Be Lovely, Sarah!

4 Capítulo 4: Arin Ilejay: o bom moço.


Notas iniciais
Nem estou demorando, viu só, sou uma menina de palavra u_u
Quanta gente safada, meu Deus hahaha qn
Então, esse capítulo é uma pequena introdução de uma elemento essencial na fic, nosso fofo Arin Ilejay *o*
Espero que gostem, xoxo

Algumas coisas precisavam se esclarecer na minha cabeça, antes de tudo ter começado a acontecer e tal, como o que estava acontecendo com Brian para ele voltar pra Huntington Beach. E, claro, o por quê de estar me tratando tão diferente. E uma dezena de outras.

Bom, nem a metade dessas perguntas estavam respondidas quando Brian começou a tirar minha blusa.

Era tudo uma coisa meio complexa. Não me pergunte como vim parar na cama; Brian sempre foi muito rápido quando o lance era, bom, coisas indecentes.

Ele não era bom com as mãos apenas na arte de guitarras.

Tacou minha blusa no chão, tirando a própria, abrindo um pequeno sorriso no canto dos lábios, voltando a colar seu peito contra o meu e beijando meu pescoço calmamente.

Me senti de repente desconfortável. Não, eu sabia que não podia deixar que isso acontecesse. Eu não queria que toda a história se repetisse de novo, não ia ceder aos charmes de Brian.

Eu não queria mais decepções, não mesmo.

-Brian... Pára...

Senti-o arfar em meu ouvido, logo em seguida escutei uma breve risada calma no mesmo.

Mordi o lábio interior, convencendo a mim mesma que era necessário.

Ele saiu de cima de mim, sentando nos próprios calcanhares e pegando a blusa em cima da cama, vestindo-a rapidamente. Engoli a seco; ok, isso estava errado. Sem cara amarrada? Sem xingamentos?

Peguei, acanhada, a minha blusa no chão e a vesti também, olhando para Brian, esperando uma reação.

Ele apenas se virou pra mim e disse, com um meio sorriso normal:
-Não precisa me acompanhar.

E saiu do quarto.

Encarei a porta por onde ele havia saído.

Não, isso estava muito mal explicado. Não era possível que ele tenha aceitado o fora de uma garota como eu sem nem ao menos reclamar.

Passei os dedos no lábio inferior, ainda sentindo a pressão de seu corpo em cima do meu.

No dia seguinte, resolvi acordar mais cedo para procurar Amy.

Pela graça divina, ela estava dormindo em seu quarto.

Havia alguns minutos que eu já estava sentada na cadeira da varanda de casa, com um café na mão, lendo o jornal. Eu era realmente uma velha nesse quesito, amava ficar assim. Já era costume dar bom dia a senhora Rillers, minha vizinha de 67 anos, que sempre molhava suas plantas.

A porta da casa da frente abriu. Para minha total alegria, quem saiu de lá não foi Brian. Vengeance saiu, com o garoto alto que eu não conhecia. Incrivelmente, Zacky me enxergou, acenando com um sorriso na cara.

Engoli o café e sorri também, acenando para os dois.

A porta de casa abriu, revelando uma loira com maquiagem da noite passada, completamente descabelada.

Amy se sentou no chão do meu lado, coçando a cabeça, com os olhos quase fechados.

-Aonde você esteve ontem?

-Eu sai... com os meninos.

-Com Johnny.

Falei, sorrindo, bebendo o café. Amy riu, assentindo com a cabeça.

-Ele e aquele amigo dele. Arin.

-Arin?

-Esse cara magro perto do Zacky. Ele é um garoto bom moço.

-Bom moço?

Ergui as sobrancelhas, comentando:

-Além do Johnny, ele também?

-Não, sua tonta. Na verdade, foi uma indireta pra você.

Me engasguei com o café, tossindo violentamente, inclinando meu corpo para frente. Amy riu ainda mais, achando graça de meu estado catastrófico.

-Está brincando?

-É sério, Sarah.

Revirei os olhos, se dar muito papo a ela.

Alguns segundos silenciosos se passaram. Ok, eu não pude deixar de não olhar para o tal Arin. Ele e Zacky riam de alguma coisa, enquanto o pequeno porpeta fumava um cigarro.

-Fiquei preocupada com você.

Amy disse, séria, dessa vez.

-Você sabe...

Me encarou. Ergui uma sobrancelha, gesticulando para que continuasse.

-Aquelas coisas que ele falou e que você falou quando eles chegaram... É obvio que você já conhecia ele. Vai me falar de onde?

Olhei para frente, engolindo novamente o café, tensa e de testa franzida.

-Não, né? Eu já sabia.

Amy completou, dando de ombros, se levantando.

-Já volto.

Ela atravessou a rua, andando de camisola, descalça e toda descabelada às 9h da manhã, sem vergonha alguma. Abraçou Zacky, e seguida Arin. Depois falou algo ao ultimo, que sorriu pequeno, como quem tem vergonha. Depois, entrou na casa, sem hesitar, como se já fosse da família.

Balancei a cabeça, rindo.

Amy tinha ido pra faculdade uma hora mais cedo, pois teria que copiar algumas coisas de ontem, já que faltamos. Eu fiquei, mais tarde pegaria com ela.

Terminei de passar o lápis de olho, prendendo o cabelo novamente. Peguei a mochila e sai de casa.

Aí me ocorreu um pensamento.

Como eu ia pra faculdade, se não sabia dirigir?

-Ah, que merda...

Falei, parada na calçada em frente a minha casa, passando a mão na testa.

Na calçada da frente, o rapaz, Arin, passava um pano nas lanternas do carro.

Escutei-o me chamar.

-Hey!

Olhei para ele, preocupada demais com a ida para poder sorrir.

-São quinze pra uma da tarde. Você não faz faculdade a tarde?

-É, minha amiga saiu e eu não sei dirigir.

Falei, sem graça. Arin olhou para o carro durante um segundo, e depois falou:

-Posso te levar.

Juntei as sobrancelhas, envergonhada; devo ter parecido uma oferecida, mesmo, dando indiretas para que ele se oferecesse a me levar.

-Ah, não precisa...

-Vem. Sério, eu não me importo.

Mordi o lábio inferior, hesitante. Bom, era isso ou perder o segundo dia de aula. Assenti comigo mesma, atravessando a rua e parando a sua frente.

-Oi, eu sou a...

-A famosa Sarah Green.

Ele abriu um sorriso.

-Famosa?

-Todos nessa casa parecem gostar bastante de você. Sabe, como irmã.

Ri, sem graça, abaixando a cabeça.

-Arin. Arin Ilejay.

Ele ergueu a mão pra mim. Assenti com a cabeça, apertando-a.

-Vamos, entre.

Ele gesticulou para o carro. Dei a volta, entrando no banco da frente, colocando a mochila no colo. Arin entrou e deu a partida, manobrando e seguindo para a faculdade, depois que eu dei algumas orientações.

-Faz faculdade de que?

-Medicina. Vou especializar em psiquiatria.

-Nossa, que bom, enfim Johnny vai poder tratar do problema dele, então.

Nós rimos da breve piada dele, logo depois voltando ao mesmo silêncio. Passamos alguns minutos assim, apenas quietos, enquanto a faculdade ficava cada vez mais perto.

-Nunca vi nenhuma outra pessoa, além da Amy, sair da sua casa. Não mora com o seus pais?

Mordi o lábio inferior, hesitando em responder. Falar dos meus pais era sempre muito difícil, para mim.

Em vista da minha expressão conturbada, Arin logo se completou:

-Quero dizer, não precisa responder.

-Minha mãe está internada. Câncer.

Respirei fundo, olhando para baixo.

-Sarah, eu sinto muito.

Arin disse, com a voz baixa e ressentida.

Assenti com a cabeça, olhando para a faculdade que já se aproximara a minha frente.

-Tudo bem, ela está estável.

Saímos do carro. peguei minha mochila e a taquei para as costas, parando bem a sua frente.

-Se Amy não sair hoje depois da faculdade, na verdade, eu vou visitá-la.

-Se Amy sair, eu levo você.

Olhei para eu rosto, vendo uma leve expressão constrangida.

Vermelho, Arin se corrigiu:

-Quer dizer, hm...

Pigarreou, limpando a garganta. Sorri, achando graça do jeito do rapaz.

Ele realmente era um bom garoto.

-Você não precisa... necessariamente, deixar de ver sua mãe porque não tem como ir... Se você quiser, claro, pode me chamar...

-Arin, não precisa ficar vermelho.

Ri, olhando em seus olhos.

Arin assentiu, ainda mais vermelho, encarando o chão. Parei de rir, olhando seu rosto.

-Sua carona está aceita, ok?

Ele abriu um sorriso, assentindo.

-Obrigada pela carona, Arin Ilejay.