Bastard

3 Capítulo 2


Vim avisar que existe mas esse aqui já é meu....
Vaza esse aqui já é meu.
— Achei, Anitta.


Não foi nesse dia que ele me teve, até porque não iria entregar minha virgindade a um homem que nem conhecia. Mas mesmo assim aconteceu tudo tão rápido.

No baile seguinte, eu e Ana fomos e novamente fiquei com Marco. Nessa segunda a vez foi bem melhor e eu me senti bem, parece que as pessoas não são tão hostis conosco quando os meninos estão perto.

No final dessa noite o Marco não pode me acompanhar até o "pé" do morro, só o BN foi conosco e foi assim que uma menina partiu pra cima de mim.

Eu nunca fui de briga, então não soube o que fazer, fiquei embaixo da menina tentando me proteger até o BN conseguir tira-la de cima de mim.

Fiquei muito assustada e fiquei duas semanas sem aparecer por lá. Quando tomei coragem pra ir, briguei feio com Marco, mas no dia seguinte fui pro baile e nos acertamos, mas aí a menina apareceu de novo.

• Flash Black

Já faz um tempo que BN e Ana saíram não sei pra onde. O tal "Patrão" pediu pra Marco fazer alguma coisa e ele me mandou ficar aqui até voltar.

Estava sentada onde ele me deixou, com minha ice até que a menina louca apareceu com uma outra.

— Que dizer que tu teve a ousadia de voltar no meu morro, patricinha. Parece que meu aviso não foi o suficiente. A loira é burra ou o que? O que fazemos com essa "inha", Carlinha?

— Amiga, esse cabelo tá tão feio que ia ser um favor deixar essa aí careca.

— Um corte novo pra aprender não mexer com macho alheio.

— O que?

Minha voz saiu tão baixa que foi um sussurro. Essas meninas querem cortar meu cabelo? Mas por que?

Elas falaram de macho, mas que macho? Eu tô com o Marco e ele não tem ninguém.

A tal de Carlinha enrola meu cabelo em sua mão e o puxa.

— Tenho um canivete, amiga, vai querer aqui?

Meu Deus do céu!

— Garota, você é maluca? Me larga! Qual é o problema de vocês?

Eu já estava chorando e com muita raiva e medo. Raiva por estar chorando e medo por estar nas mãos dessas loucas.

Esse é o momento que me arrependo do fundo do meu coração de ter feito curso de culinária ao invés de alguma luta.

— É pra tu aprender que lugar de vadia Paty é no asfalto e não na favela com macho que já tem dona.

— Tu vai soltando ela, Carlinha, se não quiser ficar sem a mão.

Nunca na minha vida fiquei tão agradecida por ouvir a voz desse homem.

— Marco...

Não pude continua a falar pois a louca que não sei o nome meteu um tapa no meu rosto.

— Pra ti é MT, vadia barata.

O que houve em seguida me deixou a semana toda em claro.

Marco nunca foi romântico ou extremamente carinhoso comigo, como também nunca me agrediu. Mas com a menina, ele bateu tanto nela que a coitada chegou a desmaiar.

Ela ia me fazer mau, mas o que ele fez a ela me deixou horrorizada. O tal Patrão o chamou novamente e eu aproveitei pra ir embora.

No dia seguinte acordei com meu celular explodindo de mensagens do Marco.

Depois de arrumar uma desculpa a minha mãe segui pro morro.

Chegando na casa do Marco, encontro-o todo machucado.

Vou até à farmácia e compro algumas coisas pros seus machucados e remédios pra dor.

Não tive tempo de perguntar o que tinha acontecido, pois ele adormeceu.

Essa foi a primeira noite que dormir com ele. Liguei pra meus pais e avisei que iria dormir na Ana.

Ele se surpreendeu ao acordar e me encontrar fazendo comida.

Agradeceu sem jeito, mas não quis me falar o que aconteceu quando perguntei.

Na manhã seguinte ele estava muito melhor, não gostei nada dele ter que ir à tal boca, mas não falei nada.

Logo ele voltou e correu pro quarto, me assustei quando ele apareceu na sala com um fuzil na minha frente.

— Me escuta bem, Paty, não é pra tu sair de dentro daquele quarto por nada. Vão invadir o morro, então vai ter muito tiro. Fica lá dentro e só sai quando eu chamar — ele ia saindo, mas voltou — Se eu não voltar, BN te leva até os carro no asfalto.

Não tive tempo de falar nada, pois ele saiu correndo e trancou a porta da casa. Fiz o que ele mandou, fiquei no quarto trancada ouvindo tudo que se passava lá fora. Foram horas de agonia até tudo ficar num silêncio de martirizar por duas horas. Já estava pra entrar em colapso quando bateram na porta do quarto.

Notas finais
Esse está bem pequeno né? Mas vou tentar no próxima melhor esse tamanho. Por favor não esqueçam de votar e deixa sua opinião... É motivacional. Mis besitos, Amy Holly.