Barulhento Silêncio
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Na calada do início da noite a campainha é tocada no apartamento da moça, ela estava usando calça jeans e uma blusa básica preta colocada em suas curvas companhando na cor uma sapatilha, recebia um homem alto moreno, com um corpo definido e olhos verdes que lhe trazia uma ramalhete de flores. Ele lhe manda um sorriso cativante que é recebido com um esboço acanhado de um olhar incerto, ela lhe estende a mão para entrar. Em sua sala-de-jantar estava posta uma mesa para dois com velhas, já que ficava no mesmo local que a sala se via a televisão ligada ao DVD com alguns filmes já postos no aparelho e outros sobre a bancada da TV. As rosas foram colocadas em um jarro com água. “Pelo menos ele sabe que deve se dar flores à mulheres”, pensou a morena ao se lembrar do seu presente de mais cedo, deixou o jarro em uma parte fastada da mesa retangular de vidro. Na sua estante encontrava-se seu celular ainda com acesso as mensagem:
“MENSAGEM RECEBIDA:
-VOU TE MANDAR QUANTAS MENSAGENS FOREM NECESSÁRIAS ATÉ QUE VOCÊ ME RESPONDA. POSSO IR NA SUA CASA? EU REALMENTE QUERIA CONVERSAR, LHE VER. NÃO TEM IDEIA DE COMO SUA COMPANHIA ME FAZ BEM.
HANK 04:30pm
[ ]EXCLUIR
[X]RESPONDER ~>VENHA ÀS 9, VAMOS JANTAR E ASSITIR ALGUNS FILMES.”
~♥~
O som das palavras que Bob proferiu lhe fizeram comemorar com um sorriso. Grissom pegou alguns papéis e se dirigiu as salas de interrogatório passando pelo bebedouro aonde encontrava-se Brass.
-Quer me acompanhar? — Perguntou Grissom a Brass.
-Aonde? -O policial falou entre a engolida da água.
-Preciso falar com o garoto.
-De novo? -O policial enxugou a boca com a manga do terno.
-Só que dessa vez eu tenho uma pergunta a fazer.
-Então vou chamar um advogado.
-Isso não será necessário, ninguém aqui irá fazer um interrogatório.
-E a assistente social vai deixar?
-Eu lhe chamei para me acompanhar não para complicar.
-Realmente você não consegue ir no buraco sozinho. — O policial tomou a frente no caminho e os dois se locomoveram em passos largos.
~♥~
O casal trocava olhares harmônicos, ele um sorriso de canto a canto no rosto e ela um discreto e canhado. Os dois terminavam suas refeições sem um prolongamento em conversas, uma sintonia diferente era a melhor forma de descrever o clima. Os dois haviam acabado de comer, Sara estava levando os pratos a cozinha enquanto Hank ligava a televisão. Ela volta com uma bacia de pipoca na mão direita que possuía um saco de doces e na outra duas sodas entre os dedos.
-Sara, obrigada mesmo por deixar eu vir aqui. — Ele falou enquanto pegava a soda e abacia de pipoca ajudando-a a sentar. -Está sendo muito bom cada minuto que estou aqui, ao seu lado.
-Er... É? Eu também estou me divertindo muito. — As palavras saíram simpática, mas Sara saiba que tinha dito aquilo tudo da boca para fora. Não que faltasse com a verdade quando dizia que estava se divertindo, era um passatempo melhor do que se encher de cerveja, ao invés de afetar o fígado estava trabalhando com o estomago e o coração, um pouco massacrante para alma mas saudável para reputação.
Só que não era a companhia de Hank que lhe divertia, e sim o que fazia no programa. A comida estava boa, os filmes eram legais e até com os besouros de Grissom aquilo seria divertido, a presença do Hank só era um apoio psicológico que lhe dava a mera sensação de criar ciúmes em alguém que possivelmente só esteve pensando nela quando por um acaso viu seu carro estacionado em um bar e mandou uma planta como mero sinal de conhecimento do seu estado. Queria Grissom que ela estivesse certa.
~♥~
Não muito longe do casal, as duas loiras se encontraram. Nenhum demonstrou satisfação no reencontro.
-Eu bipei o Grissom.
-Eu sei, e ele sutilmente me expulsou do caso e re-enviou seu bipe bem na minha frente para mim. Não gostou de me ver? — O sorriso de Catherine foi uma mistura de falsidade com sarcasmo.
-Tenho certeza que não quer que eu seja sincera. — As suas entram no elevador.
-Você tem algum problema comigo?
-Nem dos meus primos levei cuspis, nunca cheguei a rolar aos tapas com um homem. Hoje quando fui trabalhar com você, bang, uma mulher de trinta e poucos anos conseguiu rasgar minha blusa e me dar um banho de saliva.
-Não me culpe pelo Grissom lhe mandar tomar um banho de limão, nem por termos sido bombardeadas por uma louca salivante. Todos temos dias ruins.
-Não generalize seu dia ruim.
-Eu não estou me queixando de nada que aconteceu em meu dia.
-É mais faz menções, argumenta que meu problema é com o Grissom, quando na verdade está chateada porque foi passada para trás.
-Eu não fui passada para trás.
-Então como você chama o que acabou de acontecer contigo?
-Grissom.
-Seria muito simples resumir todos os nossos problemas a uma única palavra, insuportável... A uma única pessoas, Grissom.
-Mas?
-Na maioria das vezes nós criamos problemas por nada e nem percebemos se é necessário tanto tormento.
-Veio refletir isso depois de resumir seus problemas a mim e perceber que era um pouco mais?
-Não, depois que você fez isso com o Grissom. — As duas saíram do elevador cada um olha para a outra, mesmo Catherine tendo a chance de calar a boca da policial resolve ficar calada, não via motivo de continuar a com aquela discussão de lugar nenhum. Sophia por sua vez faz a mesma coisa, deixa por estar.
~♥~
Os dois homens estavam a poucos metros da sala. Grissom se aproximou da assistente social com uma feição convidativa.
-Podemos falar com ele?
-Sim, claro.
-Só que eu queria falar com ele novamente a sós.
-Eu nem deveria ter deixado você ter falado com ele antes.
-É, mais o garoto consentiu. Não irei fazer nenhuma pergunta comprometedora e sei que ele vai gostar de responder o que lhe perguntarei.
-E o que seria essa tão bondosa pergunta?
-Tem haver com boa audição.
-Senhora, por favor – Interfere o policial. –o homem só que dar uma palavra com o garoto, nada de mais. E talvez possa ser bom, quem sabe se nós não acabamos de uma vez por todas com esse caso?
-Seja breve. — Grissom entrou na sala com a companhia de Brass, ele se sentou e o policial ficou na porta. Grissom apoio os braços na mesa e o garoto que estava sentado do outro lado ficou um pouco assustado com o policial.
-Vocês vieram me prender?
-Na verdade não. — Começa Grissom. -Quando nós dois conversamos antes você havia me falando que a raiva era tanta que tinha deixado a arma leve e só depois que viu sua mãe morta era que ela demonstrava seu peso normal. Você sabia que a bala de sua arma não condiz com a encontrada na têmpora de sua mãe?
-Mais como não? Eu atirei nela.
-Israel, sabemos que a amante do seu pai estava com você. A sua própria boca disse que a repulsa para com sua mãe lhe fez atirar. A amante do seu pai lhe fez atirar na sua mãe?
-Não, eu atirei, eu segurei na arma, quando eu dei um grito por ela do alto da escada e ela se virou e eu atirei.
-Nós temos duas balas, uma liberada por sua arma e outra pela dela. Eu sei que não foi você que matou sua mãe, eu posso provar fazendo uma simulação. Você poderia me ajudar se começasse e contar a verdade, não a verdade que alguém quer que você acredite mais sim a verdade dos fatos.
-Ok, a Silvia estava esculhambando com minha mãe, eu fiquei confuso, minha mãe chega. Vê agente conversando no quarto dela e do pai. Ela vai até lá. As duas começam a discutir, mamãe dá um tapa nela e ela cospe na mamãe, que fica com raiva e diz que ia ligar para o pai. Sílvia diz que a vida da gente estava sendo um inferno graças a mãe, eu fico com raiva e pego a arma que sempre está na no guarda roupa. Minha mãe estava descendo as escadas quando eu a chamo e bang, atiro.
-Aonde a Sílvia estava nessa hora? -Eu não sei, eu estava muito irado com tudo. -Ok, você se lembra se ela tinha alguma bolsa, bolso, ou algo que guardasse uma arma?
-Pra falar a verdade ela tinha uma bolsa média creme.
-Obrigada. — Grissom se levanta e sai junto com Brass. Os dois saem da sala e veem a senhorita Ritah um pouco aflita.
-Muito obrigada por nos ter dado essa outra oportunidade, com isso não colocamos um garoto inocente e confuso para pagar algo que não deve.
~♥~
O filme há muito já havia sido esquecido, o casal se beijava fervorosamente abraçados no sofá. Ente roçar do rostos à beijos no pescoço... Aquilo estava ficando sem limites, até que despretensiosamente a mão do rapaz começa a invadir a blusa da moça pela costas deixando a palma da mão subir e ir levantando lentamente a blusa preta. Sara abre os olhos ainda o beijando ao sentir suas mãos em contato com a pele nua de suas costas. Que tipo de mulher mais ordinária do seu próprio conceito pessoal estava se tornando? Ela já tinha cometido erros demais com Hank e se deitar com ele não seria o próximo. Ela o afastou delicadamente fazendo os dois recobrarem o ar. Ela abaixou discretamente a blusa que ele havia subido.
-O filme terminou. — Ela falou evitando lhe olhar diretamente.
-E a noite só está começando.
-Não, não. Eu acho que não. — Ela se levantou e abriu a porta mordendo o lábio inferior.
-Vai acabar assim?
-Talvez.
-Em alguma hora você foi sincera comigo?
-Nunca menti quando disse que estava me divertindo. Só que o seu tipo de diversão está fugindo das possibilidades no momento.
-Você ainda não esqueceu aquele velho, não é mesmo?
-E nem acho que vou. — Ele saiu do apartamento com desolação. Quando ia entrando no elevador ela lhe fez parar. -Hank! -Ela deu três passos longos e rápidos, segurou seu rosto com as duas mãos e lhe deu um beijo na testa. -Obrigada por tudo. — Ela sabia o quando aquilo doeu nos dois, mais seria pior se não tivesse o feito. Sabia a dor de se amar e não ser correspondido, mais aquilo não acontecia com Hank. Ele a desejava, não a amava e talvez se ela não tivesse tanta certeza disso, já lhe teria cedido há muito tempo.
~♥~
Grissom e Brass novamente estavam a andar em passos longos e rápidos pelos corredores do laboratório. Até que eles por um infeliz azar passaram em uma das salas que Ecklie estava.
-Hey! Estava te procurando, queria falar com você. — Grissom e Brass se entre olham e tiveram um quê de interrogação em suas feições. Ele se aproximou dos dois e se dirigiu a Grissom.
-Soube que tirou a Catherine no caso.
-E ela ligou injustiçada para você?
-Não, apenas escuto tudo que se passa por aqui.
-Quem fez a cirurgia nos ouvidos fui eu. — Diz Grissom de forma pertinente.
-E fico feliz por estar bem agora. — Ecklei retruca de forma ainda mais incomoda. -Houve algum motivo para isso?
-Sim, tinham um duplo homicídio.
-A Sophia bipou você, poderia ter deixado o caso para a Catherine terminar.
-É mais não deixei, vai ser bom para ela. Algum de eu lhe da rum crédito extra? -Não, se só for isso não. E eu não recebi nada da Sara.
-É? Que pena.
-Vai me explicar isso?
-Se você não recebeu nada sobre a demissão que gostaria que eu emitisse deve ser por que não emiti.
-E para quando devo esperar?
-Vou ser mais claro, não emitirei.
-Então que atitude irá tomar a respeito disso? Ela tem que ter uma punição exemplar, a imagem do laboratório não pode conter peritos desleixados e bêbados. — Nessa hora o sangue de Grissom ferveu e o de Brass estava quase à movimentar sua mão em direção ao rosto de Ecklie.
-A nossa imagem possuí administradores incompetentes. O desleixo e a cachaça de algum perito deveria ser considerado o de menos quanto comparado a reputação da direção que está extremamente difamada.
-Isso foi uma insinuação?
-Não, uma colocação e muito verdadeira por sinal. Se a mente não trabalha bem o corpo é prejudicado. “Exercite a mente antes do corpo, só assim saberá o que se deve aperfeiçoar”. — Grissom arqueou as sobrancelhas como forma de provocação, coisa que Ecklie não gostou.
-Quando eu tomar uma providência quanto a Sara você será a primeira pessoa a ser informado.
-Assim espero. — O Administrador foi embora com certa raiva das palavras do supervisor. Grissom respirou fundo e quando pensou em fazer uma atitude alterada Brass rapidamente coloca a mão em seu ombro lhe impedindo de virar. Toda a força que depositaria em um soco bem dado em Ecklei agora seria necessário canalizá-lo para sua persuasão.
-Jim, por favor, se eu tiver que pirar uma única vez na vida, deixe ser agora. Uma loucura com motivo justificável.
-Eu lhe deixo mais você me diz quem vai cuidar da garota se você for embora. -Ele não pode me demitir.
-Não pode? A idade dele também não o permite ser careca, mesmo assim é.
-Não faça piadinhas. Ele... -Grissom foi interrompido por Hodges.
Notas finais
(Eu estava pensando em colocar domingo da semana que vem, mais com certeza Lety não me deixaria fazer algo tão longo, talvez no meio da outra semana eu poste.)
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