Banboru
6 Capítulo 6
Ayame: *----* Suuh-sama – Ela pulou da cama e me abraçou
Suuh: A-ayame o que ...
Ayame: Eu estava pensando se .... – eu a interrompi
Suuh: Olha que pena, estou super-atrasada para aula de música – a soltei e corri para fora do quarto – Ummff... (Que droga, não posso mais ficar no meu próprio quarto?) Aliás, onde esta Kizyh? Ela disse que estaria aqui...Vou procurá-la na biblioteca.
No caminho até a biblioteca Sheron me parou alegando que eu tinha uma visita. Fui até a secretaria em sua companhia. Era Andrews. Ela nos deixou a sòs.
Suuh: O que veio fazer aqui? Eu sei me cuidar não... – fui interrompida
Andrews: Vamos embora,suas coisas estão no carro já – ele estava estranho, estava sério e com a voz estavelmente assustadora.
Suuh: M-mas eu acabei de sair de lá e estava tudo là! Você esta mentindo – eu disse esperando ele voltar a sua face feliz,mas isso não aconteceu
Andrews: Tudo o que você precisará esta no carro, agora vamos embora – ele disse vindo em minha direção e puxando meu braço como se eu fosse uma criança
Suuh: O que esta fazendo? Tem um torneio e eu vou participar! Não pode me tirar daqui! E-eu tenho amigos! Não pode fazer isso, você mesmo me disse par ser social – eu estava desesperada, me debatia,não queria sair dali
Andrews: Esqueça tudo o que eu falei, e apenas escute o que eu vou falar agora – ele me tirou da sala a força
Suuh: BAKA! BAKA MITAI! BAKA,BAKA,BAKAAAAA!!!!! – eu gritava enquanto era arrastada para fora
Andrews pediu desculpas para Sheron pelo que eu fazia. Na saída da sala encontrei Haru, parei de gritar,não havia palavras então apenas estiquei a mão como um pedido de socorro,ele tentou me ajudar,porém apenas o olhar de Andrews o paralisou. Andrews me levou para o carro , ainda estava calada eu sabia que gritar com ele não teria resultado. Fui em silêncio até meu quarto, me tranquei e passei o dia deitada na cama ouvindo música.
Vitor: A senhorita está com fome? – disse Vitor dando três toques na porta,como de costume.
Suuh: Eu aprendi a me virar sozinha, obrigado Vitor, mas não precisará me trazer sangue... eu mesma vou buscá-lo – disse cobrindo-me
Vitor: Se a senhorita prefere assim... Sr. Andrews disse que a quer pronta em 20 minutos – disse ele,se afastando.
Suuh: Mimimimi – eu resmungava me encolhendo na cama.
*Na escola
Kizyh: Vou querer este livro – ela disse dando o livro a bibliotecária.
B: Pode levá-lo. A devolução será em 3 dias.
Kizyh: Esta bem.- disse ela saindo da biblioteca – acho que a Suuh já esta no quarto, ela vai me matar por deixá-la sozinha com o Demônio-rosa...Acho melhor eu correr – pensou ela e logo desapareceu chegando no quarto em segundos — Suuh me desc... – Haru estava mais pálido do que o normal – O que aconteceu? ? ?
Haru: Levaram ela.. – ele dizia com a mão na cabeça e com os olhos prontos para chorar
Kizyh: O-o que? Levaram a Suuh? Mas quem a levou? Você viu?
Haru: S-sim, mas eu não pude fazer nada...
Kizyh: Como assim? Rikky não estava com você? E quem a levou , ela nunca mencionou nada sobre outras pessoas.
Haru: Eu não sei! – ele se levantava angustiado – Era um homem alto, bem vestido e muito amedrontador, só o olhar dele... Credo é horrível lembrar.
Kizyh: Temos que fazer alguma coisa quanto a isso! Eu, eu vou até a secretaria – ela saia importunada com o que acontecera.
Kizyh abriu a porta bruscamente.
Kizyh: Como deixaram que levasse Suzzane Hezzel desta escola interna?
Sheron: Não abra a porta assim! Estão em uma reunião importante!
Kizyh: Isso não me interessa, quero explicações sobre Suzzane!
Sheron: Não devemos explicações aos alunos, mas como eu sei que você irá me importunar futuramente... Eu lhe direi o suficiente : “Problemas familiares”.
Kizyh: Isso não muda nada! Quero detalhes.
Sheron: A família Hezzel não nos deu direito de falar sobre sua historia, a senhorita Hezzel é a sucessora do ‘trono’,logo, tem que se preparar. Agora volte para seu quarto, e não volte a tocar no assunto.
Kizyh: Até parece... – ela deu de ombros e seguiu em frente
*Mansão Hezzel
Suuh: Estou aqui...
Andrews: Esta atrasada.
Suuh: Por que me tirou de lá? Eu estava fazendo que você me mandou! Eu tinha amigos e, além disso... Vai ocorrer um torneio e eu vou participar!
Andrews: Por isso eu te trouxe aqui.
Suuh: Como assim?Não quer que eu participe?
Andrews: Você não tem escolha... Irá participar, querendo ou não. Só que se eu não te treinar eu , digo, você perderá!
Suuh: Eu me garanto! Não vou perder!
Andrews: Você não sabe nem pegar seu próprio alimento, como quer lutar? – seu tom de voz ficava irritado
Suuh: Culpa sua se eu sou assim!
Andrews: Sim! E eu vou corrigir meu erro.
Suuh: Mesmo assim, eu consigo vencer esse torneiozinho sem ajuda...
Andrews: É mesmo? Então tente tocar em mim.
Suuh: Como assim?
Andrews: Vamos! Lute comigo, eu não reagirei, apenas vou esquivar.
Suuh: Não vou bater em você... Você é meu... Meu pai – isso me constrangia
Andrews: Realmente, eu tenho que corrigir um grave erro.
Suuh: C-como assim?
Andrews: Ataque-me logo! Você passou tempo de mais com esses seus novos amiguinhos, esqueça tudo que eu falei sobre amigos e felicidade!
Eu o olhava serio não entendia o porquê disto repentinamente, meus amigos... esquecê-los? Como eu poderia atacá-lo? Que raiva! Eu não entendia mais nada... Resolvi partir pra cima dele, ele não brincava quando falava aquilo.
Andrews: Viu? Você é inútil! – ele se esquivava facilmente de meus ataques – Vamos, me diga que esta pegando leve, me ataque, ME ATAQUE!
Eu o atacava com tudo que eu tinha, mas ele parecia uma cobra, se contorcia e esquivava facilmente de meus ataques. Isso estava me irritando muito. Eu me sentia segura o suficiente para apenas tocá-lo.
Andrews: Esta vendo? Você não sobreviveria nem um segundo na arena que será o torneio! – ele parava sentado na poltrona marrom-escura – ou você acha que todos têm o seu nível? Francamente, não me lembro de tê-la criada tão fraca assim!
Eu resmungava, mas ele tinha razão... Eu era uma fraca, uma inútil que achava que era alguma coisa.
Andrews: E então? Posso treiná-la por livre e espontânea vontade ou vai querer na pressão?
Revirei os olhos dando sua resposta.
Andrews: Muito bem – ele levantou da poltrona – Lembra-se da ultima vez que matou alguém?
Suuh: Por que me lembra disto? – este assunto me intrigava
Andrews: Por que você o fará novamente.
Suuh: Eu não vou matar ninguém da escola!
Andrews: Não vai matá-los agora, mas em breve.
Suuh: Não quero discutir sobre isso... Vamos ao que interessa.
Não sabia o porquê disto tudo, mas eu queria ficar forte o suficiente para matar a todos. Era algo parecido com instinto. Não sabia como explicar, só queria fazê-lo.
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