Notas iniciais
There's a plague inside of me, Eating at my disposition, Nothing's left, Torn out of reality, Into a state of no opinion...

Infelizmente não acordei muito cedo, Natasha teve que sair, portanto não tivemos aquela conversa. Meu corpo está praticamente vermelho. Não consigo me mover, assim quando quero fazer algum movimento tenho que pedir a um deles que me ajude. Normalmente é o Barton que me ajuda, pois os outros têm muito que fazer. Ele me disse que já antecipou seu “trabalho”, mas não faço idéia do que se trata esse “trabalho”.

– Então... Você sabe por que está inteira vermelha? – Diz ele, só não consigo dizer a quem ele está tentando distrair, por que imagino que é isso que ele está tentando fazer.

– Não tenho a mais remota idéia, por quê? – Digo dando um sorriso no final. Acho que não deu certo.

– Queria tentar entender, acho. – Diz ele moderadamente.

Acho que todos eles pensam que estou muito abalada para falar sobre isso. Mas na realidade eu só me sinto exausta e me parece que falar sobre não adiantará em nada, logo para mim é desnecessário.

– Você tem alguma idéia do que ele quer? – Pergunto, e solto um gemido, pois sinto uma pontada de dor nas costelas.

– Sim... Não... Na verdade ainda não me decidi, porém possuo duas alternativas. – diz ele de modo técnico.

– Hummm... E você irá me contar ou terei que perguntar? – Digo debochando.

– Talvez, mas antes vou buscar algo para comermos na cozinha.

Eu faço uma careta, como se já sentisse que depois de comer o último pedaço do que ele trouxer irei botar para fora, da maneira mais deselegante possível de se imaginar.

– Infelizmente você tem que tentar ingerir algo. – Diz ele.

A melhor coisa em ser amiga ou simplesmente conhecer o Clint é que ele não tem dó ou pena de você – ou da sua situação, mesmo que seja a pior.

– E então? – Digo assim que terminamos e eu depois disso terminei com minhas “necessidades”.

– Bem, penso que alguém como Loki ou continua com sua obsessão pelo domínio mundial, ou tem um terrível desejo de vingança. – Diz ele, em quanto ele fala uma ruga se forma no meio de suas sobrancelhas. – Assim, se for a segunda opção, ele estará tentando matar aqueles que uma vez o derrotaram.

– Bem pensado. Mas uma vez, a vez que Loki te... Hum... possuiu, ele disse que ainda planejava dominar o mundo. Não admitiu exatamente, mas disse como se vocês acreditassem nisso.

– Na verdade só não descartamos essa opção.

– Humm.

– Me responda uma coisa.

– Claro.

– Ultimamente você não tem sido tão sarcástica, é por causa do que Loki está fazendo com você? – Pergunta.

– Provavelmente, eu simplesmente não tenho mais vontade de falar. Não porque isso me afete, ainda não sei se posso dizer que me afeta. E sim, eu sei que parece. Mas, parece ser irrelevante. – Digo, e solto um suspiro.

– Entendo. Por isso creio que não tenha sido muito irônica com o Homem Rena, não é?

– Acredito que sim. – Dou de ombros.

– Ok. Bem como estamos na sala e o sofá é bem grande, acredito que queira dormir, porém sem a minha presença. – Diz ele mecanicamente, mas não noto isso.

– Eu adoraria.

Ele se retira sem me dirigir um simples olhar. Isso eu estranho. E assim que ele sai a “ilustre” figura do Deus da Trapaça aparece.

– Ah minha donzela, não me olhe assim com tanto desprezo. Você sabe que aprecio muito mais esse tipo de olhar. – Diz ele sorrindo.

Meu corpo ainda dói muito, assim ainda não consigo me mexer. Tento dizer algo, mas não consigo falar.

– Pronta para irmos? Soube que eles estão subindo. Então eu adoraria que me ajudasse no meu pequeno show. – Continua ele com um sorriso ainda maior. – Vejo que não consegue se mover, assim terei o imenso prazer em carregá-la.

Eu balanço a cabeça em negativa, sei que no memento em que ele me tocar minhas feridas voltarão a sua ardência original. Mas isso só amplia seu contentamento. Ouço o barulho do elevador se aproximando. Loki se inclina para me pegar, lágrimas escorrem os meus olhos, e eu me odeio por isso. No momento que estou em seu colo e começo a gritar de dor os heróis entram e Barton corre até a sala. Ele te um corte no rosto. Meus gritos, assim como o aterrador calor das mãos de Loki, se intensificam.

– Solte-a homem rena, você sabe que será derrotado. E ela não tem nada a ver com o que aconteceu entre nós. – Diz meu pai, quase dá para notar o pânico em sua voz.

– O que Stark? Isso é medo? Medo de perdê-la? – Diz ele provocando meu pai, ainda não consegui encontrar um apelido para ele.

Rio mentalmente do meu próprio pensamento.

– Você vai matá-la, diminua a dor que está lhe causando idiota! – Grita o Capitão.

– Claro, claro, por que matá-la, não é? Você é patético, acredita que eu o obedeceria, e todos sabem que a fazendo sofrer eu os faço sofrer. Sua paixão por dar o sangue, a vida, pelos inocentes é ridícula. O amor de vocês por pessoas que não reconhecem ele é tolo. Vocês são desprezíveis.

A expressão contida nos rostos dos heróis era inacreditável. Era como se estivessem acreditando no que ele falou. Tento argumentar, mas as palavras não são pronunciadas, só saem de minha boca gritos e mais gritos.

– Ah meu amor, não tente negar o que é a mais pura verdade. – Diz ele rindo.

A dor se intensifica e meus gritos continuam. Meu pai avança em Loki, a raiva que ele sente transborda pelo seu corpo e ele não pensa antes de agir. Ele se choca contra uma barreira de energia. Ele cai e começa a se contorcer com a dor que sente.

– Stark, Stark. Pensei que fosse mais inteligente. Você realmente acha que eu não criaria uma proteção. – Diz Loki com um sorrio de divertimento. – Não tenho medo de vocês, mas não sou tolo. Ainda preciso de sua filhinha. É uma lastima ela ser sua filha. Eu tinha planos melhores para ela.

Os heróis ajudam meu pai a se levantar. Meu pai se contém, pelo jeito ainda sente muita dor, pois não está muito equilibrado e faz algumas caretas.

– Quando eu puser minhas mãos em você vou te arrebentar! Filho da puta! – Grita meu pai.

– Stark, para conseguir lutar comigo você deveria estar pelo menos com a armadura. E eu ainda quero que meu showzinho perdure. Então... Vamos! Me perguntem algo! – Diz ele debochando.

– Irmão, pare com isso! Você sabe que não dará certo essa loucura! Deixe-a em paz, ela não tem nada a ver com isso! – Fala Thor.

– Que lindo! Vocês acham que ainda quero a dominação desse mundinho! Bem... Não que eu não queira, mas... – Diz ele ainda sorrindo. – primeiro quero minha vingança! Quero que se ajoelhem implorando perdão! Pois aquela derrota foi vergonhosa e eu não admitirei isso!

– Ah supere bebezão! Pare com isso! – Grita meu pai.

– Não, não Stark. Não seja malcriado! Eu ainda estou com sua filha, escolha suas palavras com cuidado.

Ele olha para mim. Depois olha para os Avengers.

– Já sei como posso deixar isso tudo mais divertido! Que tal nos sentarmos, você no sofá e eu no seu colo? – Diz já me colocando no sofá.

Olho para meu pai ele está quase explodindo de tanto ódio que deve estar sentindo. Loki, que já está em cima de mim, coloca sua mão em meu queixo e vira meu rosto, para que eu olhe em seus olhos.

– Olhe para mim, minha donzela. Como posso lhe beijar se você olha para eles? – Diz sorrindo. Nossos lábios quase se encostam quando ele fala.

Eu solto um gemido de dor. O calor é terrível sob minha pele. Quando ele vai me beijar, meu pai avança novamente sem pensar. Olho para ele e a cena é a mesma, só que pior agora meu pai grita por causa da dor. Loki ri com muita vontade.

Meu pai se levanta e continua a nos encarar. Seu rosto está vermelho. Loki afaga meu rosto, com o canto do olho vejo Rogers avançar inconscientemente em nossa direção. O Deus o vê e só observa a cena. Mas Rogers já tinha parado, pelo jeito notou o que estava fazendo.

– Ah, minha donzela, ainda pensa nele? Pensei que não o amasse! – Diz ele zombando. – Agora vamos mostrar como é estar apaixonado!

E me beija, uma lágrima escorre pelo meu rosto molhando o dele. Já que ele aperta demais meu rosto contra o dele. Quando termina, me pega no colo novamente e se dirige aos heróis.

– Bem, acho que já podemos ir não é meu amor? – Diz ele sorrindo de satisfação.

Ele aumenta a intensidade do calor.

– Vamos se despeça de seus amigos e parentes! – Diz enquanto grito. A dor é tão grande que eu desmaio.

Nós desaparecemos.

Acordo no chão de um quarto magnífico. Já não sinto mais a dor, apesar de meu corpo estar totalmente vermelho. Tento me mover, mas quando mexo as pernas noto que estão presas. Algo se move na cama. Alguém está acordando. Onde será que eu estou?

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“Stark on”

– Como assim ainda não encontraram nada! Vamos! Se esforcem! Sejam mais empenhados! – Grito.

– Stark, se acalme, estamos fazendo o máximo possível. – Diz Banner.

– Esse ainda não é o máximo. – Respondo.

– Todos nos importamos com ela! – Diz ele. – Fique calmo e tente colaborar nas pesquisas! Mas se for atrapalhar sai daqui.

– Ok.

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“Emma on”

A pessoa se senta. É o Loki e sem camisa. Espero que não esteja sem roupa.

–Bom dia minha donzela, dormiu bem? – Pergunta.

Não o respondo.

– Mas quanta indelicadeza, não responder a minha pergunta. – Diz ele se aproximando, ele está só de cueca. Merda.

Continuo sem respondê-lo.

– Ok. Quer continuar assim. Tudo bem! Mas fique quietinha enquanto me aproveito de sua presença em minha cama.

Ele me solta e me joga na cama. Eu tento me mexer, mas meu corpo não me responde. Ele me ajeita e começa com essa tortura.

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“Stark on”

– Meu deus gente! Procurem as radiações gama! Não é tão difícil assim! – Digo, todo meu desespero está visível em minha voz.

Banner me fuzila com os olhos. Já está cansado de falar comigo.

– Vamos Stark, vamos dar uma volta. – Diz o Picolé.

– Quem você acha que é para mandar em mim!

– Stark deixe-os tentar trabalhar. Você não está ajudando! Sério, saia um pouco daqui e tome um ar! Eu fico supervisionando.

Eu bufo. Meu Deus! Por que minha filha!

– Ok.

Vou até a sacada para tentar respirar. Uma coisa que pelo jeito eu já não fazia há horas. Não consigo parar de pensar. Vou tentar dormir.

Chego ao meu quarto e logo me deito. Mas antes que eu durma, o Homem Rena invade minha mente com as cenas do estupro da minha filha. Só que dessa vez o de hoje, como eu sei? Bem, não faço a minima ideia. Mas eu consigo gravar os detalhes do quarto, me levanto e descrevo-o ao J.A.R.V.I.S., espero que de certo.

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“Emma on”

Depois de terminar com a brincadeirinha ele me deixa sozinha no quarto. Presa é claro só que dessa vez em uma cadeira. Fiquei sozinha apenas alguns minutos.

– Que maravilha! Sinto-me renovado! – Diz, quando entra, rindo. – Você continua linda! Acho que estou me encantando novamente por você!

Ele senta de novo em meu colo e me dá um beijo. Enquanto afaga meu rosto ele diz:

– Bem, acho que devemos começar com o real divertimento.

– Ok. Mas antes posso lhe perguntar uma coisa?

– É claro meu amor. – Diz alisando meus cabelos.

– Não é mais simples usar magia para me torturar? E por que eu acordei no chão?

– Bem, é que não é tão divertido assim. Os humanos apesar de atrasados sabem se divertir. E eu precisei mexer um pouquinho na sua mente ontem e quando o fiz você se debatia e gritava muito. Caso você não se debatesse, nós poderíamos ter dormido juntinhos. E eu só me aproveitaria de sua companhia.

E começa a rir.

– Voltando... Você sabe que pode ser do jeito fácil ou difícil. Prefiro não te machucar agora, mas você que me diz.

– Sonhe que eu vou dizer algo para você, Homem Rena. Eu sou bem forte.

– É prepotente como o pai! Bem então vou me divertir mais!

Ele pega uma adaga. E a aproxima de minha perna.

– Agora, me diga o que preciso saber sobre os Avengers. Me diga todas as fraquezas que possuem.

– E o que te leva a pensar que eu sei algo?

– Ah eu sei que sabe minha donzela. Não se faça de durona, você não é tudo isso.

– Eu só os conheço há pouco tempo. Por que saberia de algo?

– Eu não quero mais essa merda de enrolação. – Grita ele. A fúria sobe e eu posso realmente ver que ele não brinca quando diz que seus poderes estão se aprimorando.

– Eu não sei nada merda!

Ele finca a adaga na minha perna direita. A dor percorre instantaneamente meu corpo e sinto o sangue escorrendo até o chão.

– Não brinque comigo menina tola! Não sou tão idiota quanto todos pensam. Cometi alguns erros, mas nada que eu não vá reparar daqui em diante.

Ele anda pelo quarto e depois de alguns minutos fala:

– Vou lhe dar um tempo para pensar no que acabou de fazer. Se não cooperar hoje, está tudo bem. Mas ainda vou fazer algo com você esta noite.

Duas horas depois...

– Pensou meu amor?

– Claro! Eu continuo como estou.

– Bem então vou...

– O que? Me agredir sexualmente de novo?

– Quase isso.

Ele tira a adaga e limpa o sangue. Me leva até a cama e me deixa só com a roupa intima. Ele tira a sua até que fique como o encontrei de manhã. Pega um creme, senta em cima de mim e começa a passar aquilo no meu corpo.

– O que é isso? –Pergunto desconfiada, mas o alivio que aquilo me traz é tão grande que não consigo segurar um gemido de conforto.

– Que bom que gostou depois você e eu faremos amor novamente.

Eu estremeço de nojo e ele sorri.

Depois de tudo aquilo e de termos feito “amor “ de novo, meu corpo estava vermelho como se eu estivesse queimada por tomar um banho de sol. A dor era a mesma e um pouco pior.

– O que você fez?

– Bem só me ajudei a fazê-la falar.

Ele me empurra até a cadeira e me prende a ela novamente.

– O efeito é temporário. E... você tem algo a me dizer?

– Não!

Ele pega a adaga a coloca novamente no mesmo lugar e a torce. A dor foi terrível, mas não desviei meu olhar do babaca.

– Vou te deixar aqui esta noite. Refletindo no que você fez. É melhor você pensar direitinho, minha donzela.

Depois que ele saiu eu comecei a chorar e isso sim é uma merda.

Notas finais
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