Bastidores
11 Count to three and make rock n 'roll!
Notas iniciais
Lily saiu do hospital ainda tonta. Acendeu um cigarro assim que saiu de lá, e ninguém a impediu.
Usava All Stars preto e detonado, shorts jeans no mesmo estado, uma camiseta branca e óculos de sol de aros redondos.
Os mesmos adolescentes, três garotas e dois garotos ainda estavam ali e correram até Lily.
– Lily Evans! – um deles gritou e Lily o encarou, confusa. – Cara, a gente tá aqui desde domingo, passou na rádio que você tava no hospital! – Lily agora encarou os amigos, surpresa. – Estávamos muito preocupados! Adoramos você! Que bom que você está bem! The Snakes é minha banda preferida! – Exclamações eram soltas rapidamente pelo grupo.
Lily entrou no carro, se despedindo do grupo de fãs com um aceno de cabeça e um sorriso. Tirou os óculos.
– Alguém além de mim viu aquilo? Caralho! Fãs! – falou extasiada.
– Alguém dê um jeito de avisá-los que estamos indo pra Londres! – Frank falou ao volante.
Lily quase engasgou co ma fumaça do cigarro.
– Londres? – gritou, James, Sirius e Remus também estavam estupefatos.
– A gente têm uma coisinha pra contar Frank... – começou James.
– Na verdade nós somos londrinos. – completou Sirius.
Frank freou bruscamente o carro.
– E... Nossa! Por que vocês vieram pra esse fim de mundo?
– Muitas gravadoras estavam vindo pra cá, a gente achou que tinha mais chances aqui, e realmente tínhamos. – falou Lily, voltando a fumar seu cigarro tranquilamente.
– Ta bom... Ok... – Frank respirou fundo. – Ah, também temos um show em um festival em Leeds e um show em Manchester, antes de ir pra Londres.
Eles vibraram de excitação. Dois shows grandes marcados! Podia ter algo melhor?
Ninguém lembrou naqueles dias da cachorrinha Cherrie, que já estava velhinha, apesar de ser pequena. Estava a beira da morte.
Chegaram para arrumar novamente as malas e encontraram Alice e Tonks aos prantos.
– Quem morreu? – perguntou Lily.
– Cherrie! – falaram juntas e começaram a chorar mais alto.
Lily ficou incrédula. Aquela cachorrinha tão pequena havia morrido? Sentiu seu coração apertar e um bolo formar-se em sua garganta.
Foi para seu quarto. Toda a felicidade de ir pra estrada fora anulada.
Arrumou suas malas em silêncio.
Luke a visitou aquele dia e eles brigaram. Luke não queria que Lily saísse da cidade.
Alguns dias depois – Leeds – Inglaterra.
Luke e Lily estavam abraçados no camarim. Haviam feito as pazes e Luke viera com eles. A gravadora, Fire Records, havia arranjado um ônibus de viagem para eles. Era necessário, já que além da banda, havia Luke, Frank, Alice, Tonks e Marlene que viajariam junto, mais a aparelhagem.
– A garota que vai abrir o show de vocês está entrando! – uma moça loira, vestida de preto e com uma prancheta na mão avisou.
Lily queria ver quem abriria o show dos Snakes. Foi, junto de Marlene, até as coxias, onde uma garota de cabelos pretos e vestida com um colado vestido azul piscina, uma flor no cabelo e salto alto balançava a perna direita, nervosa.
– Leeds, uma salva de palmas para, direto de Londres, — uma pausa do narrador – Marilyn!
Lily arregalados os olhos e encarou Marlene, que sorria.
– É a Mari mesmo? – a ruiva perguntou e Marlene assentiu.
Lily desceu correndo a rampa que dava acesso ao “chiqueiro”, o espaço entre o público e o palco, que não devia ter mais de um metro de largura. Ficou ali num canto, observando Marilyn cantar.
Last Friday Night – Katy Perry
There's a stranger in my bed,
There's a pounding in my head
Glitter all over the room
Pink flamingos in the pool
I smell like a minibar
DJ's passed out in the yard
Barbie's on the barbeque
There's a hickie or a bruise
Pictures of last night
Ended up online
I'm screwed
Oh well
It's a black top blur
But I'm pretty sure it ruled
Damn!
Last Friday night
Yeah we danced on tabletops
And we took too many shots
Think we kissed but I forgot
Last Friday night
Yeah we maxed our credit cards
And got kicked out of the bar
So we hit the boulevard
O microfone colorido estava no pedestal, também colorido e a morena fazia caras e bocas enquanto cantava, acompanhada por gestos. O publico parecia conhecê-la e cantaram o refrão, que Marilyn deixou que eles cantassem sozinhos.
– Hey Leeds! – gritou Marilyn e o público foi ao delírio.
Last Friday night
We went streaking in the park
Skinny dipping in the dark
Then had a menage a trois
Last Friday night
Yeah I think we broke the law
Always say we're gonna stop-op
Whoa-oh-oah
This Friday night
Do it all again
This Friday night
Do it all again
Trying to connect the dots
Don't know what to tell my boss
Think the city towed my car
Chandelier is on the floor
With my favorite party dress
Warrants out for my arrest
Think I need a ginger ale
That was such an epic fail
Pictures of last night
Ended up online
I'm screwed
Oh well
It's a blacked out blur
But I'm pretty sure it ruled
Damn!
Last Friday night
Yeah we danced on table tops
And we took too many shots
Think we kissed but I forgot
Last Friday night
Yeah we maxed our credits card
And got kicked out of the bars
So we hit the boulevards
Last Friday night
We went streaking in the park
Skinny dipping int he dark
Then had a menage a trois
Last Friday Night
Yeah I think we broke the law
Always say we're gonna stop-op
Oh whoa oh
This Friday night
Do it all again
Do it all again
This Friday night
Do it all again
Do it all again
This Friday night
Ela dançava a música quebrando os quadris e pulando acompanhada do público. Desafinou uma ou duas notas mas segurou a música sem perder a animação.
Esticou o braço que segurava o microfone para o público, que repetiu todos os “T.G.I.F.” as seis vezes. Segui-se um solo de guitarra em que todos, inclusive Lily, pularam e dançaram.
Last Friday night
Yeah we danced on table tops
And we took too many shots
Think we kissed but I forgot
Last Friday night
Yeah we maxed our credit cards
And got kicked out of the bar
So we hit the boulevard
Last Friday night
We went streaking in the park
Skinny dipping in the dark
Then had a menage a trois
Last Friday night
Yeah I think we broke the law
Always say we're gonna stop
Oh-whoa-oh
This Friday night
Do it all again.
Antes de terminar a música, Lily correu para as coxias. O resto da banda a esperava lá. Viu Marilyn agradecer e falar ao telefone, ofegante:
– Nossa! Quanta animação! – e a platéia gritou. – antes de eu me despedir, quero que curtam bastante o próximo show, dos Snakes! – gritou a última palavra e o público correspondeu. – Eles são meu amigos e fazem Rock n’ Roll como ninguém! E obrigado! – fez uma reverencia e saiu do palco.
Abraçou a irmã por um longo tempo e cumprimentou de longe os amigos, sussurrando um “arrasem” seguido de um gesto com as mãos.
Entraram no palco e o público gritou.
– E aí, Leeds? – Lily gritou ao microfone.
Olhou para Remus atrás de si, já posicionado atrás de sua bateria e fez um aceno com a cabeça. Remus bateu as baquetas uma na outra três vezes e começaram a tocar “Paradise City” do Guns n’ Roses.
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Take me home (oh, won't you please take me home?)
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Take me home (oh, won't you please take me home?)
Cantou a primeira parte da música lentamente, batendo palmas no alto, acompanhada do público. Então o pequeno solo de guitarra começou e o publico gritou. Lily jogava o cabelo para os lados a cada acorde. Voltou para o microfone e agarrou-o, indo até a beirada do palco.
Just an urchin living under the street
I'm a hard case that's tough to beat
I'm your charity case so buy me something to eat
I'll pay you at another time
Take it to the end of the line
Rags to riches or so they say
You gotta keep pushing for the fortune and fame
You know it's, it's all a gamble when it's just a game
You treat it like a capital crime
Everybody's doing their time
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Oh, won't you please take me home, yeah, yeah?
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Take me home
Strapped in the chair of the city's gas chamber
Why I'm here, I can't quite remember
The surgeon general says it's hazardous to breathe
I'd have another cigarette but I can't see
Tell me who ya gonna believe
Cantou firmemente, tentando não desafinar. Ficou de joelhos no palco, perto do público e a grade que separava o público do “chiqueiro” quase não agüentou. Ela usava um short jeans surrado que deixava parte de seu bumbum a mostra e uma camiseta larga que era o suficiente apenas para tampar-lhe os seios.
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Take me home, yeah, yeah
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Oh, won't you please take me home, yeah?
So far away, so far away
So far away, so far away
Captain America's been torn apart
Now he's a court jester with a broken heart
He said, turn me around and take me back to the start
I must be losing my mind, are you blind?
I've seen it all a million times
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Take me home, yeah, yeah!
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Oh, won't you please take me home?
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Take me home, yeah, yeah!
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Oh, won't you please take me home, home
Oh, I want to go, I want to know
Oh, won't you please take me home?
I want to see how good it can be
Oh, won't you please take me home?
O publico cantou o refrão e Lily continuou. Levantou-se, passando as mãos pelas coxas nuas. Estendeu lentamente a mão livre ao público e puxou-a, jogando seu quadril para frente.
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Take me home
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Oh, won't you please take me home?
Take me down, take me down
Oh, won't you please take me home?
I want to see how good it can be
Oh, won't you please take me home?
I want to see how good it can be
Oh, oh take me home
Take me down to the paradise city
Where the grass is green and the girls are pretty
Oh, won't you please take me home?
I want to know, I want to know
Oh, won't you please take me home?
Yeah, baby!
Gritou com a voz mais sexy que conseguiu a última parte, que seguiu-se de um curto solo de bateria, em que Lily jogava os cabelos para frente e para trás, uma perna em cima de uma das caixas de som que ficavam na beirada do palco.
– Yeah! Nós somos o “The Snakes”! – Lily falou ao microfone e o público gritou em coro, repetidas vezes “The Snakes!”. Lily riu, o peito subindo e descendo rapidamente.
– Então, vamos as apresentações – riu por um segundo – Na guitarra: James! – gritou, apontando para o guitarrista, que riu e tocou um acorde. – no baixo: Sirius! – apontou agora para o baixista, que levantou os braços, sorrindo. – e na bateria: Remus! – apontou para o baterista, que levantou as baquetas.
A cada nome que a ruiva dizia, garotas gritavam e suspiravam.
– E eu, Lily! – falou, por fim, levantando os braços. Riu e voltou a falar: — Agora, vamos quebrar todas as regras? – Lily perguntou, sorrindo marotamente.
Os garotos começaram a introdução de Breaking All The Rules, Peter Frampton.
We are the people one and all
From deliverance to the fall
From the battle and the heat
To our triumph and defeat
Lily cantou, o microfone no apoio e os braços soltos ao lado do corpo.
We are the young ones crying out
Full of anger, full of doubt
And we're breaking all of the rules
Never choosing to be fools
Emcolheu os ombros ao cantar a última frase, fazendo sua melhor cara de inocente. Agora ela já quebrava os quadris levemente.
We are the young ones crying out
Full of anger, full of doubt
Dobrou os braçou e cerrou os punhos, cantando fortemente a frase. O Sol de fim de tarde cegou a ruiva por um breve segundo.
And we're breaking all of the rules
Never choosing to be fools
Estendeu os braços a frente do corpo, espalmando as mãos.
We are the people one and all
From deliverance to the fall
From the bitter to the brave
From the cradle to the grave
Deixou que o publico cantasse a estrofe, virando o pedestal e apontando o microfone para eles. Girou novamente o pedestal, voltando o microfone para si novamente.
We are the young ones crying out
Full of anger, full of doubt
And we're breaking all of the rules
Never choosing to be fools
Deslizou a mão pela barriga até seu sexo, e logo fazendo o caminho de volta. Fechou os olhos quando a última nota da guitarra terminou.
O público gritou e aplaudiu. Tocaram mais uma música antes de agradecerem e descerem do palco. A aprovação do público os fez se sentirem como grandes estrelas do rock.
Lily pegou uma garrafa de vodca que estava no camarim e jogou-se no sofá. O camarim era grande e confortável, diferente dos que eles estavam acostumados.
Lily saiu do camarim, estava extremamente abafado, e foi atacada por jovens malucos. Seguranças tiveram que segurar os jovens, em sua maioria, garotos vestidos de preto e cabelos bagunçados. Lily riu e deu um gole em sua vodca.
Algumas horas depois, os oito partiram da cidade para Manchester.
O show lá fora tão bom quanto o de Leeds, e os Snakes foram atacados por mais fãs.
Uma multidão os seguia. Era mágico, era realizador.
Eles estavam vivendo um sonho.
Notas finais
Então, até o próximo capítulo!
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