Banboru
8 Capítulo 8
De noite...
Diretor: Alunos, já esta tudo pronto. Os quartos... Bom, todos os quartos são uniformes, se quiserem mudar algo isto será descontado de seu próprio bolso. Já tomamos as providencias de colocar suas coisas em seus quartos, apenas passem com Sheron que ela lhes dirá onde vocês ficaram alojados. Kizyh: Devo concordar que eles são rápidos e organizados – ela se levantava e caminhava em direção a seu quarto. Rikky: Bom... Eu vou indo Haru: Eu também *Mansão Hezzel Eu estava exausta. Nunca pensei que vampiros sofressem disso: Cansaço. Porém um pouco de sangue já me animaria. Quando Andrews disse: “ Por hoje esta bom!”,eu me jogue no sofá. Ele ria de mim, mas não queria que eu percebesse isso. Andrews: E então – ele sentava no sofá, botando minha cabeça sobre sua perna – o que acha de um Chevalier? Eu me contrai um pouco, não sei porque, mas a idéia de ter alguém que não fosse ele me assustava um pouco. Provavelmente eu cederia, mas não custa nada eu negar. Suuh: Para eu matá-lo? Andrews: Nos dois sabemos que desta vez será diferente – ele passava seus dedos entre meu cabelo – Você esta bem grandinha – ele riu Suuh: Engraçadinho... – eu odiava piadas sobre meu tamanho Andrews: Me desculpe, mas eu sei que você pode se controlar quanto a isso, pense bem. Você fez amigos não fez? Suuh: E graças a você eu não os tenho mais Andrews: Eu preso por sua vida antes de qualquer coisa... Mas não mude de assunto – ele já me conhecia, sabia que eu não queria tocar no assunto sobre Chevailers Suuh: Akiraameru, akirameru – não custa tentar Andrews: Eu devia ter feito os 15 cursos de línguas com você, por que eu só entendo Romêno Vitor: Ela se rende meu senhor, eu já vou preparar o carro. E seu banho já esta preparado senhorita Suzzane. Suuh: Sou tão previsível assim? – eu levantei a cabeça para ver Vitor que, como de costume, aparecia do nada Vitor: Um pouco quem sabe, mas eu já a conheço muito bem – ele surgia e desaparecia sem ser percebido Suuh: Vai sair, pai? – eu me levantei indo em direção a escada Andrews: Nos vamos fi... – ele parou Eu me virei assustada, ele havia parado de falar. Seus olhos brilhavam, ele ainda estava sentado no sofá. Estava parecendo um ursinho de pelúcia com os olhos brilhando Suuh: Você esta bem? – eu perguntei assustada Andrews: Você me chamou de Pai – ele teve uma recaída, estava extremamente feliz com a palavra Pai usada com referência a ele Suuh: Eu vou correr antes que você tente me abraçar – eu corri normalmente para meu quarto Provavelmente iríamos a um baile ou algo do tipo, eu tinha que vestir uma roupa social. Peguei um vestido colado e até o joelho, ele era roxo, um sapato preto de salto. Meu cabelo não foi difícil de arrumar: deixei solto apenas com uma presilha preta sobre ele. Vitor foi me avisar que Andrews já estava pronto. Eu desci. Meu pai estava com um terno preto e com uma gravata roxa. Ele sorrio ao me ver. Andrews: Eu sabia que você viria de roxo Eu sorri para ele. Ele disse que era uma festa a negócios, mas que eu poderia escolher alguém de lá para ser meu Chevalier, ele me assegurou que todos que estavam lá seriam ótimos Chevailers. Ao chegar no local um homem abriu a porta para que nos pudéssemos descer. Era tudo muito lindo. Eu particularmente não gostei era claro de mais. Mas a combinação era perfeita, um tom de creme misturado com vermelho. Meu pai me apresentou a todos seu colegas de trabalho, apesar de um vampiro ele trabalhava em uma grande empresa. Logo me separei dele, apesar de entender do assunto eu preferia me privar de conversas. Eu estava indo para a sacada quando tropecei em uma mesa com um jarro de rosas vermelhas em cima. Eu pensei : Putz, que merda. Que mico vai ser quando eu chegar no chão. Eu fechei os olhos, não queria ver a queda. Vicente: Você esta bem? Eu abri os olhos, um garoto alto, de cabelo, preto, repicado e olhos verdes estava me segurando com uma mão e na outra o jarro de flores que devia ter caído junto comigo. Suuh: Sim... – eu estava surpresa , achei que esse tipo de situação só aconteceria se fosse provocada e não acidentalmente Vicente: Eu me chamo Vicente – ele sorria docilmente – posso saber seu nome? Suuh: Suzzane, Suzzane Hezzel Vicente: Mas que honra conhecer a filha do senhor Andrews, ele fala muito sobre você na empresa Suuh: Como assim? Quantos anos você tem? – ele devia ter uns 17 anos, impossível ele trabalhar com meu pai! Vicente: Tenho 21 – ele deu uma risada perante minha surpresa Suuh: Imperdoável! Isso , isso é imperdoável! Como você é tão novo? Ele se divertia com minha surpresa, realmente é imperdoável alguém tão jovem trabalhar junto com meu pai. Isso é muito difícil de aceitar, sempre achei meu pai o cara mais incrível do mundo e chega um... Um pivete, isso, um pivete no mesmo patamar de meu pai Vicente: O que é imperdoável? Eu estar trabalhando junto com seu pai? Suuh: O que isso? Você lê mentes? – não me diga que ele é mais um que lê mentes Vicente: Ah quem me dera... É que seu pai me fala muito sobre você e ele disse que se você me conhecesse nunca aceitaria o fato de um “pivete” como eu estar trabalhando junto com ele Suuh: Só falta ele ter dito que eu não ... Vicente: Ei! Olha a música, vem comigo – ele me puxou para o meio do salão e me posicionou para dançar com ele Suuh: Olha, eu não – ele me interrompeu Vicente: Não sabe dançar? É eu já sei disso também, é só deixar eu te conduzir Suuh: Como assim “também”? Ele me conduzia na dança, parecia que eu sabia dançar à anos. Todos param para olhar, inclusive o fofoqueiro do meu pai, que se divertia ao ver a cena da filha que não sabia dançar, dançando. Vicente: Eu sei de tudo sobre a sua vida Suuh: Não tente jogar verde comigo – eu cortei a dele Vicente: Droga! Bem que ele falou que blefar com você nunca dava certo. Suuh: Ei, ei estão todos olhando – eu me desconcentrei um pouco e acabei pisando no pé dele Vicente: Aaaii – ele não tirou o sorriso da boca, mesmo sentindo uma leve dor – não ligue pra eles, apenas deixe que eu te guie Suuh: Me desculpe – eu falei voltando a me concentrar no ritmo Vicente: Até que você dança bem... Você é bem jovem, por que não aprende a dançar? Suuh: Eu prefiro coisas mais importantes a dançar... Vicente: É mesmo? E isso agora, não é importante? Suuh: Basicamente, mas teoricamente não. Vicente: Teórica, então? Suuh: Talvez. Vicente: Viu? Não doeu tanto,em você, já acabou. Suuh: O que quis dizer com “em você”? — eu levantei a sobrancelha esquerda A música havia acabado. Todos aplaudiram e voltaram a conversar. Andrews: Achei que não soubesse dançar filha – ele veio todo sarcástico Suuh: Há-há-há – eu ri debochadamente e sem vontade – Engraçadinho Vicente: Sua filha é muito bonita Senhor Andrews Andrews: É eu sei – ele se achou – Eu estou de olho em você seu pirralho e não me chame de Senhor, isso me deixa mais velho — ele disse arrumando a gravata Vicente: Por isso mesmo – um sorriso de vitoria apareceu Andrews olhou com raiva, me deu um beijo na testa e voltou para o salão Suuh: Vejo que vocês se dão muito bem. Caminhamos para a sacada. Vicente: Nos damos mesmo, isto faz parte da nossa convivência sadomasoquista – ele se apoiou e olhou para o céu que estava estrelado e suspirou fundo quando disse a palavra “sadomasoquista” Suuh: E que historia é essa de “sua filha é linda”, seu debochado – eu dei um gole no champanhe que havia pegado no caminho Vicente: Eu não menti – ele continuava olhando as estrelas Suuh: Sei — abafei o som com o outro gole que tomei Vicente: É melhor você no tomar muito “isso daí”, pode fazer mal para seu estomago Suuh: Obrigado, papai – eu disse debochando dele Vicente: É serio pelo menos eu passo mal – agora ele me olhava Suuh: Não tenho um estômago infantil igual o seu Vicente: Ata, senhora maior de idade, seu pai me falou sua idade também! Se fosse pela minha idade eu bebia litros disso. Suuh: E quantos anos eu tenho? Vicente: 21 também! – ele disse tirando o copo das minhas mãos Suuh: Hmm – que bom, agora não darei mancada ao dizer minha idade Vicente: Ficou abismada? – ele ria Suuh: Por que esta tão sorridente? – eu mudava de assunto Vicente: Mudar de assunto... Típico seu não é? Suuh: Pois é – que droga, como lutar com alguém que praticamente te conhece dos pés a cabeça? Vicente: Quer ir lá para o salão? Eu prometi a meu pai que o ajudaria a recepcionar, mesmo achando isso um saco – ele desabafava Suuh: Vamos, tenho que procurar uma coisa – eu dizia ao me lembrar do “Chevalier” Vicente: Eu posso te ajudar se você quiser, eu que promovi a festa para meu pai, sei onde está tudo — disse ingenuamente Suuh: Você passaria sua vida inteira ao meu lado? – eu perguntei séria Vicente: Esta me pedindo em casamento? Suuh: Se a sua resposta for não, você não pode me ajudar. Caso for sim, eu não procurarei mas nada – eu fui direta Vicente: Acabamos de nos conhecer e – ele corou um pouco – nunca nos beijamos... Suuh: Não é bem um “casamento”. É mais um contrato. Vicente: Eu não viveria ao lado de alguém quem não posso nem fazer carinho Suuh: Eu lhe ensinarei que carinho não é necessário Vicente: E se eu te provar o contrario? – isso estava mais para uma aposta Suuh: Não. Vicente: Ãn? Suuh: Vá por mim, esqueça o que eu disse. Você ainda tem uma vida pela frente – eu botei a mão sobre seu ombro e virei para a porta – talvez possamos ser amigos em breve... Ou nunca mais nos vermos – eu segui ao encontro de meu pai Vicente: Não entendi – ele ficou parado O salão estava lotado. Muitas pessoas. Meu pai estava super interessado na conversa, era muito estranho vê-lo na convivência de muitas pessoas “estranhas”, ele sorria, forçado ou não era esplendidamente natural. Ele notou minha presença, pediu licença e foi ao meu encontro. Andrews: O que foi filha? Aquele pivete fez algo? – ele falava enquanto procurava Vicente com os olhos Suuh: Não – eu disse desanimada – acho que o pedi em casamento... Andrews: O que? – ele ria da situação Suuh: Perguntei se ele queria passar a vida dele ao meu lado – revirei os olhos com desgosto Andrews: Gostou dele? Suuh: Um pouco. Muito sorridente, pouco sarcástico – era incrível, apenas duas coisas na minha lista para a minha primeira opção de Chevalier Andrews: Só isso?Mas nada? Suuh: É... – eu pensei um pouco, realmente faltavam alguns itens na lista – Não parece ser ambicioso, forte... – pense, pense deve haver algo Andrews: Não bote defeito no moleque! Você nem o conhece direito! Suuh: Calma pai! Eu sei que tenho mais coisas a dizer, eu sei que tenho! – Me veio Rikky na mente – Isso! Ele não me protegeria de nada, não parece ser forte. Andrews: Faixa preta em Taewkondo, Karate – ele parecia ter uma infinidade de faixas pretas Suuh: Esta bem, esta bem! Eu desisto – ele me venceu, eu não tinha argumentos Andrews: Que a ‘caça’ começe! Suuh: Esta bem, irei a caça, mas... O que eu faço? Andrews: Ache alguma forma, eu tenho de ficar aqui com o pessoal. Suuh: Ajudou muito... O que eu vou fazer? Como convencê-lo a fazer esta burrada? Se eu o forçar, não teremos uma boa convivência... Já sei! Ótimo, ficarei amiga dele e em dois dias ele será meu. Suuh: Vicente! – eu o chamava na porta da varanda – Ainda está aqui? – eu me juntei à ele Vicente: Deixou-me sozinho aqui... – ele me olhou Suuh: Nunca mais farei isto, me perdoe – eu segurei suas mãos unidas sobre as minha Ele paralisou, ficou mudo, suas mãos ficaram frias, seu rosto pálido. O que eu fizera de errado? Eu sorria docemente. Suuh: Vicente? Você esta bem? – eu me assustei com sua reação Vi uma lagrima escorrer sobre seu rosto, ele abaixou a cabeça e andou rápido para fora do salão. Eu o segui, não sabia o que ele iria fazer. Este sentou no degrau dos fundos do deposito da cozinha. Eu me agachei ao seu lado. Ele chorava, não fazia barulho, mas seus olhos derramavam várias lagrimas. Eu toquei seu ombro. Suuh: Quer me dizer o que esta acontecendo? Vicente: Você me lembrou minha irmã – ele soluçava – Fez a mesma coisa que ela, disse as mesmas coisas que ela, sorriu da mesma forma que ela... Suuh: Eu não sabia que você tem uma irmã, por que não me apresentou a ela? Vicente: Ela morreu – ele respirou fundo – Ela morreu faz cinco anos Suuh: Desculpe-me, eu não sabia. Se não quiser não precisa falar sobre isso.
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