Notas iniciais
Oooi. Vou postar só uma vez por mês. :( enfim. Notícias no final. Bjs

DRACO AINDA ENCARAVA A PAREDE DO QUARTO PRINCIPAL da mansão. Astoria havia falado por meio de Floo com ele hoje, avisando que ficaria mais algumas semanas, por causa de problemas no parto da irmã.

O último encontro com a garota misteriosa havia terminado há algumas horas e mesmo estando extremamente cansado fisicamente, ele não conseguia dormir. Parecia que os encontros haviam se tornado algo de segundo plano em sua vida desde o beijo com Hermione. Ele suspirou, virando-se na cama e encarando a parede. Hermione. Ele não a via desde o beijo trocado depois da confissão dele. Ela havia assumido um caso no Ministério e estava fazendo trabalho de campo, e nos corredores ela se desviava dele. Ele havia ido até o hotel dela, mas todas as vezes foi recebido com um: Ela não se encontra agora, senhor. Ele bufou, o julgamento dela seria em dois dias e ele só havia trocado cartas com ela. Essas que ela ignorou completamente qualquer assunto que não fosse exclusivamente sobre o processo.

Ele bufou novamente, desistindo de dormir e erguendo-se de vez. Andou até o outro lado da suíte e se serviu de um Firewhisky, sentando-se e encarando a janela. A noite seria longa, mas não era como se as outras não tivessem sido.

HERMIONE SORRIU PARA O REFLEXO NO ESPELHO, era a primeira vez em muitas semanas que ela estava feliz de verdade. O dia do julgamento havia finalmente chegado. Ronald perderia o poder sobre ela, e a vida voltaria a ser normal.

Ela checou se tinha tudo o que precisava e com um último sorriso aparatou para o Ministério.

Draco a esperava na entrada do átrio, o estômago dela deu algumas voltas ao vê-lo, eles ainda se encontravam no quarto, mas era o único contato que tinham. Ele havia tentado falar com ela depois daquela tarde em que estavam bêbados, entretanto, ela o evitou, envergonhada demais para encontrá-lo pessoalmente... até agora.

“Olá.” Ela o cumprimentou, encarando as botas de couro de dragão dele. “Como você está?” Ele não respondeu, ela ergueu os olhos rapidamente, Draco parecia estar sem dormir alguns dias. Ela podia sentir no próprio corpo, após a noite passada, como ele estava tenso. A noite havia sido um fracasso e ele havia a liberado logo após transarem juntos, o que nunca havia acontecido.

“Olá, Weasley.” Ele disse sério. “Vamos voltar a ser Granger, então?”

Hermione acenou com a cabeça e ambos seguiram em direção às salas de julgamentos.

O caminho foi percorrido em silêncio, Draco se postou perto da porta enquanto Hermione ia em direção aos amigos, que iriam testemunhar no tribunal.

“Mione.” Harry abraçou apertado. “Eu odeio que você tenha que passar por tudo isso, Ron não deveria ser tão canalha.”

“Ah, por favor!” Pansy também a abraçou, Hermione podia sentir o pequeno volume na barriga dela. “Ronald sempre foi um babaca.”

“Nem todos os Weasley são, vamos deixar claro.” Ginny se manifestou, sorrindo caridosamente para a amiga. “George mandou lembranças, ele disse que Ronald vai ter a pior semana da vida dele se seguir em frente com o processo e não te deixar em paz.”

“Estou pagando para ver.” Hermione fechou os olhos e contou mentalmente até dez; no fim do corredor, seu ex-marido sorria, acompanhado de uma loira em trajes bruxos caros. “Irmã, Harry.” Ele cumprimentou, ignorando completamente a existência de Blaise e Pansy. “Hermione e Malfoy...” Os olhos azuis de Ronald percorreram o corpo de Hermione, e ela sentiu um embrulho no estômago.

“Weasley.” Draco respondeu tão friamente quanto Ronald.

“Ronald, você devia se envergonhar e desistir disso. Você não tem direito sobre as coisas que pediu, elas pertencem a Hermione. Mamãe está furiosa com você por não aceitar o fim do seu casamento como um homem!” Ginny andou em direção ao irmão e pontuou cada palavra com uma cutucada de dedo no peito dele.

“Mamãe deveria estar desapontada com você, por se casar com um Comensal.” Ronald respondeu. Agarrando o pulso da irmã, ele a empurrou para trás. Blaise deu um passo a frente, mas Harry o segurou enquanto murmurava que não valia a pena. Hermione andou até Ginny e a segurou nos braços, alisando o pulso da amiga.

“Nós vamos resolver isso no tribunal, Ronald.” Hermione o fuzilou com os olhos. “E você vai sair dessa sala com menos do que entrou no nosso casamento, ou seja, nada!”

“Veremos.” A loira finalmente se manifestou, empurrando Ronald em direção contrária ao grupo.

Blaise andou até Ginny e a abraçou, alisando os cabelos ruivos da mulher. Instintivamente, Hermione ficou mais próxima de Draco, tentando encontrar naquele momento a mesma segurança que sentia nas noites em sua cama.

O JULGAMENTO COMEÇOU ALGUNS MINUTOS DEPOIS, enquanto a advogada de Ronald alegava que os bens materiais de Hermione e Ronald deveriam ser vendidos e divididos igualmente, Draco apresentou uma defesa impecável, com comprovantes e relatos de amigos e parentes próximos do casal, de como todas as coisas pertenciam a Hermione antes do casamento, e como Ronald não havia contribuído em nada para a conquista delas.

O ponto alto foi quando Ginny foi chamada para testemunhar e disse que o irmão era um inútil parasita que vivia à custa da mulher e dos frutos da fama do trio de ouro. Que de herói de guerra ele passou a um babaca chorão.

A juíza do caso nem precisou pensar muito para deliberar a decisão, depois de vinte minutos, ela decidiu que como o casal já havia tentado um acordo não sucedido, as coisas conquistadas durante o tempo de casamento seriam vendidas ou divididas, mas qualquer bem material que quaisquer umas das partes continha antes do casamento continuaria com o devido dono.

No total, Hermione e Ronald teriam que dividir apenas o valor de uma máquina de lavar roupa trouxa e de um fogão bruxo, as únicas duas coisas compradas pelos dois, já que todo o resto era herança dos pais de Hermione.

Por fim eles assinaram o divórcio, e assim Hermione voltou a ser oficialmente Granger.

“Não acredito que isso tudo terminou.” Hermione suspirou aliviada, abraçando Draco com força. “Muito obrigada.”

“Acho que isso pede uma comemoração!” Ginny disse alegremente, abraçando a amiga e Draco ao mesmo tempo. “Vamos ao Três Vassouras.”

A NOITE HAVIA SIDO LONGA, Hermione havia bebido tanto que mal conseguia se manter em pé. As únicas pessoas sóbrias na mesa eram Pansy, Ginny e Draco.

“Melhor nós irmos para casa.” Pansy comentou, rindo enquanto o marido contava os dedos das mãos e ria desesperadamente com a melhor amiga. Blaise estava sério, como se a contagem de dedos das mãos fosse algo importantíssimo e Harry estivesse fazendo errado. “Eu vou pedir para o Tom o Pó de Floo, e vou levar Hermione para casa comigo...”

“Capaz, você já vai ter trabalho com o Harry bêbado, eu fico com Hermione.” Ginny disse.

“Vocês duas já vão ter trabalho com os maridos de vocês. Eu bebi pouco e sei onde é o hotel da Hermione, eu a levo para casa e também pago pela noite de hoje. Já que Granger insistiu em me pagar os horários de trabalho.” Draco ofereceu. Ambas se olharam, avaliando a sugestão, a verdade é que estavam cansadas e a gravidez não ajudava. No fim acabaram aceitando.

Lentamente, Draco levou cada marido para sua respectiva casa, enquanto Pansy e Gin cuidavam de Hermione no bar, por fim, ele pagou a conta da noite e pegou uma Hermione extremamente bêbada na mesa do bar.

“Vamos para casa, Granger.”

DRACO SAIU DA LAREIRA NO SAGUÃO DO HOTEL, que naquela noite estava completamente vazio, e foi em direção aos elevadores. Granger estava em seu colo, já adormecida.

Não demorou a chegar ao apartamento pequeno dela, ele pediu uma poção forte para ressaca no serviço de quarto via Floo e deitou Hermione na cama, transfigurando as vestes dela em um pijama de algodão.

Alguns minutos depois uma poção se materializou na cabeceira da cama. Granger resmungava sem parar no sonho e ele não via a hora de se jogar na sua própria cama.

Draco sentou-se ao lado da forma de Hermione e a sacudiu levemente.

“Granger, acorde... você precisa beber essa poção.” Ele sussurrou para ela. “Vamos, amanhã você vai me agradecer.”

Demorou uns vinte minutos para Hermione acordar e mais dez para se sentar e Draco fazê-la beber a poção. Um pouco da sobriedade dela pareceu voltar e ela conseguia dizer onde estava. Ou aonde ela achava que estava.

“Draco?” Ela o encarou, os olhos quase fechados de sono. “Draco você está de roupa... e eu posso ver seu rosto.” Ela deu de ombros, e encarou a janela.

“Sim... e sim?” O loiro respondeu, achando que era apenas confusão pós-bebedeira. “Eu preciso ir, você vai ficar bem sozinha?”

“Claro...” Ela soluçou.

Ele a encarou por alguns minutos, os cabelos rebeldes e o rosto vermelho, os olhos castanhos cansados e perdidos. Ele pensou em tudo o que ele queria dizer para ela, em tudo o que ela o fez pensar nas últimas semanas e como ele sentia falta dela no trabalho. Entretanto, guardou tudo para si. Não era como se ela fosse se lembrar.

Draco deu um beijo na testa dela e se ergueu para ir embora, quando a mão dela pegou o pulso dele.

“Eu quero...” Ela disse arrastada. “Que você saiba que eu queria que tudo fosse diferente... Que eu pudesse ver o seu rosto e dizer... eu só... Você é um homem bom, Draco... E não merece sofrer como penitência por crimes que não foram sua culpa...” Ela soluçou novamente. “Eu poderia beijar você aqui agora e mandar aquela puta se foder.” Draco riu, mesmo sem entender a maioria das coisas que ela queria dizer, ele voltou a se sentar na beirada da cama e segurou o rosto dela entre suas mãos.

“Eu não sei quem é aquela puta, porém eu sei que você pode ver o meu rosto e também pode me beijar agora... se não for fugir de novo.” Ele sussurrou a última parte, acariciando o rosto dela, que subitamente ficou molhado com suas lágrimas. “Não... Não chore, Hermione.” Ele a puxou para si e beijou-a levemente, sem tentar abrir a boca dela para sua língua, apenas acariciando seus lábios. “Não chore...”

“Eu queria que você soubesse...” Ela resmungou contra o pescoço dele.

“Você pode me contar qualquer coisa.”

“Não. Não posso.” Hermione estava mais sóbria agora, ela acariciou o rosto dele e tentou parar de chorar. “Fica comigo?” Perguntou antes que pensasse demais e se arrependesse. “Esquece sua mulher e a garota do quarto que você me contou. Fica comigo? Com a Hermione?” Ela perguntou, completamente vulnerável.

Draco apertou-a com força contra o seu peito, e beijou o topo da cabeça dela. Hermione se sentiu vencida, como se aquilo fosse um não que ele não teria coragem de dizer. Uma despedida, depois de uma confissão bêbada de carinho.

“Eu as esqueci no dia em que você me beijou.”

A luz do quarto foi apagada, enquanto Draco e Hermione deitavam-se na cama.

Notas finais
Fiz um grupo no whats. Chama eu lá e pede pra entrar. (51) 91367757 (Sabrina Pierre)