Be Strong
4 Eu Quero Ajudar
Notas iniciais
ALGUM TEMPO DEPOIS
Pov. Alexis
Abri os olhos sobressaltada com o rosnar que vinha de perto de mim. Olhei para Liam, que já estava bem acordado e transformado. Afastei-me, rastejando pelo chão. O meu irmão disse algo e eu olhei para trás; foi o meu erro.
Liam estava em cima de mim num instante, as suas garras cortaram a minha camisola e o meu abdômen; não foi muito fundo mas o suficiente para me fazer gritar enquanto lhe dei um pontapé no seu joelho, fazendo-o rosnar de dor, mas quase não lhe fez nada. De repente, Liam olhou para trás, levantou-se e partiu o vidro, correndo para as árvores.
–Alexis!
–Vai Scott, eu trato da tua irmã! — devolveu Kira.
Lagrimas começaram a rolar pela minha face. Kira ajoelhou-se ao meu lado.
–Alex! — eu sentei-me. Gemidos de dor saiam dos meus lábios — Fica quieta.
Balancei a minha cabeça rapidamente.
–Não. Tenho de ajudar o Scotty. — sussurrei. Kira ia abrir a boca para dizer algo em contrário — Por favor, Liam precisa de ajuda.
Lagrimas caíram dos eus olhos assim que levei a minha mão ao abdómen, sentindo sangue quente sujar os meus dedos.
–Estás a perder sangue. Vais começar a perder mais, Alexis. — disse Kira, mas eu afastei-me dela.
–Aju-ajuda-me a levantar, ou vou fazê-lo sozinha.
Ela soltou um suspiro preocupado e colocou um braço à volta da minha cintura, puxando-me para cima.
–Agora, vamos voltar para a casa.
–Não. — sussurrei teimosamente, empurrando Kira para longe enquanto pressionava a ferida para parar o sangramento. Ela aproximou-se e enlaçou um braço, novamente, na minha cintura.
–Estou bem. Eu preciso de ajudar. — repeti.
–Não, não precisas, Alex. — Kira agarrou o meu braço e colocou-o à volta do seu pescoço — Tu precisas que alguém cuide disso. Se não queres ir para o hospital...
–Não, não, não. — supliquei, deixando lagrimas correrem pelas minhas bochechas. Kira pegou o telefone dela digitando 911 — Não, eu preciso de ajuda-lo. Eu preciso de ajudar o Liam e o Scott. Eles precisam de ajuda!
–Sim, eu acho que foi um ataque de animal. Acho que ela só precisa de uns cuidados, nada de mais. Acho... — soou-me como debaixo de água.
–Eu preci- -senti a dificuldade maior em respirar.
Ouvi sirenes e de repente eu estou na casa. Sangue manchava o restante da minha camisola e eu gemi de dor quando tentei desesperadamente fugir do braço de Kira. Vi de relance Lydia, olhar-me preocupada, de longe. Dois paramédicos pegaram-me com cuidado e deitaram-me numa cama levando-me para a ambulância. A minha cabeça ficou confusa, enchendo-se de pânico.
–Eu preciso de ajudar a Allison! — desesperei — Eu preciso de ajuda-la...
Pov. Autora
Scott aproximou-se do seu beta que olhou para ele.
–O que me está a acontecer? — perguntou confuso e ofegante.
–O mesmo que aconteceu comigo. — respondeu o alfa.
Scott ajoelhou-se em frente ao rapaz.
–Eles não podem ser disto. A minha mãe, o meu padrasto... Não posso fazer isto com eles outra vez.
–O que queres dizer outra vez? — perguntou Scott.
–Fui expulso do colégio... e eu mereci isso. — chorou Liam — A maneira que me olharam quando destrui aquele carro...
–Liam, não faz mal. — acalmou o outro.
–Eles não me podem ver assim. — sussurrou o beta — Como...
–Um monstro? — Scott levantou-se, ainda a pensar na sua irmã magoada — Tu não és um monstro. És um lobisomem. Como eu.
Os seus olharam brilharam vermelho, enquanto ele sorria fraco. Liam olhou para as suas mãos, notando o sangue.
–O que eu fiz? O que é que eu fiz? — ele olhou para o seu alfa.
–Tu magoaste-a. Magoaste a minha irmã. — respondeu Scott, baixando a cabeça.
–Não, não, não. Não ela. Ela nunca mais vai querer olhar para mim. A Alexis vai odiar-me. — sussurrou desesperado.
–Não me parece, Liam. A Alex não é assim. Ela perdoa incondicionalmente, especialmente, pessoas que ela gosta. — avisou o outro, sorrindo de lado.
MAIS TARDE
Pov. Alexis
–Obrigada. — sorri fraco.
–Não era nada necessário para ir para o hospital. — explicou o paramédico — Só fizemos um penso e injetamos medicamento para as dores.
Assenti, sorrindo simpática. Lydia ajudou-me a sair da ambulância e ouvi a mesma a arrancar. Entrei na casa e vi Kira sentada no sofá preocupada. Scott e Liam ainda não tinham voltado. E Stiles e Malia subiram do porão, olhando confusos para a casa vazia e nós as três com expressões preocupadas.
–O que aconteceu? — ambos correram pra perto de nós.
–Eu magoei-me. — respondi — Os paramédicos vieram só cuidar. Já estou bem.
–Oh meu deus. Onde está o Liam e o Scott? — quando a voz de Stiles soou, a porta abriu-se revelando os procurados.
O meu coração acelerou.
Suspirei aliviada por vê-los aos dois bem. O meu irmão correu até mim e abraçou-me, ajoelhando-se no chão.
–Cuidado. — pedi e Scott afastou-se sorrindo.
–Ainda bem que estás bem, Alex. — confessou, com um olhar preocupado.
–Pessoal... — todos olhamos Lydia — Eu consegui a chave para desbloquear os meus apontamentos de ... matemática.
–E então? — Stiles parecia curioso.
–É uma lista de procurados com os nomes de todos os seres sobrenaturais. Se bem que é só uma parte. — explicou Kira.
Todos baixamos as cabeças.
–Mas há mais. — avisou a banshee e o seu olhar voou para mim, assim como o de Kira — Alex, o teu nome está na lista.
MAIS TARDE
O fresco da rua fazia o meu cabelo balançar e a respiração tornar-se mais fácil.
–Alexis. — olhei para o dono da voz e sorri fraco -Posso sentar-me?
Apenas assenti, voltando a olhar para as árvores, distraidamente. Desculpas começaram a sair da sua boca a uma velocidade que a minha cabeça não conseguiu registar.
Liam é querido. Fofo.
–Está bem. — disse apenas, ainda não olhando para ele.
–Lamento muito. — repetiu.
–Eu sei, Liam. — confessei e olhei nos seus olhos azuis — E está tudo bem.
–Devia ter confiado em ti. Que vocês só me queriam ajudar. — confessou ele.
–Quem teria confiado? Nem eu já sei em que acreditar... — sussurrei, apertando o cobertor mais perto do meu corpo.
–Por causa da lista, Alexis? — perguntou Liam.
–Sabes que me podes chamar Alex, certo? — insinuei, sorrindo doce — Sim. Por causa da lista, acho.
–Não sou muito bom com isto. Mas... acho que vai ficar tudo bem? — não pude fazer mais nada a não ser rir.
Antes que o meu cérebro pudesse fazer algo, a minha cabeça encostou-se ao ombro de Liam; até que senti algo quente agarrar a minha mão, olhei para baixo para ver as nossas mãos entrelaçadas.
–É... vai ficar tudo bem. — sussurrei.
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