Barriga de Aluguel

23 "Uma nova chance, beirando o perigo..."


Notas iniciais
HI FLOWERS! CARAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAACA, demorei né? Culpa da faculdade, briguemos com ela!!! Uhm... Me deu uma vontade de ler Belo Desastre agora... Vou lá, bjs MENTIRAAAAAAAAAAAAAAAA vou ler só depois de terminar aqui, pq vcs merecem um milhão de capítulos haha' Gente, eu quero pedir desculpas de novo pela demora... Tive que dar essa pausa, mas tô livre por um tempinho e quero aproveitar pra tirar o atraso... Quero agradecer por favoritarem a fic: Mikessia (OBRIGADA pelo lindo comentário também ❤) e Psmenf! Muito obrigada mesmo ❤❤❤ E esses comentários LINDOOOOOOOOOOS que eu só fui responder dois meses depois? Hein? Amei de coração amorecas ❤❤❤ muito obrigada! E então? Bora ler? Pq hj tem SURPRESINHAAAAAAAAAAAAAAJDNDHCHDJDBBXHHFNFJFJBFJDNDBD Espero que gostem...

Virei-me em sua direção assustado com seu ato, pensando em mil e um motivos para ela ter feito isso, desde algo a ver com o bebê ou com Sofia até a queda de um meteoro bem no lugar em que estávamos. Mas apenas a encontrei encarando a tela do celular atônita, parecendo nem sequer respirar. Os segundos seguintes se passaram em um total silêncio enquanto um vídeo mal filmado era produzido na tela do smartphone.

Mesmo sendo de má qualidade, era possível ver claramente Alex no meio de uma multidão de pessoas dançando e pulando descontrolado em um ambiente pouco iluminado por várias luzes coloridas. A música parecia alta e logo notei que ele estava em uma espécie de boate. No vídeo também apareciam strippers a todo lado e em um dado momento, a filmagem foca no namorado de Violetta aos beijos com uma loura de cabelos longos e praticamente semi nua. Quando ele percebe que está sendo filmado sorri e parte para a morena que está ao seu lado. Alex estava completamente bêbado e fora de controle.

Ainda com o celular reproduzindo o vídeo, meu instinto foi de rapidamente a envolver em meus braços e a consolar. Eu não queria me aproveitar daquele momento delicado, muito pelo contrário. Ela era minha melhor amiga e tinha acabado de ver seu namorado traí-la numa boate em outro país. Eu estava ali para ajudá-la nesses momentos difíceis.

— Ele... Ele disse que... — Violetta tentou falar mas sua voz saiu baixa e falha, seus olhos estavam começando a se encher de lágrimas — ... Que ela faria uma viagem para visitar a família!

— Eu sei... Eu sei. — Disse acariciando seus cabelos enquanto ela enterrava seu rosto em meu peito, chorando tão baixo que era quase imperceptível que alguém notasse — Eu te disse que ele era um babaca.

León... — Ela levantou o rosto molhado de lágrimas, seus olhos tristes me diziam que aquela não era uma boa hora para meus comentários idiotas.

— Desculpa, Babe. — Abracei-a mais forte e ela voltou a se aconchegar em meus braços, e quando ela parecia ter se acalmado, seus soluços mostravam o contrário.

Enquanto a confortava mantinha Sofia em meu campo de visão. Ela brincava com as outras criancinhas na caixa de areia e não parecia correr risco de se machucar. Não até um garotinho aparecer correndo e chutar o castelinho que ela fazia. Uma raiva súbita se espalhou pelo meu corpo e me levantei correndo para ir ao encontro da minha pequena e daquele trogloditazinho para acertar as contas.

Minha vontade foi de chutar areia em cima dele também quando cheguei no parquinho, mas me controlei. Ele ainda era pequeno, nem deveria entender o que fez. Ou entenderia e eu estava o subestimando.

— Vem cá... — Disse abraçando minha princesinha, que chorava incessantemente — Você tá bem? Caiu areia nos seus olhos?

— Não... Mas ele destruiu meu castelo, papai! — Ela voltou a chorar no meu colo.

— Deixa ela comigo, Lê. — Ouvi a voz de Violetta atrás de mim e só então percebi que ela havia me seguido. Coloquei Sofia em seu colo e procurei o garotinho.

Para minha surpresa ele estava a poucos metros de nós. Seu pai parecia estar dando uma bronca nele, e o menininho chorava ouvindo o sermão. O cara pegou-o no colo e trouxe na nossa direção.

— Ehr... Eu já briguei com ele. — O rapaz disse sem graça e colocou o filho no chão — Peça desculpas para a amiguinha, Gabriel.

— Desculpa. — Ele falou e deu um abraço em Sofia.

— Eu sinto muito mesmo. — O rapaz falou, parecia estar muito envergonhado.

— Acontece. — Respondi — Que educação a minha... Sou Leonard Vargas. — Ele apertou minha mão.

— Sou Marco Tavelli, é um prazer conhecer um homem tão importante para a nossa economia.

— Aqui eu não sou nenhum empresário de renome, apenas pai dessa princesinha. — Acariciei o cabelo de Sofia enquanto Violetta a ninava.

— Tudo bem. Novamente sinto muito pelo que meu filho causou. — Ele se despediu e foi se juntar a uma morena e ao seu filho em uma mesa de madeira perto do parquinho.

Seguimos em total silêncio até onde estava a nossa cesta de piquenique e nos sentamos. Sofia acabou dormindo no colo de Violetta e a mesma não parecia se importar com a garotinha em seus braços, então não interferi. Durante um bom tempo fiquei observando Violetta acariciar os cabelos claros de Sofia enquanto quietamente estudava tudo e todos à sua volta com seu olhar minucioso e triste.

Aquilo tudo começou a me irritar. Saber que aquele merda tinha feito a minha garota sofrer me deixava irado. O olhar que Violetta adquiriu desde que viu o vídeo era de desilusão, pura tristeza e eu não podia mais deixar que as ações impensáveis daquele imbecil interferissem na felicidade de quem eu me importo.

— Acho que já deu de parque por hoje, não? — Me pronunciei mas não ouvi respostas.

Violetta parecia ter saído de um transe ao ouvir minha voz. Chacoalhou a cabeça e me olhou como se não conseguisse me responder nem que tentasse. Desejei naquele instante que toda tristeza dela passasse completamente para mim. Era desolador vê-la triste sem saber de que forma eu poderia ajudá-la e passar por cima daquela situação.

...


Violetta Castillo


— Ela já está dormindo. — León disse ao se aproximar mas eu não respondi nada. Meus olhos ainda continuavam a encarar a imensa televisão à minha frente, onde passava algum tipo de programa sem graça.

Encarei a tela do celular. Haviam noventa e duas mensagens de Alex no qual eu me recusava a ler, e a cada minuto um novo pedido de desculpas chegava fazendo meu celular vibrar. Aquilo tudo era muito sufocante! Eu podia sentir a necessidade de mais oxigênio toda vez que lembrava daquele vídeo. Não conseguia entender como um ser humano conseguiria fazer isso, como conseguia destruir tudo. Como conseguia trair alguém que dizia amar.


— Violetta? Violetta, está me ouvindo? — Acordei de meus pensamentos com León me chamando. Olhei para o lado e fiquei o encarando quieta por alguns segundos.

— O que disse? — Perguntei baixo. Não conseguia demonstrar nem sequer que me importava com o que ele havia acabado de falar.

— Vilu, você está bem? — León se sentou ao meu lado e segurou minha mão.

Seu semblante preocupado me deu uma súbita vontade de chorar. Segurei as lágrimas e León pareceu perceber, me puxando mais para perto e me abraçando com carinho. Senti meu rosto esquentar e quando dei por mim, já estava chorando novamente. Em meio aos meus soluços, conseguia ouvir sua linda voz cantando algo enquanto acariciava meus cabelos em uma forma falha de tentar me acalmar. Parecia que nada nesse mundo conseguiria tirar essa mágoa de ser enganada de mim.

— Eu estarei sempre contigo, não precisa ficar assim por aquele babaca. — Ele disse calmo e depositou um beijo em minha cabeça. — Violetta, ele não merece uma lágrima sua. Você é muito mais que isso!

Por mais que eu não quisesse ouvir nada de ninguém naquele momento, as palavras de León trouxeram de volta minha consciência. Porque eu estava gastando minhas forças chorando por um cara que não pensou duas vezes antes de se embebedar e se esfregar em strippers? E eu estava fazendo mal ao bebê me estressando desse jeito. Como fui tola!

— Eu sou uma estúpida! — Falei me afastando de León e secando o meu rosto com as costas das mãos.

— Não, você não é! — Ele segurou meu braço e me encarou.

— Eu estou sofrendo por alguém que correu para outras mulheres na primeira oportunidade que teve. — León me encarou por alguns segundos e levou suas mãos ao meu rosto.

— Você está sofrendo porque é um ser humano e tem sentimentos. — Ele deu uma pausa acariciando minha bochecha com o polegar, seu sorriso era fraco mas verdadeiro — Violetta, você é a pessoa mais forte e determinada que conheço. Querendo ou não, você vai se sentir impotente, insignificante em certos momentos, mas eu estarei sempre aqui para te provar o contrário. Violetta eu...

Interrompi sua fala com um beijo, que começou calmo e foi ficando intenso segundo após segundo. Eu nem sei porque o beijei, só sabia que aquilo me fazia bem. León me fazia bem. Eu sentia minhas forças voltando, como se ele fosse a fonte do meu bem estar e isso tudo se mostrava muito mágico.

Sua mão desceu da minha nuca para minhas costas e ficou circulando-a carinhosamente enquanto a minha passava de seus fortes braços para seu ombro e de novo para seus braços. Nossas línguas estavam em plena sincronia e seus lábios carnudos deixavam tudo melhor.

Era tão incrível ver como uma pessoa podia me fazer tão bem, que eu não queria acreditar que fui tola o bastante para tê-lo negado. León me fazia minha vida ser diferente, mais bonita e com mais sentido.

O ar se fez mais necessário e terminamos o beijo com alguns selinhos. Encarei León sorrindo um pouco tímida por ter feito aquilo, mas ele parecia estar transbordando de felicidade. Lê me puxou e depositou um beijo rápido em meus lábios e continuou a me encarar sem conseguir acreditar no que havia acontecido.

O... O que foi isso? — Ele perguntou rindo como um bobo e eu ri de sua expressão.

— Eu não sei, me deu uma vontade louca de te beijar. — Ele riu — Todas aquelas suas palavras, concelhos... Eu me senti tão melhor ouvindo você que tive quase que um desejo de te beijar. Nem sei explicar o que senti... Só sabia que você iria me fazer bem de alguma forma.

Nossa... Você poderia ter esse desejo sempre, sabia? — Ele brincou e colocou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha e sorriu lindamente, me encarando por um breve instante antes de retomar a fala — Mas é sério, Vilu. Alex não merece ter ao lado dele uma mulher tão incrível e tão maravilhosa como você. Você tem o poder de encantar e cativar as pessoas, não desperdice seu dom com pessoas insensatas e desinteressadas.

Meus braços o envolveram sem que eu nem percebesse. Eu estava precisando disso... Calor humano, carinho, paz. Era o que León me proporcionava e eu teimava em fechar os olhos para toda ajuda que ele se dispôs a me dar desde o início.

— Eu entendo... Muito obrigada por abrir meus olhos. Acho que se você não tivesse dito nada, eu ainda estaria chorando por alguém que não me merece! — Eu devia mesmo agradecimentos pela força que León estava me dando naquele momento.

— É pra isso que eu sirvo... Pra te fazer feliz! — Seu sorriso galante me tirou o ar por alguns instantes, mas retomei-o antes que León percebesse que ainda tinha poder sobre mim.

— Acho que já vou subir, o dia foi longo. — Acenei e subi pulando de dois em dois degraus como eu sempre fazia.

...

Fui forçada a abrir os olhos, mesmo cansada. Estava tudo escuro ainda, mas eu sentia que algo estava estranho. Fiquei alguns minutos sentada na cama tentado descobrir o que de errado tinha que eu não estava conseguindo pegar no sono. Deitei novamente, mas dessa vez de barriga para cima, talvez fosse mais confortável tanto para mim quanto para o bebê e assim eu pudesse descansar melhor.

Nada.

Resolvi dar uma passeada pela casa, e a ideia de assaltar a dispensa no meio do caminho nunca me pareceu tão tentadora. Desci com cuidado para não tropeçar como eu sempre fazia no último degrau e me direcionei à cozinha, já pensando no que eu poderia pegar para comer e beber. Suco de maracujá ou chá de camomila? Era minha única saída para voltar a ter sono.

Fui até o fogão e coloquei um pouco de água para esquentar. Abri vários armários até encontrar a caixinha que continha todo tipo de chá que se podia imaginar e de lá tirei o sachê do chá de camomila. Procurei uma caneca e despejei parte da água quente ali. Mas quando eu estava prestes a colocar o restante no copo, vi um vulto passando. Levei um susto tão grande que tive que colocar a chaleira ainda com água dentro da pia antes que pudesse derrubar ela. Poderia ser Dona Olga, ela também levanta de madrugada para comer alguma coisa.

O desespero só tomou conta de mim quando de repente senti uma mão tampar a minha boca com um pano molhado contendo alguma substância tóxica. Senti minhas forças se esvaindo ao inevitavelmente inalar aquele cheiro repugnante e quando dei por mim, tudo tinha se tornado um borrão. Eu havia desmaiado.

Notas finais
Ih. Gente. A-acho. Que. N-não. T-tenho. Nada.A.D-declarar.... É MENTIRA DE NOVOOOOOOOO! Deixei no ar pra vcs, coleguinhas! Bjs. Tô saindo de fininho... Não me notem... Ah, pera! Se tá gostando da fic, favoritaaaaaaaa e recomendaaaaaaaa aí pra dar um incentivo pra Lallyzinha aqui! Bjs. Agr to indo mesmoooo mores ❤ Até logo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.