Be Afraid
19 Capítulo 19 - O começo do fim
Notas iniciais
3 anos atrás...
— Vai aonde? – Eleazar perguntou. Ele e Tânia estavam sentados no sofá, assistindo um filme de terror.
— Na casa de uma amiga. Talvez eu durma lá.
— Que amiga? – Perguntou, tentando fazer o papel de responsável.
— Diana. Você não a conhece, ela é da faculdade. Eu ligo avisando. – Respondeu, saindo antes que ele dissesse mais alguma coisa.
Em sua mochila havia uma troca de roupa, se disfarce e o mais importante. Sua Glock g25 carregada. O lugar para o qual ela iria era barulhento o bastante para que ela não precisasse de uma arma silenciosa. Finalmente começaria sua vingança.
Quando fez dezoito anos, Eleazar havia lhe dado uma moto de aniversário. Bella montou em sua moto e seguiu até seu destino.
— Olha quem apareceu. Pensei que tivesse desistido. – O homem disse, com um sorriso. Ele era alto e tinha cabelos castanhos.
— Sabe que eu nunca mudo de ideia sobre algo, Garrett.
— Então vai realmente seguir com isso? Matar o Cullen? Se eu tio descobrir..
— Ele não tem como descobrir. Eu tentei ser uma boa menina. Tentei seguir a lei e não funcionou.
— Quando você tinha sete anos. Ninguém acreditaria em uma criança, Isabella.
— Quando me colocaram sentada naquela maldita sala e me perguntaram o que eu me lembrava, eu disse que me lembrava de tudo e que Carlisle Cullen era o mandante da morte de meus pais. E aqueles bastardos riram! – Ela gritou exaltada.
— Isso porque o Cullen é fodidamente bem protegido. A lei não pode toca-lo.
— Mas eu posso. – Respondeu abrindo o casaco e ficando apenas co as roupas íntimas. Ela vestiu o macacão de nilon colado e amarrou os cabelos.
— Então vai seguir o plano? – Garret perguntou, enquanto analisava o corpo da morena.
— Mais tarde, Garrett. Quando eu voltar, poderemos ter uma comemoração privada.
— Claro. Você não me respondeu. O plano é o mesmo? – Voltou a perguntar.
— Sim. Eu não quero só mata-lo. Eu quero destruí-lo. Parte por parte. E depois aterroriza-lo tanto, a ponto dele implorar pela morte.
— Você me assusta as vezes, garota. – Respondeu enquanto ela piscou para ele, saindo em direção a boate movimentada.
~*~*~*~*~*~*~*~*
Haviam varias pessoas bebendo e dançando. Bella sabia que seu alvo estava no andar de cima, onde era muito mais vigiado. Levou sua mão a pequena escuta que havia em seu ouvido.
— Situação? – Perguntou, enquanto caminhava pelo ambiente.
— Me de cinco minutos e eu desligo as câmeras. – Garrett respondeu.
— Te dou dois. Já checou o perímetro? – Ela perguntou.
— Seguro.
— Faixas da polícia? – Indagou olhando ao redor e avistando o elevador.
— Eu estou na faixa da policia. – Respondeu e ela subiu o elevador, entrando em um corredor deserto.
— Estou no segundo andar. Para onde eu vou?
— Vire no corredor a direita.
— Não tem uma direita. – Retrucou seguindo. – Tem várias portas e uma curva a esquerda.
— Espera. Tem algo errado, espere meu sinal.
— Desligou as câmeras? – Questionou impaciente.
— Espere o meu sinal.
— Que merda, Garrett! – Ralhou, cobrindo a cabeça com seu capuz e sua máscara.
— Eu não sei o que aconteceu, apenas espere o sinal, Isabella! – Rugiu, olhando novamente nas plantas enquanto ela seguia.
Ela caminhou pelo corredor, desviando das câmeras, mas ao passar pela primeira curva, pôde que haviam alguns guardas na porta. Rapidamente pegou seus óculos especiais e os colocou
— Isabella? O que está fazendo? – Perguntou impaciente.
— Não, por favor! – Bella ouviu um grito, vindo do quarto que os seguranças guardavam.
— É muito mais divertido quando elas gritam. – Um dos seguranças declarou, a deixando com mais raiva.
— Porco. – Bella murmurou, sacando sua arma.
— Isabella?
— Apague a luz ao meu sinal. – Ela ordenou, enquanto ele olhava tudo pelas câmeras. – Agora! – Mandou, quando virou o corredor, disparando. O segurança que havia feito o comentário foi o primeiro a cair.
— Que merda! – Garrett ralhou.
— Quem é você? – O segurança perguntou sacando a arma, mas ela se esquivou.
— Apague a porra da luz! – Mandou e ele obedeceu, enquanto ela continuava atirando.
— Alguém ligue a luz! – Um deles implorou, segundos antes de levar uma bala na cabeça.
Com todos caídos, Bella correu até a porta e a arrombou. Estava escuro e ela não conseguia ver nada.
— Aro! Saia, sai, onde quer que esteja! – Cantarolou, com a arma em mãos, enquanto olhava o quarto, quando ouviu um choro.
Havia uma menina encolhido no quarto.
— Por favor, não ma machuque. – Ela pediu, abraçando o próprio corpo. Sua blusa estava rasgada e ela não usava nada na parte de baixo.
— Quem é você? – Bella perguntou curiosa.
— Me chamo Anne. – Respondeu com a voz embargada.
— Por que está aqui, Anne? – Questionou.
— Eu vim para o emprego, mas aquele homem! Ele me arrastou até o quarto! Eu não queria! Eu juro que não queria. – Gritou, entre os soluços.
— Você pode ir embora. Pegue suas roupas e saia. – Mandou e a garota rapidamente obedeceu.
— Obrigada! – Respondeu soluçando enquanto partia. Bella fechou a porta e a trancou.
— Então o senhor Volturi gosta de garotinhas? – Perguntou enquanto vasculhava quarto. – Sai de baixo da porra da cama, agora! – Grunhiu e ele lentamente saiu, com as mãos para o alto.
— Que... Quem é você? – Perguntou, claramente assustado. Ele usava apenas uma cueca e sua camisa social estava aberta.
— Tanto faz quem eu seja. De qualquer forma, sou seu pior pesadelo. – Respondeu sorrindo e tirando o capuz.
— Sério? Você é a porra de uma menina? Quem foi o cretino que te mandou? – Questionou se levantando e pegando seu copo de whiskey e se sentando na poltrona.
— O que sabe sobre Carlisle Cullen? – Perguntou se aproximando, com arma ainda apontada para ele.
— Então foi ele? Ele a mandou? Aquele tubarão. – Resmungou virando seu copo. – Você é mais um dos capachos dele? Uma cadela que o segue para todo o lugar?
— Eu não sou a porra do cachorro dele. Eu quero arrancar a cabeça daquele filho da puta e você vai me ajudar.
— E por que eu faria isso, boneca?
— Porque se não o fizer, eu mato você. – Respondeu sorrindo e liberando a trava de segurança.
— Você não vai me matar. Sabe o que vai acontecer, boneca? – Perguntou tomando outro gole. – Meus seguranças vão chegar e vão desarmar você, então eu vou me divertir um pouco, já que você dispensou minha companhia, então quando eu acabar com você, meus seguranças vão se divertir, só então, eu matarei você.
— Acho que você está me subestimando. – Respondeu sorrindo. – Garrett? – Perguntou pela escuta.
— Perímetro seguro. – Ele respondeu.
— Eis o que realmente vai acontecer, eu vou te dar algumas opções e você vai escolher. – Disse calmamente, se aproximando. – Opção A, você vai e dizer que negócios tem com o Cullen, eu escuto e não tem dor.
— Será que pode chegar mais perto, eu acho que não ouvi bem.
— Cala essa boca. – Rosnou e ele engoliu seco. – Opção B, você não fala eu vou matar você.
— Você vai me matar de qualquer jeito. Conheço os tipos como você, boneca.
— Tem razão, eu vou. Mas se você não me disser o que eu quero saber, eu vou cortar parte por parte, nervo por nervo seu, até a dor ser tanta, que seu cérebro vai apagar para que você tenha um momento de alívio. Aí eu aplico a morfina até que você não sinta nada, espero o efeito passar e aí eu farei de novo, e de novo e de novo. – Declarou com um sorriso psicótico, brincando nos lábios.
— Quem diabos é você? – Perguntou assustado.
— Eu disse a você. Sou seu pior pesadelo. Agora acho bom começar a falar. – Respondeu sacando a faca da cintura.
— Está bem! Aquele cretino não vale meu sacrifício! Carlisle é presidente de uma grande companhia, mas ele lucra mesmo é com os negócios ilegais. Ele é sócio majoritário de um dos maiores cassinos de Nova York. Mas digamos que ele também tem o pé na lama. – Declarou com um sorriso debochado.
— O que quer dizer?
— Acha que ele é o que? Apenas um empresário? Ele ajuda a comandar um dos maiores esquemas de prostituição daqui de Nova York. Ele tem os melhores contatos e quando alguem não quer pagar uma dívida? É a ele que os tubarões recorrem! – Acrescentou.
— Quem mais sabe disso?
— Quer saber se a família sabe? – Questionou rindo. – Não, acho que são só muito idiotas. Nunca nem desconfiaram.
— Quem tem os documentos que provam isso. ]
— Procure J. Jenks. Ele tem os documentos certos.
— O que mais ele comanda?
— Sabe a linda bonequinha que estava aqui antes de você assusta-la? Foi um presente daquele porco. – Respondeu virando mais uma dose.
— Ela não queria estará aqui, seu cretino.
— Elas não tem que querer! Nós mandamos e elas obedecem, esse é o esquema aqui, boneca. E se você não estivesse com a porra da arma na minha cara, ficaria muito feliz em te colocar de quatro e lhe ensinar como obedecer.
— Eu acho que já ouvi o bastante.
— Ótimo, é agora que você me mata? – Perguntou com deboche.
— Não. Tenho uma ideia muito mais divertida. De pé! E tire o resto de suas roupas. – Ele a olhou, com um largo sorriso e obedeceu.
— Sabia que não resistiria ao papai. São poucas que resistem. – Comentou se levantando e caminhando até a cama, quando se livrou das roupas. Bella pegou um par de algemas que Garrett havia lhe arrumado e jogou para Aro.
— Se algeme, mas eu quero você de barriga para baixo, querido. – Sem questionar a ordem, ele obedece. Sabia que aquela cadela o mataria, mas se ela estava disposta a lhe abrir as pernas antes, quem era ele para negar?
— O que vai fazer agora, boneca. – Perguntou com um sorriso, mas ele se desfez quando ouviu algo sendo quebrado.
— Eu tenho a impressão que você não vai gostar muito. – Respondeu subindo na cama. Havia um grande espelho na parede, e por ele Aro podia vê-la, e ela segurava um pedaço de pau. A perna da cadeira que ela havia quebrado.
Com sua faca, ela raspava a perna da cadeira, a afinando na ponta.
— O que vai fazer? – Perguntou, sentindo o suor escorrer por sua testa e sua voz falhar.
— Você vai descobrir. – Respondeu deixando a faca de lado, quando o pé da cadeira estava a seu gosto. – Como se sentiria, se fosse invadido contra sua vontade, Aro? – Perguntou.
— O o que quer dizer? – Gaguejou, sabendo onde ela iria com aquilo.
— Se mesmo que não quisesse e gritasse para que não fizessem, te invadissem? Ah, espere! Você não tem que querer não é? – Declarou o penetrando por trás, com a perna da cadeira, que havia afiado.
— Não, por favor, não! – Ele gritou, enquanto ela ia cada vez mais fundo, até não conseguir mais penetra-lo.
— Sabe, — Sussurrou em seu ouvido. – seus seguranças tinham razão. — — É muito mais divertido quando gritam! – Acrescentou cortando a garganta dele e se levantando.
No quarto havia um vaso cheio de rosas brancas. Presente de Carlisle também. Então uma ideia surgiu em sua mente.
Ela pegou a flor e a cheirou, se lembrando de seus pais. Então a atirou contra o corpo e saiu, deixando aquele verme para apodrecer, como ele merecia.
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