Banboru
3 Capítulo 3
Que droga! Eu já não estava bem e aquela garota ainda queria que eu á escutasse... Eu tentei ficar quieta por uns 40 minutos, mas ela não deixava. Não pensei duas vezes... Botei o violoncelo nas costas, pulei a janela e fui em direção ao campo de rosas. Ao chegar lá notei um som suave e distante. Aproximei-me um pouco, vi Rikky com um violino bem no centro do campo.
Suuh: (surrando) não acredito, ele fica cada vez mais perfeito!
Mesmo com esse pensamento me juntei a ele e comecei a tocar. Rikky me olhou de canto e deu um sorriso de canto,Fiquei vermelha, minhas mão suavam, eu olhava fixamente para meu violoncelo, que droga! Eu realmente estava apaixonada.
Rikky: Você é boa. *em todos os sentidos MUHAHAHA*
Suuh: Pena que não posso falar o mesmo de você! (mentirosaa DD:)
Rikky: (Hadouken) o-o \'Se você esta tentando me maltratar pode continuar... Amo isso *-*
Suuh: *porcaria! Até nisso ele é perfeito *
Ouvi uma voz muito longe, mas conhecida. Quando vi Haru pulando nas minhas costas berrando!
Haru: SUUUHHH!!!uuhhhh??
Suuh: O que é agora?
Haru: Annn.. Você viu a Kizyh?
Suuh: Aff carã, já tentou deixá-la respirar?
Haru: Mas eu sou seu Chevalier!
Suuh: A única coisa que um Chevalier faz é proteger sua dona, e nem isso você consegue. Você é apenas um empecilho na vida dela, não percebe que ela não gosta de você? Ela só tem pena de você, como qualquer pessoa tem por um animal escorraçado e prestes a morrer.
Rikky: O-O (Ai que carinhosa! *O* me apaixonei!)
Haru estava com a cabeça baixa, apertava sua mão com força, suas veias estavam destacadas. Uma lágrima correu seu rosto, ele virou as costas e foi embora. Será que peguei pesado?... Nãaao ele tem que sofrer mesmo!
Rikky: *apaixonado*
Suuh: Por que parou de tocar? Inútil, volte imediatamente – falei em um tom irritado.
Rikky: Ok! *------------¬*
*Haru...
Haru: (Essa foi a gota! Essa garota me irrita muito! Não vou mais suportá-la! Falarei com a Kizyh para mudarmos de quarto ou algo do tipo que me dê mais distancia da Suuh.)
*Kizyh estava na biblioteca lendo alguns livros de medicina.
Haru: Kizyh?
Bibliotecária: Pssiih! Faça silêncio!
Kizyh: *Faz um movimento de negação*
Haru: *chegando perto de Kizyh* Não quero mais ficar no mesmo ambiente que a Suuh
Kizyh: * Sem dar muita atenção, procurava outro livro* O que foi dessa vez?
Haru: Ela falou que você só tem pena de mim e que eu nunca protejo você e...
Kizyh: Não venha me importunar com esse tipo de coisa! Estou lendo...
Haru: *tristonho* Mas Kizyh eu...
Kizyh: Se for só isso você já pode ir...
Haru: *da um soco fraco na estante, entortando a boca com sinal de desaprovação e vai embora* (Se é assim fazer o que... vou para meu quarto)
Eu ainda estava com Rikky no campo de rosas.
Suuh: Rikky...
Rikky: Siim
Suuh: Vou ao meu quarto e já volto.
Rikky: O que vai fazer?
Suuh: Não é da sua conta, amorzinho
Rikky: Já estamos assim é?
Fiz um bico e deixei meu Cello encostado na cadeira. Fui em direção ao meu quarto, não sei por que, mas algo me mandava ir lá, algo dizia que eu me divertiria muito. Quando cheguei ao quarto senti o cheiro de Haru ,logo vasculhei o quarto. Ele sonhandocom algo, seu passado talvez. Não me contive tinha que ver a sua expressão! Ele estava deitado no seu beliche, eu subi, fiquei sentada em cima de sua barriga olhando fixamente para seu rosto que se contorcia de dor. Eu estava mais do que feliz. Era excitante vê-lo sofrendo até nos seus sonhos. Ele sonhava com a Kizyh, lembrava de quando ela o salvara e de como ele a amava e ela o rejeitava. Não me contive. Soltei uma gargalhada. Meus olhos se fecharam e minha boca aderia um sorriso demoníaco. Haru acordou assustado.
Haru: Suuh?
Suuh: AHÁHÁ!! Você é tão inútil – Eu dizia em um tom suave e sarcástico — amar,não ser amado e continuar na esperança ridicula de que istto vai mudar
Haru: Você acha isso divertido? É tudo culpa sua! – ele dizia em um tom irritado
Suuh: *eu ria desesperadamente* Agora a culpa de você ser assim é minha? – Eu parei de rir e me inclinei, falando em seu ouvido – Essa foi uma escolha sua, você não pode culpar a ninguém, somos donos de nosso próprio destino...
Haru me empurrou do beliche. Eu cai apoiada em meus joelhos. Olhei para ele e voltei a rir.
Haru: Eu te odeio! te odeio muito! Você não tem noção. VOCÊ NUNCA DEVERIA TER NASCIDO!
Eu parei por um segundo me lembrando do que aquele humano havia me falado. Deitei no chão virada para baixo.
Haru: Er, Suuh eu não... – ele disse com um tom arrependido
Suuh: AHÁHÁÁÁÁÁHÁ!! VOCÊ É TÃO ILÁRIO!!! ACHO QUE ESTOU MIJANDO!!! AHÁHÁHÁ! VEJA VEJA ESTOU CHORANDO!! A QUANTOS ANOS NÃO FAÇO ISSO !!! AHÁHÁHÁ!! – dizia com a mão na barriga
Eu nunca ri tanto na minha vida como ri naquele dia. Eu rolava no chão. Haru apenas me olhava com vontade de chorar. Eu resolvi ajudá-lo. Levantei-me.
Suuh: :’D * enxugando as lágrimas* Eu posso te ajudar.
Haru: Hãm?
Posicionei-me como havia feito naquele dia. Eu estava pronta para recomeçar. Mas achei melhor não, seria apenas ele e este não é digno nem da metade de minha força. Avancei em seu pescoço, segurei com as minhas duas eu ia asfixia-lo. Queria ver ele se debater como um peixe. Admito que ele era mais forte do que eu esperava, eu estava distraída e preocupada em fazê-lo sofrer que nem percebi que ele tinha bons reflexos, ele cravou um faca em mim. Eu , automaticamente, fui para traz. Olhei para a faca que me fazia sangrar. Resolvi brincar com Haru. Comecei a fazer ceninha, chorei, perguntei porque ele havia feito aquilo. Botei a mão no rosto com soluços pós choro até que eles viraram risadas maléficas, eu puxei a faca e lambi o sangue.
Suuh: HÁHÁ!! Você acha que pode me matar? Eu sou um monstro, e monstros não morrem!
Não me agüentava em tal atmosfera de medo que ele emanava. Eu realmente me divirto com choro de criancinhas iguais a ele. Queria fazê-lo sofrer, sim eu estou doente por fazer Haru sofrer! Fracos como ele não deveriam ter lugar no mundo, por que o mundo é dos mais fortes. Porém Haru até me fez pensar que ele era digno de poder pensar em ser um Chevalier bom para Kizyh, ele sabia lutar, tenho que reconhecer.
Haru me segurou pelo pulso e disse que estava com ódio de mim, mas não queria lutar comigo. Eu parei.
Suuh: Yare Yare ! Você não deixa nem eu me divertir? – disse em um tom sarcástico
Haru: Não quero mais isso... Não quero mais viver assim... Será que você poderia... ? *Haru levantou a cabeça e Suuh não estava mais lá*... ¬¬\" aquela idiota...
Ahh... Francamente, que palhaço : Eu estou com ódio de você,mas não quero lutar... Mimimi ...Vou voltar com o Rikky...
Suuh: Riikky? – chamei cantarolando — Rikky?! – ú-u (homens)
Rikky: Para com isso cara, ta maluco? – ele dizia com irritação
Cara eu não acreditava no que estava vendo, um cara de estatura mediana estava passando a mão pelo corpo do Rikky, cheguei mais perto para ter certeza.
Rikky: O-O\" Suuh?! ?!
Suuh: Que coisa mais...repugnante D:
Watt: Algo contra – dizia com malicia
Suuh: ( com o MEU Rikky sim ;-;) Não... apenas não acreditava que veria esse \"tipo\" de coisa aqui no campo de rosas já que sou uma das únicas a vir aqui... Mas enfim... deixá-los-ei á sós...
Rikky: Sai Watt – ele empurrou o outro – Suuh... não é nada disso que você esta pensando...
Suuh: Você não me deve explicações... – ú-u – se você gosta de outra coisa a culpa não é minha.
Rikky: O QUE VOCÊ ESTA INSINUANDO?
Suuh: Que você é bissexual, ou até mesmo, homossexual. Por que?
Rikky: Você vai se arrepender do que esta falando! – disse empurrando Watt e seguindo para cima de Suuh – Vou te mostrar o homossexual.
Acho que não deveria ter dito aquilo. Rikky estava vindo rápido demais, seus olhos estavam mais vivos. Eu estava assustada com a sua reação.
Suuh: N-não leve a mal eu só... Estava brincando – eu gaguejava
Rikky: Não vai escapar agora – ele disse puxando meu corpo para o dele
Suuh: Largue-me! – meu corpo o repelia, mas minha mente não
Foi uma tentativa sem sucesso. Ele me puxou e, apesar de ser previsível, não esperava que ele me agarrasse em plena manhã. Achei que fosse apenas um abraço, mas ele me beijou. Senti seus braços sobre minha cintura, nossos corpos estavam colados, eu sentia seus lábios gelados sobre os meus. Eu estava desnorteada, não sabia o que fazer, queria e ao mesmo tempo não queria que aquele homem tocasse em mim. Meu coração estava acelerado, meu rosto estava corado e eu não queria que Rikky me visse em tal situação desprezível.
O rosto de Rikky era muito mais lindo visto de perto. Eu sentia seu coração batendo cada vez mais rápido, suas mãos tremiam levemente, ele parecia estar nervoso. Então ele foi vagarosamente se afastando de mim.
Rikky: E então? Ainda acha que eu faria isso com você se eu fosse homossexual? –dizia em um tom de vitoria.
Watt: Que triste! Eu vou embora. – ele virou e foi embora, desaparecendo de minha visão
Suuh: Fez isso apenas para me provar de quer não era homossexual? – eu disse num tom de tristeza
Rikky: Bem... Mais ou menos, por quê? – ele não estava entendendo minha reação e, diga-se de passagem, que eu também não estava me entendendo
Suuh: Não deveria brincar com os poucos sentimentos que tenho seu... imbecil — eu disse levantando minha mão para dar-lhe um tapa quando ele segurou minha mão me puxando para perto dele novamente, colando seu rosto perto ao meu
Rikky: Esta caidinha por mim não é? – ele disse com um sorriso no canto de sua boca
Suuh: Cretino! Eu nunca me apaixonaria por você, seu convencido! – eu tentava me distanciar, sou orgulhosa de mais para dizer que estava gostando dele.
Rikky: Vamos, repita comigo: Eu amo o lindo do Rikky! – Ele se aproximava cada vez mais de mim
Suuh: AHH!! Se não me soltar vou gritar!
Rikky: Faça e eu te beijarei! – (ê-e)
Suuh: já chega, me largue imediatamente — eu desisti de tentar sair a força, apesar de ter certeza de que sou mais forte não queria mostrar esse meu lado para eles, não agora que tenho ‘ amigos’.
Haru: Ora,ora! Vejo que os pombinhos estão se entendendo não é?
Kizyh: huhu – Kizyh parecia estar de bom humor
Suuh: Unff – aproveitei que Rikky abaixara a guarda e me afastei dele, desamassei meu vestido para tirar a bronca – não somos pombinhos!
Rikky: Ahh... – ele fez um bico — por que não somos? Nos já nos...
Suuh: Cale-se! Aquilo nunca aconteceu.
Haru: Aquiilo oquêe? – ele fez uma cara de safado
Suuh: Nada! – eu disse cravando minhas unhas nas costas de Rikky
Rikky: Aai! é é , não aconteceu nada! – ele se contraia um pouco
Demos um sorriso forçado e logo perguntei a Haru que eles queriam
Haru: Nos... nos... eu não sei, o que era mesmo Kizyh?
Kizyh: ( D: ) Nos viemos chamá-la, por que algo me dizia que você estava ocupada de mais e não iria ouvir o diretor nos chamando no salão central – um feição de chacota era o que eu via
Resmunguei. Por que logo naquela hora? Porque aquilo foi acontecer? Eu não passo de uma pessoa que mata por diversão e suga sangue. Por que isso tem de acontecer? Não quero afeto, eu não gosto disso!
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