Banica Conchita
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Um novo dia começa naquela enorme mansão. Do quarto de Conchita já se sente o cheiro do pequeno almoço, escusado será dizer o quão repugnante esse cheiro é. A primeira coisa que sempre passa em primeiro lugar pela cabeça de Banica Conchita é comer, é a única coisa em que ela sempre pensa.
Naquela noite tinha tido um pesadelo, não sabia porquê mas o seu coração estava acelerado, um suor frio descia-lhe pela testa e o corpo dela tremia por inteiro.
Conchita ouviu um bater suave na porta do seu quarto, era um dos seus serventes. Os belos olhos azuis e calmos do seu fiel servente fizeram-lhe suspirar de alívio. Com um suave ''Bom dia Banica-sama'' ele atravessou o enorme quarto e abriu uma das janelas. A brisa que soprava fez balançar os seus cabelos loiros, toda essa calma fez Conchita se acalmar. Lenard, que era o servente se aproximou da cama dela com uma pequena agenda ela, mas não era uma simples agenda com compromissos, era claramente a ementa para aquele dia.
''O pequeno-almoço de hoje: Sumo de vegetais com 16 tipos de ervas; cereais com ligeiro sabor a ferro; sopa de cogumelos venenosos apanhados na floresta; a salada especial do Chef; Brioche especial feito pela servente; um arranjo de frutas semi-podres; café que sinceramente poderá mantê-la acordada para sempre, Banica-sama.'' Neste momento entrou Rinette a servente no quarto, com um ''Bom dia'' veio trazer o menu do almoço. Lenard abandonou o quarto, deixando as duas a sós. ''O almoço de hoje é composto por: Salada de cebolas fritas e cruas, com cebolas extra; Carpaccio de polvos cor-de-rosa á moda da rainha; Beringelas grelhadas; Pão dormido feito pela servente e por fim o especial do Chef: Gelado frito francês.'', disse Rinette com um sorriso, de seguida abandonou o quarto deixando Conchita de novo sozinha. Ela dirigiu-se a casa de banho e tomou um banho de água quente para livrá-la da negatividade do seu pesadelo, não se lembrava bem do que era, mas tinha sido muito mau.
Ás 8 da manhã, Banica Conchita já se encontrava sentada à mesa, á espera do seu muito precioso pequeno almoço. E eis que aparece o cozinheiro perto dela, o décimo quinto cozinheiro naquele ano. Com uma voz baixa diz para Conchita: ''Desejo ser dispensado minha senhora.''
Banica tomou um gole do seu sumo de vegetais e, ''Aff, que pessoa inútil'' foi a única coisa que ela disse atirando o sumo na sua direcção e a seguir abraçando-se a ele.
''Não te ensinaram a ajoelhar-te e prestar referência á grande Conchita? Todos os que alguma vez a traírem pagarão um enorme preço.'' disse ela sorrindo e olhando com atenção para o pescoço do seu cozinheiro. Naquela tarde, altos gritos foram ouvidos dentro da grande mansão.
Para Conchita o resto do dia correu normalmente, mais uma vez muitos pratos foram comidos ao almoço. Ela tinha uma fome de devorar o mundo todo e a hora do jantar chegou rapidamente. Hoje o menu seria muito especial: A salada especial do Chef, com o Chef incluído; uma massa muito, muito comprida; uma pilha de costeletas, que pareciam por algum motivo humanas; um bolo de lama; bife do Chef, literalmente; vinho da cor do sangue, que por acaso era sangue verdadeiro. No entanto mesmo depois do jantar, Banica agora tinha mais fome do que o habitual.
A sua mente estava a divagar, já não sabia em que mais pensar para saciar a fome, dirigindo-se para o seu quarto, recebeu boa noite de ambos os serventes. Conchita sem sequer pensar duas vezes, deitou as mãos á camisa de Lenard e lambeu os lábios, a última coisa que os dois serventes assustados ouviram foi: ''Ei, pequenos serventes cheguem aqui, qual será o gosto que vocês têm?''. Naquele dia houve um lanche á meia noite, preparado especialmente pela senhora Conchita. Os cabelos loiros que ainda estavam no prato não pareceu incomodá-la visto que nada sobrou.
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