Barriga de Aluguel

22 O acerto de contas


Notas iniciais
BETADO PELA CORA 26/05

O acerto de contas

O SUOR ESCORRIA PELAS COSTAS DE Hermione, o dia nem estava tão quente, mas ela estava tão nervosa que isso era uma reação inevitável.

Draco andava de um lado para o outro no meio da pequena sala, esperando os cinquenta membros da suprema corte se reunirem para decidir com quem o bebê no ventre dela ficaria. Hermione estava sentada na cadeira do réu, e outra cadeira estava a alguns metros de distância, onde Astoria sentaria.

“Você está bem?” Draco perguntou pela quinta vez. Ela apenas acenou a cabeça e voltou a encarar as cadeiras onde o chefe da corte ficaria. A escrivã já tinha chegado e vestia o uniforme padrão, capa preta com o ‘W’ bordado em roxo.

“Você acha que vai funcionar?” Perguntou nervosa ao noivo, seu coração palpitava e as mãos suadas deixavam marcas na cadeira.

“Não temos outra escolha.”

Hermione respirou fundo, as costas doendo de tanta tensão.

Finalmente os membros da suprema corte entraram, e Astoria acompanhada de seu representante, logo em seguida. A audiência começaria e Hermione achou que morreria ali mesmo.

“Boa tarde.” O chefe da corte cumprimentou a todos e sentou na cadeira mais alta de todas. “Senhor Draco Malfoy está representando Hermione Granger, correto?”

“Sim, senhor.” Draco mudou completamente a postura, o ar sério e inatingível havia voltado. Parecia muito com Lucius Malfoy, o nariz em pé, sem demonstrar nenhuma emoção.

“Senhor Angus Smith está representando Astoria Greengrass?” Ele dirigiu a palavra ao homem que estava com Astoria.

“Sim, senhor.” Ele parecia extremamente entediado.

“Vamos dar início a sessão 200.100. de custódia. Astoria Greengrass contra Hermione Granger.” A escrivã anotava tudo furiosamente com a sua pena. Hermione preferiu se concentrar nisso, o estômago embrulhado; o café da manhã, que Narcissa a fez engolir praticamente à força, voltando em sua garganta e deixando um gosto amargo.

“Senhor, minha cliente, contratou a senhorita Granger como barriga de aluguel, ela assinou o contrato concordando com todos os termos, não tem porque gastar o tempo da Suprema Corte quando é óbvio que o bebê que a Srta. Granger está esperando é de Astoria por direito.” O advogado entregou o contrato para o chefe supremo, que o leu por inteiro.

“Senhorita Granger, a senhora assinou esse contrato?” Ele perguntou por fim.

“Sim...” Hermione o encarou e levou as mãos à barriga, como se pudesse proteger o bebê.

“Senhor,” Draco se pôs na linha da visão do chefe da corte e Hermione. “Minha cliente não pode responder a perguntar sobre o caso, porque no dia em que o contrato foi assinado, ela foi colocada sob efeito do Voto Perpétuo, e qualquer pergunta pode ser de risco de morte.”

“Vamos manter isso em mente. Pode prestar sua defesa, senhor Malfoy.”

“Minha cliente gostaria de alegar que o bebê foi gerado depois do encerramento deste acordo. Se o bebê gerado depois do fim do contrato da senhorita Astoria não tem nenhum direito sobre este!”

“Você pode provar que o bebê foi gerado depois do fim do contrato?”

“Sim. Minha cliente não morreu.” Draco virou-se para Hermione e continuou. “O Voto Perpétuo impedia a quebra do contrato, e pela cláusula 3, artigo 3.a) A contratante deveria ser avisada imediatamente sobre a gravidez, caso contrário seria quebra de contrato. Se Hermione vive, o contrato não foi quebrado!” Draco parou ansioso, esperando que tivesse convencido o júri, alguns olhavam Hermione com pena, outros pareciam querer resolver tudo rapidamente e ir embora.

“Isso é um absurdo!” O advogado de Astoria deu um passo à frente. “Senhores, Draco Malfoy se envolveu com a barriga de aluguel dele, traiu sua esposa com essa senhorita e agora quer usar qualquer artifício para manter o filho da minha cliente!”

Traiu a esposa? Hermione limpou as mãos suadas nas vestes, e apertou com força o maxilar para evitar falar umas verdades para o representante da Vacastória. Ela me fez dormir com ele, e agora está reclamando que estamos juntos? Devia saber que o marido foi apaixonado por mim, antes de ter me forçado a transar com ele.

“O filho é meu também, mesmo que Astoria ganhe esse caso, a guarda ainda é compartilhada.” Draco fechou o punho e respirou fundo. “Senhor, não é um absurdo. Hermione estar viva é a prova física de que o contrato nunca foi quebrado.”

“Vamos fazer uma votação, Senhor Malfoy. Quem concorda que o contrato não foi quebrado e o filho pertence à senhorita Granger, erga a mão.”

Hermione não precisou contar as mãos no ar para saber que não era o suficiente, a defesa deles estava perdida. Limpou as lágrimas silenciosas que escorriam pelo seu rosto e fechou os olhos, tentando controlar a respiração que estava descompassada. Por favor, não deixe levar o fruto do meu amor com Draco de mim. Por favor. Por favor.

“Entendo. Bem, senhor Malfoy, eu compreendo que a situação de vocês seja complicada, mas o contrato é claro, o bebê é da senhorita Greengrass, a não ser que você tenha alguma coisa para acrescentar.”

“Eu tenho sim.” Draco virou para a ex-mulher e a encarou nos olhos, nunca em sua vida imaginou que poderia ter se enganado tanto sobre uma pessoa. Mas, à luz de tudo que descobriu sobre ela, não havia dúvidas que não conhecia nada que ela era capaz. Numa última cartada, decidiu arriscar. “Eu gostaria de fazer umas perguntas sobre o contrato a Srta. Greengrass. E como se trata de um julgamento decidindo o futuro de uma criança inocente, espero que a corte não se oponha ao uso de Veritaserum.”

Astoria encarou o representante e o chamou para perto dela, cochichou algo em seu ouvido.

“Minha cliente se opõe. Acho desnecessário, é apenas um caso de guarda.”

O chefe do tribunal encarou os dois e pareceu pensar, isso não era bom para Draco, então ele resolveu jogar baixo.

“Senhores, eu tenho certeza que todos aqui nessa sala concordariam comigo que o futuro das nossas crianças mágicas não é apenas um casinho. Temos que proteger com tudo ao nosso dispor. Ou, vamos depender apenas da genética sortida de trouxas terem filhos mágicos para sustentar o nossa comunidade. Não que isso seja ruim, não é, minha noiva é a melhor bruxa da geração e é filha de trouxas, mas vamos mesmo querer depender apenas da sorte? E tratar nosso futuro como apenas um caso?”

“Tudo bem, senhor Malfoy. Você ganhou uma votação.” Ele virou em direção aos quarenta e oito membros e perguntou. “Todos a favor do uso de Veritaserum no interrogatório, levantem a mão.” Hermione contou, uma a uma, as mãos que se ergueram, eles precisavam de vinte e seis mãos no ar.

“Vinte e quatro... Vinte e cinco...” Hermione sentiu a garganta fechar, vinte e cinco mãos no ar era o mesmo que nenhuma. Draco parecia prestes a desmoronar em sua frente, e Astoria riu ao seu lado.

“Senhor.” A escrivã parou o que estava fazendo e chamou atenção do chefe.

“Sim?”

Sem falar mais nada ela apenas ergueu a mão. Hermione começou a chorar de alívio. Havia esquecido completamente que o voto dela contava como um. Haviam vencido. Ninguém deixaria a criança com a Astoria quando ela confessasse em plena corte o que fez.

“Ótimo, vinte e seis votos a favor. Tragam o Veritaserum.” O mensageiro saiu correndo da sala, e todos ficaram se olhando em silêncio.

ASTORIA ENCAROU OS OLHOS CINZA DO EX-MARIDO, ele estava ao lado da desqualificada, acariciando o ninho de rato que ela tinha sobre a cabeça. A loira bufou e desviou sua atenção para as pessoas que aguardavam o mensageiro voltar com o Soro da Verdade. As unhas bem feitas batiam ritmicamente no escoro da cadeira. Só Morgana sabia o que Draco perguntaria, mas estava segura. Ele não tinha como saber de nada. Astoria sorriu, sairia dali vencedora, e iria se arrepender para sempre do que fez o ex-marido!

O garoto finalmente chegou carregando uma caixa lacrada e entregou direto para o gordo que presidia a sessão. Finalmente, Astoria enrolou uma mecha do cabelo nos dedos e esperou enquanto o cara abria a caixa.

“Três gotas, e nada mais.” Ele disse, pegando uma taça com água. “Uma...” A gota caiu lentamente do recipiente, e estava tudo tão silencioso que Astoria pôde ouvir o ping. “Dois...” Ela engoliu em seco, olhando para Draco, que parecia tranquilo. Isso não é bom, o que eu vou fazer?!”. “Três!” O grandão desceu do posto de chefe da sessão e andou até Astoria. “Beba tudo, Srta. Greengrass!”

A loira tremia enquanto levava a taça para sua boca, sem muita alternativa, engoliu toda a água sem gosto da poção, como devia ser.

“Ambas as partes podem testar se a poção está funcionando.” Ele disse, subindo novamente para trás do tablado.

“Eu me contento com o teste do senhor Malfoy.” Smith declarou. Não acredito que dormi com esse, de todos os advogados de Londres, devia ter escolhido melhor. A loira bufou, encarando o ex-marido, que agora andava em sua direção.

Não sentia nada de diferente em si, esperava que a poção tivesse falhado, quem sabe... Ela sorriu para ele e aguardou.

“Qual seu nome do meio?” Draco perguntou, e deu um sorriso jocoso, que ela não via desde Hogwarts.

“Gertrudes!” Astoria levou ambas as mãos à boca, não ia dizer isso, com certeza não. “Que? Não! Meu nome do meio é Gertrudes!” Gritou, apavorada. Isso era um vexame!

“Está tudo bem por mim.” Draco riu para ela, e virou-se para o velho que controlava a sessão, ele também tinha um ar risonho. Que audácia! Astoria sentiu o rosto esquentar e respirou fundo, uma dama da alta sociedade sempre mantinha a calma e a postura.

“Pode dar início ao seu questionamento, Sr. Malfoy. Nenhum protesto vai ser aceito, quando eu achar que é o suficiente, encerrarei as perguntas.”

Todos acenaram positivamente e Draco tinha sua atenção em Tory novamente.

“Eu não vou pegar leve com você,” Ele começou, parecia triste, mas acima de tudo, estava zangado, ela conhecia aquela postura melhor do que ninguém. “Por que você escolheu a Hermione para ser a barriga de aluguel de nós dois, Astoria?”

A loira fechou os olhos, a verdade na ponta da língua pronta para explodir, mas ela não podia contar. Não podia admitir. Sentiu a ardência e a vista embaçada, sinais do choro que segurou durante todos os anos de casamento com ele.

“Porque ela era a melhor opção.” Isso não era uma mentira, talvez ela conseguisse contornar o soro.

“E?” Draco persistiu.

“Porque eu achei que seria irônico.” Ela apertou as unhas contra a palma da mão e rangeu os dentes de tanta fúria do ex-marido.

“Por que você achou que seria irônico?”

“Porque você... Você a amava!” Todos exclamaram, inclusive a amante dele. “Porque você sempre a desejou, Draco. Eu amo você, eu amei você tanto. E mesmo assim... Você pensava nela quando estava comigo, e me chamou pelo nome dela na nossa primeira noite juntos. Eu a odeio!” Ela virou em direção à bruxa do outro lado da sala e a fuzilou com o olhar. “Eu te odeio!”

“Astoria...” Draco chamou-a. “Você já se arrependeu de alguma coisa que fez na sua vida?”

“SIM!” A loira exclamou. “Salvar essa, essa sangue-ruim na batalha de Hogwarts!”

Todos começaram falar ao mesmo tempo, ninguém mais usava aquele tipo de linguajar desde a guerra, era um delito.

“SILÊNCIO!” O homem que comandava a sessão bateu com o martelo e todos pararam de falar. “Senhor Malfoy, você tem alguma coisa importante para perguntar a sua ex-esposa, ou vamos ficar lavando roupa suja em pleno Ministério?”

“Sim, eu tenho.” Draco limpou a garganta. “Astoria... Você usou um Imperius para fazer Hermione aceitar o acordo de Barriga de Aluguel?”

A loira se espatifou na cadeira dela, levou ambas as mãos aos cabelos e sentiu que todos, inclusive Smith, olhavam-na apavorados.

“Senhorita Astoria, responda a questão.”

Astoria Greengrass ergueu os olhos azuis e encarou os cinza de Draco Malfoy, reconheceu o brilho no olhar dele. Vitória.

Ergueu-se e arrumou a postura, uma dama da alta sociedade, mesmo uma criminosa, nunca perdia a elegância. Os guardas do lugar já ficaram a postos. Ela deu um passo em direção ao ex-marido e riu tristemente.

“Sim.” Ela mal terminou de pronunciar a palavra e sentiu as amarras invisíveis ao redor de seu corpo.

“Por quebra da lei pétrea de nunca usar um feitiço imperdoável, Astoria Gertrudes Greengrass, eu lhe dou ordem de prisão imediata em Azkaban. Como esse ato foi assumido sob o efeito do Soro da Verdade, você não terá direito a outro julgamento. Sua sentença é de quarenta anos, e se durante as investigações algum outro crime foi descoberto, ela pode aumentar. Você tem direito a uma conversa de Floo. Horários de visitas lhe serão lidos mais tarde. Alguém contra?” Ninguém ergueu a mão. Ela passou a língua pelos lábios e acenou positivamente. “Caso Astoria Greengrass contra Hermione Granger está encerrado, Astoria, você nunca vai ter direito a esse bebê!” O gordo bateu com o martelo com força e todos ficarem em silêncio.

“Eu nem queria esse bebê mesmo!” A loira soltou. Rindo enquanto era levada para fora.

“Senhor Malfoy, você e sua noiva devem permanecer para assinar algumas coisas e eu preciso do depoimento de vocês.” O chefe avisou. “Encontrem-me na minha sala.”

TODOS SE RETIRARAM E HERMIONE AINDA NÃO HAVIA SAÍDO DO LUGAR, tudo era surreal demais.

“Eu esqueci como eles são ríspidos sobre o uso de imperdoáveis.” Draco comentou, aproximando-se da noiva.

“Eles não precisam de fãs das Artes das Trevas andando soltos por aí, depois de Voldemort ser você é pego usando um... bem, é direto para Azkaban.” Hermione alisou a barriga e respirou fundo, os olhos vermelhos de tanto chorar.

“Você está bem?” Draco agachou-se na sua frente e alisou o joelho dela.

“Sim... Sobrecarregada, eu acho.” Ela mexeu no anel de noivado em seu dedo. “É verdade o que ela disse sobre você sempre ter sido apaixonado por mim?”

Ele riu. “Achei que depois daquela noite, era meio óbvio.”

“Sei lá, achei que fosse um fetiche pela sua inimiga de escola.” A morena deu de ombros, ficando vermelha ao se lembrar do que ele se referia, a primeira noite de ambos no quarto dos encontros.

Draco andou até a ponta da cama e encarou apenas a sombra da mulher com quem deveria se deitar. Ela parecia calma, mas não fez nenhum movimento.

“Quem é você?” Ele perguntou depois de alguns segundos em um silêncio constrangedor.

“Quem você quiser que eu seja.” Ela respondeu, com a voz baixa, não foi proposital, mas isso a fez ficar com a voz mais rouca e sexy.

Ele não se mexeu com a resposta dela, apenas deixou a mente vagar. Quem ele queria que ela fosse, afinal? Apenas um nome rondava sua mente naquele momento. Então Draco se inclinou e sussurrou o nome no ouvido dela.

“Hermione Granger.”

“Fetiche, Hermione?” Ele riu, dando a mão para a sua noiva.

“Eu sou material de fetiche!” Ela disse, pegando impulso com ajuda dele.

DOBBY APARATOU NA CASA DE SEU ANTIGO SENHOR, ao seu lado, Bezty tremia dos pés à cabeça.

“Isso não ser certo.” Betzy reclamou, tapando seus grandes olhos com as orelhas ainda maiores.

“Você não precisa olhar.” Dobby reclamou, procurando no meio das cartas da família o endereço que precisava. “Achei!” Ele gritou eufórico. “Betzy vai voltar para o trabalho agora, e não comentar com ninguém da família que Dobby esteve aqui!” O outro elfo aparatou, deixando a pequena elfa para trás.

“Ainda não ser certo.”

HERMIONE ESTAVA ESPERANDO DO LADO DE FORA DO ESCRITÓRIO DO chefe supremo. Como não podia dar depoimentos por causa do Voto Perpétuo, apenas Draco podia ficar lá dentro. Estava olhando quadros nas paredes quando viu Astoria sair acompanhada de dois aurores da sala de interrogatório no fim do corredor. Eles estavam passando por ela, a loira olhando para frente, quando Hermione decidiu que queria lhe dizer.

“Espere um pouco, King!” Ela chamou, reconhecendo um dos aurores que sempre trabalhava com ela. Ele parou, segurando firmemente a varinha contra Astoria. “Posso falar com a detenta?”

“Claro.” Eles confirmaram os feitiços de contenção e se afastaram apenas alguns passos, para criar a falsa impressão de privacidade entre ambas as mulheres.

“Você é tão especial que tem tratamento diferencial dos aurores? Que gracinha!” Astoria zombou.

“Greengrass, eu não vim tripudiar, só agradecer.” Hermione sorriu docemente, para quem a conhecia sabia que isso era um sinal ruim, mas Astoria não era íntima da outra bruxa.

“Agradecer pelo que?” A loira perguntou confusa. “Eu não fiz nada para você!”

“Bem, aí nós podemos discordar. Olha só, você me forçou a dormir com seu marido, e isso foi bem ruim... para você. Eu nem queria filhos, ou voltar a ter um relacionamento, mas graças o seu plano maligno, eu vou me casar e ter um filho com o homem da minha vida!” Hermione alisou a barriga. “Sim, um filho, o Draco não sabe ainda, mas obrigada por nos ajudar com um herdeiro! E pelo noivo...” Hermione inclinou-se para frente e sussurrou. “E você estava completamente certa: Draco é maravilhoso na cama.”

A loira respirava fundo e Hermione piscou.

“ME LEVEM DAQUI!” Ela gritou para os aurores, que rapidamente a puxaram pelos braços. King lançou um olhar questionador para Hermione, que apenas deu de ombros divertida.

Ela não percebeu que o noivo se aproximou até ser abraçada pelo mesmo.

“O que foi? Por que está tão sorridente?”

“Ah! Eu tenho a impressão que a nossa vida vai ser maravilhosa daqui para frente.”

“Hum...” Ele beijou o pescoço dela, sorrindo para si mesmo. “Eu também.”

E eles estavam certos, a vida deles foi mesmo maravilhosa. Ainda mais no dia seguinte quando além do caso deles, a manchete no jornal era sobre como a mansão dos Greengrass despertou coberta em merda de dragão, que nenhum feitiço conseguiu tirar. Ninguém nunca soube o que aconteceu, mas Hermione sempre achou estranho como Betzy ficava vermelha sempre que o assunto era tocado.

FIM

Notas finais
comentem bastante que ainda tem o epilogoooooo. não é tarde demais para aquela recomendação hein, quem sabe assim eu me sinto inspirada para escrever mais dramiones. hahahaha amo vcs.