Barriga de Aluguel
8 Capítulo VIII
Notas iniciais
Obrigada pela recomendação de DrycaCarol.
Boa leitura.
Tudo é romântico em Paris. A cidade do amor. Axl tinha me convidado (praticamente arrastado) para um show que faria lá. A cidade realmente era linda. Ele ao me convidar disse que era o modo de retribuir o presente de aniversario que eu tinha dado a ele. Então lá estávamos nós (eu e Thomas).
Nós tínhamos ficado hospedados em hotel muito luxuoso. Possuía uma bela vista para o centro da cidade. Enquanto Axl estava livre nós três passeamos por toda cidade. Almoçamos na Torre Eiffel e fizemos compras nas galerias de Paris. Aquela cidade era mágica.
O dia do show tinha chegado rápido e eu me preparava para me despedir da cidade. Mas o Axl me surpreendeu e disse que íamos passar mais tempo lá. Todos os integrantes da banda foram embora e restamos apenas nós três.
Eu me lembro muito bem que tínhamos ido ao restaurante mais chique da cidade. Nos divertimos muito. E no final do jantar quando saímos do restaurante Axl me roubou um beijo. Eu não achei ruim.
- Eu estou completamente apaixonado por você. E isso já faz um bom tempo. – Ele olhava no fundo dos meus olhos com aquelas duas esmeraldas. – O mundo inteiro acha que nós somos um casal e sinceramente eu quero estar com você. – Eu tinha ficado tão emocionada com a declaração dele.
- Sim. – A palavra havia saído um tanto engasgada, mas entendível. – Eu quero estar com você também. – Ele era o amor da minha vida e eu o dele.
Quando você tem um filho com alguém, fica difícil não gostar daquela pessoa. Ele tem elo eterno com você. Ele tem 50 por cento do seu bem mais precioso. Ainda mais quando você tem uma convivência diária muito intensa. Eu era bem participativa na vida do Thomas e isso refletia bastante em Axl. O John não errava uma, o Axl estava apaixonado por mim. Esse era um momento muito abençoado em minha vida.
- E o que nós fazemos agora? – Sempre tinha um depois eu não fiz mal nenhum em perguntar.
- Por que você não se contenta em viver o aqui e o agora? – Ele não tinha respondido minha pergunta.
- Querido é porque eu sofro por antecipação. – Comentei brincalhona.
- Ei, você não disse isso quando me apaixonei por você. – Ele resolveu entrar na minha brincadeira.
- Você não sabe quase nada sobre mim. – Eu sai da brincadeira tão rapidamente que Axl se espantou.
- O que eu preciso saber? – Ele me olhava um tanto aflito. Não era para menos, eu tinha acabado um momento totalmente romântico.
- Senta porque vai demorar e é bom Thomas estar dormindo. – Eu olhei para o meu ruivinho no berço. – Eu nasci em janeiro de 1992. O casamento dos meus pais só aconteceu porque meu pai mentiu para o meu avô e disse que minha mãe estava grávida. Eles se conheceram no verão e eu nasci no verão. Nós éramos uma família feliz, isso ate minha mãe descobrir um câncer. Eu tinha 10 anos.
“Meu pai lidou com tudo muito bem. Eu estranhei e descobri que ele tinha mais mulheres do que cabelo. Eu joguei isso na cara dele. Minha vida virou um inferno. Ele me batia muito e me obrigava a ver ele e suas mulheres em coisas para menores de 18 anos. Eu passei três ate minha mãe morrer tendo que esconder as barbaridades dele. Eu sai de casa aos 13, não é difícil adivinhar o que eu passei. Nunca experimentei drogas ou bebidas. Fui morar um tempo depois com tio Billie. Ele era legal comigo e disse para mim que eu tinha que ser forte. Ele faleceu então tive voltar para casa, nunca sofri abusos físicos, mas psicológicos são enormes. Eu tinha 15 e fui obrigada a trabalhar de stripe. Não quero falar sobre essa parte porque ela não me é totalmente má e eu queria que ela fosse ruim. O John não sabe de muitas coisas e espero que não conte a ele sobre essa parte.”
“Não era prostituição, graças a Deus, porque eu não ia estar viva. Eu conheci um cara muito legal, isso aos 17. Ele me ajudou em tudo e meu pai o detestava. Ele ameaçava meu pai dizendo que ia contar a cidade inteira quem era o grande Sr Rodman. Eu conclui os estudos ano retrasado e eu queria ir a faculdade. Meu pai não deixou e cara legal que eu conheci sumiu. Eu tive um súbito de coragem e resolvi enfrentá-lo. Sai de casa com a roupa do corpo e isso foi muito porque ele disse que ia me jogar pelada na rua. – Eu tinha dado uma pausa para uma risada amarga. – Eu fui para casa do John e fiquei lá. Um advogado me procurou e Billie havia me dado uma herança que só podia ser dada após eu completar maior idade. Com o dinheiro eu comprei o apartamento e um carro muito futrica, mas era meu. Um mês depois eu recebo a noticia que o meu pai tinha morrido e a partir daí você já sabe o resto.” – Eu terminei o relato olhando os meus pés.
- Não sei o que dizer. Você não fez nada de errado. Não foi culpa sua. – Ele tentava me consolar.
- Por que eu me sinto tão culpada? – Eu chorava feito um bebê.
- Nada que um psicólogo possa resolver. – Ele me consolava novamente a maneira dele. Os problemas perto de Axl viravam pó. O mundo não importava quando ele me abraçava.
A pessoa mais importante da minha vida ia comemorar um ano. E o pai mais coruja do mundo ia dar uma gigantesca festa.
- Ele é um bebê, não vai entender o que estará acontecendo. – Eu não era fã numero um de festa. Eu sou pouco anti-social.
- É um ano. Primeiro. Especial. – Ele não estava me olhando quando argumentava, ele olhava para a luz da vida dele, o Thomas que brincava alegremente e inconsciente desta civilizada discução. Era muito engraçado ver como nossos papeis eram invertidos nesta educação do Thomas. Eu ri com o pensamento bobo. – Do que você esta rindo? – Ele havia parado de fitar o centro do universo e olhava para mim.
- Dos nossos papeis de pai e mãe invertidos. Eu ago como o pai e você como a mãe. – Ele sorriu com o pensamento. – Realmente nós não somos nada normais. – Eu olhei para o pequeno ruivinho.
- Nós somos uma perfeita família normal. – Ele usou todo sarcasmo contido nele.
- Sarcasmo machuca, sabia? – Eu tentei parecer ofendida.
- E bobeira também. – Ele passou os braços sobre meus ombros. — Se criar Thomas acreditado que ele não tem uma família normal, ele vai ficar complexado. E complexos são resultados de má criação. – Ele estava totalmente serio.
- Claro papai, eu não vou te desobedecer. – Eu suavizei a situação.
- Adoro sua maneira de me distrair. – Ele tinha percebido a minha verdadeira intenção. – Eu vou fazer uma festa para o Thomas e ponto final. – Eu fiz um ligeiro biquinho de frustração. — Não é só o Thomas que vai ganhar presente na festa. – Eu não tinha entendido, mas não pude perguntar, pois Axl havia saído para atender uma ligação.
Lá estava eu, me sentindo uma palhaça. Crianças corriam para todos os lados. O motivo de eu estar me sentindo uma palhaça: eu estava no aniversario de um ano do Thomas (Axl cumpriu o que disse) a caráter. Chapeuzinho, roupa colorida, correndo atrás de crianças e do meu lindo filhinho.
Thomas era um garoto esperto com uns noves meses ele deu seus primeiros passos, não demorou muito a nos chamar de mamãe e papai. Ele sem duvida era a criança mais bonita daquela festa.
A festa parecia interminável. Enquanto tudo corria em seus conformes, eu me divertia comendo todas as guloseimas que passassem na minha frente (eu já tinha voltado ao meu corpo). Os parabéns foram emocionantes.
O Axl se despedia de todos os convidados como um bom anfitrião. Eu deixei Thomas brincando no pequeno cercado e me sentei. Eu já não sentia minhas pernas mais. Foi tudo muito rápido, quando eu percebi Thomas tinha sumido.
- Thomas! THOMAS! – Eu comecei a procurá-lo com uma desesperada. Eu tinha vasculhado todos os cantos. – Axl eu perdi o Thomas. Eu fui sentar aqui só um pouco e ele... Sumiu. – Eu estava totalmente desesperada. Nós procuramos Thomas por toda parte.
- O Thomas sumiu, precisamos ligar para a policia. – Axl soava mais calmo que eu, pelo menos por fora. A policia chegou numa rapidez enorme nos encheram de perguntas das quais eu não respondi, pois estava chorando desesperada.
Era o meu bebezinho que tinha sumido. Pior de tudo era que a culpa era toda minha. Eu me sentia uma incompetente.
As semanas se arrastavam e eu sentia vontade de morrer. Mas Axl estava lá e ao contrario de mim, ele era forte e seguro. Cooperava muito bem com a policia enquanto eu tentava viver normalmente. As esperanças diminuíam cada vez que à hora passava. A policia estava sempre nos desanimando. Se o seqüestrador queria dinheiro ele já deveria ter pedido.
Notas finais
O acharam da capa nova?
Como foi o capitulo? Mais recomendações? *-*
Vou tentar nao demorar mais, but meu note esta fazendo um barulho estranho e tenho que usar o micro e it's so baaaad.
Beijocas ;*
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