NARRAÇÃO DE SOLUÇO

Na manhã seguinte, fomos para a academia, todos combinamos de se encontrar lá para vermos o que achamos disso. Eu e o Banguela entramos e todos estavam lá, felizes, parece que se deram bem com os dragões.

Soluço- E ai gente, como é que foi?

Astrid- Foi muito bom, eu e a Tempestade conversamos o dia todo, temos muito em comum.

Soluço- Fico feliz em saber, e quanto vocês gêmeos?

Cabeça-dura- Foi muito legal! Nós explodimos coisas a noite inteira!

E os 4 batem a cabeça um no outro, pareciam quadrigêmeos.

Soluço- E você Perna-de-peixe?

Perna-de-peixe- Foi ótimo, temos tanto em comum, eu e ela gostamos de comer, estudar, ela me contou muito sobre dragões.

Soluço- Certo, per ai, cadê o Melequento?

Nesse momento, o Dente-de-anzol entra gritando e em chamas.

Dente-de-anzol- Socorro! Eu tô pegando fogo!

Nós nos desesperamos até ele apagar de uma hora para outra e começar a rir.

Dente-de-anzol- Enganei vocês!

Depois o Melequento entra rindo também, aqueles dois eram uma combinação perigosa.

Melequento- Foi muito boa!

Nesse momento, a Tempestade vai até o Dente-de-anzol com um sorriso meio falso.

Tempestade- Dente-de-anzol, me responde uma coisa, faz tempo que você não apanha, não é?

Dente-de-anzol- Hummmm, não.

Ela nem ligou para a resposta e começou a esganar o Dente-de-anzol e o Benguela foi lá separar os dois.

Banguela- Ou, parou, separa!

Os dois se separaram com raiva um do outro.

Banguela- Não é hora de briga.

Tempestade- Foi ele que começou!

Dente-de-anzol- Não tenho culpa se você não aguenta nenhum sustinho.

O Banguela teve de segurar a Tempestade para que ela não acabasse com o Dente-de-anzol. Mas não adiantou muito, ela conseguiu fazer aparecer sua calda de espinhos e atirou no Dente-de-anzol, que desviou por pouco.

Banguela- Chega! Tempestade, volta pro seu lugar e Dente-de-anzol, recolhe esses espinhos.

Dente-de-anzol- O que? Por que eu devia fazer isso?

Nesse momento, o Banguela segura a camisa dele em sinal de ameaça.

Banguela- Porque eu sou o Alfa e tô mandando você recolher esses espinhos, a não ser que queira ver a força de quem derrotou o outro Alfa, então não me provoque.

O Dente-de-anzol não disse nada, só foi catar os espinhos, o Melequento só observou rindo da situação, até o Dente-de-anzol dar um soco na cabeça dele pra ele calar a boca.

Soluço- Certo, agora que a confusão acabou, temos que resolver o nosso dilema. Os dragões são humanos, isso é bom, pois podemos ser mais amigos e conseguimos compreende-los, mas sem os nossos dragões de verdade, a ilha está indefesa.

Astrid- Mas o Wizard não transformou todos os dragões.

Soluço- É, mas nas batalhas, eles precisam que o Alfa os oriente e o Banguela não pode voar e sem o Alfa, os dragões não podem fazer nada.

Astrid- O que agente faz?

Banguela- Por que agente não vai falar com a Anciã? Não é ela que entende dessas paradas de magia?

Resolvermos ir falar com a Anciã, o que não seria surpresa para ela, porque Bérk toda já estava sabendo do que aconteceu. Quando chegamos, junto com o Bocão, que era seu interprete e lhe perguntamos o que devíamos fazer, ela começou a fazer um monte de sinais e o Bocão traduziu.

Bocão- Ela disse que pode fazer uma poção, que os transforma em dragões de novo, ela disse que eles podem se transformar em humanos de novo quando quisessem.

Soluço- Ótimo!

Bocão- Mas tem um detalhe, ela não tem tudo que precisamos para a poção e vocês vão ter que dar um jeito.

Soluço- Do que ela precisa?

Bocão- Raízes do pântano tenebroso, alga do mar Bork, um jato de plasma de um Fúria-da-noite, um pedaço de ferro do norte, Dentes de alho da ilha dos Cabeças Ocas e um espinho de Suspiro-da-morte.

Soluço- tá, vamos nos separar, cada um pega um item da lista.

Perna-de-peixe- Mas, nossos dragões são humanos, como vamos chegar até lá?

Nós simplesmente pegamos outros dragões emprestados e fomos, com nossos dragões montados atrás de nós.

Soluço- O que tá achando Banguela?

Banguela- Isso é tão estranho.

Nós fomos pegar as raízes do pântano tenebroso, a Astrid e a Tempestade foram atrás das algas do mar, o Perna-de-peixe e a Batatão foram atrás do pedaço de ferro, que podiam encontrar com o comerciante Ioran, e os gêmeos foram atrás do alho da ilha dos Cabeças Ocas.

Eu e o Banguela chegamos na ilha e deixamos o dragão na praia e entramos na ilha, a procura das raízes.

Soluço- Esse lugar me dá arrepios.

Banguela- Pois é, vamos achar as raízes e cair fora.

Procuramos as raízes e encontramos, pegamos algumas e voltamos, no caminho de volta, encontramos um Pesadelo-monstruoso selvagem, querendo nos atacar, eu fiquei com medo, mas o Banguela o enfrentou, ela pegou os chifres dele e o encarou nos olhos.

Banguela- Ai! Vamos parar de zuar! Você não sabe com quem está lidando! Eu sou o Alfa, o rei da cocada preta aqui! E quero que você desapareça!

O dragão foi embora correndo, o Banguela o afugentou.

Soluço- Como você...?

Banguela- Quando se é o Alfa, você ganha o respeito dos dragões, e se não te respeitam, é só por na linha.

Soluço- Legal, vamos nessa.

Pegamos os dragões e voltamos para Bérk, já estávamos um passo adiante, nossos dragões iam voltar a ser o que eram e al mesmos tempo, continuariam sendo humanos, mas algo me dizia que não seria tão fácil assim.

Notas finais
Deixem nos comentários o que estão achando da história