As Caçadoras de Ártemis não deveriam sentir atração por garotos, certo? Então por que será que Thalia se sentia tão estranha perto daquele idiota do Leo?

Embora tentasse ignora-lo, fosse fria com ele e repelisse todos os seus elogios, não poderia negar que ele era bonitinho... e aquele cabelo...

Ah, o que estava acontecendo com ela? Aquilo era tão estranho... Será que fazia parte da adaptação as Caçadoras terem essas crises existenciais? Thalia renegara a companhia dos garotos para todo o sempre em troca da imortalidade (o que só fazia aquele sempre ser mais longo ainda). A companhia das Caçadoras de da deusa Ártemis não deveria ser o suficiente?

Depois da batalha de Manhattan, Thalia sentia falta de ação. Claro, caçar monstros com um monte de garotas podia ser divertido, e a Caçada realmente parecia uma grande família... Mas alguma coisa faltava.

Como se lesse seus pensamentos, Leo apareceu, se sentando ao lado dela. A garota fingiu que não sentiu o salto que o coração deu assim que avistou aqueles cachos adoráveis...

Repreendeu-se. Além de ele ser um idiota, era óbvio que aquilo era errado... ela era Caçadora, oras!

Ele começou a falar alguma coisa, e Thalia refez a cara de não-ligo-pra-você que sempre fazia quando o via (mesmo que não sentisse isso).

- Você não é a Demi Lovato, mas faz meu skyscraper se levantar... – disse, com o sorriso no rosto. Era impossível saber se aquilo era sério.

-Obrigada, Leo... –respondeu se apoiando nele para se levantar, atordoada. Os olhos dele brilharam.

-Sério? Você não vai me atirar na neve? — disse, a fazendo rir, debochada.

- Claro... era o balde d’água fria que eu precisava... – e se levantou, indo em direção ás barracas prateadas. – Mas quem sabe da próxima vez.

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