Notas iniciais
Yo minna-san! Mais um capítulo! ^^/

Andamos por um tempo. Estava um silêncio entre nós. Só podíamos ouvir os sons de tiros e pessoas agonizando. Parece que a coisa tinha piorado de vez. Fico tranquila porque, além de mim, outras médicas e enfermeiras vieram junto. O que me importava era salvar esse aqui por hora. Não sei porque isso. Não sei explicar minhas ações.

Depois de muito andar, encontramos um rochedo cheio de cavernas. Escolhemos uma no alto do rochedo, assim, ficaria mais difícil nos encontrarem. Novamente, eu o aconcheguei a parede e acendi uma fogueira. Sentei-me ao seu lado para poder ver seus ferimentos. Agora que reparei... Cadê a parte de cima do uniforme dele?

- Hey Yuuichi, cadê a parte de cima do seu uniforme? — Perguntei procurando-a.

- Você acha mesmo que deu tempo de pegar meu uniforme com o seu capitão me perseguindo? — Ele perguntou bravo.

- Desculpe ta? Acho que ele desconfiou dos suprimentos que peguei do avião... — Respondi em voz alta.

- Você foi pegar suprimentos do avião deles? O que deu em você? E outra... Por que está me ajudando assim? Não lembro de ter pedido ajuda a nenhum americano! — Ele falou rudemente.

- Abaixa a bola soldado. Fui pegar suprimentos lá porque, se eu pegasse com os seus, iriam me matar. Na verdade, não sei o que deu em mim. Ajudar um inimigo... Não é qualquer um que faz isso. Estou te ajudando porque... Porque... Ainda tenho que descobrir o porquê... — Respondi.

- Kuso! A guerra está lá, estourada e eu aqui, ferido com um inimigo cuidando de mim! — Ele falou bravo.

- Hey, não me culpe por estar frustrado! Também estou! Sabe quantas pessoas, independente de serem americanas ou não, estão morrendo lá agora? — Falei com certa raiva na voz.

- Gomen... Não foi minha intenção magoa-la. — Ele falou em um tom triste.

- O que você falou? — Perguntei. Não entendo muito japonês.

- Desculpe... — Ele respondeu. Opa... Ele me pedindo desculpas?

- N-não precisa pedir desculpas... — Respondi baixinho.

- Tenho que me recuperar logo... Preciso lutar pelo meu povo... — Ele falou tristemente.

- Podemos tentar fazer com que haja paz entre nossos países, o que acha? Não precisamos voltar a essa guerra inútil... Vamos tentar a paz... — Falei sorrindo enquanto chorava.

- Não chore... Você se mostrou durona até agora... Por que irá fraquejar agora? — Ele perguntou, pousando uma mão em minha cabeça.

- Você não me conhece! Eu ando engolindo o choro por todos esses seis anos de guerra! Não aguento mais ver isso! — Desabei a chorar.

Parece doideira minha, mas acabei chorando no colo de um inimigo. Ele podia muito bem ter aproveitado a chance e me matado. Mas não. Ele ficou afagando minha cabeça até eu parar de chorar e dormir.

Um tempo depois acordei. Estava tudo escuro. Depois que minha vista se acostumou, percebi que já havia anoitecido. A guerra continuava incessante. Como eu consegui dormir...? Depois de um tempo, notei que havia alguma coisa quente me envolvendo. Era macio, tinha algumas curvas. Fui passeando minhas mãos por essa superfície, até ouvir uma voz.

- Está querendo me assediar, americana? — Yuuichi falou, com uma voz desafiadora.

- C-claro que não...! E-e o que está fazendo, me abraçando desse jeito? — Perguntei ao notar que era ele.

- Só estou me esquentando. A noite está fria... Você também está com frio, não está...? — Ele perguntou.

- N-não muito...! — Respondi desconcertada.

- Mas está... Agora volte a dormir... E tente não me assediar, ok? — Ele falou em um tom de brincadeira.

- H-hey! I-isso não tem graça Yuuichi! — Falei brava. Senti minhas bochechas esquentarem mais.

- Durma americana... Amanhã o dia será longo... — Ele falou, encostando minha cabeça em seu peito.

- O-ok... — Respondi, aconchegando-me melhor no abraço dele.

Dormimos a noite toda assim. Estava muito frio para nos separarmos. Devia ter pegado uma coberta lá do avião também. A burra aqui não pensou em tudo afinal.

O dia logo amanheceu. Os bombardeios incessantes continuavam. Faziam até eco no ouvido. Tentei me levantar para ir ao campo de batalha para curar os feridos. Este soldado já está melhor e consegue se virar. Não tive tempo de sair da caverna. Ele puxou-me pelo braço e me fez encostar ao corpo dele.

- Onde pensa que vai, médica? — Ele sussurrou em meu ouvido.

- V-você já está bem! Vou ao campo de batalha cuidar dos outros! — Falei. No começo gaguejei por conta da aproximação, mas depois falei firme.

- Vai embora assim? Não irei deixar... — Ele falou em meu ouvido.

- Não tem mais nada que eu possa fazer por você soldado. Já está melhor. Descanse por mais alguns dias, aí sim estará pronto para lutar novamente. — Falei, tentando me soltar. Estava me esforçando ao máximo para que ele não visse meu rosto. Estava corada.

- Não vou te deixar ir... Gostei da sua companhia... E outra... O exército americano vai parar de atacar Okinawa se me virem com você como refém... — Ele falou. Não pude acreditar no que tinha ouvido.

- N-não teria coragem... Me solte! — Falei me debatendo.

- Calma Winry-chan, acha mesmo que vou fazer algo contra você? É o exército americano que quero atingir... — Ele falou, apertando mais meu corpo contra o seu.

- Eles não ligam pra mim! Vai perder seu tempo! — Falei corando mais ainda com o contato.

- Então... Por que luta ao lado deles...? — Ele me perguntou, fazendo-me virar de frente para ele.

- Não estou lutando do lado de ninguém! Estou lutando do meu lado, isso sim! Falei que ia salvar o maior número de pessoas que conseguisse, e eu vou cumprir meu objetivo! — Falei gritando.

- Vá então... Cumpra com seu objetivo... — Ele falou.

Antes que eu pudesse sair da caverna, ele me puxou mais uma vez. Me surpreendi com a atitude dele. Ele havia me beijado. Não sabia como reagir, afinal, até pouco tempo atrás ele me odiava por ser americana. Tentei me soltar. Estava confusa com tudo isso. Foi em vão. Ele era muito mais forte que eu. Acabei cedendo depois de um tempo. No fim, retribui seu beijo. Uma ardência começou a tomar conta de meu peito. O que está havendo? Estamos em guerra! Não podemos ficar de gracinhas pra cima e pra baixo!

Assustei mais ainda quando ele começou a passear suas mãos pelas minhas costas. Sim, podem me chamar de esquisita, mas eu nunca beijei e nunca fui tocada desse jeito! Não imaginei que meu primeiro beijo seria com um “inimigo”! A ardência começou a ficar mais forte. Meu coração parecia que iria explodir a qualquer momento. Fora que eu estava sentindo coisas que nunca senti antes.

Com muito esforço, consegui me soltar dele e sair correndo. Estava confusa e com medo. O que foi isso? Olhei para trás enquanto corria. Pude ver um sorriso de canto nos lábios dele. O que ele pretendia com isso tudo? Só conseguiu fazer com que eu fugisse dele! Não dei tanta importância. Eu estava longe do local da batalha, apesar de ouvir as bombas e tiroteios muito bem. Sabia que não conseguiria chegar hoje.

Fui andando o mais rápido possível. Caminhar nessa parte da ilha é difícil. Há várias rochas por todo o canto. Estava com medo de torcer o pé e ter que perder mais tempo ainda. Quando senti segurança, comecei a correr pelo terreno rochoso. Estava demorando já para terminar esse trecho do caminho.

Quando pensei que iria conseguir, o que eu mais temia aconteceu: Acabei caindo. Estava toda ralada e minha perna doía muito. Que bela hora para fraturar a perna. Parabéns Winry, conseguiu estragar tudo outra vez. Não pude continuar me xingando mentalmente. Ouvi barulho de passos no gramado. E agora? O que eu faço?

Tentei ficar o mais quieta possível. Não adiantou. Um grupo de soldados japoneses haviam me encontrado.

Notas finais
E agora hein? O que será que vai acontecer? XD
Minna-san, só peço que mandem reviews... É ruim chegar aqui e ver que uma de suas melhores ideias não lhe rendeu um review sequer... Podem me dar opiniões ou até mesmo me falar um pouco mais sobre essa guerra...! Eu irei amar saber! *lê-se fanática por história mundial*
Então, por favor, lhes peço suas humildes opiniões! ^^