos, mas Bellamy reconheceu um dos dois.

“Miller” Ele sorriu, cumprimentando o amigo.

O cara retirou o rosto dos cabelos da garota e sorriu para Bellamy.

“Hey, Bellamy” Miller segurou as mãos da morena pendurada no pescoço dele. “não sabia que ‘cê ‘tava aqui, vamos te deixar em paz, vem-”

“Ah, não, não” Entornando o resto da cerveja do copo, Bellamy começou a caminhar em direção as portas duplas que davam para o interior da casa. “aproveitem o luar, eu vou ver se acho minha irmã.”

Passando rente ao casal, Bellamy reconheceu os olhos de corça da garota que antes tinha a língua de Miller enfiada na garganta.

“Ei, você-”

“praia, sim” A garota completou, sorrindo para ele antes de puxar o rosto de Miller para baixo, não se importando em elaborar qualquer resposta.

Decidido a ignorar o casal, Bellamy fechou as portas de vidro e começou a procurar por uma cabeça loira no meio da multidão. Se a amiga da loira bonita (Clarke, ele tinha que se lembrar) estava na festa, tinha uma grande chance da garota estar também.

“Com licença” Ele empurrou algumas garotas do curso de economia.

A música estava alta, mas pelo menos desta vez estava tocando algo que preste. Ele notou com prazer que o Ipod de Octavia havia sido desconectado e tinha sido substituído pelo celular de Atom.

Bellamy não sabia exato o porquê de ele estar tão ansioso para ver alguém (alguém que ele mal conhecia). Pegando o celular do bolso, o moreno desbloqueou o aparelho e digitou uma mensagem rápida para Clarke.

“Acabei de ver sua amiga morena ;p”

Ele meio que esperava que a resposta viesse tão rápido quanto a ultima, mas depois de cinco minutos parado ao lado das escadas segurando o celular, Bellamy se convenceu que talvez Clarke não estivesse nem um pouco interessada no celular dela.

Em algum lugar no primeiro andar, Atom e Octavia haviam arrumado um microfone e agora cantavam as letras das músicas, sendo louvados por uma multidão de adolescentes bêbados e universitários drogados.

O moreno despejou cerveja dentro do copo dele e ponderou se ele deveria virar o copo (e consequentemente ficar bêbado) ou saborear lentamente a cerveja (e passar mais algumas horas sóbrias em busca de alguma garota maior de idade).

Alguém tocou o cotovelo de Bellamy, pedindo licença para passar. Ele se virou, dando um passo para trás e dando espaço para a garota caminhar.

“Olha só” Bellamy ouviu Clarke falar antes de vê-la. “quem eu encontrei.”

“Bem, bem” Ele baixou o copo e o apoiou na mesa de bebidas. “achei que tivesse uma festa pra ir.”

É claro que ele não quis que a frase soasse acusatória, mas foi exatamente assim que ela soou. A loira bonita levou o copo à boca e mordiscou a borda, sorrindo.

“Não sabia que era a mesma festa, Bellamy.”

Ele rolou os olhos, porém sorriu para ela. Se for possível, ela parecia ainda mais bonita do que durante a tarde, na praia. Bellamy riu, passando a mão pelos cabelos e pensando em algo para falar. O clima? A universidade? A festa?

“Vi sua amiga morena, ela ‘tá lá fora se pegando com um cara.” Acabou dizendo por fim.

“É, eu sei” Clarke baixou o copo dos lábios e largou o mesmo ao lado do copo de Bellamy. “ela me mandou uma mensagem dizendo que meu admirador estava aqui.”

Ela sorriu enquanto disse as ultimas palavras e Bellamy não pode deixar de rir. Ele escorou o quadril contra a mesa e cruzou os braços, encarando os olhos azuis da loira na frente dele.

“Admirador é?” Os olhos dele se aventuraram no decote dela e depois na faixa de pele da cintura que a blusa não cobria. “Talvez eu devesse fazer jus ao apelido.”

Bellamy meio que esperava que a loira lhe desse um tapa no rosto e sumisse entre a multidão, no entanto tudo o que ela fez foi rir mais uma vez, pegar o copo dela e estender a mão para ele.

“Vamos dançar?” E (infernos) ele faria qualquer coisa que ela pedisse com essa voz.

Os dedos dele se entrelaçaram com os dela e com um puxão, Clarke o levava para o meio da sala de estar. Havia alguma música eletrônica do momento tocando e muitos adolescentes se mexendo de forma descontrolada.

Clarke parou de andar de repente e passou uma das mãos pelo cabelo, largando, consequentemente, a mão que segurava Bellamy. Não querendo ficar parado atrás da loira, ele tratou logo de apoiar a mão no quadril dela e seguir o ritmo da música.

Não satisfeita com a posição dos dois, a loira se virou, ficando de frente para Bellamy. Uma das mãos dele continuou no quadril dela enquanto a outra tratou de roubar o copo de cerveja de Clarke. Ela fez biquinho ao o ver tomar um gole generoso do líquido amargo.

“Essa era minha cerveja” A voz dela soou tímida e um tanto raivosa, mas os olhos brilhavam de diversão e o corpo colado ao dele (se mexendo de um jeito pouco tímido) o fazia ter outros pensamentos. “e você tomou toda ela.”

Sem nem mesmo um olhar para o copo vazio, Bellamy apoiou a outra mão na cintura da loira, a puxando para mais perto. Eles continuavam se mexendo no ritmo da música, dando pouca intensão pra quem passava ao lado. As mãos de Clarke serpentearam os ombros do moreno, fazendo com que o peito dela se apertasse contra o dele e (Jesus Cristo) ele podia sentir o calor irradiando dela.

“Acho que vou ter que devolvê-la então.” E com um gesto rápido, baixou a boca na dela.

Os dedos magros dela se enterraram nos cabelos de Bellamy, puxando o rosto dele para mais perto do de Clarke. Ele apertou os lábios contra os da loira, testando a resistência dela, e foi com surpresa que sentiu os mesmos abrirem e puxarem o lábio inferior dele.

Era um beijo calmo, devagar, testador de aguas. Enquanto mordia a boca de Bellamy, a loira continuou mexendo os quadris no ritmo da música. As mãos dela, que seguravam com força os fios escuros, se abaixaram para descansar nos ombros de Bellamy.

“Hmmm...” Ela cantarolou, afastando a cabeça o suficiente para conseguir olhar nos olhos do moreno. “Acho que não consegui pegar minha cerveja de volta.”

O sorriso dele foi o mais sacana possível. A mão de Bellamy que não segurava o copo vazio serpenteou pelas costas dela até tocarem a nuca. Lentamente ele enrolou os dedos nos fios claros dela, deixando o rosto da mesma à mercê.

“Eu prometo devolver agora” E dessa vez ele baixou os lábios com violência, apertando a boca contra a dele e forçando a boca de Clarke a abrir.

Talvez fosse um pouco presunçoso da parte de Bellamy dizer que a sentiu tremer e apertar seus ombros com mais força, mas ele adorou. Com uma das mãos enterrada nos cabelos loiros, ele movimentou a cabeça de Clarke, virando em um ângulo que ficasse mais fácil para o que Bellamy queria fazer. E sem nem mesmo repensar, ele lambeu o céu da boca dela.

Por alguns milissegundos ambos ficaram paralisados na mesma posição, se segurando um ao outro. Bellamy parou com qualquer movimento dos lábios, esperando pela reação da loira (que não poderia ser melhor). Clarke apertou a boca ainda mais contra o moreno, mudando as mãos dos ombros para o cabelo dele e puxando.

Em um momento eles estavam no meio da pista de dança improvisada na sala de estar e no outro Bellamy tinha o corpo de Clarke pressionado contra a parede do corredor e os quadris apertados uns contra os outros. E era a boca dela na dele e as mãos dele no quadril dela e (Infernos), estava realmente tão quente assim?

As unhas de Clarke rasparam em um ponto extremamente sensível das costas de Bellamy e o quadril dele se contraiu contra ela. Um suspiro estrangulado por parte da loira interrompeu o beijo. Bellamy apoiou a testa contra os cabelos de Clarke, tentando respirar. Ela tinha os lábios inchados e as bochechas coradas e parecia a coisa mais bonita que Bellamy havia visto na vida.

“Ah” A loira exclamou quando sentiu os lábios molhados de Bellamy contra o seu pescoço. Uma das pernas dela tremeu e se não fosse pelo moreno, Clarke estava no chão. Com uma mão apertando a coxa esquerda dela, ele a empurrou ainda mais contra a parede. “Deus.”

“Sabe” Bellamy murmurou contra a pele dela. “meu nome é Bellamy, mas você pode me chamar assim também.”

A risada de Clarke foi maravilhosa, fazendo ele a acompanhar e relaxar contra o corpo dela. Bellamy sentiu seus dedos puxarem a cabeça dele para longe dela e direcionarem seu rosto contra ela. Seus narizes se encostaram, os lábios mal roçando um contra o outro, o sorriso dela era incrível e ele queria beijar Clarke até que ele não sentisse mais seus lábios.

“Você é um idiota” Ela resmungou, fazendo beicinho.

“Hmmm...” Foi a resposta dele, selando os lábios dos dois e afastando-se logo em seguida.

“Me beijar não vai mudar a minha opinião...” Bellamy apertou os olhos para Clarke, vendo-a morder os lábios.

“Talvez não” Enquanto murmurava a palavra contra os lábios dela, ele deixou suas mãos vagarem do quadril dela para cima. “mas e se eu fizer isso...” E os dedos dele entraram por baixo do cropped justo de Clarke. “... e continuar com isso...”

O gritinho que ela deu quando os dedos de Bellamy encostaram-se à base dos seios dela o deixou ainda mais (se isso era mesmo possível) ligado. Ele estava andando do 220v.

“Estamos-” Clarke ofegou, se contorcendo (para longe? Para mais perto?) contra ele. “-estamos num corredor.”

“Bem, duh” E a boca de Bellamy estava de volta ao pescoço dela, molhando a pele macia.

“Cale a boca, eu só-” A frase dela ficou pendente no ar enquanto ela tinha os olhos fechados e a boca aberta. “-Só-oh, não quero fazer isso aqui.”

Bellamy encostou o rosto contra os ossos do peito dela, parando de beijar aquela região. Clarke não merecia ser fodida contra a parede do corredor do primeiro andar, onde qualquer poderia vê-los. Se bem que a ideia de ter essa parte da casa marcada era muito tentadora à Bellamy.

Gemendo, ele abriu os olhos e se deparou com os seios da loira subindo e descendo, com a respiração rápida da mesma. Certo. Bellamy beijou a pele macia e se afastou de Clarke antes que ela pudesse reclamar.

“Certo, vamos lá” Ela observou a mão estendida dele por alguns instantes. “Meu quarto fica lá em cima.” Bellamy decidiu acrescentar, deixando claro suas intenções.

Quando a cor vermelha começou a tomar conta das orelhas e pescoço de Clarke, foi que Bellamy se sentiu estranhamente feliz. Essa garota estava corando porque ele tinha sugerido levar as coisas ao próximo andar? Rá, ele amava isso.

“Oh, claro...” A mão dela apertou a dele.

Bellamy estava começando a puxar a loira para o fim do corredor, onde as escadas se encontram, quando alguém apareceu correndo.

“Clarke! Ah, graças a Deus eu te encontrei!” Antes que Bellamy pudesse apertar a mão de Clarke na dele, ela já tinha a tirado dali.

O garoto espalhafatoso era um daqueles amigos da praia de Clarke. Ele tinha o cabelo todo enleado e a camisa roxa com uma mancha escura. Bellamy quis rosnar. E empurrar Clarke para o seu quarto o mais rápido possível. (Inferno!)

“Jasper?” Ah, esse era o nome da peste de roxo. “Aconteceu algo?”

“Aconteceu” O rapaz tinha que usar esse tom de voz mórbido? Parecia que alguém tinha morrido (Inferno). “parece que seus pais estão voltando pra cá, o GPS do Monty apitou faz dez minutos...”

“Ah, merda...”

“... Eles devem estar quase chegando à cidade.”

E foi assim que Bellamy ficou sozinho, com um pau duro e uma frustração sexual palpável. Clarke gemeu e se virou para ele, com os olhos azuis arregalados e uma expressão que gritava “puta merda”.

“Olha, eu realmente queria muito ficar contigo” Ela começou, gesticulando. “mas meus pais voltaram de viajem mais cedo e eu prometi a eles que ficaria em casa.”

Bellamy sorriu e disse que tudo bem, acontecia, mas tudo o que ele queria era grita de frustração. Porque. Sempre. Com. Ele?

Ao olhar para Clarke (que tagarelava algo em um ritmo acelerado) de novo, ele decidiu respirar fundo e arrancar algo dela. Ele não deixaria a loira fugir pela segunda vez em vinte e quatro horas sem lhe responder algumas perguntas.

“Qual seu sobrenome?”

“Que?” Ela se interrompeu.

“Seu sobrenome.” Bellamy repetiu. “E o numero do seu telefone fixo. Você achou mesmo que eu ia te deixar escapar assim?”

É.

Talvez ele não ficasse tão frustrado sexualmente assim (e nem tão sozinho), porque Clarke Griffin (ele descobriu isso depois que ela se jogou contra ele e enfiou a língua na garganta dele) tinha prometido adicionar ele no Skype e (ela corou) mostrar o quarto dela para ele, assim ele poderia mostrar o dele para ela.

(E caso perguntem, sim, ele tinha conseguido o telefone fixo dela).

Na próxima semana, Bellamy Blake não visitou a praia nem um dia da semana.

Em compensação, ele visitou a piscina da Casa dos Griffin todos os dias.

Ah, o verão.

Notas finais
*¹ = beach soccer; então, eu queria algum esporte bacana pra por na praia e aí fui atrás do nome do "futebol de areia", mas tudo o que eu encontrei foi "futebol de areia". Fiquei frustrada e pus o nome em inglês mesmo. E sim, eu sei que isso é algo tipicamente brasileiro, but who cares?*² = açaí; sim, eu também sei que açaí é brasileiro e que de jeito nenhum iria ter para vender na Califórnia, mas queridos, os estrangeiros brasileiros sempre podem abrir um quiosque na praia e importar açaí, certo? Agora, para a parte legal: Caso gostarem, peço gentilmente que venham falar comigo, eu preciso conhecer mais bellarke shippers. Caso não gostem, venham também. Eu amo reviews, recomendações e etc, etc, sintam-se a vontade. Hmmm, tinha mais alguma coisa? Ah, sim. Uma. Semana. Para. A. Season. Dois. Morri.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!