Baunilha

1 Richie Tozier, o mestre do prazer.


Notas iniciais
♥ Minha primeira hot
♥ A idade vocês determinam, eu não vou impor nada.
♥ Boa leitura!

A densa fumaça atravessava o rosto de Richie de forma fantasmagórica e o cigarro que estava pressionado em torno de seus lábios somente foi disposto no cinzeiro quando ele finalmente encontrou os melhores discos de Little Richard que podia achar. Escolheu quatro deles e colocou-os no pino grosso da vitrola. Enquanto aprontava a música, a brasa na ponta do cigarro ficava cada vez maior, crescendo e por fim acinzentando-se. A ponta caiu e apagou. Richie amassou a bituca no canteiro do cinzeiro, ligou o aparelho e soltou a agulha. Logo o som se dissipou pelo quarto.

— Little Richard, huh? — perguntou Eddie, do outro lado do cômodo. Estava sentado em cima da cama, com a camisa e a cueca surrada de tanto se movimentar.

Richie virou para ele e sorriu, arrancando a blusa do corpo, expondo o peito branco e magrelo. A camisa caiu no chão. Ele se aproximou da cama e sentou. Eddie o abraçou por trás, envolvendo os braços por sobre seu ombro nu. Conseguia sentir o perfume dos cabelos de Richie, um cheiro forte e floral, doce, que de certa forma lhe esvaia desejo. Apaixonado, beijo-lhe a nuca, subindo os lábios até sua orelha.

Ali, o corpo de Richie obrigou-se a se virar de frente para Eddie. Seus olhos brilhavam e ardiam de forma estasiada. Passou a mão em torno de sua nuca, subindo para os cabelos curtos, envolvendo as madeixas em meio aos seus dedos. Inclinando-se em sua direção, amavelmente o beijou, chupando-lhe o lábio inferior.

— Eu te amo — sussurrou, com as bocas próximas.

Eddie sorriu. Um sorriso bobo, com um desejo quente. Sentiu Richie levar as mãos em torno de seu rosto, deslizando até o queixo. Ele o beijou novamente, um beijo lento com lábios macios e firmes, provando-lhe desejos e vontades cegas. Sentindo a excitação aumentar, Eddie arrancou a própria camisa. O corpo arrepiou. Instigado ao tesão, subiu no colo de Richie, encaixando as pernas no seu tronco. Richie o abraçou, aproximando os corpos num aperto forte. Beijou e chupou o pescoço de Eddie, arrancando-lhe suspiros e gemidos baixos, sentindo a ereção dele pressionar a sua barriga por debaixo da cueca, o peito subindo e descendo de forma árdua.

O anseio de Eddie instintivamente o levou a mover a mão até o membro duro de Richie, que, em um gemido, mesmo que almejado, o deteu, segurando-lhe o pulso. Eddie o olhou, confuso, folgando o corpo e afastando o peito de perto do dele.

— O que foi, Rich? —perguntou, a respiração preocupada. Tinha medo de ter feito algo errado.

Richie sorriu maliciosamente.

— Eu quero fazer uma coisa diferente com você.

— Diferente?

— Uhum — murmurou, aproximando os lábios perto do ouvido de Eddie — Eu quero vendar você — então sussurrou e mordeu seu lóbulo.

Um arrepio cruzou o corpo de Eddie como um foguete. Sentiu o ambiente ficar mais quente, o desejo gritou dentro de seu corpo. Nunca havia sequer pensado naquele jogo e gostava de quando Richie conseguia ser exótico. Ele era a cabeça certa para a putaria e toda essa essência o excitava de forma absurda.

Richie esticou o corpo até a maçaneta do lado de dentro da porta e pegou duas gravatas que estavam penduradas, uma cor de caqui e outra preta. Ele as estendeu na frente de Eddie, que o olhou de forma um pouco constrangida. Richie já havia planejado, estava preparado.

— Elas não são suas, não é? — Eddie perguntou.

— Não. São do meu pai, mas eu devolvo amanhã. Agora, vem cá. Fica de costas pra mim.

Eddie escorregou sobre a cama. De forma calma e amorosa, Richie beijou o seu ombro, subindo para a nuca. A gravata caqui apareceu em frente aos seus olhos, turvando sua visão de pouco a pouco, até Richie a enlaçar por completo em volta de seu rosto. O silêncio entre os dois caiu no quarto, apenas Little Richard cantava.

— Qual vai ser a palavra-chave, Eddie? — ouviu Richie sussurrar, bem perto de seu ouvido. Um arrepio cresceu.

— Palavra-chave? Pra que a gente precisa disso?

Ele sentiu as mãos de Richie deslizarem por sobre seus braços. Aquele toque já o excitava de novo.

— Você confia em mim? — ouviu o sussurro mais uma vez.

— Confio.

— Então qual vai ser a palavra-chave?

Eddie sentia todos os outros sentidos aflorados. Pensou e depois disse:

— Baunilha.

— Baunilha — Richie repetiu.

Ele ajudou Eddie a deitar, beijando-lhe os lábios, causando-lhe surpresa e desejo. Sussurrou mais uma vez que o amava e subiu em cima da cama. Eddie suspirou. Sentia o peso de Richie pesar no colchão, seu corpo magro em cima do dele. Ele lambeu os lábios e então notou a respiração aquecida de Richie colidir com suas bochechas. Grunhiu assustado ao sentir uma das mãos dele apalpar o seu membro rígido. Richie enfiou a mão por debaixo de sua cueca e Eddie suspirou de novo, um suspiro um tanto alto, que fez Richie sorrir. Ele apertou o membro de Eddie entre a palma da mão, ouvindo-o gemer. Lentamente, voltou a marcar o pescoço de Eddie com mordidas e chupões. Quando Richie parou de lhe masturbar, Eddie o notou passear as mãos em torno de seus braços. Estava mergulhado e estasiado em sensações loucas. Sentiu Richie juntar suas palmas no alto da cabeceira, e então algo deslizou em torno de seu pulso, pressionando-o um contra o outro. Eddie percebeu um puxão e então o peso de Richie deixou a cama. Ele tentou puxar os braços, a cama estralou. Estava com os braços amarrados na cabeceira. A porta rangeu.

— R-Richie?

Nada.

— Rich!?

Passos. A porta bate.

Curioso, Eddie ergueu o rosto na direção do som. Ouviu passos deslizarem pelo chão amadeirado e então a cama pesou de novo, deixando sua respiração aflorada.

— Richie? — ele chamou mais uma vez.

Uma risadinha invadiu o quarto e então Eddie sentiu um beijo gelado, que percorreu seu corpo. Começou nos lábios, descendo pelo pescoço, indo ate o peito. Aquilo o deixava louco, e não poder se mexer o extasiava. Estar amarrado o seduzia, o membro pulsava de forma absurda. Não conseguia conter um gemido se quer. Ele ouviu algo tilintar e ergueu a cabeça. Ficou em alerta.

— O que é isso? — perguntou — O que você pegou?

Sentiu algo extremamente gelado pousar no mamilo direito. Eddie suspirou alto e arqueou o corpo. Sentiu arrepio de novo, o mamilo ficou duro.

— Gelo — Richie sussurrou, apalpando o membro de Eddie com a mão livre — Você gosta, não gosta, Eds?

Eddie grunhiu com prazer, a mistura do calor da mão quente de Richie com o frio gélido do gelo o embevecia. Sentia as gotas de água derretida deslizar pela lateral do peito e da barriga. Logo percebeu Richie puxar sua cueca, livrando-o de sua última peça de roupa. Estava exposto agora, e apesar da brisa fria no quarto, a mão dele o esquentava. Richie apertou o membro de Eddie sobre a palma, massageando-o com rubor. Eddie sentiu a mão que segurava o gelo descer por sobre a sua barriga.

— Riiichieee…

Richie sorriu, lambeu e mordiscou um de seus mamilos. O corpo de Eddie arqueou de novo, conseguia sentir o gelo lentamente deslizar para a virilha. Os lábios de Richie subiram para perto de sua orelha.

— Você não me respondeu — ele sussurrou, mordendo mais uma vez seu lóbulo — Você gosta, Eddie?

— Sim.

— E você quer mais?

— Sim! Deus, Rich. Sim!

Eddie ouviu o barulho de tilintar de novo. Notou Richie se afastar, sentindo-o descer para suas pernas, as mãos recém-geladas em torno de suas coxas, subindo, agarrando-o. A palma que envolvia seu membro estava tão gélida e fria que parecia de forma teimosa queimar a genital. Sentiu a respiração presa na garganta, o corpo trabalhando e fluindo o sangue, ruborizando sua pele. As mãos geladas o apertaram e Eddie instintivamente tentou puxar os braços. Sem escape, sentiu Richie masturbá-lo com eficácia, e, depois seus lábios envolvê-lo com gosto. Lábios gelados, extremamente gelados, que lhe arrancaram um gemido assustado. Richie o ignorou, com os olhos fechados, embrulhando o membro duro e macio de Eddie com os lábios, chupando-o com força, passeando a língua por todo o seu corpo. Sentiu Eddie empurrar o quadril pra cima e Richie o envolveu com muito mais vontade. Conseguia ouvir as súplicas dele, os xingamentos, seu próprio nome. Aquilo o deixava exaurido.

Respirando pela boca, Eddie sentiu os lábios secarem. Depois, cerrou os dentes quando Richie apoiou-se sobre suas coxas, engolindo-o com vontade, envolvendo-o inteiramente na boca. Eddie só conseguia sentir, não ver, apenas sentir. Era maravilhoso, provocante, instigador, surreal.

— M-Merda, R-Richie, eu… Deus!

Estava suado. A velocidade era lasciva, o membro pulsava. Richie aumentou a velocidade e então Eddie gozou. Abriu a boca num ato de alívio, mas o som mal saiu. Richie se esbaldou, não deixou uma gota escapar, sentindo o líquido quente descer pela garganta. As respirações arfavam juntas, Little Richard já nem cantava mais.

Devagar, Richie subiu para o peito de Eddie e cobriu suas pernas com um lençol. Próximo de seu rosto, arrancou-lhe a venda e as amarras dos braços. Os olhos de Eddie acostumaram-se com a luz ambiente e um sorriso apimentado brotou em seus lábios. Suor brilhava na testa franzida. Ele puxou os lençol junto do corpo e sentou. Os pulsos estavam marcados por tiras vermelhas.

Richie inclinou-se para o chão e pegou o copo com água e gelo. Bebericou, sentindo o líquido aliviar as paredes da garganta. Os olhos estavam baixos, e quando os ergueu de novo, as bochechas ruborizaram. Ele largou o copo.

— O que… você achou?

Eddie sorriu, deslizando a mão por sobre a coxa de Richie. Sua bermuda apertou de novo. Ele subiu lentamente para a barriga de Richie, depois, para o peito, nuca. Envolveu os dedos entre os cabelos negros dele e os puxou, obrigando-o a inclinar a cabeça para trás, saltando seu polmo de adão recém formado. Aquilo o provocou de forma absurda. Oh, Eddie… Os lábios dele estavam perto de seu ouvido.

— Por que você não me diz? — Eddie perguntou para Richie, agarrando a gravata jogada em cima do travesseiro.

As palavras promoveu-lhe um arrepio irracional.

De forma safada, sorriu, e sem pestanejar, estendeu os braços.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!