Notas iniciais
Demorei um pouco pra postar, por motivos de escola. Vou tentar atualizar o próximo o mais rápido que eu puder. Espero que gostem :)

Você tem um filho?" perguntou ela, não por que não havia entedido e sim por que não conseguia acreditar no que havia escutado, não vindo dele, alguém que costumava ser tão sério em questões de casamento. Ela acharia que ele estava tirando uma com a sua cara se não pela sua expressão completamente séria que agora fitava o chão. "Quem é a mãe?" perguntou Lucy quando não obteve nenhuma palavra dele com a pergunta anterior. Ainda sem resposta. "Ian..." "Ninguém que você conheça. Eu namorei ela por alguns meses e do nada ela me deu um chute, nove meses depois ela voltou com um bebe no colo, mandou eu me virar e eu nunca mais a vi." falou ele. Lucy engoliu o seco "Quantos anos..." "Fez 1 mês passado." disse ele esboçando um pequeno sorriso. "A propósito o nome dele é Anthony." Anthony, então era um menino. Lucy respirou fundo e se sentou, o mundo parecia girar. "Lucy, eu..." "Não, por favor. Não fala nada, só me dá um tempo, por favor!" com isso ele assentiu e saiu do quarto fechando a porta atrás dele sem dizer nada, deixando uma Lucy ainda em choque sentada sozinha no camarim.

Três dias se passaram desde que Ian havia lhe contado sobre o filho, seu celular registrava umas mil ligações e mensagens do Ian. Ela não sabia ao certo o porquê, mas essa notícia tinha a deixado completamente assustada.

Não estava pronta pra ser mãe, apesar de sempre ter achado que chegaria nos 30 já com um bebê no colo, mas agora que estava a um pulo disso, isso tudo parecia maluquisse. Ainda mais que não seria a mãe dele, e sim a madrasta, isso é se realmente desse certo esse rolo com o Ian. E se ele não gostar dela? Ou pior, e se gostar e ela for obrigada a se afastar porque as coisas não deram certo entre ela e Ian? Não, não podia fazer isso, não ia conseguir.

Seu celular vibrou e sabia quem era antes mesmo de olhar pra tela. "Alô." disse ela ao encostar o celular na orelha. "Lucy!" ele não conteve o tom de surpresa, provavelmente não esperava obter resposta já que havia sido deixado no escuro nesses últimos dias. "Lucy, olha, me desculpa se eu te assustei. Eu não estou aqui pra te cobrar nada, mas eu também não quero que você me odeie por causa disso. Eu sei que é difícil, foi difícil pra mim aceitar também, mas eu não consigo mudar o passado e pra ser bem honesto, eu não mudaria. Se você não quer mais isso eu vou entender, só não me deixa mais no escuro, ok? Você me pediu um tempo e eu te dei esse tempo, agora eu te peço uma resposta, não precisa ser agora, mas eu preciso. Me liga, manda um sinal de fumaça, vem aqui em casa, faz qualquer coisa contanto que não seja ficar em silêncio, por..." antes que ele pudesse acabar de falar o barulho de uma coisa caindo e um choro baixo tomaram conta do telefone. "Anthony, já disse que não é pra subir no sofá sozinho!" disse Ian tampando o telefone com a mão, Lucy pode perceber que seu tom era autoritário mas também amoroso, um sorriso se formou em seus lábios, mas com a mesma rapidez com que ele havia surgido, ele sumiu. "Lucy, eu tenho que ir..." "Cuidar do seu filho, eu sei." disse ela desligando a chamada sem mais nenhuma palavra.

Ela já tinha uma resposta, não queria admitir, mas tinha. Ela não estava pronta pra isso, não agora. Podia esperar até o dia seguinte, mas precisava acabar logo com isso. Então pegou as chaves e começou o percurso até a casa do Ian.

Notas finais
O que acharam? ;)