Be Your Hero

30 Ainda Não Me Esqueci De Você


Notas iniciais
Heyyy!! Aqui é a Laísm e eu estou vindo pra pedir... *readers' voice* "BUUU!!" "VOCÊ QUIS ABANDONAR A FIC!" "TIVEMOS QUE PERGUNTAR POR YOUTUBE PRA VOCÊ ATUALIZAR" "BUUU!!" "LIXOO!!" "VOLTA LOGOOO" "MANDA O LINK DE NOVO!" "QUANDO VEM PROXIMA ATUALIZAÇÃO?" *readers' voice off* Woooww!! Acho que um 'foi mal' não seria pedir desculpas completamente, não é? Bom... Eu explico tudo nas notas finais :) Aproveitem!! LEIAM AS NOTAS FINAIS!!

PLAY para começar a ler! (sério, a musica vai fazer diferença)

P.O.V Leo

A batida da música estava extremamente alta, quase me deixando surdo, e eu estava bebendo alguma coisa doce e inebriante que eu não fazia nem mesmo ideia do que era mais. Eu tinha ido até lá com um objetivo.

Mas... Qual era mesmo?

As luzes mudavam de cor várias vezes, o ar dentro da boate era rarefeito e eu me movia junto com todos ali, não sabia onde Percy havia ido parar e não sabia onde Jason havia se enfiado. Os flashes de luz me deixavam ver levemente a silhueta de cada pessoa perto de mim num relance tão mínimo que era como se eu não estivesse vendo ninguém.

Eu estava a procura de alguém. Tinha ido até ali com alguém, procurando por outro alguém, mas como vim parar aqui seria uma longa história.

A figura de Thalia apareceu de esguelha e eu a vi batendo em algum cara. Ele era loiro e estava caído no chão segurando o nariz, a adaga dela havia cortado boa parte da manga de sua camisa e eu me perguntei o que pessoas do Team Leo estava acontecendo entre eles dois.

A irmã mais velha de Jason saiu andando em minha direção rapidamente. O cenho estava franzido, o maxilar tenso e os olhos azuis pareciam soltar mais lasers do que o palco onde a música saía. Oh-oh! Eu não quero morrer hoje e muito menos machucar esse rostinho lindo que mamãe e papai fizeram pra mim!

— Valdez! Eu saio movendo pégasos e luas pra trazer você, meu irmão e o Percy nessa missão e você me aparece dançando e bebendo? — ela gritou. Ela gritou bem alto e tenho quase certeza de que não era pela música alta e que seu rosto não estava vermelho escarlate por culpa da iluminação. Eu estava frito — Sua missão é encontrar Reyna nesse fim de mundo! Me diz se esse copo de néctar tem cara de Reyna, garoto!

Oops?

Engoli em seco, minha mente tentava analisar cada sentido da frase, mas cadê o sentido? Não havia nada familiar naquela frase.

Bebi um pouco mais da bebida e foi como se uma nuvem tivesse passado pela minha mente. Branco. Preto. Realidade.

Pisquei e olhei pra Thalia novamente.

— Thalia! Cadê o Superman loiro? — perguntei feliz — Quer uma bebida? Essa festa está ótima.

Os olhos dela escureceram em interesse puxando meu copo com força e cheirando o conteúdo. Quando eu digo que mulheres são estranhas ninguém me dá ouvidos.

— Eu disse que pegaria uma bebida, não precisa roubar meu copo e ficar cheirando, sua esquisitona.

O plástico foi jogado no chão sem motivos. MINHA POBRE BEBIDA! Tão boa, tão nova, por que comigo?

— Quem te deu essa bebida, mané? — sua expressão estava tensa demais. Poxa! ela não sabe aproveitar uma festa, não?

E, de repente, ela focalizou num canto da boate onde uma morena aparentemente estava sentada num sofá com um loiro aguado. Ela era bem bonita, talvez um pouco familiar, mas quem era?

— Reyna! — Thals exclamou.

Quem?

* FLASHBACK ON *

Eu tinha planos para aquela tarde, planos extremamente complexos e que me ajudariam a sair do fundo do poço. Eram os meus primeiros planos em muito tempo, e eles foram por água abaixo quando anunciaram uma reunião de emergência e — adivinha só? — sem motivos!

E aqui estou eu, na sala de jogos sentado em uma mesa de ping-pong e pensando na série que eu deixei pausada no meu "computador adaptado" que estava sofrendo com a minha falta, assim como minha cama quentinha. Meus planos foram arruinados.

— Espero que saibam o porquê de estarem aqui. — Quíron começou parado na cabeceira da mesa e eu juro que tentei prestar mais atenção nele, mas meu olhar parou em sua camisa de "pônei mau come mingau" reprimindo uma gargalhada.

— Sinceramente, não, Quíron. — a loira de farmácia, vulgo Jason, reclamou — Eu tenho que ir treinar em alguns minutos, então diz... O que aconteceu? Descobriram alguma coisa?

Thalia se levantou de sua cadeira. Ela era a única menina ali e se eu tivesse apostado mil pesos que sua presença traria amenidade para o clima pesado que tinha ali, eu teria perdido todo o meu dinheiro.

— Creio que sim. — começou — Se lembra quando me contou que estava tendo sonhos? Bem, eu também estou tendo e ontem Clarisse falou algo sobre sonhar com uma louca que manipulava Piper, Reyna e Annabeth. Acho que agora agora tudo faz sentido, compreende?

— TRADUÇÃO! — Percy grita do outro lado da mesa enquanto tenta enfiar nachos cheios de queijo na boca. Nachos!

— Passa os nachos pra cá. — pedi antes que continuassem.

Uma série de murmúrios de "passa pro Leo" se iniciou enquanto passavam os nachos de mão em mão até chegarem as minhas com apenas metade do conteúdo original graças à Percy e aos irmãos Stoll.

— Vossa alteza já acabou com a palhaçada? — Thalia perguntou enchendo o ar de ironia. Podia até sentir seu amor por mim quando tentou me queimar vivo com seus olhos azuis em modo laser!

— Eu estava pensando em pedir pra passar a coca, mas continua aí.

Ela respirou fundo e olhou novamente para Percy.

— Como eu dizia... — recomeçou — Clarisse também é semideusa, ou seja, três semideuses sonhando praticamente a mesma coisa é estranho, na verdade, eu diria que é ruim.

— Ruim do tipo bati meu dedinho na quina da cama ou ruim ruim mesmo? — perguntei esperando que não fosse o ruim que eu pensava que fosse.

— O que acha, Valdez?

— Entendi! — respondi abaixando a cabeça. Em breve o filme de terror iria recomeçar e seria uma sequência diabólica de "salvei Reyna, não salvei não, pera! salvei sim!... Oops, alarme falso", e assim por diante.

— Está propondo uma missão? — Travis começou.

— Isso seria suicídio, sabia? — Connor avisou puxando mais uma vez os nachos de mim — Eu e meu irmão temos feito a patrulha da fronteira desde de quando estavam indo embora, os monstros só ficaram mais agitados, se você sair daqui teria que aguentar o mesmo problema das meninas que foram amaldiçoadas.

— Nós praticamos suicídio toda vez que saímos daqui, idiota! Não seria uma grande novidade, mas as meninas não estavam acostumadas com esse mundo porque elas foram jogadas nele!

— Nós entendemos o seu lado, Thalia, você é amiga delas e dos amigos de seu irmão também, mas a cada dia que passa Circe está mais forte... Tem certeza de que quer continuar?

Thalia não pensou mais, não parou respirar ou tomar água, simplesmente disse "sim" e disse que ia levar Percy, Jason e eu na missão também.

— Eu não quero ir! — avisei — Já participei de tanta missão nesses últimos meses que agora prefiro ficar comendo morango com o povo daqui.

— E Reyna? Não quer salvar ela? — Thalia gritou na minha cara.

— Ela nem se lembra mais de mim, okay? Eu sei que não porque quando eu escapei de lá, ela mal sabia quem eu era. Eu tive sorte de ter saído de lá, mas não foi completamente graças à Ice Queen, entendeu?

— Leo.... — Jason me chamou.

Eu sentia as lágrimas descendo involuntariamente, meu peito subia e descia rapidamente e eu notei que estava pagando o maior mico do mundo. Eu estava chorando e gritando com Thalia. Diós, o que está acontecendo comigo?

Respirei fundo e me afastei de Thalia, correndo acampamento a fora.

— Desculpe, dulzura.

***

Eu já tinha caminhado por grande parte da trilha na floresta até chegar a um laguinho meia-boca que tinha ali, sentei na margem dele e bufei.

Hora de falar sozinho.

— Eu só queria parar de lembrar de você, Rey. — soltei — É difícil demais ficar me lembrando de você até mesmo quando vou ao banheiro ou vejo um roedor qualquer andando por aí... Chega a ser triste, não é?

BUM! As lágrimas voltaram a cair de novo.

— Você é tipo um fantasma na minha vida e eu tô querendo te deixar ir, mas você não vai. Só me dá um sinal pra eu continuar.

Eu fiquei esperando um sinal... Qualquer um. Se aparecesse um sapo na minha frente eu começaria a missão.

E, de repente, uma fruta vai caindo do topo da árvore, batendo em cada galho até cair no chão.

Reyna, Annie e Pipes estiveram aqui!

08/02/13

Isso estava escrito na casca da árvore, como se tivesse sido entalhado só para que eu visse.

Eu havia pedido um sinal... Aí estava um sinal.

Droga! Deveria ter pedido um sinal patrocinador para entrar na missão... Nós iríamos á pé!

Corri seguindo a trilha de volta e sentindo os nós em minha barriga criarem vida com a ansiedade porque eu sabia que iria ve-la novamente, e desse vez, eu a salvaria!

— Jason! Thalia! Percy! Nós temos uma missão para ir! — gritei entrando novamente na sala de jogos.

Um grupinho havia se formado ao redor de 4 pessoas. A primeira eu reconheci ser Thalia por culpa do cabelo espetado, as outras duas eu torcia para que fossem Jason e Percy, mas eu não tinha certeza, e era por isso que eu reclamava todos os dias de ser baixinho!

— Leo! — vi Jason exclamar do meu lado.

— Jay? Eu mudei de ideia! — exclamei. Me controlei principalmente para não gritar "Cara, o que você está fazendo aqui? Você deveria estar ao lado de Thalia esperando pela missão! POR QUÊ TOUROS DE BRONZE VOCÊ NÃO ESTÁ LÁ?!", mas obviamente me controlei.

— Isso é ótimo, estamos esperando pelo oráculo... Digo, tentando falar por skype com ele, já que ela está do outro lado do país.

Rachel Elizabeth Dare. Eu jurava que ela deveria estar vindo para o acampamento, mas tudo bem... Acho.

— E o que é esse grupinho ali?

O corpo de Jason congelou, eu podia jurar que ele cairia ali e eu poderia gritar "MADEIRA!" como quem não quer nada.

— Fizemos uma votação para quem iria. — sussurrou. Aí vem merda.

— Votação?

— Uhum. Você não estava aqui, então eu e Percy nos recusamos a ir porque você também faz parte dessa missão.

— Vocês o quê? — gritei.

Péssima ideia. Todos se viraram pra mim. Eu teria gostado de ser o centro das atenções, mas naquele momento eu não queria ser. Eu sou um 'popstar', e todo popstar tem direito a férias, certo? Privacidade também.

— Finalmente, Valdez! — Thals fala indignada — Cópia 1 e cópia 2, nós não precisamos mais de vocês, vazem.

— Mas o oráculo disse que nós vamos! — Connor reclamou.

— E eu disse que não!

— Você não tem autoridade nenhuma. — Travis continuou a treta que o irmão havia começado.

— Oh, me desculpe, santa autoridade Travis, mas você é cartinha fora do baralho.

— Mas Rachel falou que....

— Que você foi o escolhido? — ela riu falso — Não lembro de ter citado o seu nome, portanto, vaze.

— Eles também não foram escolhidos também! E aí, vai fazer o quê? É pegar ou largar, Thalinha.

— "Thalinha" é minha mão na sua cara, seu idiota! — ela gritou, seus dedos rodavam a pulseira quase acionando sua arma preferida.

— JÁ CHEGA! — Quíron interviu — Vamos ouvir a profecia outra vez e aí sim tirar ideias de quem irá, sim?

Silêncio.

— Magnífico. — concordou — Algum filho de Apolo pode repetir, por favor?

— Eu. — Michael Yew se prontificou.

— Por favor. — Quíron pediu novamente.

Da magia a guerra nascerá com 3 vítimas desse lado a arriscar

O fogo, o vento e a água lutarão por um laço restaurar

Com a lua enfim, a bebida proibida extinguirá

Os traidores cairão e o herói impossível ajudará na missão

Três noites até tudo virar escuridão

Thalia riu.

— E aí, Stoll, ainda tem dúvidas? Eu sou lua por ser seguidora de Ártemis, mas me diga... Quem vocês são: o fogo, a água ou o vento? — debochou — Não, espera aí, qual é mesmo o laço que vocês irão restaurar com as meninas? O "oi " ou o "bom dia" por educação?

Maldade, mas não rir seria contra qualquer um dos meus costumes porque, cá entre nós, foi engraçado.

— Queremos carona até nossa primeira parada! — exclamei antes que começassem a fazer pedidos do tipo "não morram", "tomem cuidado" e todas essas coisas que dizem e que nós não temos como controlar sem antes fazer acordo com as Parcas.

***

Cinco horas e meia depois a noite já havia caído.

Com a van do acampamento, conseguimos ir até uma cidade próxima do litoral para tentar chegar á ilha de Circe novamente: Miami. Porém havia algo diferente, eu tinha ido para aquela cidade e ela já parecia mil anos no futuro, um cheiro forte de madeira e livro escapava de todos os lugares assim como o de café fresco.

Quase o mesmo cheiro de Reyna.

De alguma forma, os meus nervos pulsavam como uma bússola dizendo que eu deveria procurar ao Norte da cidade, sair de perto da água ou nunca acharia minha garota. Nunca mesmo.

— Pra onde agora? — Thalia perguntou.

— Não faço a menor ideia, mas acho que procurar um barco agora não seria a melhor das opções. — eu joguei sem saber se deveria ou não contar dos meus pressentimentos.

— Concordo. — Percy falou me surpreendendo — Eu quase consigo ouvir o mar gritar 'não', tipo um feitiço ou algo assim.

Thalia olhou para o lado. Ela estava... Analisando o local? Como assim?

— Não temos onde procurar até amanhã. — Jason pontuou.

— Talvez tenha sim.

Todos nós olhamos diretamente para Thalia que encarava sem parar uma boate chamada "Chica Palms Dance".

— Conheço um informante aqui, ele me deve um favor... Se eu encontra-lo por aqui poderemos ter uma pista de Circe e das meninas.

— Ele está nessa boate? — Percy perguntou.

— Ele é dono daqui, mas vocês não podem ficar perto, ele sente cheiro de semideuses que não tem pacto com deuses como eu tenho com Ártemis. Fiquem longe ou o pior pode acontecer.

— Quem é ele?

— Adônis... Conhece? — murmurou sarcástica.

— Adônis.. Adônis, o ex de Afrodite? Ele não deveria estar morto? — perguntei.

— Ele fez um pacto com um cara e agora tá semi-vivo. Entende a situação agora? Não fiquem perto.

Assentimos um por um e indo para a nova etapa da missão: tirar informações de Adônis.

A música estava bem alta e tinha uma fumaça que me fazia perder a noção do que eu estava procurando, mas eu seguia em frente tentando me manter focado.

Thalia ia na frente e quando chegou em certo ponto sussurrou um "se espalhem" fazendo com que Jason fosse para o meio da multidão, Percy corresse para a área do banheiro dando alguma desculpa que não entendi e me indicando o bar que estava à esquerda. Talvez ele quisesse beber algo e eu não podia negar que também estava com sede.

— Oi. — falei sentando nos assentos que tinha ao redor do balcão.

— O que vai querer, meu chapa? — perguntou — Temos de néctar até as misturas mais gostosas dele.

— O que indica para um iniciante? — pedi. Eu estava com muito medo de arriscar desde que ouvi o "bebida proibida" no verso da profecia, portanto, pegar leve agora significava continuar vivendo e respirando.

— Vou te mostrar a melhor de todas, se chama Ainda Não Me Esqueci De Você.

— Que nome estranho. — ri.

— Você vai entender depois do terceiro copo.

Em minutos a bebida chegou. Ela era vermelha e laranja como labaredas de fogo e eu só pensei que pelo menos daria conta da minha sede.

Primeiro copo, normal. Segundo copo, torpor. Terceiro copo, Reyna. Quarto copo, estou esquecendo. Quinto copo...

No quinto copo eu entendi o nome da bebida, você sabe que tem um objetivo, não lembra qual, mas sabe que existe. O que é, o que fazer... Tudo isso é um branco.

Se existe alguém, bem, eu ainda não em esqueci de você.

Notas finais
Heyyy!! Nossa, uma semana certinho para postar o capitulo. Nas notas iniciais, foi escrito há uam semana atrás, esse capitulo foi escrito 'na hora' e só hoje estou acabando. Eu quero continuar, nunca abandonaríamos essa fic, então... SE quiserem uma atualização dupla comentem, mas vcs tem até só amanhã considerando que hoje é domingo :) Xx Laísm