Bastidores

23 Now my ex is officially dead.


Notas iniciais
Oi-
*tiros*
*socos*
*facadas*
*flechas*
*tochas*
Então... né.
Eu sei que eu demorei. Vamos as causas:
1. Criatividade tá de férias.
2. Eu mandei o cap pra beta, ela tava viajando, mas aí ela mandou o cap. betado 2 vezes e não chegou, e como já fazem quase 20 dias (PUTAQUEPARIU)eu postei sem betagem mesmo porque né.
Vamos falar sobre esse capítulo extremamente curto: Eu escrevi ele ouvindo "I Really Fucking Love You" (provavelmente a música vai entrar na história, porque ela é muito James/Lily), por isso o nome.
E acontecem duas tragédias (dependendo do seu ponto de vista, claro). 1 delas tá totalmente exposta no título e a outra... Bem, me matem.
Ok, antes que eu conte todo o capítulo aqui... Enjoy!

Lily vestiu-se com sua melhor calça jeans, os coturnos militares pretos e a jaqueta jeans escura com as mangas rasgadas. Pôs os óculos escuros de aros redondos e pegou o dinheiro em cima da mesa da cozinha.

O dia estava nublado, mas muito claro. Não fazia frio nem calor.

Caminhou entre autógrafos e fotos até o estúdio. Todos já estavam lá, ouvindo as músicas já gravadas.

– Hey. – Lily murmurou, sentando-se numa cadeira ao lado de Sirius.

– Hey, ruiva. – Sirius respondeu alegremente, encarando Lily.

Ela estava mal. E isso era visível.

– Apareceu a margarida! – Frank brincou. Ultimamente ele estava tão centrado na turnê e no disco que apenas ignorava e fazia brincadeiras com os atrasos de Lily.

Ela encarou o chão e bocejou.

– O que aconteceu? – Remus a perguntou, sentando-se perto dela.

– Só estou um pouco cansada.

– Não conseguiu dormir, né?

– É.

– Eu também não. – o loiro suspirou e deixou-se cair para trás, no encosto do sofá vermelho.

– São três dias, já. – Lily fez as contas.

– É. Bastante.

Lily bufou e Frank a chamou para gravar a última música.

– Finalmente! – murmurou e entrou na salinha.

– Ok, essa vai ser uma faixa bônus. Não vamos colocá-la no disco, mas essa será o terceiro single. Depois de “Make Me Wanna Die”. – Frank falou e Lily ouviu sua voz como quando eles falavam ao telefone.

Erros, cortes por desafinação e muitas garrafas de água depois, a música estava gravada.

Lily estava cansada, irritada. Precisava de um cigarro.

Com raiva, chutou a porta do estúdio e saiu dali. Muita gente, muita movimentação. Ela só precisava ficar um pouco sozinha.

Ela merecia uma última garrafa de uísque, um último cigarro – daqueles mais caros, de preferência – e uma última carreira de cocaína. Era pedir demais uma “despedida”?

Pela atmosfera do local, James, Sirius e Remus também estavam assim. Era possível perceber o quanto todos estavam um pouco alterados. James não estava conversando e estralava os dedos a todo o momento – o que se tornou chato depois dos primeiros dez dedos. Sirius se coçava e mexia no cabelo o tempo todo – o que as era irritante demais – e Remus estava falante demais, como se estivesse nervoso – não era da natureza dele falar tanto. E Lily... Lily estava brava, irritante, quieta, séria, triste, sem sono ou fome e sem vontade de fazer absolutamente nada.

Não era como aparecia na TV, daqueles programas sobre recuperação, em que as pessoas ficavam mais felizes depois de largar as drogas. Era totalmente diferente. Drogas animavam a vida deles. E, sem elas, tudo se tornava um pouco mais preto e branco.

Lily pôs as mãos nos bolsos e abaixou a cabeça quando sentiu a garoa começar a cair. Começou como apenas uma garoa, mas a chuva parecia estar como Lily: Com raiva, e começou a engrossar.

Seu dia não podia ficar pior.

Caminhou apressadamente pelas calçadas de Londres, tentando achar um lugar onde pudesse se proteger – mesmo que fosse apenas água – e comer algo – bom, era uma boa idéia comer ao invés de se drogar e fumar dez cigarros por dia.

Entrou no primeiro estabelecimento que viu pisando forte. Sentou-se num dos bancos altos sobre o balcão e analisou o local. Ótimo, um bar, como se ela já não tivesse tentações o suficiente.

– Vai beber o que? – o velho que limpava os copos do bar a perguntou, carrancudo. Ele lembrava o velho do Red Club. – Ei? Garota? – o velho chamou, balançando as mãos na frente do rosto de Lily, que estava perdida em lembranças.

– Ah... Oi... É... Não vou beber nada, desculpa. – e saiu do bar. O homem lhe murmurou um “louca” quando ela já estava longe o suficiente.

A ruiva saiu o bar e constatou que a chuva já se acalmara. Olhou novamente para o bar e bufou, reorganizando os pensamentos antes de voltar a entrar lá.

Ela era famosa. Tinha quase tudo que queria. Ninguém discutia com ela. E ela não era viciada em álcool, o que não o torna uma droga. Sendo assim, ela poderia muito bem beber um pouco.

Entrou decidida no bar, sentou-se no mesmo banco alto de antes e tamborilou os dedos na madeira até um garçom – mais novo, dessa vez – a atender.

– O mais forte uísque que você tiver aí. – pediu antes mesmo de o homem lhe perguntar o que ela iria beber. Logo ela estava bebendo seu uísque com gelo enquanto examinava o local.

Esqueceu de tudo e de todos, bebeu quase duas garrafas de uísque, fumou três cigarros e, como de costume, tentou “entalhar” seu nome do balcão de madeira.

Ela era uma das mais famosas cantoras da atualidade! Seu nome já estava envolvido em polemicas e revistas de fofocas, mesmo. Uma a mais ou a menos não iria importar. Ela já não se importava mais.

Ela era Lily Evans, a ruiva do rock, a Cherrie Curie ruiva, a versão feminina do Axl Rose. Ela podia muito bem beber e fumar. Quem ligava praquele médico idiota? Ela não.

Quando resolveu ir realmente pra casa, o pequeno risco no céu que deveria ser a lua já era visível.

A ruiva abaixou a cabeça, pôs as mãos nos bolsos e enfrentou as ruas escuras da sua tão amada Londres.

O frio costumeiro, as pessoas vestindo roupas de cores nem tão chamativas e o céu sempre nublado. Era por isso que ela tanto amava sua Londres.

Subiu as escadas do prédio mais leve do que nunca, sem tropeços ou risadas exageradas.

Tirou as botas coturno e as deixou largadas perto da porta, e caminhou até a cozinha. No caminho, sua jaqueta também foi pro chão.

Abriu os armários e – que grande surpresa – não havia nada. A geladeira foi aberta e – oh, que milagre – uma garrafa quase vazia – ou quase cheia... De ar – de cerveja (da mais barata e amarga). Deu um grande gole e a bebida rasgou sua garganta.

Lily foi até a sala, ligou a TV, sentou-se no sofá e pôs os pés na mesa de centro.

Passava um noticiário, e Lily quase levantou para mudar o canal. Quase. A notícia era tão dolorosa quando inesperada.

O homem do jornal falava algo sobre uma morte no centro.

– E hoje a tarde o corpo de Luke Adams, ex-namorado da vocalista da banda The Snakes, Lily Evans, foi encontrado no centro. A polícia investiga o caso.

Luke.

Morto.

Toda sua leveza se dissipou e no lugar dela, um grande nó na garganta.

Certo, Luke haviam sim sido um grande filho da puta que merecia a morte. Mas ela havia aprendido a amá-lo. E ainda doía o fato dela tê-lo deixado.

E agora ele tinha partido dessa pra melhor – ou pra pior, no caso dele.

Lily não chorou. Talvez, depois de tanto tempo segurando as lágrimas e se fingindo feliz para agradar os outros, ela tivesse esquecido como se fazia para chorar. Era forte demais pra chorar. Chorar era um sinal de fraqueza, e fraqueza com certeza era algo que Lily não possuía.

Desligou a TV rapidamente, puxando o fio da tomada.

Caminhou em direção ao seu quarto/estúdio. Encarou as paredes, cobertas de pôsteres – uma em especial com pôsteres apenas da banda – e em uma delas, suas guitarras estavam apoiadas. Uma Les Paul¹ preta, – presente de aniversário que ganhou da gravadora – e uma Fender Telecaster² branca.

Seu antigo violão – que ela ganhou da mãe na infância, com o pretexto de que queria cantar e tocar na igreja – também estava lá. Empoeirado e provavelmente desafinado.

É, fazia algum tempo que a ruiva não compunha.

Sentou-se no chão com seu violão no colo e o caderno e caneta ao lado.

Rabiscou algumas frases, mas no final, todas saiam iguais: “Agora meu ex está oficialmente morto”.

Desistiu, jogando o corpo para trás e batendo as costas na parede atrás de si. Resmungo um xingamento e se levantou. Os olhos estavam pesados.

Vasculhou o quarto atrás de pelo menos um cigarro perdido, sorrindo ao achar um maço quase intacto. Correu até a cozinha pegar um fósforo ou um isqueiro e voltou ao quarto. Acomodou o cigarro entre os lábios finos e o acendeu.

Não conseguiu dar ao menos a primeira tragada, quando foi interrompida pelo telefone.

Bufou e atendeu o telefone, mesmo lutando com a idéia de simplesmente ignorar.

– Lil’... – a voz chorosa de Tonks falou, do outro lado da linha.

– O que aconteceu?

– Eu precisava contar pra alguém isso, desculpa, eu sei que é tarde, mas...

– Para de enrolar e fala logo, mulher.

– Eu... Meu Deus! Eu... Eu estou grávida. – Lily deixou o queixo cair e Tonks, do outro lado da linha, soluçou algumas vezes.

– Meu Deus... – a ruiva murmurou algum tempo depois.

– Eu não sei o que fazer!

– Já contou pro Remus?

– Não! Eu não quero um bebê, Lily! Não agora!

– Se acalma, pelo amor de Deus.

– Desculpa. Por que eu te liguei mesmo? Como eu sou burra! Eu não devia ter ligado, eu... Eu vi o jornal hoje. Sinto muito. – Tonks mudou de assunto.

– Tudo bem. Eu já esperava que isso acontecesse, uma hora ou outra. Ele tinha muitas dívidas. – Lily suspirou.

– Eu sinto muito... mesmo. – Tonks repetiu.

O assunto “gravidez” ainda estava no ar.

Ninguém nunca esperaria que justo Tonks fosse ficar grávida. Ela e Remus sempre foram do tipo “melhor previnir do que remediar”.

Luke estava morto e Tonks estava grávida.

Ótimo.

Qual seria a próxima tragédia?


Notas finais
É ISSO, ME AMEM PRA SEMPRE FLW?
Ninguém gostava do Luke mesmo.
(Só eu, mas é porque ele é acho que o único personagem TOTALMENTE original e meu, aí né, afeto)
AH! Eu queria agradecer a quem deixou review no último capítulo, que foi o mais comentado de todos! É, o Severus inspirou vocês. Obrigado e continuem assim!
E eu to escrevendo uma fic nova. Chama Hollywood's Girl. Deem uma passadinha lá (: https://www.fanfiction.com.br/historia/196429/Hollywoods_Girl é JL e UA também (:
Beijos e deixem reviews! u_u hunf.