Notas iniciais
Nada a declarar por enquanto. Boa leitura!

—Mestre Bruce, volte.

—Não posso, Alfred. Preciso pegar o responsável pelos crimes.

—Você está há um mês fora de Gotham! Dick e Damian estão segurando as pontas, mas já perceberam que o Batman sumiu...

Batman ponderou se realmente seria melhor voltar. Depois de um pouco de silêncio, respondeu ao Bat-rádio:

—Os assassinatos não acabaram, Alfred. Mas estão menos frequentes.

—E isso significa?-disseAlfred.

—Que o algo, ou o alguém, por trás dos crimes sabe da minha presença, e não me quer aqui. Não é nenhum criminoso de rua, porque já os "visitei" durante minha estadia.

—Se não achou nada, peço que volte, patrão.

Batman olhou de seu poleiro, no mastro de um prédio, e viu um caminhão saindo do centro e indo para a periferia da cidade. Ligou a visão de detetive- o scanner presente em seu capuz, que rastreava seus inimigos, e viu alguns homens armados, mais algumas caixas, dentro dele.

—Um minuto, Alfred. Preciso trabalhar... retorno para você mais tarde.

Desligou o rádio e jogou um batarangue transmissor no veículo. Acertou. Batman pulou do mastro, abriu sua capa, e planou na direção da periferia.

Pelo transmissor, Bruce ouvia o que os bandidos conversavam dentro do contêiner traseiro.

—Então, vocês são de Gotham City, não é?- perguntou um dos homens.

—Somos. Eu sou o John. Esses são Ax, Drake e Josh.

—Ah. Então, John, por que razão vocês vieram pra Springwood?

—Nosso chefe mandou trazermos uma coisa dele pra cá. Uma droga- disse John.

—Pra quem ele pretende vender?- perguntou outro, de acordo com a visão detetive, ao lado do motorista.

Outra voz respondeu:

—Ele não vende, ele espalha por aí. Mas dessa vez, ele disse pra levar praquela fábrica antiga no final da cidade, porque tem gente que pega uns baseados lá. É só dizer que é heroína, maconha ou qualquer outra merda. Enfim, ele disse que era pra ajudar alguém, um tal de Fred...

Batman se sobressaltou ao ouvir esse nome. A figura de chapéu, suéter listrado e luva passou pela sua mente, e ele pousou numa casa próxima.

—Fred?-disse o primeiro criminoso, tenso.- Por a-acaso o nome é... Freddy Krueger?

—Esse mesmo!- falou John.

Bruce pensou: agora é a hora de agir. Planou até o teto do caminhão, pousando suavemente. Com uma carga térmica abriu um rombo no teto.

John continuou:

—O cara mete tanto medo assim? Caralho. Bem, ao menos aqui nós estamos seguros do Morce...

Batman jogou uma bomba de fumaça dentro do contêiner e pulou lá dentro.

—Mas que diabos...-gritou o primeiro ladrão, apertando o botão que abria a porta traseira. Quando a fumaça se dissipou, ele olhou para o centro do contêiner e exclamou, pouco antes de ser socado:

—Quem é esse?!

O homem chamado John falou:

—Não pode ser... é o Batman!

Bruce suspirou:

—Lá vamos nós.

Ele pegou a gola do casaco de um dos homens e o jogou contra a parede, abaixou-se e desviou de um soco de outro, retaliando com uma rasteira. Levantou e viu um dos criminosos, de balaclava, levantando uma arma em sua direção, então avançou contra ele. O homem atirou três vezes, errou as três, e Batman derrubou sua arma, segurou seu braço e quebrou-o.

—AAARRGHH!

Tentando se virar, Batman se viu sendo segurado por trás. O homem que ele derrubou com a rasteira levantou e disse:

—Agora você vai ver o que é bom...

Mas eles não conheciam o Cavaleiro das Trevas. Enquanto o caminhão virava uma esquina, Batman cabeceou quem o segurava, libertando-se, virou e chutou o homem para fora do caminhão. Sacou o Bat-Gancho, mirou-o por baixo do braço e disparou contra o outro, acertando e puxando-o para dar o golpe final: um soco bem dado no maxilar.

Ele se virou e viu os homens de Gotham: John, Ax, Drake e Josh. Cercando-o.

—Pra cima dele!

Eles avançaram com selvageria: dois deles armados com facas, um com um taser, o último com uma metralhadora.

—Agora ele não escapa!

Notas finais
Continua... Obrigado por ter lido, se gostou deixe um comentário e favorite a história! Até a próxima, pequenos gafanhotos