Bang Bang
1 Descobrindo
Notas iniciais
Acordar com seus dois irmãos mais velhos gritando, porque o bendito técnico deu falta em um jogador é complicado. O relógio dizia que era 17h , o que significa dizer que eu tinha uma hora para me arrumar e ir na casa da Lucy. Enquanto eu estava penteando o cabelo no banheiro alguém entrou:
- Filha, você está ai? – era a minha mãe, ela falou entrando no banheiro – Porque você quer ir nessa festa Flor? É tão longe. – Ela falou encostando-se à porta
- Mãezinha do meu coração, a festa é a três quadras daqui, e eu juro que eu não queria ir – Não queria mesmo – Vou ter que encontrar o Diego – meu ex-namorado – mas é melhor que ficar com esses dois aí embaixo e a Lucy me implorou.
- Então tá, se cuida ok? Eu vou sair com seu pai – Fiz que sim com a cabeça e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo – Eu te amo minha princesa – Ela me deu um abraço e saiu. Vesti um vestido mega rápido e coloquei um tênis, a Lucy disse que eu ia ficar linda se eu fosse com o salto que ela me emprestou, mas eu me sentia melhor de tênis, depois da maquiagem me olhei no espelho e realmente estava bonitinha, mas eu sabia que a Lucy ia fazer eu me sentir um nada. Enquanto eu descia as escadas eu tropecei no ultimo degrau e caí, achei ter visto um vulto passando, mas ignorei.
O Pedro me ajudou a levantar:
- Ainda bem que você está de tênis, se fosse salto o estrago iria piorar com essa sua cara – ele riu e voltou para o sofá. Ignorei o que ele falou, dei uma limpadinha básica na roupa me olhei no espelho que tinha ali e ajeitei meu cabelo
- Bichinha tu é lerdinha – O Jared falou, mas não tirou os olhos do jogo.
- Claro que eu sou NE Jad, puxei aos meus queridos irmãos – soltei um beijo no ar, e o peu deu risada. Eles são gêmeos, tem 18 anos.
- Volte cedo – O peu falou, enquanto eu abria a porta.
-Só porque você quer maninho – Saí e fui caminhando até a casa da Lucy, que é duas casas depois da minha. Não tinha muita gente na rua, o que é muito normal. A porta da casa da Lucy estava entre aberta o que não é normal, cheguei perto e ouvi um grito, abri a porta devagar e não tinha ninguém na sala. Ouvi outro grito, vinha do segundo andar, quando eu estava pra subir as escadas alguém me puxou para a cozinha e tampou a minha boca, fiquei assustada e tentei ver quem era, era o Caio, irmão da Lucy ele fez sinal para eu ficar em silencio,ele me soltou , ele estava com uma arma na mão, e saiu me puxando para subir as escadas ele virou pra mim :
- Fique aqui, não saia enquanto eu não mandar – fiquei parada no meio da escada e ele subiu até o quarto da Lucy, e então eu ouvi dois tiros, ok eu estava desesperada, abaixei e tampei meus ouvidos – Flor – o Caio apareceu e me chamou para entrar no quarto, eu levantei e entrei no quarto, fiquei um pouco assustada tinha um homem morto no chão e outro perto da janela. A Lucy e o Caio estavam esperando minha reação, mas eu não conseguia expressar nenhuma reação. A Lucy tinha um chicote nas mãos e me olhava esperançosa.
— Amiga... – antes dela terminar a frase eu saí correndo, e quase caí nas escadas, a porta estava aberta pra facilitar, e saí correndo no meio da rua, ouvi a Lucy me gritar e parei, quando olhei pra trás vi um farol.
Acordei e estava em um lugar todo branco, eu morri ? Olhei para o lado e vi a minha mãe e o meu pai sentados no sofá dormindo, tinha alguns aparelhos perto de onde eu estava deitada, e eu reconhecia a roupa que eu estava vestida. Noticia boa, eu não morri. Quando pequena eu passava noites com essa roupa, graças as minhas crises de asma. A porta do banheiro foi aberta, e o Pedro saiu de lá:
- Acordou a Bela Adormecida – sorri pra ele e tentei sentar – não faça esforço, você está machucada.
- O que aconteceu peu? – Vi a minha mãe levantando e tentando acordar o meu pai – Preciso contar uma coisa a vocês, o pouco que eu me lembro.
- Flor, você foi atropelada por um carro e nos sabemos o que aconteceu – a minha mãe disse sentando na minha cama, o Jad entrou no quarto e sorriu pra mim
- Olha, não quero olhares de pena pra mim não, eu estou ótima – Meu pai riu
- Tão ótima que quebrou a perna – O peu disse dando risada
- Mais uma vez, já perdi a conta de quantas vezes eu já quebrei alguma parte do meu corpo– disse prendendo o cabelo, aposto que estava um lixo.
- 2 vezes o braço direito, uma o esquerdo, torceu quatro vezes a perna direita, e agora uma vez a esquerda, duas vezes o dedo mindinho da mão direita – a minha mãe disse, eu sou uma desastrada – sim eu lembro de tudo que você já torceu e quebrou nessa vida
- Meu Deus, que família estranha. – o Jad falou e sentou no sofá.
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