Be my soldier forever

3 6,1 na Escala do meu Coração


Notas iniciais
Hello!!! Cá estou eu, meia noite e mais um bocadinho com mais um capítulo. Isso é que é autora, hein. apsoakspaokpsoakspasok Como disse a coautora, esse título foi poético spoakpsokpaoskpaaoks. Eu concordo, tá bem profundo. Mas a má notícia (má para vossos miocárdios) é que vai piorar aushuahauahas. O último capítulo terminou num suspense de roer as unhas, hein. Só digo que o final desse não é muito diferente sposksposksp sou má. Esse capítulo ficou até mais longo do que eu esperava (baixou o santo da inspiração e eu só fiz meu trabalho), para a alegria de uma certa peggycarter auhauahauah. Bom, até agora não tive leitores novos :/ pelo menos não se pronunciaram. (Fantasminhas, saiam das sombras!!!) então esse capítulo vai para mim mesma heueheuehueheuh. Apreciem a leitura...

POV Alex

Fico boquiaberta. Ele disse que eu não voltarei?! Meus lábios começam a se juntar a fim de perguntar "mas o que?" quando o chão treme. Me apoio na parede e abaixo o telefone. Olho para a caneta em cima da mesa. Ela rola até cair no chão. O tremor para. Algumas meninas vão até a porta e, logo que a abrem, outro tremor. Mais forte. Isso não é legal. Elas olham para o corredor, parece que alguém fala com elas. Elas fazem positivo com a mão e voltam.

– Nos mandaram ficar protegidas até a Divisão de Segurança chegar. Estamos sofrendo um ataque. É coisa séria — umas delas diz. Ela faz uma cara de preocupada e continua — Vamos voltar pro bunker.

O tempo fecha ali mesmo. As outras se irritam, pensam nas coisas que estão em seus quartos, e querem pegar, mas são impedidas pelas que receberam as ordens. Mas eu só penso em uma coisa.

– Sam... — sussurro quase inaudível. Olho para a porta e caminho lentamente. Meu Deus. É isso mesmo? Começo a me apressar. — Sam! — penso consideravelmente alto, abrindo a porta, o que faz o grupo me notar.

– Ei, Alex! — uma garota (do tipo insuportável) segura meu braço e começa a me puxar. — Se nós não saímos, você também não. Onde pensa que... — bato com o celular na outra mão em seu rosto. Ela leva as mãos ao nariz sangrando. — Qual é o seu problema?! — escuto-a gritando, mas já estou no corredor, correndo. Sam. Sam é meu problema.

POV Tony

– Alô? Ágatha? — abaixo o telefone — Hum. Desligou. — faço uma careta. — Deve ter ficado demasiado lisonjeada em ouvir minha doce voz — Me jogo num sofá com as mãos entrelaçadas sob a cabeça. — J.A.R.V.I.S.?

– Senhor?

– Prepare a armadura.

– Sim senhor. Mais alguma coisa?

– Sim. Me leve até ela.

POV Alex

Saio do Complexo de Salas de Atividades Extracurriculares. Estou correndo pelo Campus desesperadamente. O sol que vi de manhã não está mais no céu. Agora o céu é feito de nuvens escuras. Atravesso o jardim, com pressa, sem me importar em estar descalça. Chego na Ala Infantil. Cercada. Droga! Cheguei tarde demais. Não há o que fazer, com tantos agentes. Espera, ela é minha irmã! Vou salvá-la nem que tenha que morrer! (e provavelmente irei, considerando a desfavorável situação) Começo a correr para leste, onde fica a casa do meu pai, para buscar sua arma. Não que eu seja uma 'expert' em Calibres .45, mas, devido as circunstâncias, toda ajuda é bem vinda. Quase chegando, meu telefone toca. Quem seria a criatura celeste?!

– Quem... é? — digo ofegante de tanto correr.

– Sentiu minha falta? — reconheço sua voz debochada.

– Stark?!

– Tony, pra você. Sinta-se privilegiada.

– Sem tempo pra isso. — entro na casa e corro até o quarto do meu pai. -Stark. Eu preciso. — reviro as gavetas, e não acho nada. — De você. — Vou até a cozinha. -Agora! — abro uma gaveta de remédios, e lá está ela.

– Seu pedido é uma ordem. — ele desliga o telefone, e eu o coloco no bolso do shorts.

Saio da casa pisando firme, apesar de estar tremendo por dentro. Nunca usei uma arma. E digamos que não escolhi o melhor dos momentos para começar. Chego em uma área descoberta, estou totalmente vulnerável, sem cobertura, então começo a correr, o que não foi uma boa ideia, porque dois caras uniformizados começaram a me perseguir. Minha sorte é que sou rápida o bastante para me infiltrar pelos corredores antes que me alcancem e consigo despistá-los. Chego na Ala Escolar, subo vários lances de escadas e vou direto para onde imagino ser a sala da minha irmã. Estou correndo por um corredor, e quando viro, tenho a sorte de bater em um agente ruivo. Há mais dois caras com ele, um loiro e um moreno. Eles apenas me olham de cima a baixo e vão se aproximando gradativamente.

– Uma garota. Sério? — o moreno ri. Não hesito em apontar a arma para ele e atirar. Acerto seu ombro (apesar de ter mirado na cabeça '-'). Ele recosta na parede, comprimindo o ferimento enquanto é aparado pelo ruivo. O loiro me encara e parte para cima de mim. Faço menção de colocar a arma em posição quando ele dá um soco em minha mãos fazendo a arma deslizar no piso alguns metros longe. Dá uma forte cotovelada em minhas costelas direitas. Ele chuta meu estômago, o que me faz instintivamente abaixar com as mãos na barriga, me contorcendo. Nesse momento ele prepara um bom soco de baixo para cima que acerta em cheio minha boca e meu nariz em um golpe apenas. Me encolho, mas ele puxa meu cabelo inclinando minha cabeça para trás e ergue um punho. Já sei o que vem em seguida. Fecho os olhos com força. Um estampido. Mais dois. Abro os olhos e o vejo caído ao meu lado, imóvel. Morto. E os outros também. É quando vejo Calie, minha melhor amiga, com a arma do meu pai nas mãos.

– Sabe que eu te amo, né? — tento manter meu humor e me levantar do chão.

– Sei que você é louca! Vamos embora daqui! — me estende a mão e me puxa. Nego com um movimento da cabeça.

– Sam... — aponto para o corredor.

– Deixa comigo. — ela corre à frente e eu vou cambaleando atrás.

– Sam! — grito para que ela saiba que estou ali.

– Alex... — escutamos uma voz infantil. Calie olha para mim, de mim para a porta de onde veio o som. Ela recua alguns passos para tomar impulso, e se joga contra a porta, que vai ao chão. Ela já teve treinamentos policiais. Quase entrou para a Segurança, uma vez. Quase.

Calie caminha sobre o que há pouco era uma porta. Consigo ouvir os gritinhos alegres da minha irmã. Me encosto na entrada da sala, e a vejo sendo consolada por Calie. Assim que ela se desvencilha do abraço, vem correndo até mim.

– Eu sabia que você vinha! — ela se joga em meus braços sorrindo.

– Mas é claro, baixinha. — Ela, de repente, começa a chorar. — Sam? Tudo bem?

– Mas eles me disseram que você não viria. Que ninguém viria. E eu quase acreditei. E fiquei com medo de que.. de que...

– De quê? — Pergunto enxugando seu pequeno rostinho.

– De que fosse verdade. Que você me deixasse. Como papai. — vi tristeza em seus olhos. E senti raiva nos meus. Mas ela logo saiu quando novamente Samantha desatou a chorar. — Me perdoa por duvidar de você, Alex, por favor.

– Boba, é claro que eu perdoo. — Esboço o sorriso mais animador que consigo.

Calie pigarreia do outro lado da sala. Olho para ela por cima dos ombros de Samantha e ela aponta três vezes para o pulso como se ali estivesse um relógio. Aceno, e me levanto pegando Sam no colo. Tentando, melhor dizendo.

– Ai... — solto um gemido e faço uma careta de dor.

– Acho que você machucou alguma coisa — Calie diz enquanto pega Samantha no meu lugar.

– Percebi. — meu celular toca e atendo sem nem ver de quem vinha a ligação.

– Senhorita Meurers?

– Stark?

– Já falei pra me chamar de...

– Tony, Tony, desculpa. Cadê você?

– Sugiro que a senhorita se afaste das janelas. É só o que tenho a dizer. — ele desliga.

– Acabou de receber uma ligação de Anthony Stark? — Calie pergunta descrente.

– Pois é — digo indiferente enquanto caminho até a janela como uma criança que teima em desobedecer uma mãe.

– E o que ele disse? — pergunta desconfiada, provavelmente ainda não acredita que fosse ele mesmo.

– Pra me afastar das janelas.

– E é exatamente o que você não vai fazer

– Me conhece bem — sorrio travessamente.

Olhamos pela ampla janela que ocupa quase toda a parede do terceiro andar. Buscamos por um certo homem de armadura até o vermos. Parece estar decidindo qual caminho tomar, apesar de estar de frente ao prédio.

– Ah... Acho que entendi sua recomendação.

***************

POV Tony

Há três andares, quatro salas em cada andar.

– J.A.R.V.I.S., por um acaso você não seria foda ao ponto de me dizer em qual sala a garota está, seria?

– Sinto que tal informação esteja fora de meu alcance, senhor.

– Tudo bem — respondo após um suspiro — melhor arriscar.

POV Alex

Estamos olhando atentamente para o Stark, esperando o que ele vai fazer. — Céus... É ELE MESMO! — ela me encara surpresa — Você não acha mais prudente sairmos de perto da... — Calie nem termina de opinar e Tony literalmente entra voando na sala ao lado. Há um barulho alto, mas não acontece nada com a sala em que estamos. Corremos até o corredor. Ok, Calie corre, eu manco.

– Amanda? Alana? Hanna? Montana? I came like a wrecking ball...– ele olha para os dois lados do corredor, me procurando.

– Alexia — corrigo.

– Bingo!

– Escuta, não sei direito o que tá acontecendo, mas... — sinto uma pontada na costela — precisamos sair daqui o mais rápido possível.

– Eu sei direito o que tá acontecendo e concordo. Precisamos subir pra algum lugar aberto, há um jatinho a caminho. Vamos, vamos!

– Não dá. Meu pai. Eu tenho que buscá-lo.

– Hey, quando eu prontamente mandei J.A.R.V.I.S. enviar um jatinho, não pensei que fosse ser usado como agente de turismo.

– É meu pai! — o chão treme e todos balançamos. — Quer mesmo perder tempo discutindo?

– Você tem dois minutos!

– Espero que seja o suficiente... Calie, vá buscar suas irmãs!

– E quem fica com a tampinha? — ele aponta para Sam.

–Você. — Calie vira no próximo corredor à esquerda.

– E não perca de vista! — ameaço.

POV Tony

– Eu? Mas eu não... — ela sai sem se importar com o que eu tinha dizer. — olá tampinha.

– Meu nome é Samantha Meurers. E o seu?

– Tony. Stark.

– Por que usa essa roupa esquisita?

– Pra começar, não é uma roupa, é uma armadura e ela não é esquisita. — me sinto ofendido — Faz coisas bem legais.

– Tipo o quê?

– Ela voa — vejo dois homens armados correndo em nossa direção — e também faz isso — estendo o braço, e a garotinha se vira para ver os brutamontes serem atingidos.

A menina apenas me encara de olhos arregalados por um bom tempo.

– Não vai dizer nada não? — quebro o silêncio.

– Você não vai usar isso comigo, né?

– Não — gargalho. — Hey, venha comigo!

POV Alex

Tomo a direita e Calie a esquerda. Tento correr dentro das minhas condições. Enquanto corro, tento organizar os acontecimentos na minha cabeça. Fico confusa, tudo está acontecendo tão rápido, céus! Conheci Tony Stark. Ele veio me buscar na não mais secreta Ilha-Sede de uma Organização-Colônia Neonazista. Ou, para simplificar: meu lar. Estou correndo onde costumava ser o Pátio do meu Colégio procurando um pai que me odeia. Nada parece fazer sentido. E minhas dores também não facilitam muito.

Estou a alguns metros do Quartel, onde sei que meu pai está. Paro no lugar em que estou quando vejo cinco homens grosseiramente armados em frente ao Quartel. Atrás deles consigo ver a porta arrombada. Uma porta de ferro, arrombada. Os vidros das janelas estão fragmentados no chão e, até onde minha visão me permite enxergar, não há ninguém lá dentro. Se bem que o Quartel com certeza tem salas secretas. Ao mesmo tempo que, com certeza também, esses homens de ,seja lá onde o Tony me falou, são treinados mais do que suficiente para descobrir lugares assim.

Ficam, então, duas opções: A)Meu pai foi levado e/ou morto. B)Ele descobriu a invasão a tempo de se esconder. Como pratico a lei do otimismo, desconsidero A). Mas, se ele conseguiu se esconder, por que não me levou junto? Ou pelo menos Sam. Não sei se são todos esses pensamentos, mas começo a ter uma senhora dor de cabeça.

Outro daqueles tremores, só que agora mais forte. Nunca tinha passado por um terremoto, (até poucos minutos atrás) mas de acordo com a Escala de Richter que já estudei, esse sismo seria de 6,1 ou 6,9 graus. Me atiro no chão e começo a engatinhar para longe dos postes, que podem cair a qualquer momento.

É nessa hora que vejo meu pai. Meu pai, caminhando tranquilamente, (em comparação a mim) escoltado por um grupo de Soldados da Divisão de Segurança. Indo para o Prédio Governamental. Sem nenhum sinal de preocupação. Como se não estivesse deixando duas filhas para morrer. Como se não estivesse nos abandonando pela segunda vez. Como se não estivesse dilacerando meu coração, ainda que eu mesma achasse que ele não podia mais pudesse mais fazer isso. Aproveito o momento longe de Sam e me permito chorar. Sem preocupações. Só pensando em mim e na dor que estou sentindo. Uma das poucas vezes em toda minha vida.

Mas meu choro livre acaba quando vejo Jordan, a poucos metros de mim, caindo no chão. Um soldado aponta sua monstruosa arma para sua cabeça; ele apoiado nos cotovelos, as pernas deitadas no chão. Apesar de ser uma tremenda idiotice, não perco tempo e grito:

– Jordan! — ele se vira para mim, ainda na mira de uma arma gigante, e arregala os olhos.

– Alex, saia daqui. Saia daqui agora! Vai! — Seu atirador se vira para onde estou e me vê. Consigo duas coisas com isso: Ele deixa de apontar para Jordan. E começa a apontar para mim.

Notas finais
RUN BITCH RUN! Me desculpem, eu tinha que dizer isso spoakspoakspaoak. Esse capítulo foi tenso pakas, e com esse final... tirem suas próprias conclusões. '-' Hey gente, a respeito dos comentários, eu tô amando os elogios (quem não gosta?), obrigada, em terra de leitores vocês são rainhas! *Pra quê toda essa bajulação, Tia Jenn?-_-* Bem, meus amores e minhas amoras, eu gostaria de pedir a vocês que dessem mais conselhos! Sim, conselhos. E vocês pensando que já era uma bronca, hein? Isso se chama consciência pesada apsokapks. Brincadeiras a parte, como somos escritoras de primeira viagem, conselhos são mais que bem-vindos. Nós necessitamos deles, imploramos por eles aposkapaks. Me digam se vocês acham que a história está acontecendo rápido demais, se falta detalhes, ou qualquer coisa que ajude a Fic a melhorar! Mas falem com amor! paoskapoks. Gente que faz críticas construtivas com carinho tem um lugar reservado no coração! Beijos de neon