Notas iniciais
Como eu disse antes essa é a segunda versão de uma historia que eu já postei aqui. Esse capítulo já foi publicado aqui, só que essa é a segunda versão ou seja está melhor escrita e um pouco diferente... Espero que gostem!

Agora está tão longe
Ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudades
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim
— Vento no Litoral (Legião Urbana)

Ah, á hipocrisia, doce hipocrisia. Hipocrisia é quando você pergunta à alguém se ela está bem, e ela diz que sim, sendo que em seu rosto vê-se nitidamente as lágrimas caírem; hipocrisia é você perguntar, sem ao menos se importar com a pessoa; hipocrisia é você seguir a um líder extremamente pobre, sendo rico, tendo um carro, uma mansão; hipocrisia é você derrubar uma árvore, fazer papel com ela, e escrever: "Não derrubem as árvores"; hipocrisia... é você fingir amar alguém...

Era manhã , para ser mais exato, era um domingo, 1° de Dezembro. Era uma manhã como todas as outras, "normal" e entediante. Eu com tantos pensamentos vãos em minha mente não imaginava o que iria começar naquele dia, tudo o que eu queria naquela manhã era paz, era controlar meus pensamentos e cessar minha mente. Só que minha cabeça estava tão cheia de tudo, e ao mesmo tempo, tão cheia de nada.

E porquê não, ir à um lugar onde tivesse infinitas coisas para eu fazer, para eu me distrair. Porém por um lado eu tinha uma certeza, quase que absoluta, de que nesse lugar eu iria apenas desperdiçar meu tempo. Ou ao menos era o que eu imaginava.

Eu fui aonde deveria, aonde eu já sabia que desperdiçaria horas de minha vida. Liguei o computador e "fui" para onde todo dia eu ia. Algo naquele dia já me parecia diferente, já estava diferente. E eu fui me distrair "na rede". Às vezes isso era o melhor que eu podia fazer. Pois ora, tão sozinho, tão chato com tudo. Então resolvi perder meu tempo, e quem sabe talvez me distrair em alguma rede social, mesmo no fundo eu sabendo que não tinha muito à se fazer por ali, apenas ter conversas monótonas com pessoas "normais".

Em minha página inicial não havia nada que prendesse minha atenção, mesmo que por míseros segundos. Eu era realmente sozinho.

Quando vi uma coisa diferente. Sinceramente, diferente até demais para mim, pro meu mundo. Era uma mensagem, nela estava escrita apenas um "Oi", de uma garota cuja a qual eu nem conhecia, de uma garota cuja a qual eu mal sabia quem era. E nem imaginava o que se tornaria em minha vida. Por alguns segundos meus pensamentos se focaram em uma única coisa, nela, porém logo se esvairaram em coisas distintas.

Nós continuamos a conversar, os dias passaram e nos tornamos amigos. No começo, não havia intenção. Pelo menos eu achava que não. Até que um dia me peguei pensando nela e sorrindo, eu já estava apaixonado por uma garota que mal conhecia, que morava a quilômetros de mim. E que, obviamente, nunca se apaixonaria por alguém como eu: arrogante, antipático, anti-social, feio (É dessa forma que qualquer um me descreveria), frio,... nerd. E mesmo que sim, era óbvio que aquilo não daria certo, porquê a final de contas além de tudo isso ela morava a quilômetros de mim.

Por este motivo resolvi guardar aquele sentimento para mim. No início pensei que seria fácil, até porquê há alguns anos fiz uma promessa à mim mesmo de que nunca mais demostraria sentimento algum, por pessoa alguma, sem exceções. E até aquele momento foi fácil cumprir com essa promessa. E mesmo se guardar aquilo dentro de mim me fizesse mal, eu não podia correr o risco de aquele sentimento me fazer perder a amizade dela, pois ela era tudo que eu tinha naquele momento.

Foi então, acho que, dia 23 de Dezembro, talvez, entre 18h e 22h, se não me engano. Ela falou algo, mais ou menos, de que não queria que eu fosse da família, um parente distante ou algo assim. Nós discutimos por um tempo, pois eu queria saber o porquê. Eu já tinha uma ideia da resposta, mas era quase que impossível ser a que tinha em minha mente.

Até que ela me respondeu: "Porque eu gosto de você. Feliz agora?"... Eu entendi o sentido de "gostar", mesmo assim pedi para que se expressasse melhor. Até porque eu não conseguia acreditar no que ela sentia por mim. Ela pedia para que mudasse-mos de assunto, mas eu queria continuar, estava tomando coragem para falar para ela o que eu sinto.

Se passaram uns dois meses desde aquele dia. Hoje, dia 24 (de Fevereiro) é seu aniversário, e eu nada posso fazer por ela, absolutamente nada, nem ao menos estar ao seu lado eu posso (Me sinto impotente). A única coisa que eu posso fazer, é apenas lhe dizer parabéns, lhe desejar feliz aniversário e dizer que continuo amando-a...

... mesmo depois das suas últimas palavras direcionadas à mim no dia seguinte.

Sabe, por mais difícil que vá parecer, no fundo eu sabia..., em todo o meu corpo eu sabia..., eu sempre soube que acabaria assim, desde aquele: "Porque eu gosto de você. Feliz agora?" eu sabia que este seria o fim. E sabe porquê eu continuei com aquilo?...

... porque eu estava feliz...

Aqueles foram, talvez (Certamente que foram), os três meses mais felizes de toda a minha vida..., e aquela foi, com toda a certeza, a tarde mais triste da minha vida... Pois mesmo sabendo que uma hora ou outra iria acabar, eu não esperava que fosse daquele jeito..., com aquelas palavras. Aquelas palavras..., talvez..., provavelmente..., com toda certeza, nunca sairão da minha mente. Não importa quanto tempo passe, tais palavras..., tal frase nunca sairá da minha cabeça. Aquelas palavras vem a minha cabeça de tempos em tempos, e por mais que eu tente, acho, que nunca sairão de onde estão. Elas sempre vão estar lá, lembrando meus erros..., lembrando o quanto fui ingênuo. Me lembrando, toda noite, que a Barbara me deixou..., me lembrando que eu nem ao menos sei o motivo..., me lembrando que fui fraco e simplesmente a deixei ir, sem ao menos uma explicação, um porquê.

Uma coisa que percebi, é que sempre é a mulher que chora no fim. Por quê? O homem não tem sentimentos? A mulher é mais frágil?... Por quê?... A sociedade é bela.(?)

Uma coisa que nunca vou entender é a vida..., a minha vida. Nunca vou entender o porquê de eu ter feito aquilo, o porquê de eu ter me deixado ser feliz falsamente. Nunca vou entender meus sentimentos.

O que começou, apenas, como amizade, acabou em amor. Amor esse que levo até hoje comigo, mesmo depois de tudo.

Nunca vou me esquecer o fim que a primeira, e mais importante, historia de amor da minha vida levou. Foi um fim triste, mas memorável, talvez não para ela, porém para mim, certamente, foi. Nunca me esquecerei dela, do seu nome, do seu rosto..., nunca me esquecerei de suas últimas palavras direcionadas à mim.

Aquelas, talvez, tenham sido as palavras mais importantes da minha, fútil, vida. Foram importantes, pois me fizeram prometer novamente que nunca demostraria meus sentimentos. E agora eu, certamente, irei cumprir, pois já sei o final da historia. Sei que não nasci para ser feliz. Sei que não quero me iludir novamente..., nunca mais.

Eu gosto do gosto da coragem, de ir atrás dela por toda parte, de encontrá-la mais uma vez, de ao menos poder dizer à ela adeus, nem que seja uma última vez. Eu gosto do gosto do medo, de saber que posso ir atrás dela, que posso me decepcionar, de pensar que esse sofrimento... jamais acabará. Eu gosto de ainda gostar dela, de saber que meu sentimento foi real; de saber que ainda posso ter sentimentos, mesmo depois de tudo.

Em minha mente a varias hipóteses do porquê que ela fez aquilo: a mais provável é que ela tenha tido uma crise de carência, e após três meses eu já não servia mais, ela precisava de outro alguém..., alguém melhor..., alguém mais próximo..., no fundo alguém que ela realmente amasse.

Ela não me amava, só gostava da minha presença quando se sentia só, quando não tinha mais ninguém para ouvi-la, era eu a quem ela procurava, e todas as vezes eu a acolhi. Sabe por quê? Porque o meu amor sempre foi mais forte que as crises de carência dela. Mas, me arrependi da escolha que fiz..., me arrependi de ter feito a escolha de confiar nela,... de achar que, ao menos em uma remota possibilidade, ela poderia me amar de verdade.

("[...] Eu fui sincero como não se pode ser e um erro, assim tão vulgar, nos persegue a noite inteira e quando acaba a bebedeira ele consegue nos achar...") Às vezes eu queria que isso fosse um sonho ruim, não um pesadelo, pois ele não da medo, ele apenas tem um final triste, mesmo que talvez só para mim.

Por muitas vezes, meus pensamentos se focam em uma só coisa e essa coisa é ela. Eu imagino ela conversando com suas amigas e rindo de mim; imagino ela lembrando de mim e pensando o quanto eu fui otário, ingênuo. Eu nunca parei para pensar outros motivos, se não esses, onde ela é uma garota cruel, para ela ainda pensar em mim.

[Risos] Até porquê do jeito que terminou seria estranho eu imaginar de outra forma.

Sinceramente, eu ainda a amo..., sinceramente, eu não sei o porquê. Talvez porque ela me fascina... o jeito como ela parecia ser..., o jeito como ela conseguiu se mostrar ser em apenas algumas poucas palavras. Ela é uma garota "diferente"..., diferente demais pro meu mundo..., ela é algo que eu não posso ter. Sinceramente é isso que é o amor.(?)

Felizes são aqueles que não sentem, tudo o que consigo é esconder meus sentimentos e nem isso sei fazer direito.

Eu amei ela com todas as minhas forças, e ainda a amo, porquê ela parecia ser a única pessoa que, realmente, me entendia.

O que poderia ter sido amor, nunca vai ser. Talvez daremos a volta por cima, porque não é tarde demais..., nunca é tarde demais. De qualquer forma, é apenas mais um dia solitário.

Eu odeio tudo sobre ela, porque, sinceramente, não posso parar de amá-la.

Porém, nada disso importa. Essa historia ainda não acabou. Este ainda não é o fim. Só o destino nos dirá como acabará essa historia. Será que ainda vou vê-la? Que vai ficar tudo bem? Eu vou me apaixonar novamente? Ela está feliz com o "fim" de nossa historia? Isso eu nunca saberei.

Mas, não importa. A vida vai finalizar essa historia um dia, até lá ela ficará sem um ponto final, apenas uma vírgula esperando a historia continuar. Até porquê o fim de tudo...

Eu me lembro exatamente a última mensagem que recebi da Barbara: "Vá tomar no cú. Me esquece seu lixo."

Minha respiração..., meus batimentos cardíacos..., todo o meu corpo parou, eu, simplesmente, caí de costas sobre a cama, com o celular na mão e pensei: "Este é o fim!?"

Até porquê o fim de tudo é a morte.

Notas finais
Eu espero que tenham gostado do começo "disso". Comentem oque acharam, por favor.