— O'Connor. — disse uma voz suave. — Quanto tempo que não te vejo.

— Sir Arthur. — respondeu, com sua voz grave.

— Por favor, me chame só de Arthur. Somos amigos, não precisa de formalidade.

— Tá bem, Arthur. — ele coçava a cicatriz. — Ele apareceu. De novo.

— De novo? O que esse maldito está buscando? — ele tomou uma postura mais firme, ao invés da suave e jovial.

— A garota que você me mandou. Ela o encontrou em uma missão.

— E saiu viva?

— Sim. Acho que a covardia do garoto salvou os dois.

— Hahahaha. — ele riu. — A sorte dos covardes, né?

— Sim. — ele se forçou para não rir. — Ele falou algo sobre uma pedra. Será que ele descobriu sobre ela?

— Esse desgraçado, não desiste nunca dessa pedra.

— O que é exatamente essa pedra? — perguntou O'Connor.

— É uma Gema, nós a chamamos de Gema do Dragão. Os anciões dizem que quem tiver ela, terá o poder dos dragões, sobre os dragões, algo assim. — pigarreou. — Nunca prestei muita atenção no que aqueles velhos diziam.

— Você não muda nunca.— brincou ele, balançando a cabeça. — Você sabe o que ele quer com essa Gema?

— Não sei. Ele não é o tipo que para pra conversar. — deu de ombros.

— Certo... — ele estranhava aquela postura vinda do homem à sua frente. Nunca se acostumaria. — Sobre a garota.

— Tanya.

— Isso. — ele pigarreou. — Ela viu as marcas. Ela tem muitas perguntas.

— É, não dá mais para esconder dela. — ele suspirou. — Traga-a até mim. Está na hora de explicar sobre a Marca do Dragão.

— Sim senhor. — O'Connor fez uma reverência.

E com ela, deu as costas para o homem, loiro e com barba curta. Cabelos longos, caídos sobre os ombros, trajado com uma armadura ornamentada. Ele estava sentado sobre um trono, e eles em um longo salão. Estandartes pendurados nas paredes com o brasão gravado em dourado, no tecido vermelho. Uma salamandra. Era o Brasão da Ordem, a Ordem da Salamandra. E aquele homem, era o líder dela.

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