Be My Bad Boy
2 Introdução
Notas iniciais
Kurt Hummel, vive em L.A. com o seu pai Burt que é podre de rico mas decidiu como hobbie ser mecânico, e por isso muitos substimam a riquesa dos Hummel. O que se pode dizer do Kurt, é que desde da morte da sua mãe que ele mudou. Sai até tarde, nunca está em casa e quando está fica enfiado no quarto, anda com más companhias, bebe muito, felizmente nunca se envolveu com drogas nem tabaco. Pelo menos é isso que o Burt espera. Kurt não é mimado, não é por isso que ele faz o que faz. Apenas resolveu que essa era a melhor forma de lidar com a morte de uma pessoa que ele amava mais que tudo.
E tal como sempre, Kurt encontrava-se num bar com a sua melhor amiga e companheira de encrena Verónica Bennett.
Felizmente para ambos, desta vez a policia não fez uma 'busca' à procura de falsos ID's. Sim, antes que perguntem eles vão parar muitas vezes atrás das grades...
Enfim, como dizia Kurt e Verónica estavam a ter uma grande noite, dançavam, riam, curtiam, bebiam e cantavam...até que ele apareceu.
Enquanto Veronica dançava com o atual namorado Felix, e Kurt bebia e dançava com toda a gente, especialmente com um certo rapaz de olhos castanhos claro, do qual já se tinha esquecido do nome, aquele otário aproximava-se cada vez mais da dupla, até que Kurt o viu e logo procurou pela amiga.
–Veronica! — Kurt chamou, mas ao olhar para o lado não encontrou a amiga, voltou a olhar e viu ela a afastar-se com o Felix. Revirou os olhos, beijou ferverosamente o rapaz, tanto para marcar território como para dizer para ele não se ir embora. Seguiu o mesmo caminho que a latina e logo a encontrou a curtir com o namorado.
–ODEIO ACABAR COM A FESTA! A SÉRIO QUE SIM! MAS V, TEMOS PROBLEMAS E DOS GRANDES! — Kurt gritou e numa situação normal ela ignoraria o amigo, mas quando havia as palavras 'problemas' e 'grandes' na mesma frase, era porque a situação era séria. Portanto empurrou o namorado e desceu do balcão, este está claro protestou, mas ela nem ouviu nada porque no segundo a seguir segurava a mão de Kurt para este o guiar. A última coisa que ouviu do namorado foi 'tás sempre com...... acabar'.
–Hmm... É BOM QUE ISSO SEJA IMPORTANTE! PORQUE ACABEI DE PERDER MAIS UM NAMORADO! — Veronica gritou e logo estacou ao ver a pessoa.
–Então parece-te valer a pena o namorado!? — Kurt sussurrou sarcástico e Veronica olhou-o maliciosa. Aquela noite não ia prestar...
Veronica andava de um lado para o outro, enquanto que Kurt sentara-se num canto da pequena cama que lá havia, observando a amiga. Este tentava ficar calmo, mas estava bem dificil tendo em conta que as duas bolas de ténis que encontrara estavam fora do seu alcance após tê-las lançado contra as grades e estas terem passado, e ter uma amiga que está com a mão no cabelo e a resmungar entre dentes claramente irritada não ajuda nada na tarefa de relaxar.
–Vamos cantar uma canção. — sugeriu Kurt e Veronica olhou-o.
–I killed someone and the cops don't liked. So now i'm in the jail... — ela cantarolou
–Só te falta um ritmo próprio... — ele riu da letra.
–Qual é o problema do ritmo!? Não gostas de Katy Perry?
–Tem dias... — ele abanou a cabeça — Para além de que, I Kissed A Girl não tem propriamente a ver comigo... — desta vez Veronica riu. Ambos sabiam que iam passar a noite ali, essa era a parte 1 do castigo que os esperava. A garota sentou-se ao pé de Kurt sorrindo divertida.
–Valeu a pena! — Kurt olhou-a fingiu pensar e logo concordou rindo.
–Oh se valeu!
Flashback:
Kurt e Veronica acompanhados de mais 3 rapazes saíram do bar indo até um beco beeem escuro.
–Então parece que as meninas têm contas a ajustar connosco. — um dos rapazes de cabelo escuro e porte médio disse com malicia.
–Engraçado V, como ele chama-me de menina, embora tenha ficado comigo vezes sem conta. — Kurt disse sério e depois sorriu ao ver o embaraço do outro. -Desculpa se eu sou demasiado homem para uma garotinha como tu. — aí Kurt levou um soco do rapaz que estava perto do outro. Este era exatamente igual ao outro.
–Não fales assim do meu irmão! — ele rosnou e Kurt riu deveras divertido.
–Será que posso falar assim de ti? Afinal aconteceu exatamente o mesmo. Ambos deixados por mim. — desta vez Veronica riu com vontade e deu um soco ao garoto que tinha batido no Kurt.
–Não batas no meu irmão! — ela adaptou as palavras dele, e aí começou a luta. Kurt contra o 1 garoto que falara e o que não falara e Veronica contra o rapaz que tinha batido anteriormente.
Estavam todos concentrados na luta que apenas ouviram as sirenes da policia tarde de mais. Todos se entreolharam e desataram a fugir. Por sorte, ou neste caso, por azar, a policia amava a dupla, por isso eles foram os alvos da sua perseguição.
Foram apanhados cerca de 5 minutos depois de tanta correria.
–Vocês têm o direito de permancer calados... — o oficial começou
–Tudo o que disserem pode e será usado no tribunal. — eles entoaram o final.
Já no carro da policia, os policiais ignoravam-os e vice-versa. Só o Emmett é que era fixe no meio daquela gentinha sem sentido de humor. Das muitas vezes que o Emmett os apanhava, normalmente libertava-os, a menos que estivesse acompanhado, aí ia alegremente a falar com eles. Como não era o caso, Kurt e Veronica falavam entre si.
–Aquilo que disseste de teres ficado com os gémeos era verdade? — Veronica perguntou curiosa e maliciosa.
–Humrum... ambos muito dotados...- ele ronronou e ela riu alto. Os policias tentavam ignorar a conversa deles. Especialmente porque ficavam muito incomodados, mas se pedissem para parar provavelmente eles faziam pior, mas lá por eles não verbalizarem os seus pensamentos, não queria dizer que os dois adolescentes não tinham percebido.
–Lamento pelo Felix ter acabado contigo...
–Ah! Não te preocupes, ainda tenho muitos ficantes para largar por aí! As invejosas que fiquem com as minhas migalhas. — ela respondeu encolhendo os ombros e sorrindo largamente ao ver o incómodo dos senhores agentes.
Logo o condutor acelarou e pos a sirene a tocar como se eles fossem alta criminosos e a dupla riu durante o caminho todo.
Já a descer do carro Kurt lembrou-se subitamente de algo muito importante.
–Ah merda! — Veronica olhou-o enquanto ele continuava. — Esqueci-me que deixei um gato à minha espera. — Veronica franziu o sobrolho e depois exclamou em súbito entendimento.
–Sem telefone?
–E sem diversão... — ele murmurou exasperado.
–É pena! É mesmo uma pena. — ela abanou a cabeça lembrando-se vagamente do corpo do garoto que dançava com Kurt.
–Não me digas...
Flashback of.
–Foi mesmo mal não teres ficado com o número dele.
–Por favor não me lembres do meu erro de amador! — ele pediu com a voz sofrega. — No entanto para dizer a verdade, nem me lembro da cara dele, nem do nome... — Veronica riu
–E quando é que te lembras? — Kurt abriu a boca para dizer algo com a voz indignada, mas logo voltou-a a fechar. Por volta das 4 da manhã a cela deles for aberta e logo uma sombra grande entrou e atacou ambos com um ataque de cócegas.
–Ahahahhahah! EMMETT!! — ambos gritaram enquanto riam. -PARA! — Emmett parou e logo os dois caíram em cima.
–AAAAAAAAH! SOCORRO! POLICIAL EM RISCO! — ele gritou aumentando as gargalhadas de todos.
De manhã, novamente a cela foi aberta e Marisa sorriu pela a cena que via. Emmett havia adormecido em cima da cama e a Veronica dormia no seu ombro esquerdo enquanto Kurt dormia no ombro direito.
–HEEEEEEEEEEEEEEEEY! — ela gritou sobressaltando todos que acordaram num salto. — O 'vosso' pai está aqui.
Kurt esfregou os olhos e pegou na mão da amiga puxando-a.
–Obrigada Marie! — ele deu-lhe um beijo na bochecha e encaminhou-se para o carro onde se encontrava o seu pai.
Entrou no carro, no banco do passageiro e Veronica sentou-se no de trás.
–Desta vez, é a sério. É a última vez que vos venho buscar e pago a fiança. — Burt disse-lhes sério e nada mais foi pronunciado no carro. Não valia a pena pedir desculpa, eles já haviram esgotado a cota, e também não valia a pena ouvir ou ver o desgosto do Burt. Como o clima estava de cortar a respiração Kurt põs o rádio e logo a música invadiu o carro.
Aquela música representava o que Kurt e Burt queriam dizer um ao outro desde a morte da mãe do primeiro. Kurt arriscou um olhar para o pai que tinha os olhos postos na estrada. Então começou a cantar:
You're not alone
Together we stand
I'll be by your side, you know i'll take your hand
When it gets cold
And it feels like the end
There's no place to go
You know I won't give in
No I won't give in
Keep holding on
Cause you know we'll make it through, we'll make it through
Just stay strong cause you know I'm here for you,
I'm here for you
There's nothing you can say
Nothing you can do
There's no other way when it comes to the true
So keep holding on
Cause you know we'll make it through, we'll make it through
Burt olhou de soslaio para o filho que estava concentrado na música. E percebeu, compreendeu o que o tinha transformado naquele garoto. Naquele garoto que era tão diferente da criança inocente e apaixonada que ele aprendera a amar. Mas não podia, por muito que custasse a ambos, eles eram dois desconhecidos, e Kurt já havia feito a sua escolha. E ele tinha de conviver com ela... Mas... e se?
Chegaram a casa antes de poderem verbalizar qualquer coisa e Veronica foi a primeira a sair. Acenou para o carro e disse baixinho 'adeus tio e vemo-nos por aí Kurt' e desatou a correr para o seu apartamento que curiosamente ficava em frente para o de Kurt.
Passado uma semana Burt tinha uma solução para todo o problema em que consistia chamar de família. Ele só esperava que corresse tudo bem.
–Tens a certeza? — Burt perguntava à sua noiva Carole. Tinha falado sobre o filho durante essa semana e esta concordou plenamente com a solução. Carole desejava mesmo muito conhecer o seu novo filho, além do mais ela achava que ele não podia ser assim tão mau.
–Claro que sim. E além disso eu já estou instalada na nossa nova casa com o Finn. Ele também já está preparado para conhecer o Kurt. Vai tudo dar certo querido. –ela dizia relaxada.
–Espero que tenhas razão. Tenho que ir dar a noticia ao Kurt. Beijos. — ele despedia-se ainda tenso.
–Vai tudo dar certo. Mas boa sorte na mesma. Beijos — ele desligou o telefone e entrou em casa.
–Kurt, nós vamos para Ohio, e tu vais conhecer a minha noiva e o teu novo meio irmão. — Burt anunciou chegando à sala e ignorando por completo a "cena" que estava a ver. O adolescente olhou para ele escandalizado.
–Tu só podes estar a zoar!!
–Eu por acaso tenho cara de palhaço? — ele retorquiu mal disposto. Não queria que aquilo saisse com brutalidade mas não conseguiu evitar. Pensando bem, talvez aquela não tivesse sido a melhor ideia. Veronica ficou com os olhos arregalados e vestiu a t-shirt besuntando-a de creme. Kurt limpou as mãos com o creme que estava a passar pelas costas da rapariga enquanto fazia uma massagem e levantou-se olhando o pai nos olhos disse:
–Eu não vou sair daqui. Los Angels é a minha casa, não vou para uma cidade que nem sequer aparece no mapa, só para tu poderes substituir a mãe! — ele finalizou frio e saiu porta fora.
–O tio não o pode levar daqui! — Veronica suplicou
–É o melhor para ele. — a garota olhou o tio nos olhos e suspirou
–Talvez você acredite nisso, mas no entanto por agora, é apenas o melhor para si. — ela disse e tal como o melhor amigo saiu da casa. Precisva de espairecer, tentar suportar o facto de que perderia o seu irmão. Acabava-se as saídas para tentar achar namorados, acabava-se o Kurt a aparecer na sua janela para irem tomar café, acabava-se a praia onde eles faziam concursos bobos, acabava-se as corridas pré-matinais feitas às 5 da manhã, acabava-se as noites de cinema, acabava-se os segredos partilhados, acabava-se tudo. Correu até um pequeno sítio onde apenas 4 pessoas sabiam da sua existência. Duas delas tinham abandonado a dupla já algum tempo, e agora mais um se ia embora. E lá estava ele. Sentado a olhar para a água calma que corria livremente ao sol. Estava agarrado a si próprio com as lágrimas a escorrerem pela face pálida. Veronica correu até ele abrancando-o, porém este nada fez. Apenas continuava a vaguear pelo seu mundo.
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