Bang! You're Dead.
2 Capítulo 1 — Sylvia Seabrooke
Notas iniciais
Índias Ocidentais
10:00h
Uma mulher de cabelos curtos com um tapa olho negro podia ser vista olhando para o lindo mar azul cristalino. Seu sabre curto brilhava pelo Sol escaldante. Ah, o Caribe — Ilhas Ocidentais, Antilhas, coisas do gênero.
Ela usava uma roupa amarelada, com uma ombreira 'estilosa'. Estendeu o braço direito para o céu, enquanto ainda olhava para frente.
— Os Ventos estão contra Ti! — Ela disse, sorrindo. Um pequeno garoto olhava para ela, com admiração. A moça se virou para o pequeno. — Oh, Charlie! O que fazes aqui? Pensei que estivesse dormindo. — Ela fincou o sabre na areia, se encostando no mesmo.
— A-Ah... Sylvia... me perdoe! Mas, eu tive que vir aqui... estou com fome. — Sua barriga roncava cada vez mais forte.
— Entendo... então, vamos pescar algo! Ou caçar, tanto faz. — Slyvia se aproximar de uma pequena canoa e a botou para o mar, levando Charlie consigo.
— A-AH! — Charlie tremia, com medo e se segurava fortemente em Slyvia. — E-Eu estou com medo desse mar... vai acontecer algo conosco, irmã?
— Não, não vai. Estou acostumada com isso.— Ela pegou um arpão, enquanto sorria e visualizava seu alvo. — Que tal comermos carne de tubarão? — Slyvia apontou para um tubarão vindo rapidamente.
— UM TUBARÃO?! Slyvia... eu ESTOU com medo! — Ele choramingava.
— Está tudo sob total controle, irmãozinho. Total...Controle... — Lançou o arpão e acertou com força total aquele predador. Sorriu e puxou para a pequena canoa. — Ta-Dah!
— Ele está morto, certo? — Charlie tremia olhando para aquele imenso peixe.
— Mortinho.
Charlie respirou aliviado e olhou para terra firme, a linda areia dourada. Olhou para Slyvia sorrindo alegremente. Ele queria que esse sorriso durasse.
Todos queriam.
[...]
??? — Dez Anos Depois
15:00h
Charlie estava mais 'maduro' comparado a dez anos atrás. Possuía uma cicatriz no canto direito de sua boca, enquanto olhava para o mar, com uma pequena lágrima em seu rosto.
— Os ventos estão contra Ti! — Ele estendeu o braço direito para cima, enquanto olhava para o mar azul cristalino do Caribe. Então, se virou e caminhou sem rumo, até que: Boom. Um imenso canhão acertou no local onde ele estava, mas não o matou. Ele caiu para frente por conta da explosão e então, olhou para o mar novamente: um Navio. Um Navio Pirata.
— P-Piratas?! Não... impossível! — Ele se afastou do litoral e correu para dentro da pequena cidade. Tremia, empurrava as pessoas, com medo da morte. Ele não podia morrer agora, não naquele local. Não nas mãos dos piratas. Gritos de desespero podiam ser ouvidos: onde estavam os corsários naquele momento? Deviam estar se cagando de medo da invasão surpresa. Ele tinha que fazer algo, melhor, tentar fazer algo. Foi direto para um abrigo improvisado por ele, onde havia uma caixa bordada com ouro: duas pistolas reluziram quando apareceram. Pistolas de Ouro, pareciam pequenos canhões. Ele abriu um sorriso nervoso, as girou nas mãos e as botou na cintura. Deu meia volta e correu para o litoral.
* * *
O litoral estava cheio de piratas lutando contra corsários. Sangue banhava toda aquela areia dourada, sabres estavam jogados no chão: os piratas estavam ganhando. No mastro do imenso navio pirata estava um homem negro, com várias cicatrizes, um tapa olho negro e uma espécie de bandana amarela. Ele dava as ordens para seus servos. Os olhos de Charlie e daquele homem se cruzaram, rapidamente, ambos sacaram suas pistolas: Metal e Ouro.
Charlie correu pelo campo de batalha, empurrando os piratas e, os matando com uma pequena lança que reluzia com o sangue carmesim daqueles homens. O capitão pulou para o chão e aterrissou fortemente, sem se machucar, mas fazendo um imenso estrondo. Charlie pulou no ombro de um homem, o jogou no chão e atirou rapidamente na cabeça do mesmo, o matando. Olhou para o imenso navio e se aproximou do lado direito do mesmo, começando a escalá-lo rapidamente. Pulou para dentro do navio e olhou para cada um dos piratas. Seria uma batalha difícil, ele sabia disso, mas não tinha medo. Ele tinha que ganhar daqueles piratas, matá-los em vingança de sua irmã.
Por ela, por sua irmã Sylvia, ele tinha que fazer isso.
Atirou na cabeça de um e na perna de outro, o fazendo cair no chão de madeira. Pisoteou a cabeça deste e andou em direção ao outro alvo. O homem negro estendeu o braço para outros piratas irem em direção a Charlie.
— MATEM-NO! NÃO TENHAM PENA!
— Acho meio impossível, Pirata. — Disse ele, com desgosto e correndo em direção aos piratas. Pegou o sabre curto do morto e começou a cortar seus alvos, sangue, sofrimento podia ser visto. Sorriu, quando todos estavam caídos, apenas o capitão estava em pé, recuando , chegando perto do fim do navio.
— Qual o seu nome? — Disse Charlie, olhando para o homem.
— Kumi. Kumi Berko, Loirinho. — Ele sorriu, cuspindo no rosto de Charlie, o mesmo ignorou e se aproximou cada vez mais.
— Não encoste um dedo nele. — Disse uma voz feminina, aparecendo atrás de Charlie, dando um forte soco: o desmaiando. A mulher negra com roupas semelhantes a daqueles que praticam vodu olhou para Charlie, caindo e desmaiando.
— Ah... Dominique! O que fazes por aqui?
— Te salvando, oras. Deixe que eu cuide deste corpo, jogarei ao mar, veremos se ele vai aparecer novamente... ou morrer de vez. Mas, as habilidades dele são incríveis. Podíamos chamá-lo para nossa tripulação.
— Não, não podemos. Ele quer matar todos os piratas, eu conheço a irmã mais velha dele: Slyvia Seabrooke. É incrível ele estar por aqui em Kingston. Ele não sabe que foi Barba Negra que a recrutou. Uma Templária-Pirata. Sinto pena da alma dela quando Barba Negra conseguir descobrir isso.
— Se ele conseguir descobrir isso. — Disse Dominique, pensativa e pegando o corpo de Charlie, o jogando no mar. — Descanse em paz, garoto. Ou não.
— Kumi! Dominique! Conseguimos dominar Kingston! — Disse um pirata alegre.
— Muito bom, Kumi. Podem pegar tudo de importante e sairemos daqui. — Disse Dominique calmamente, pegando o controle do navio.
— Sim, Senhora!
O pirata saiu do barco e deu as ordens para os demais. Kumi abriu um sorriso vencedor e olhou para o corpo de Charlie, boiando e se afastando do local lentamente.
— Nos vemos em breve, jovem Charlie. — Kumi caminhou até o lado de Dominique sorrindo. — VAMOS LÁ SEUS LENTOS! VAMOS LOGO! — Disse ele sorrindo.
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