Bastard Love

18 Vingança


Notas iniciais
sem demora,novo capitulo hahaha

Winterfell

Uma semana olhando para as paredes estavam fazendo Arya pensar se realmente valia a pena viver.A criadas apareciam para levar-lha comida e água,apenas,outra vez para buscar as coisas de Sansa que iria trocar de quarto.

“Claro,agora eu sou um mau exemplo para minha irmã perfeita”

Ela passava o dia ouvindo os uivos de Nymeria e pensando em como estava Gendry e o que fariam com eles,nesse meio tempo seu sangue de lua estava atrasado como nunca antes e ela sentia enjôos com freqüência,se fosse o que ela desconfiava,precisava manter a boca bem fechada ou lhe dariam um belo copo de chá de lua garganta abaixo.

Arya abraçou o ventre e deitou-se na cama,dormia o dia inteiro agora,seus pesadelos sempre envolviam Gendry e ela lado a lado,com estacas enfiadas no pescoço.

O rei Robert limpava os restos de vinho na barba enquanto olhava para Cersei andando de um lado para o outro do quarto

–Jamais casarei meu filho com aquela rameira suja,aquela cadela Stark que se deita com bastardos !-gritou ela em agonia

Robert a olhou duro

–Pense mulher,Ned é meu amigo,Gendry é meu filho,a garota se sentiu atraída por ele,mas ainda é a filha de Ned,e você vai tratá-la com respeito !-vociferou ele

–Aquela imunda,deixou-se deflorar pelo filho que você teve com uma qualquer,que trouxe para perto de nós,infectando o seu lar,o senhor não pensa nos nossos filhos,meu pobre Tommem,prometido aquela prostituta,não me admira ter a cara da tia,deve ser tão baixa quanto ela...-Cersei continuou gritando e foi interrompida pela caneca vazia batendo contra o seu rosto,levantou-se e viu o rosto inchado e vermelho de Robert Baratheon

–Jamais,fale dela-ele falou baixo,enquanto Cersei limpava o sangue no canto da boca-vou beber mais vinho,pois não aguento a senhora sem estar completamente embriagado,ele saiu e fechou a porta,deixando-a sozinha.

Logo o rapaz loiro entrou no quarto

–Você está bem ?-ele perguntou-ouvi barulhos

Estou ótima-ela respondeu deixando ele envolvê-la nos seus braços e beijando seus lábios até sentir sua mão subir pela perna acima

–Está cada dia mais parecido com seu pai-ela falou gemendo-Joffrey...

Forte do Pavor

Fynulla sentiu os olhos encherem de lágrimas ao ver o pai saindo das muralhas de forte do pavor,escoltado por homens,ele já estava mais corado e bem alimentado,Lorde Bolton permitiu que ele ficasse por um tempo mas ele decidiu partir por amor a sua pequena filha que estava a muito tempo nas mãos de uma criminosa,pouco a pouco ele conseguiu aceitar que a mulher com quem se casara era a mesma pessoa que tinha vendido sua filha a um bordel,ele via que tinha cometido um grande erro e prometeu a Fynulla que a compensaria por isso.

Bertha,sua esposa,seria trazida a forte do pavor naquele mesmo dia e Lorde Bolton decidiria o que fazer com ela,seu pai saiu antes que a trouxessem,pois tinha medo de não se controlar quando a visse,Fynulla mandou uma coroa de flores e uma boneca para Lacey e foi até seu quarto,vestiu um vestido longo e preto como carvão,sem mangas ou abotoações,uma criada bateu em sua porta

–Milady,seu pai a espera no quarto do andar inferior,uma senhora está aqui para ser julgada,ele demanda sua presença

–Imediatamente-respondeu Fynulla com um olhar ferino para o espelho de prata

Ela andou no corredor,contando cada passo,ao chegar no andar de baixo,seu pai tinha cativa a mulher que um dia ela tinha chamado de madrasta

Fynulla sentia um fogo crepitar dentro do próprio peito,algo que fazia ela sentir um ódio maior do que podia controlar

–Foi esta senhora que a vendeu como uma escrava qualquer ?-perguntou Lorde Bolton totalmente calmo e complacente

–Sim,foi ela-disse Fynulla

–Existe alguém que possa confirmar isto ?

Sua mente vagou até Jon,mas voltou,Myle.

–Sim,a dona do bordel e algumas garotas,Jonquil pode testemunhar

–Conseguirei isso,não quero sussurros sobre essa situação,seria melhor que seu passado continue no passado-ele virou-se para a mulher-de qualquer modo,será enforcada e seu corpo servirá de banquete aos animas selvagens

A mulher continuou olhando para frente com olhar vazio,seu orgulho não se abalara em nada

–Lorde Bolton-começou Fynulla-pode me deixar a sós com ela ? será pouco tempo,tem a minha palavra.

–Não se demore-ele falou saindo e trancando a porta

Fynulla olhou para a mulher,seu rosto era uma máscara de orgulho frio

–Aposto que você deseja que tivesse me tratado de forma diferente,não só a mim como também a minha irmã,meu pai sempre foi bom pra você,não lhe deu motivos para fazer o que fez.

–Seu pai é Lorde Roose Bolton-ela falou sarcástica-devia me agradecer porque se não fosse por mim,não estaria aqui agora,usando pérolas e rendas e comendo como uma rainha

Fynulla olhou incrédula,ela realmente acreditava que a tinha feito um bem

–Você é o ser mais nojento que já conheci,não vou perder tempo discutindo,a única coisa que quero saber é se fez mal a minha irmã,porque se tiver feito,quero que saiba que vou deixá-la apodrecer antes de te presentear com a morte

A mulher riu

–Eu não toquei naquele ratinho de lama,se é isso que quer saber

Fynulla empurrou a cadeira que ela estava sentada,com os braços amarrados,ela caiu com o rosto no chão

–Espero que saiba que não sou mais a pobre bastarda que você atormentava,vai falar dos meus familiares com respeito.

A mulher nada respondeu,sentia a raiva e a humilhação batalhando dentro de si

–Quando minha mãe morreu no parto de Lacey você não esperou nem duas luas e já tentou conquistar meu pai,a gentil e benevolente Bertha Woolfield,você fazia tranças de flores no meu cabelo,tudo para que ele casasse com você,porque estava desonrada e porque viu que ele era rico,tudo foi apenas interesse,você acabou com os recursos deles,com rendas e jóias,você nunca valeu nada e agora finalmente está tendo o que merece.

–Posso morrer,mas voltarei para te assombrar,você não terá um dia de paz,não até que seu sangue bastardo se revolva na terra,assim como o da sua irmã nojenta e do burro que você chamava de pai.

Fynulla chutou a cadeira novamente,fazendo a mulher cair reta,seu vestido levantado.

–Que o estranho a leve,que a leve para os sete infernos e que a mãe não vire o olhar para você.

–Vai se arrepender !-gritou a mulher-Jamais deixará de ser uma prostituta,jamais !

Fynulla saiu do quarto sem olhar para trás.

Porto branco-Rosa de gelo

Maldito seja você !-gritou o homem no beco escuro,algumas pessoas passaram e olharam m sua direção,o criado estava sujo e parecia uma criança de tão assustado e encolhido,o cheiro que exalava era pior que uma vala cheia-“uma mulher bastarda não é nada “,não deveria ter te ouvido,seu pedaço de bosta fedorento,agora você vai fazer isso,senão te mato.

Os dois estavam em frente a casa de muro amarelo,a casa que Fynulla conhecia tão bem,Rosa de gelo.

Um carrinho estava lá,dentro dele,cinco potes com fogovivo suficiente para acabar com aquele lugar,fedor segurava os potes com dificuldade devido a falta de dedos.

–Seja uma Bolton-Ramsay disse para si mesmo-enquanto pode.

Notas finais
mereço reviews ?