NARRAÇÃO DO SOLUÇO

Mal dava para acreditar, o bichinho do amor havia pegado o Banguela, aquele Fúria-da-noite não tinha como negar, afinal, eu sei como é gostar de alguém.

Banguela- Tá bom, eu admito, talvez eu esteja mesmo gostando dela.

Soluço- Eu sabia. E o que pretende fazer.

Banguela- Eu não vou dar uma de Soluço.

Soluço- Para com isso!

Nós dois rimos da situação, meu melhor amigo tinha uma quedinha pela melhor amiga de minha namorada.

Banguela- O que você acha que eu devia fazer?

Soluço- Tomar uma atitude! Só assim pra saber se ela gosta de você também. Pode chamar ela pra sair, conversem, descubram algo em comum.

Banguela- Você nunca tomou atitude, quem tomou foi a Astrid.

Soluço- Eu sei. Tive muita sorte dela sentir o mesmo por mim, se bem que eu sempre tive esse palpite.

Banguela- Desde quando?

Soluço- Desde os 9 anos.

Banguela- Por que você acha que ela gostava de você desde os 9 anos?

SOLUÇO CONTA SEU PASSADO

Bom, quando tínhamos 9 anos, eu e a Astrid sempre quisemos uma arma, mas éramos muito jovens, mas, um dia resolvemos ir fuçar no arsenal de armas, entramos lá sem que ninguém nos visse.

Soluço- Astrid, tem certeza de que isso é uma boa ideia?

Astrid- Não seja medroso.

Ela viu um machado e o pegou, mas dai, ela derrubou o machado e ele quebrou, nós entramos em pânico e de repente, o Bocão entrou no arsenal e viu o machado quebrado.

Bocão- Quem é o responsável por isso?

Nós nos olhamos com medo, pois sabíamos que íamos nos encrencar com o meu pai, a Astrid ia admitir a culpa, mas eu a interrompi.

Soluço- Fui eu! Eu queria pegar uma arma, mas ela caiu no chão, a Astrid não tem nada haver com isso, fui só eu.

Bocão- Soluço, me espere perto de sua casa, depois vamos ter uma conversinha.

Eu sai do arsenal todo desanimado, as broncas do meu pai eram duras na época, mas feliz por ter assumido a culpa, eu não queria que a Astrid levasse a culpa.

Estava lá fora, perto da minha casa, só esperando para tomar a bronca do século, até que a Astrid se aproximou de mim, sorridente pelo que eu tinha feito por ela.

Astrid- Soluço, quando eu crescer, eu quero ser sua namorada.

E ela beijou minha bochecha e foi embora, depois meu pai e o Bocão apareceram, eu só estava esperando levar uma bronca daquelas, mas isso não aconteceu.

Bocão- Soluço, a Astrid me procurou chorando e confessou que foi ela quem quebrou o machado e ela implorou para que não o castigássemos.

Soluço- Sério?

Stóico- Estou orgulhoso de você filho, você mostrou que é um verdadeiro amigo, tenho certeza de que a Astrid nunca vai esquecer isso.

SOLUÇO TERMINA DE CONTAR SEU PASSADO

Soluço- É por isso que eu acho que ela sempre gostou de mim. Se você gosta mesmo dela prove isso a ela!

O Banguela sorriu pelo apoio que eu tinha dado a ele, mas depois ficou muito desanimado.

Soluço- O que foi Banguela?

Banguela- Seu pai era demais.

No momento que ele disse isso, eu soube o que ele quis dizer, ele ainda sentia muito receio pelo ocorrido há um ano atrás.

Soluço- Não foi culpa sua amigão, eles forçaram você a fazer isso, e isso ficou no passado, o que importa agora é o presente. Agora, vamos voltar ao assunto, o que vai fazer com a Tempestade?

Banguela- Vou pensar em alguma coisa, só te garanto uma coisa.

Soluço- O que?

Banguela- Não vou dar uma de Soluço.

Nós rimos e fomos dormir. Na manhã seguinte, fomos ver se aqueles dois haviam conseguido o espinho do Suspiro-da-morte, quando chegamos lá, o Melequento estava deitado de barriga para baixo em uma mesa de frente para nós e o Dente-de-anzol estava bem do lado dele.

Banguela- conseguiram o espinho?

Dente-de-anzol- Conseguimos!

Dai, ele tirou um espinho do traseiro do Melequento.

Melequento- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

Dente-de-anzol- Aqui está, vão indo na frente, que eu ainda tenho que tirar uns 5 espinhos.

NARRAÇÃO DA TEMPESTADE

Eu e a Astrid conversamos a noite toda, ela me contou uma história de como o Soluço foi nobre em assumir a culpa por uma coisa que ela havia feito e ela se apaixonou por ele naquele dia. Não tinha ideia do que fazer, será que o Banguela gostava de mim.

Vi ele e o Soluço ali e fomos até lá conversar com eles.

Astrid- Conseguiram?

Soluço- Sim.

Astrid- Isso é ótimo...

Nem dei bola para o que estavam falando, meu olhar só tinha o Banguela como direção, resolvi quebrar esse silencio que estava entre nós.

Tempestade- Oi Banguela.

Banguela- Oi.

Ele falou coçando a nuca, a Astrid me falou alguma coisa sobre coçar a nuca, só que eu não lembrava o que.

NARRAÇÃO DO BANGUELA

Eu não ia dar uma de Soluço, é melhor eu tomar logo uma atitude.

Banguela- Tempestade, vai fazer alguma coisa hoje a noite?

Tempestade- Não.

Banguela- Então, topa me encontrar na praia hoje a noite?

Eu falei isso todo sem jeito, temendo a sua resposta, parecia uma eternidade até ela responder.

Tempestade- Eu adoraria.

Banguela- Sério? Há...é... então, que tal as 8h

Tempestade- Combinado.

NARRAÇÃO DA TEMPESTADE

Eu não acredito, ele realmente me convidou para um encontro, acho que ele realmente gosta de mim, essa noite tem que ser perfeita!

NARRAÇÃO DO SOLUÇO

Reunimos nossos amigos e fomos para casa da Anciã e lhes entregamos os ingredientes, ela começou a misturar todos os ingredientes em um caldeirão e a medida que ela punha os ingredientes, a poção ia mudando de cor.

Bocão- E agora, o ultimo ingrediente. Um jato de plasma de um Fúria-da-noite.

O Banguela se aproximou do caldeirão e puxou o folego e cuspiu um jato de plasma no caldeirão, assim que ele cuspiu, a poção soltou uma pequena explosão e mudou para uma cor laranja claro.

Bocão- Está feito.

Notas finais
Acho que eu mereço uma recomendação,não?