Be Alright
13 Estou protegida novamente..
Notas iniciais
Justin
Quando a Claire saiu da minha casa eu sabia que tinha algo errado. O que aconteceu? Ontem a noite foi tão especial pra mim, não sei se também foi pra ela. Se ela tiver se arrependido de tudo que aconteceu... Puts, nem sei o que fazer! Aquilo ficou na minha cabeça durante muito tempo, eu tava me sentindo horrível. Será que eu forcei ela a algo? Será que ela só deixou acontecer porque não sabia como dizer não? Droga. Me encontrava no sofá, com a cabeça entre minhas mãos que estavam apoiadas nos meus joelhos. "Madison", pensei. Talvez se eu conversar com ela as coisas melhorem, ela é uma ótima pessoa. Mandei uma mensagem pra ela.
"Ainda tá muito louca? Espero que a ressaca não esteja tão cruel, hahaha. Topa fazer algo mais tarde? Se cuida, beijo. Justin"
Enviei a mensagem e resolvi comer algo. Minha fome tava incontrolável hoje. Abri a geladeira e vi o que não esperava. PORQUE DIABOS MINHA MÃE COMPROU COGUMELO? Me distanciei devagar da geladeira, deixando a porta aberta e corri, corri pro jardim da minha casa.
– Corrrrrrrrrrram, salve-se quem puder. — Minha mãe estava entrando
– Justin o que foi? — Ela parecia preocupada
– Porque mãe? Porque? Como você fez isso? — Ela me olhava confusa
– O que foi Justin? Fala de uma vez.
– Cogumeeeeeeeeelo na geladeira mãe. — Ela começou a rir e meu pai entrou com a Jazzy e o Jaxon nos braços
– Filho, tá na geladeira porque a Maria disse que deixaria lá e esqueceu de pegar quando foi embora com certeza. Deve ter sido isso. — Suspirei aliviado
– Mãe, que susto. Não faz mais isso. Pensei que você morrer.
– Exagerado. — Ela riu beijando o topo da minha cabeça e entrou em casa
Jazzy saiu do colo do meu pai e veio correndo na minha direção.
– Bieberrrr. — Ela falou num tom manhoso e me abraçou
– Oi princesa. — Dei um beijo nela
– Porque você tava aqui fora quando a gente chegou?
– Porque tinha uma coisa muito perigosa lá dentro.
– O que? — Ela falou se aninhando, provavelmente com medo
– Cogumelos. — Ela deu um gargalhada gostosa
– Isso não faz medo bobo. — Ela ainda ria
– Vai pensando.
Entramos em casa e minha mãe foi preparar o almoço, Maria hoje estava de folga. Fiquei brincando com o Jaxon e a Jazzy enquanto meu pai falava ao telefone, sempre negócios, que saco. Madison ainda não tinha respondido minha mensagem. Estranho! Resolvi ligar pra ela, mas ela não atendeu. A ressaca deve tá braba. Não vou mais perturbar. Qualquer coisa ela me retorna depois!
Madison
Minha cabeça estava a mil. Justin havia me ligado, mas eu não ia atendê-lo, não mesmo. Meus pensamentos foram interrompidos pelas leves batidas da minha mãe na porta do meu quarto.
– Filha o almoço tá na mesa. — Ela falou
– Já tô descendo mãe. — Fechei meu not e desci
Meu irmão tava na mesa, se servindo. Sentei na frente dele e fiz o mesmo. Minha mãe como sempre, não pode tá calada e tem que dá uma se pronunciou.
– Andou chorando Maddie? — Merda
– Não. Porque?
– Seus olhos tão vermelhos.
– Deve ser de toda a bebida que ela ingeriu ontem.
– Mãe, manda esse ser calar a boca por favor.
– Tá chega, vocês dois podiam deixar de ser tão orgulhosos e pararem com isso de uma vez.
– Eu não fiz nada pra ela. — Cínico
– Magina né? — Ri irônica
– Não fiz não, você que é toda sentida Madison.
– Fica na sua Mike.
Terminamos o almoço em silêncio. Tirei meu prato da mesa, coloquei na pia e lavei o mesmo, evitando o trabalho da minha mãe. Sem falar mais nada fui pro meu quarto. Enconstei a porta e me joguei na minha cama. Foi inevitável não chorar, na cabeceira da minha cama tinha uma foto minha com papai.
(http://24.media.tumblr.com/tumblr_m804wslTNd1roey45o1_500.jpg)
As lágrimas vinham sem eu fazer esforço algum. Me encontrava em soluços lembrando da minha descoberta sobre Justin, lembrando do meu pai, lembrando da falta que meu pai fazia. Que droga. Porque as coisas tem que ser assim? Minha cabeça estava afundada no travesseiro pra abafar meus soluços. Ouvi um barulho na porta e virei pra ver quem era. Mike! O que ele fazia aqui?
– Sai daqui. — Falei com a voz trêmula
– Maddie.. — Fazia tempo que ele não me chamava assim — Dá pra escutar seu choro da esquina.
– Exagerado. Cala boca, me deixa sozinha.
– Eu sinto sua falta. — Ele baixou a cabeça me fazendo olhar pra ele — Eu sei que eu errei no tempo que nós brigamos, não tinha direito de falar aquilo. Afinal eu também estava sentindo falta dele.
– Não Mike, você não tinha o direito.
– Me desculpa. A gente sempre foi tão próximo e passar meses sem se falar, assim. — Não falei nada, apenas continuei chorando
– Tá esperando o que pra fazer o papel de irmão preocupado e me abraçar? — Falei soltando um riso baixo e ele me abraçou
Era tão bom poder sentir que meu irmão estava ali comigo de novo. Do meu lado, me apoiando, me dando força como ele sempre fez. Eu não fiz nada a não ser corresponder o abraço dele, forte, apertado, eu senti tanta falta disso. Agora sim, eu estava protegida de novo!
Notas finais
Fico muito feliz que vocês estejam gostando.
Até o prox cap.
xoxo
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