Batalhão 179
8 Capítulo 9
Notas iniciais
PS:Apago ou não apago o aviso? É que vocês deixaram review, aí me deu até dó
PS²:Bom, não sei se eu já disse isso aqui, mas a história vai ter lemon sim (e se depender de mim, mais de um), então eu gostaria de fazer meio que uma votação. Eu tenho duas one-shots com lemon e eu gostaria muito que vocês lessem as duas, pq uma (Boyfriend) é um lemon mais romantico, mais fofinho e a outra (Uma Noite no Templo de Virgem) é um lemon mais hot, então eu queria saber qual tipo de lemon vocês querem nessa fic. Ou pelo menos o primeiro, caso eu coloque mais.
PS³: Vocês vão querer me matar no final, mas nas notas finais eu explico o porquê do cap. acabar desse jeito hehe Então, meus amores, enjoy!
Bom, acho que se tem uma coisa que eu devo dizer, é: FINAL DE SEMANA, CHEGA LOOOOOOGOOOOO! Não agüento mais essas merdas de exercícios (leia-se: torturas), com esses militares malucos que nos fazem nadar cem metros todo dia numa piscina com água gelada, malhar na neve e ainda ter que fazer aqueles circuitos doidos e super difíceis que quando você chega à noite está quase morto. Literalmente. O meu único consolo é o meu general, que agora faz questão de ferrar com a minha vida, ainda mais do que já fazia antes. Agora eu vejo um brilho divertido, desafiador em seus olhos. É algo como um jogo mesmo, ele me olha como se dissesse: “E aí, Tom, será que é capaz de fazer isso?”, “Se você é tão macho, então me mostra fazendo essa série de exercícios”. A única coisa boa em tudo isso é que meu corpo está saradão.
Outra coisa nessa minha “nova” rotina de interessante, é que agora EU que vou controlar a nossa relação. Vou mostrar pra aquela bichinha que eu que mando. Ele vai comer na palma da minha mão e garanto que vai gostar. E pensando bem, também será uma boa hora pra devolver as torturas: se ele me tortura com os treinos e toda aquela baboseira de exército, eu torturo na vida pessoal dele. Aah, vai ser muito, muito divertido...
A única pena é que ele não dava nenhuma brecha durante a semana, aí que o vadio me deixava com mais raiva e vontade. Então Bill que me aguarde, porque quando chegar sábado, ele vai se ver comigo. Só o que é pior que quando ele me cumprimentava ou precisava falar algo sobre os exercícios, eu via a maneira que ele me atiçava. Pode ser só minha imaginação, mas tenho quase certeza que ele queria que eu me descontrolasse e o beijasse ou algo assim.
Como Deus finalmente está tendo misericórdia de mim, finalmente chegou sábado. Acordei bem cedo, arrumei uma mochila com tudo o que eu fosse precisar durante o final de semana, porque dessa vez eu não vou ficar nessa espelunca e Bill vai passar todo tempo comigo, nem que tenhamos que dormir em um hotel de quinta categoria. Também decidi fazer uma surpresa a ele, indo ao seu dormitório antes das oito da manhã.
Bill mal abriu a porta e eu logo entrei, fechando-a com o pé e atacando os seus lábios enquanto minhas mãos seguravam firmemente sua cintura, apertando-o contra a porta. A princípio, pareceu surpreso – já que nem “oi” eu dei –, mas depois começou a me corresponder com o mesmo desejo. Não sei quanto tempo ficamos assim, mas sei que quando nos separamos ele arfava mais do que eu.
–Nossa, oi para você também, “senhor-eu-estou-fogoso-logo-pela-manhã”! – provocou Bill, com um sorriso divertido e levemente irônico.
–AH, oi, Bill. Foi mal, mas isso é culpa sua!
–Como assim culpa minha, Cristo? Não tenho culpa que meus subordinados me ataquem logo pela manhã! – respondeu, passando suas mãos por meu corpo até pararem em minha bunda.
–É culpa sua, sim. Como se atreve a me deixar “na seca” a semana INTEIRA?
–Ora, ora, ora. Para quem até um tempo atrás olhava pra mim com cara feia e se dizia machão, você ainda bem necessitado, hein, Trümper?
–É, mas agora a história é outra. Acha que é fácil pra mim ficar quase um ano sem sexo? Tenho até medo do “Tomzão” estar atrofiado! – Bill gargalhou alto.
–“Tomzão”? Não acha que está sendo pretensioso demais, não?
–Nein, nein, meiner Liebe. Você diz isso porque não o viu. – sorri convencido. Se tinha uma coisa de que eu me orgulhava, era da minha pica. Afinal, não me chamavam de “Sex Gott” à toa.
Bill sorriu de um jeito safado e apertou minha bunda.
–É? E algum dia eu vou poder conferir?
–Humm – fingi pensar – Só se você for um bom menino.
–Bom menino? HAHAHA Mais do que eu já sou? – quem riu agora fui eu.
–Você? Bom? Acho que essas cicatrizes aqui discordam. – ele fechou a cara por alguns instantes.
–Ah, Tom, você sabe muito bem que isso faz parte do meu trabalho. Agora, veja pelo lado bom, seu físico está incrível, melhor, impossível. – sem querer, corei com elogio. Essa era uma das poucas coisas que eu não imaginaria Bill Kaulitz fazendo. Se bem que eu também nunca imaginei que um dia eu pegaria um homem e que esse homem seria o Kaulitz.
–É... De qualquer maneira, obrigado. Mas você também tem um corpo lindo, Bill... – sussurrei a última parte bem próxima ao seu ouvido e outra coisa ainda mais inesperada aconteceu: Bill GENERAL-FODÃO-DURÃO Kaulitz COROU e ainda gaguejou:
–O-obrigado. Mas vamos fazer o quê hoje?
–Hum... Sinceramente, não sei. Alguma idéia?
–Posso te levar ao meu apê... Claro, s-só se você quiser, p-porque se não, está tudo bem pra mim – falou rápido, se embolando com as palavras. Quase que não entendi, no entanto a idéia me agradou mais do que seria sensato.
–Por mim, está ótimo. – ele deu um sorriso meigo e continuou meio vermelho.
–Certo e suas coisas?
Só agora fui me perguntar aonde que eu havia deixado aquela mochila. Dei uma olhada no quarto e a encontrei jogada no chão próxima ao guarda-roupa.
–Bom, ali está. – e apontei pra Chica – apelido carinhoso da minha querida companheira de aventuras –.
–Então ta. As minhas estão ali em cima da cama. Vamos logo antes que alguém queira falar comigo e dê problema.
–Ok.
Bill pegou sua mochila e eu a minha, então fomos ao estacionamento do quartel e ele começou a dirigir pela cidade. Passamos o tempo conversando sobre banalidades e assuntos tranqüilos, no final das contas, éramos amigos. Amigos com benefícios, claro, e isso às vezes me incomodava. Não que não esteja sendo bom, afinal minhas necessidades fisiológicas estão sendo muito bem atendidas, mas ainda há algo no fundo de mim que vibra numa sintonia diferente, e isso me assusta.
Tudo tem acontecido tão rápido que em questão de três meses minha vida mudou radicalmente, principalmente nas últimas semanas. Pode não parecer, mas o tempo tem passado rápido e devagar, ao mesmo tempo. Minha vida está sendo um perfeito paradoxo. E o mais espantoso nisso tudo é que eu sinto que está sendo quase normal. Quase. Quem diria que eu, Tom Trümper estaria no exército, zoaria tanto meu general “bicha”, acabaria me tornando amigo dele e mais do que isso, hoje sendo amante dele? É muita loucura.
Fico pensando em como isso tudo vai acabar. Mesmo sendo confuso e correto ao mesmo tempo, eu tenho medo. Medo de algum superior descobrir. Medo do Bill estar me usando como se brinquedo. Medo de me fuder no exército caso ele não queira mais nada comigo. Medo de ferrar com a reputação da minha família se isso der errado. E o pior de tudo: medo dos meus pais. Caralho, como eu vou contar isso para eles? “Oi pai, oi mãe, lembra que eu era um tremendo vagabundo e galinha? Pois é, agora estou namorando o meu general bissexual. Vocês não se importam, né?” Obviamente eles surtariam e quem pagaria o pato seria eu, como sempre.
–Tom, chegamos. — putz, estava tão distraído que nem percebi. Bill entrou no estacionamento de um prédio chique de uma das zonas mais ricas da cidade.
–Uau... então além de gato, você também é rico? – foi impossível conter o comentário. Pelo menos ele riu. É, eu devo ter feito uma tremenda cara de tonto.
–Bom, meus pais já eram de classe média alta e como eu não tenho muito com o que gastar o meu salário de general vivendo sozinho, dou-me alguns pequenos luxos.
–Estou vendo, muito bonito aqui.
–HAHA. Você não viu nada, vem.
Bill me puxou e entramos no elevador. Huummm... pegação no elevador... me gusta! É, consciência, até que não é má idéia... Na verdade, é uma excelente idéia. Discretamente (ou não), puxei meu moreno pela cintura e roubei-lhe um selinho demorado.
–Tom! Como você é apressado! Aqui não, né? – ele parecia indignado. Ô pessoa fresca.
–Ah, larga de fazer cu doce, Bill. Só tem a gente no elevador! – respondi, fazendo a minha melhor cara de tédio.
–É, mas tem câmera e pode entrar alguém. Ninguém aqui sabe que eu sou bi, então dá para esperar mais um minuto?
–Humf. Certo, madame.
Finalmente o 20º andar chegou. Entramos no 2002. E... caramba! Que apartamento é esse? A sala era grande e espaçosa, à esquerda da porta estava uma mesa de vidro, com oito lugares e com um castiçal em cima, à frente estava um sofá grande em formato “L” num tom de castanho médio. Também havia uma televisão de 50 polegadas com home theater e uma mesinha de centro entre a TV e o sofá, com alguns livros. As paredes eram brancas, e toda a mobília da sala variava em tons de branco, creme e bege, além é claro, de ter uma varanda com vista panorâmica.
–Uau, a madame aqui tem bom gosto. – Bill revirou os olhos e deu um sorrisinho sacana, vindo em minha direção.
–Você sabe, madame é madame. Vem, Tom, sinta-se em casa. E se você quiser se sentar aí enquanto eu ponho a mesa...
–Ah, certo, obrigado.
–Que isso. – meu general saiu da sala, indo – imagino eu – à cozinha e eu me sentei no sofá.
–Bill, quer ajuda? – falei um pouco mais alto.
–Não, meu bem. Fica sentadinho aí que já, já a mesa está posta. – sua voz estava meio longe, mas logo ele reapareceu, colocando vários quitutes sobre a mesa.
Uiii “meu bemm”! Será que é assim que ele vai te chamar enquanto geme na cama?? Senti minhas bochechas esquentarem com o pensamento quente que a maldita da minha consciência me fez pensar. Estava demorando para ela dar palpite...
–Toom! Vem, senta aqui. – sou só eu ou teve um toque de malícia nessa frase? É, Tom, falta de sexo está te deixando paranóico... Ou no mínimo anormal, mais do que já é.
–Agora, senhor. – respondi, sentando-me ao seu lado.
–Sirva-se. – ofereceu, sorrindo.
–Obrigado. De novo. – retribuí o sorriso. Bill ficava tão fofinho e educado fora do exército que parece até outra pessoa. Chega a ser desconcertante. E confuso. E sexy. E... ah, que se foda, eu gosto assim!
Não sei se foi ele que fez tudo aquilo – havia bolos, doces, pães, patês, etc –, mas me lembrava muito minha antiga empregada, a Sophie. Puxa, que saudade dela...
–No que está pensando, Tom? Você parece longe.
–Só estava me lembrando de uma pessoa muito querida... – o semblante de Bill que antes estava calmo, agora estava retorcido numa careta.
–Pessoa muito querida, é? Quem é? No mínimo deve ser alguma “amiga” que você pegou. – retrucou, fazendo bico. Awnt, alguém aqui está com ciúmes.
–HAHAHAHAHA. Awn, Billy, você fica lindo com ciúmes. – provoquei-o, apertando sua bochecha esquerda.
–Eu não estou com ciúme, Trümper. – devolveu, ácido. Uia, quem ouve até pensa que o pato é macho.
–Awwn, está sim, bebê. E você fica lindinho com esse bico e com esse ar possessivo. – Bill novamente me fulminou com os olhos.
Controle-se, Tom, não ria, não ria... Porque se você rir vai dar muita merda!
–Eu não sou ciumento. Muito menos possessivo. Ora, que idéia mais absurda! Mas você ainda não falou quem é.
–Awnt, Billy, Billy, fica calmo. Só estava me lembrando da minha antiga empregada, a Sophie, porque seu café da manhã está divido, como ela sempre fazia. E antes que você pense besteira, eu a considero uma grande amiga, só isso.
–Nossa, não sei o que é mais surpreendente: você ter só uma amiga empregada ou se lembrar dela.
–Puxa, obrigado pela ironia logo cedo. E eu sou muito capaz disso, entendeu? Ela era a única que me entendia naquela casa. – ele arqueou uma sobrancelha, duvidando – É sério. Eu sei que desde os meus quinze anos eu não estava dando orgulho nenhum aos meus pais, mas eles também não davam à mínima para o que eu sentia ou pensava. Era só trabalho, dinheiro, trabalho, manter o nome da família e fazer mais dinheiro.
–Que tenso. Deve ser por isso que você era daquele jeito, então. Bom, pelo menos parte dele. – agora quem arqueou uma sobrancelha fui eu.
–O que você quer dizer?
–Bom, imagino que seu lado infantil e egoísta se deva pela sua infância e adolescência. Já o outro lado — provocador, zombeteiro, atrevido e sexy -, tenho certeza que é da sua personalidade, uma vez que desde que começamos a ficar, isso não mudou nem um pouco.
Sorri de lado. Então era assim que ele me via? Puxei-o de sua cadeira e o coloquei em meu colo, passando minhas mãos por suas coxas torneadas.
–Hum... E você gosta? – sussurrei em sua orelha, enquanto puxava-o para mais perto.
–A-d-o-r-o. – ditou, usando o mesmo tom de voz. Bill enlaçou o meu pescoço e me beijou. Dessa vez, nada de beijinho carinhoso e delicado, foi logo um beijo afoito e travesso, com gosto de frutas.
Fui aumentando ainda mais o ritmo, na medida em que suas mãos experientes exploravam meus braços e peito. Uma das coisas que mais gosto nele, é justamente isso. Ele é fogoso de manhã, de tarde, de noite. Bill tem atitude e não pede permissão. É um menino rebelde que acende em mim um fogo selvagem e devastador, e ainda me deixa com vontade de domá-lo, de aceitar esse desafio que é corresponder a esse desejo avassalador que há dentro dele.
Ofegantes, nos separamos. Olhei fundo em seus olhos castanhos. E me pareceu haver algo mais que apenas desejo naquele brilho. Algo que eu não soube identificar.
–Vai comer mais alguma coisa? – questionou-me.
–O que eu vou comer não está no seu menu. – sorri safado.
–Seu pervertido! – Kaulitz deu um tapa sutil em meu ombro, fingindo indignação – Vamos ver quem vai comer quem aqui. – ele sorriu de uma forma tão macabra que me deu até medo, mas eu não posso dar uma de “putinha-quero-te-dar” logo agora. Até porque, eu é que não serei o passivo.
–Eu, é lógico. Me aguarde. – pisquei o olho para ele, que revirou os olhos e se levantou.
–Por que a gente não joga um pouco, Tom? Ainda é cedo. São só dez horas. Depois podemos almoçar e aproveitar a tarde juntos.
–Claro. – levantei-me e comecei a retirar minha xícara com meu prato. – Onde fica a cozinha, Bill?
–Ah, Tom. Não se preocupa, não. Deixa aí que daqui a pouco eu tiro tudo. – respondeu, sentado no sofá.
–Não, Bill. Eu faço questão. Afinal, não fiz nada desde que cheguei aqui.
–Se você insiste... É a primeira porta, antes do corredor. Obrigado.
–Por nada.
Coloquei o prato, a xícara e os talheres dentro da pia. Voltei para a sala e me sentei ao seu lado. Ele me entregou um controle e começamos a jogar um jogo de guerra, chamado “Call of Duty 5 (World at War)”. Passado uns bons minutos, resolvi provocá-lo.
–Ah não, Bill. Até aqui você pensa em exército! – exclamei, brincando.
–Ah... sei lá... Eu gosto. Fazer o que se eu tenho tesão em homens de farda. – ele deu de ombros e eu me surpreendi. HOMENS de farda? HOMENS? Em quem esse filho da mãe fica secando???
–HOMENS de farda, Bill? HOMENS? – fiz bico. Isso não me agrada.
–HAHAHAHAHA Quem está com ciúmes agora? – Bill mordeu o lábio inferior, com uma cara de criança sapeca.
–Eu não estou com ciúmes...
–Viu! E depois fala de mi...
–EU ESTOU COM MUITO CIÚME! Que história é essa de ficar secando outros caras de farda??? Hein??? Só eu não sou suficiente para você?? Precisa de mais alguém, é?? Então... – ele cortou bem no meio da minha crise histérica adolescente com uma sonora gargalhada.
–Tom... HAHA... Meu amor, você é hilário... Vem cá, vem, meu menino ciumento. – ele me puxou para seu colo, beijando meu pescoço.
–Eu não sou um menino. – retruquei, fazendo bico, propositalmente. – Já tenho 19 anos.
–E eu tenho 24, criança.
–Putz, até na idade, Bill... – ajeitei-me em seu colo, sentando bem em cima de suas partes baixas.
–Até na idade? Como assim até na idade? TÁ ME CHAMANDO DE VEADO, SEU FILHO DA PUTA???? VOU TE MOSTRAR QUEM É O VEADO AQUI! – dito isso, ele começou a morder e a beijar com mais força o meu pescoço, enquanto me fazia cócegas e eu quase me mijava de tanto rir.
–HAHAHAHA Biiiill.... HAHAHAHA....Paara, por... HAHAHA ... favor...!
–Retire o que disse! Ou você vai se sujar todo!
–HAHAHA Eu retiro! HAHAH Retiro!
–Bom, garoto. – finalmente, ele parou. Ri tanto que até lacrimejei.
–Mas você não me respondeu, o que significa que você seca todo mundo naquela bagaça.
–Awnt, não fica emburrado não. Eu só tenho olhos para você, Tommy.
–Mentiroso.
–É verdade.
–Prove.
Bill me beijou calmamente, enquanto me abraçava com mais força. Nossas línguas se entrelaçavam com vontade, ora em minha boca, ora na dele. Meu moreno também começou a acariciar minha nuca. Às vezes brincava com meus dreads. Ficamos nesse clima por um bom tempo, apenas curtindo o momento, aproveitando a companhia um do outro. Parecia até cena de filme, até que meu lindo estômago roncou, cortando totalmente o clima.
–Ops... – meu general riu suavemente, acariciando minha bochecha com o polegar.
–Parece que alguém já está com fome.
–Putz, que vergonha. – corei. Tinha que ser eu. Porque comigo é assim, pagar mico é quase uma rotina.
–Que isso... – Bill olhou no relógio e fez uma cara de espanto – Mas também, já é quase uma hora. Nem acredito que ficamos tudo isso sentados aqui.
–Pois é. O tempo passou muito rápido.
–Tom, se você me der licença, eu vou fazer algo para nós comermos.
–Claro. – saí de seu colo e o acompanhei até a cozinha – Eu até ofereceria ajuda, porém sou um péssimo cozinheiro. – sorris sem graça. Nunca cozinhar na vida dá nisso, fazer o quê.
–Sem problemas. Senta aí e vamos conversar.
Fiz o que ele pediu, enquanto ele cozinhava e, por incrível que pareça, ele cozinha muito bem! Bill fez lasanha e ainda tomamos cerveja. Também acho engraçado como fora do batalhão, nós conversamos de tudo. Ele chega a ser quase normal. Quase. Ficamos assim por um bom tempo, só conversando.
–Ah, Tom, agora que já almoçamos, escovamos os dentes e a comida já abaixou, quero te mostrar uma coisa.
–Claro. O quê?
–O meu quarto. – ele sorriu de lado.
Isso vai dar merda. Muita merda.
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