Be Afraid
6 Capítulo 06 - Jogo de sedução Parte 02 / 02
Notas iniciais
Dias atuais...
— Você não precisa passar a noite sentada, Bella. Pode dançar com alguém sabia?
— Você pediu para que eu te acompanhasse, tio. — Declarou bebericando seu suco e observando o movimento do salão. — Nada de dança.
— Eu sei, mas já que está aqui... — Eleazar indagou apontando para os casais que dançavam. Até que Bella avistou seu novo objetivo.
— Eu Acho que posso fazer isso. — Respondeu com um sorriso, encontrando os olhos de Edward, que a observavam por grande parte da noite. Ela sorriu em sua direção e mexeu timidamente em seus cabelos fazendo com que ele se aproximasse.
— Eleazar. — Edward o cumprimentou assim que se aproximou, mas seus olhos nunca deixavam os de Bella. — O que está achando da festa?
— Muito bonita, Edward. — Respondeu ao mais novo agente e Bella cutucou o tio por debaixo da mesa fazendo com que ele a apresentasse. — Já conhece minha sobrinha?
— Não pessoalmente, mas ouvi historias impressionantes. — Declarou segurando a mão da garota e a levando aos lábios, depositando um beijo casto nas costas da mão de Bella. — Agente Masen. — Se apresentou, fazendo com que Bella sorrisse bobamente.
— Eu não sou uma agente, me chamo Isabella Denali. — Se apresentou e Eleazar a olhou confuso pela troca de sobrenomes. Ela sempre teve muito orgulho de se apresentar como Swan.
— Gostaria de dançar, senhorita Denali? — Questionou apontando para o centro do salão.
— Eu adoraria. — Ela respondeu estendendo sua mão e corando. Edward nunca havia visto uma jovem tão encantadora. Ele os guiou até o meio da pista, e ambos seguiram o ritmo da música.
— Diga, senhorita Denali. — Começou a falar enquanto sua mão espalmou delicadamente as costas dela. O vestido que Bella usava era aberto nessa região, dando a Edward livre acesso para tocar sua pele macia.
— Bella. — O corrigiu, com um lindo sorriso. Ela o olhava no fundo dos olhos. Como se quisesse desvendar seus segredos.
— Então, Bella. — Continuou sorrindo e a conduzindo pelo salão, enquanto a música soava ao fundo. — Por que não se tornou agente? As histórias que ouvi são impressionantes.
— As pessoas tendem a exagerar. — Respondeu com desdém. Ela sabia que era a melhor daquela agencia. Perdendo talvez para seu tio e Tânia. Mas ele não precisava saber disso. Pelo menos por hora.
— Então, o braço do Newton? — Edward perguntou com um sorriso despontando em seus lábios. Tudo naquela garota o fascinava. Sua reputação e agora seu sorriso.
— Ah não! — Esclareceu rapidamente. — Isso é verdade. —Acrescentou com um sorriso vitorioso. Newton nunca mais a desafiaria.
— Me fale de você. — Pediu enquanto sua mão se atrevia a acariciar as costas nuas de Bella. — Ouvi dizer que mora com seu tio. É verdade?
— O senhor ouviu muitas coisas, senhor Masen. — Declarou arqueando a sobrancelha e ele sorriu. Ela teria que ter cuidado com o sobrenome. Por hora ele era um Masen e não um Cullen.
— Edward. — Desta vez, ele a corrigiu. Ser chamado de Masen pelos outros agentes era diferente. Mas ele ansiava por ouvir seu nome saindo daqueles lábios rosados. — Desculpe, eu não quis ser indiscreto. — Disse, se desculpando pela pergunta. Ele havia ouvido histórias de que ela havia perdido os pais, mas eram apenas boatos.
Bella suspirou olhando para ele enquanto seguiam o ritmo da música. Como se estivessem em uma bolha particular.
— Está tudo bem, Edward. — Declarou pronunciando seu nome e ele sentiu algo diferente dentro de si, mas tão rapidamente que nem pode descrever o que era. — Sim, eu vivo com meu tio. Meus pais morreram em um acidente de carro quando eu era pequena.
— Sinto muito. — Lamentou. Não imaginava sua vida sem seus pais. Eles eram tudo para ele.
— Tudo bem. Já faz muito tempo. — Explicou em um sorriso triste, enquanto ele a guiava delicadamente. — Eleazar tem sido tudo que eu tenho desde então.
— Eu realmente sinto muito. Nem consigo imaginar onde eu estaria sem meus pais.
— O senhor Cullen pareceu muito orgulhoso da sua promoção hoje. —Indagou, olhando para o mandante do assassinato de seus pais. Ele estava do outro lado do salão. Bebendo champanhe e conversando com uma mulher que aparentava ser esposa dele. Ela não pôde deixar de notar que Edward não se parecia em nada com ele, mas tinha muito da mulher ao lado.
— Ele está. — Declarou com um sorriso orgulhoso. — Ele sempre me apoiou em minha carreira. Essa noite é tanto dele quanto minha.
— Eu ouvi muito dele. — Declarou calmamente. — Infelizmente, nunca tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente. — Acrescentou o observando.
— Eu posso te apresentar se quiser. — Ele respondeu com um sorriso sincero e ela parou a dança, o observando. Ele estava seguindo exatamente o caminho que ela queria.
— Tem certeza? — Questionou, mas ele assentiu a conduzindo para perto de onde os pais estavam. — Eu não quero ser inconveniente.
— E não será. Tenho certeza que meu pai gostaria de conhece-la. Vamos. — Declarou enquanto os dois caminharam em direção a onde Carlisle e Esme estavam.
— Edward. — Carlisle cumprimentou o filho com um sorriso sincero — Aproveitando a festa, meu filho? — Questionou e seus olhos focalizaram em Bella. — E quem é esta linda jovem com você?
— Essa é Isabella Denali. Sobrinha do Agente Denali.
— Ah sim! — Indagou se virando para ela.— Eleazar é um dos melhores pelo que ouvi. Também é agente Isabella? — Perguntou verdadeiramente interessado. A menina não lhe era estranha, mas não se lembrava de te-la encontrado.
— Bella. — O corrigiu sorrindo. — Não senhor. Eu não fiz a prova de ingresso, senhor Cullen. Meu tio e eu sempre temos essa mesma conversa.
— Imagino que ele saiba do futuro brilhante que você teria.
— Algo do tipo. — Respondeu segurando sua bolsa com mais firmeza. Seria tão fácil sacar sua pistola de disparar. — Mas já ouvi falar muito no senhor.
— Por favor, querida, apenas Carlisle. — Respondeu e ela sentiu asco ao ser chamada de querida por aquela víbora. Seu tio a chamava assim. Esse monstro não tinha esse direito. — Espero que só coisas boas. — Carlisle acrescentou.
— Claro, claro. — Retrucou com um falso sorriso nos lábios.
— Espero que sim. — Carlisle respondeu em um tom de brincadeira. — Bem, se me dão licença, Esme está praticamente a noite toda me implorando por uma dança.
— Claro. Foi um prazer conhecê-lo, senhor Cullen.
— Igualmente, Isabella. Espero vê-la outras vezes. —Acrescentou acenando para o filho e estendendo o braço em direção a sua esposa, que o esperava na mesa.
—Tudo bem? — Edward perguntou a observando.
— Sim. — Respondeu tentando controlar sua respiração. Era um exercício que sua psicóloga havia lhe ensinado. Quando a raiva ameaçasse cega-la, ela se concentrava em sua respiração, se acalmando. — Eu... Eu preciso ir. — Declarou se soltando de Edward se afastando. — Desculpe. Foi um prazer conhecê-lo e obrigada por me apresentar. — Bella declarou se afastando.
— Espera. —Pediu. — Aonde você vai? — Questiono confuso. Há um minuto ela parecia bem e no minuto seguinte, dizia estar indo embora?
— Eu não me sinto muito bem, é só isso. — Justificou tentando se afastar, mas ele ainda segurava levemente seu braço. — Eu... — Ela disse cambaleando, mas antes que caísse, os braços de Edward a rodearam. Para quem olhasse de fora parecia que estavam apenas dançando.
— Você quer que eu chame Eleazar? — Perguntou verdadeiramente preocupado. Tão preocupado, que qualquer uma poderia sentir pena dele. Mas ela não.
— Não! — Negou balançando a cabeça e apertando o paletó que ele vestia. — Não quero estragar a noite do meu tio. Eu vou pegar um taxi para casa. Eu estou bem. — Disse se soltando delicadamente de seus braços.
— Não pode ir sozinha. — Argumentou ainda mais preocupado. Ela não parecia nem de longe bem. Como ele poderia deixá-la? — Eu levo você.
— Eu não vou estragar a noite do meu tio, tão pouco a sua, Edward. De verdade, estou bem! Eu pego um taxi. — Declarou, mas os olhos dela diziam o contrário. Era como uma luz verde e brilhante, o hipnotizando. Trazendo para mais perto. Mesmo que seus instintos te mandassem correr, você chegava mais perto. E era exatamente o que Edward fazia.
— Se eu a deixar sair sozinha, sem ter a certeza de que ficará bem e alguma coisa acontecer, aí sim estragará minha noite. —Declarou gentilmente, voltando a segurar seu braço. — Eu insisto.
— Obrigada. — Disse olhando bem em seus olhos. — Eu só vou avisar meu tio que estou saindo. Não quero preocupa-lo. Eu não tenho o habito de beber, mas devo ter exagerado hoje. — Acrescentou colocando a mão na testa, como se sua cabeça doesse.
— Acontece nas melhores famílias. — Edward declarou divertido. Mais aliviado agora que tinha a certeza de que ela chegaria com segurança em casa.
— Tio? — O chamou se aproximando.
— Olá, querida. — Declarou, mas seu olhar se tornou preocupado ao olhar para a sobrinha. — Tudo bem?
— Na verdade, não me sinto muito bem. Estou indo para casa.
— Claro, claro. — Indagou, já se levantando. — Eu a levo.
— Não precisa! — Respondeu rapidamente. — Edward disse que me levaria. Eu não quero atrapalhar sua noite. — Eleazar olhou para Edward que estava bem ao seu lado e o rapaz assentiu.
— Mas se não se sente bem eu deveria... — Começou a discursar, mas foi interrompido pela sobrinha. Para que seu plano funcionasse, ela precisava que Edward a levasse.
— Não! Deve ter sido o champanhe. — Respondeu com um sorriso fraco. — Eu não costumo beber tanto. Vou ficar bem. — Bella acrescentou e Eleazar a encarou confuso. Bella não havia bebido uma única gota de Champanhe. Ela nunca bebia fora de casa. Por que estava mentindo?
— Tem certeza de que foi isso? —Disse dando a sobrinha, uma ultima chance de contar a verdade.
— Tenho sim. — Respondeu sem hesitar e quando viu que Eleazar a entregaria se despediu rapidamente, saindo de lá com Edward, antes que a verdade viesse à tona.
*~*~*~*~*~*~*~*
Chegando ao apartamento, Edward abriu a porta do carro para que Bella descesse. Ela o olhou sorrindo, aceitando a mão que ele lhe estendia. . Ao chegar à porta do prédio ele ainda a observava. Como se não conseguisse desviar o olhar. Como um imã.
— Como se sente? — Perguntou preocupado. Ela tinha os olhos fechados e a cabeça encostada na parede do prédio. Como se estivesse apenas aproveitando a noite.
— Muito melhor. O ar fresco da noite me faz bem. — Respondeu com os olhos ainda fechados, mas um sorriso no rosto. — Obrigada por me trazer e desculpe por te tirar da festa. —Acrescentou abrindo os olhos. Ele estava mais perto dela. Perto demais. Do jeito que precisava.
— Na verdade, você meio que me ajudou. —Respondeu com um sorriso travesso. — Não gosto muito de ser o centro das atenções.
— Bem, nesse caso. — Apontou caminhando até a entrada do prédio e o olhando sobre o ombro. — Você gostaria de subir? — Bella perguntou timidamente.
— Tem certeza? — Questionou. Não queria deixa-la, mas também não queria impor sua presença.
— Claro. Não conversamos muito na festa. Assim você não precisa ser o centro das atenções por mais um tempo. — Declarou piscando e ele a achou, se possível, ainda mais encantadora. Que outros mistérios aquela mulher carregava? Ele ficaria surpresa se soubesse. — E para ser sincera, minha cabeça está rodando um pouco ainda. Acho que nunca mais vou beber nada. — Acrescentou e ele praticamente correu para mais perto dela.
— Claro. —Respondeu tentando não parecer tão ansioso, quando entraram no elevador.
*~*~*~*~*~*~*
— Eu não vou te oferecer uma bebida, porque não posso olhar para uma agora, mas que tal um café? — Declarou sorrindo da porta da cozinha.
— Um café parece ótimo. — Respondeu ainda a observando.
— Eu já volto. —Indagou apontando para os cômodos. — O banheiro é ali. Eu vou fazer um café, mas pode ficar a vontade enquanto isso. — Disse adentrando a cozinha. Era tentadora a idéia de batizar o café dele, mas ele não era seu alvo. O pai dele era. Edward era só um meio para chegar ao fim que ela desejava. Um meio muito tentador e delicioso, mas ainda sim um meio. Ela estava voltando para a sala e viu que Edward olhava para os livros.
— Eleazar tem uma bela coleção de livros aqui. — Disse se virando para ela. Ela mal tinha entrado na sala e ele percebeu sua presença. Não que Bella estivesse tentando ser silenciosa, mas ainda sim, era impressionante.
— Na verdade, eles são meus. —Ela respondeu com um sorriso orgulhoso.
— Mesmo? — Questionou surpreso. — Psicose, A Noite dos Mortos Vivos e Os Goonies também?
— São meus favoritos na verdade. — Respondeu dando de ombros, como se não fosse nada de mais. — Aqui, o café.
— Impressionante. É difícil encontrar uma garota com esse gosto literário. — Declarou bebendo o líquido quente, enquanto ela o observava.
— Bem, você vai descobrir que eu não sou como as garotas que você conhece. — Retrucou. — É difícil ser, quando você cresce com alguém que te ensina a brigar e a lutar, invés de brincar de chazinho. — Declarou sorrindo, fazendo sinal para que ele se sentasse ao seu lado.
— Estou começando a perceber isso. — Respondeu indo até ela. — Então? Como foi crescer com seu tio.
— Normal, eu acho. Partes boas e ruins.
— Que seriam? — Perguntou com curiosidade.
— A parte boa é que na primeira vez que ele foi chamado na escola porque eu havia quebrado o nariz de um menino, eu não fiquei de castigo como uma criança teria ficado. Invés disso ele ficou impressionado por eu ter conseguido quebrar o nariz do garoto com um único golpe. — Declarou com orgulho e Edward riu.
— E o lado ruim?
— Digamos que em algumas horas, uma garota precisa de outra. — Levou um minuto para ele entender o que ela queria dizer.
A parte mais difícil em ser criada por seu tio, foi sua adolescência. Ela tinha Tânia, era verdade. Mas queria sua mãe. Em todos esses anos, aquele havia sido o momento mais difícil para manter sua raiva controlada.
— Tudo bem. Mas eu já falei muito de mim. Não sei nada sobre você. — Bella disse verdadeiramente interessada, se aproximando ainda mais de Edward.
— Vejamos. — Declarou pensando. — Eu sou o mais velho de três irmãos. Tem a Mia que é a mais nova e também é a princesinha da casa.
— Quantos anos ela tem?
— Sete, mas age como se tivesse bem mais. Tem mais personalidade do que o Carter, que tem apenas 16.
— E você? Têm quantos anos? — Perguntou querendo conhecer mais sobre aquela família. — Parece não ter mais de 25 e já foi promovido para agente de campo. A maioria só consegue essa vaga depois dos 28.
—Tenho 23. — Respondeu com orgulho. Sabia que era um prodígio.
— 23? — Questionou e ele sorriu, assentindo. — Impressionante.
— E você? Quantos anos têm? — Perguntou, querendo saber mais sobre aquela garota que havia mexido tanto com ele.
— Nada disso. Estamos falando de você. — Retrucou bebericando seu café e ele revirou os olhos.
— Que tal um jogo? — Edward propôs, prendendo instantaneamente a atenção de Bella. Ela adorava jogos.
— Que tipo de jogo? — Perguntou com a curiosidade faiscando em seus olhos.
— Perguntas e respostas. — Respondeu simplesmente, fazendo com que o sorriso aumentasse.
— Regras? — Questionou.
— Eu pergunto você responde, você pergunta e eu respondo. Intercalando.
— Simples assim?
— Simples assim. — Respondeu com um sorriso.
— Interessante. E se eu não quiser responder? —Perguntou. Ela poderia simplesmente mentir, como havia feito sobre a morte dos pais.
— Então eu faço duas perguntas na próxima rodada.
— Gostei disso. Tudo bem, eu começo.
— Nada disso. — Retrucou com um sorriso torto que quase a desestabilizou. Quase. — Eu tive a ideia. Eu começo. — Acrescentou e ela revirou os olhos.
— Está bem.
—Vamos começar por algo simples. Quantos anos têm?
— 21. Minha vez. — Respondeu com um sorriso. Era hora de conseguir respostas. — Se não fosse agente, o que seria?
— Provavelmente empresário como meu pai.— Respondeu, fazendo o sangue de Bella ferver. Claro que ele seria como o pai. Apostava que eram farinha do mesmo saco. — Vejamos. São só seu tio e você? Não tem mais ninguém?
— Foram duas perguntas! — Retrucou. — Da minha família sim. Somos só nós dois. — Seguiu com suas perguntas. Quanto menos ele soubesse, mais fácil seria. — Por que decidiu ser agente? — Perguntou.
— Sempre quis ajudar pessoas. Evitar que aconteça com outras pessoas, o que aconteceu com meu avô.
— O que aconteceu com seu avô? — Bella perguntou realmente curiosa.
— Quem está fazendo duas perguntas agora? É a minha vez. Por que desistiu de ser agente?
— Eu vejo como é a vida do meu tio. Medo de que pessoas ruins venham atrás de quem você ama. Eu consigo resolver esse problema me mantendo fora de relacionamentos, mas não posso manter minha família longe. Meu tio é tudo que eu tenho. Não sei como seria se algo acontecesse. — Respondeu honestamente. — Tudo bem, minha vez. O que aconteceu com seu avô?
— Está meio tarde. Eu acho melhor eu ir. —Declarou se levantando rapidamente, a pegando de surpresa. — Você se sente melhor? — Questionou desviando o assunto. Havia alguma coisa aí. Bella podia sentir.
— Sim. Muito melhor. —Respondeu com um fraco sorriso, acariciando a mão dele. — Obrigada por me trazer em casa. De verdade. — Ela disse sorrindo e enrolando uma mecha de cabelo nos dedos deixando que ela caísse no seu rosto com o propósito que ele a afastasse e foi isso que ele fez.
—Eu... eu gostaria de te ver de novo, Bella. — Disse timidamente e ela sorriu, voltando a pegar a mão dele.
— Eu também. — Respondeu enlaçando seus dedos.
— Eu já vou indo. — Disse se levantando e se separando dela.
— Eu te levo até a porta. — Bella disse se levantando atrás dele e o acompanhando. — Desculpe pela pergunta sobre seu avô. Você pareceu desconfortável. — Ele suspirou encostando-se à porta.
— Meu avô, Anthony. — Começou, quase como se aquilo doesse.— Foi assassinado por um grupo de mercenários ou algo do tipo. Eles nunca foram pegos.
— Eu sinto muito. — Declarou. — Quando foi?
— Eu tinha oito anos. — Ele respondeu, a fazendo se lembrar dos próprios pais. — Está tudo bem. Minha mãe não fala muito dele. Sobre tudo, não na frente do meu pai. Eles não se davam muito bem. — Respondeu com um semblante triste. — Minha mãe diz que eu tenho os olhos dele. — Acrescentou a olhando.
— Você tem olhos bonitos. — Ela respondeu o observando. Os olhos dele eram de um castanho tão escuro que pareciam feitos de chocolate. A fazia se lembrar dos olhos de seu pai, Charlie.
— Eu preciso ir.
— Claro. Obrigada mais uma vez por ter me trazido em casa. — Respondeu se afastando.
— Não por isso. Eu posso ligar para você? — Perguntou timidamente.
— Claro! — Bella disse sorrindo e ele a olhou.
— Bem, eu não tenho seu número.
— Tenho certeza que vai resolver isso. — Comentou divertida e ele sorriu de volta.
— Vou tomar como um desafio.
— Boa noite, Edward.
— Boa noite, Bella. — Edward respondeu saindo e ela fechou a porta. Uma ótima noite ela diria. Já que havia descoberto tantas coisas interessantes e ainda conseguido que o filho de seu maior inimigo se interessasse por ela.
Ela queria que Carlisle pagasse, mas seria muito mais divertido tirar cada parte de sua família assim como ele tinha feito com ela.
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