Be Alright
4 Four
Notas iniciais
Pov MaJo
– Valéria minha filha, fica calma e senta aqui. – Minha mãe fala se aproximando da minha amiga e a conduzindo até a poltrona que ficava perto do sofá que eu estava com Ju. – Vou pegar um copo d’água pra você. – Fala seguindo para a cozinha.
– Agora da pra me dizer o que aconteceu com o Palilo? – Eu me perguntei bloqueando a tela do meu celular e não sei por que, mas minha voz saiu em um tom de preocupação,
– Toma logo essa água aqui Valéria. – Minha mãe fala saindo da cozinha e entregando o copo com água, sentando na poltrona ao lado de Val. – Agora nos conte o que aconteceu com esse... Jogador, não é? – Pergunta lembrando quem era Jaime e Val assente.
– Vocês não vão a-acreditar, mas ele a-acabou de me ligar. – Valéria fala gaguejando um pouco e eu a olho surpresa.
– Sério? – perguntei.
– Sim. – Valéria fala agora mais calma e me mostrando a tela do seu celular com a chamada de 10 minutos atrás.
– Como ele descobriu teu número? – Perguntei confusa.
– Parece que a minha amiga linda Margarida ligou pra Helena e a Helena ligou pro agente do Jaime perguntando se teria como ele vir pra festa do meu aniversario. – Ela fala tudo em um fôlego só, o que fez Julia rir.
– Calma Val, fala devagar. – Falei e ela assentiu respirando fundo.
– Enfim, a Helena deu meu número pro tal agente e ele ligou pro Jaime, que ficou super animado com a ideia de nos conhecer. – Falou apontando pra tela do seu celular que agora tinha uma foto da gente em um show. – Ele deu meu numero pra ele e ele me ligou. – Falou e se calou, deixando eu e minha mãe na expectativa sobre a conversa que eles tiveram.
– Vai falar logo o que ele falou no telefone ou vai nos deixar com cara de tacho? – Perguntei irritada ela pareceu acordar do transe.
– Ah, então, ele falou que estava muito feliz por está falando comigo, nos parabenizou pelas novas musicas e que ele e o Paulo são loucos para irem a um dos nossos shows. – Disse dando pulinhos no sofá arrancando risadas minhas, da minha mãe e de Ju, que tinha desistido de assistir sua série e a gora prestava atenção na conversa.
– E sobre sua festa, ele poderá vir Valéria? – Minha mãe perguntou pela primeira vez na conversa.
– Ele falou que eu dei sorte porque ele e todo o time chegaram em São Paulo uma hora e meia atrás, já que amanhã eles vão ter um jogo aqui e depois do jogo terão uma semana de folga. – Falou e depois pareceu ter lembrado algo, pois pegou o celular e começou a mexer nele.
– O que ta fazendo? – Perguntei.
– Desinstalando aquele app que informa os dias dos jogos. – Disse dando de ombros.
– Por quê? – Perguntei confusa.
– Ele não foi prestativo o bastante pra me avisar sobre esse jogo que, aliás, Jaime nos convidou pra assisti no camarote. – Valéria disse sorrindo igual uma otária.
– Eu não vou. – Falei naturalmente enquanto via Valéria abrir a boca desacreditada.
– Porque não Mari? – Minha mãe perguntou.
– Eu odeio futebol e a Senhora sabe disso Mamis.
– O tio Miguel vai querer ir e vocês sabem disso não é? – Valéria perguntou e eu revirei os olhos.
– Ele pode ir no meu lugar.
– E eu vou poder ir Mamis? – Ju perguntou batendo palminhas.
– Se seu pai lhe levar. – Minha mãe falou, já que ela com certeza não vai querer ir porque também odeia futebol.
– A conversa ta muito boa, mas eu vou pra casa comemorar jogando no meu Xbox. – Valéria fala levantando da poltrona. – MaJo a Margarida vai vir aqui mais tarde pra falar com você sobre os preparativos da minha festa, que eu espero sinceramente que seja uma festa maravilhosa. – Fala já saindo pela porta enquanto eu a fuzilava mentalmente por sua prepotência.
(...)
Já passava da 18:30hrs e eu esperava ansiosamente meu pai chegar pra mim poder matar a saudades.
– Camila teu pai chegou. – Minha mãe grita do andar de baixo e eu saí do meu quarto correndo quase tropeçando meu próprio pé. “Porque sou tão desastrada Deus?”. Pensei descendo as escadas com cuidado.
– Princesa. – Escuto a voz grossa do meu pai no fim da escada. Desço os últimos cinco degraus correndo e me jogando em seus braços, que logo rodearam meu corpo me apartando em um forte abraço.
– Saudades Papis. – Falei contra seu pescoço.
– Eu também estava com saudades filha. Muita. – Falou me colocando no chão e limpando algumas de minhas lagrimas que teimavam em cair. – Você ta maior? – Perguntou como se me medisse com seu tamanho.
– Não exagera Miguel, porque você sabe que mais do que isso ela não cresce. – Minha mãe fala me zoando. Isso mesmo, minha mãe.
– Obrigada pela parte que me toca Mamis. – Falei revirando meus olhos fazendo meus pais rirem.
– Papiis. – Ouço a voz de Julia vindo da cozinha e logo a mesma aparece vindo correndo na direção do nosso pai, que a pega no colo. – Papis eu posso ir ao jogo com você já que a Mari não quer ir? Deixa? Deeixa? – Ju fala de uma vez fazendo bico enquanto meu pai olhava com uma cara confusa pra minha mãe.
– Que eu saiba você não gosta de futebol que nem as dondocas da tua mãe e da Mari. – Meu pai fala brincalhão ganhando olhares indignados meu e da minha mãe.
– Dondoca não é Miguel? – Minha mãe pergunta séria enquanto encara meu pai, que engole seco quando ver sua expressão. Segurei o riso vendo aquela cena, que logo é interrompida por Ju.
– Papis, eu não gosto de assisti futebol pela TV, mas deve ser bem mais legal assistir futebol de verdade.
– Tudo bem, mas alguém pode me explicar que jogo nós vamos? – Meu pai perguntou ainda confuso.
– Valéria conseguiu vagas no camarote para assistirmos o jogo do Corinthians que vai ter aqui amanhã. – Falei dando de ombros e meu pai arregalou os olhos.
– Isso é sério? – Perguntou surpreso e eu não entendi pra que tudo isso. – Todos os ingressos estão esgotados pra esse jogo. Como eu, um dono de uma das gravadoras mais famosas não conseguiu um mínimo ingresso e a Valéria além de conseguir conseguiu entradas para o camarote?
– Ela conseguiu com o Palilo. – Falei dando de ombros. – E como eu não to nem um pouco a fim de ir, o Senhor pode ir no meu lugar.
– Muito obrigada filhota, esse vai ser um dos melhores jogos, já que o Corinthians vai jogar em casa. – Meu pai fala animado subindo as escadas com Ju ainda em seu colo.
– Qual a graça de futebol? – Minha mãe pergunta como se tivesse lendo meus pensamentos. Neguei e dei de ombros, começando a subir as escadas, já que Margarida estava perto de chegar eu iria logo tomar um banho.
Fale com o autor