Balada Maldita.
15 Jogando com o perigo
O discurso de Abby foi remarcado para dois depois então eles teriam esse tempo para achar o culpado.
Erick ainda estava em Miami junto com Edward.
— Qual o plano dessa vez? – Perguntou Edward. – Soube que ela está com os CSI e dois do NCIS. Não vai ser fácil.
— Eu conheço o Agente Gibbs e o Agente Dinozzo. Acho que eles ainda não sabem que saí da cadeia. – Disse Erick.
— Você acha? – Perguntou Edward. – Considerando tudo que eu ouvi sobre o agente Gibbs eu não contaria com isso.
— Eles pararam com qualquer contato na última visita da Abby. – Disse Erick. – A única que ela fez em quatro anos.
— É por isso que quer matá-la? – Disse Edward. – Por causa De uma coisa tão inútil?
— Eu a ajudei com o Enoar e ela nem quis me ver além de uma vez. – Disse Erick. – Eu vou conseguir atraí-la para uma armadilha.
— E como vai fazer isso? – Perguntou Edward.
— Talvez se eu a atrair com algo que ela ama... Eu acho que consigo separa-la. – Disse Erick
— A garotinha? – Perguntou Edward.
— Eu não machuco crianças, Edward. – Respondeu Erick. – Eu posso ser um homem mau, mas a filha da Abby não vai ser envolvida nisso.
— Então quem? – Perguntou Edward.
— Ainda estou pensando. – Disse Erick. – Temos mais dois dias aqui.
Erick sentou numa das poltronas do quarto em que estava hospedado. Tinha um copo de uísque nas mãos.
— Podemos dizer que estamos coma filha dela sem ter que sequestrar a garotinha. – Disse Edward de repente. – E dizer que se ela ligar para o marido ou para qualquer outra pessoa a filha dela morre.
Erick estava feliz com o plano bolado pelo cumplice.
— É por isso que eu te escolhi Edward. – Disse Erick sorrindo. – E atraímos ela para algum lugar e poderemos machuca-la. E quando o agente Gibbs a encontrar será tarde demais.
— Perfeito. – Disse Edward. – E o mais importante. Dizemos que ela terá que ir sozinha se quiser a menina de volta.
— Maravilha. – Disse Erick. – Você faz a ligação.
Edward pegou o telefone do quarto.
— Faço isso agora? – Perguntou.
— Faça. Ligue para o celular dela. – Disse Erick passando o número do celular de Abby. – Esse é o número.
Edward discou os números e Abby atendeu.
— Abby. – Disse quando atendeu. – Quem fala?
— A única que precisa saber é que eu estou com sua filha. – Disse Edward. – E que ligar para alguém fara com que ela seja morta.
— Deixem a Kelly em paz. – Disse Abby. – O que vocês querem? Querem dinheiro? – Perguntou Abby.
— A gente não quer dinheiro Senhorita Sciuto. A gente quer você. – Disse Edward.
— Eu? Por que? – Perguntou Abby.
— Você tem valor para o governo. É uma agente deles. – Disse Edward. – É uma troca justa. Sua filha por você.
— Quem vai pega-la quando soltarem ela? – Perguntou Abby.
— Vamos deixa-la no seu hotel e vamos deixar dito quem é para chamar. – Disse Edward. – Despiste sua segurança e nos encontre no galpão perto da Little Bay. Quando chegar lá entre e nos espere.
— E como vai saber que eu cheguei? – Perguntou Abby.
— A gente vai estar lá esperando. Em algum canto do galpão. – Disse Edward. – Lembre-se do que está em jogo. E se avisar qualquer um até mesmo seu marido Kelly vai morrer.
— Estarei lá. – Disse Abby desligando o telefone.
Ela se sentou na cadeira do quarto e disfarçou quando Horátio entrou no quarto.
— Está tudo bem, Abby? – Perguntou Horátio.
— Sim está. Eu só preciso ir a algumas lojas comprar algumas coisas. – Disse Abby.
— Então vamos. – Disse Horátio.
Abby o impediu.
— Eu vou sozinha, Tenente. – Disse Abby pegando o celular e colocando embaixo do sofá sem que Horátio visse. – Eu entendo que Gibbs queira que eu ande com seguranças, mas Miami é segura o suficiente.
— Tem certeza? – Horátio deu alguns passos. – Eu tenho que ficar te protegendo.
— Está bem, mas pode pegar minha escova de cabelo no banheiro? – Disse Abby. Horátio não percebeu que ela estava perto da porta.
— Claro. Qual delas? – Perguntou Horátio.
— Uma de caveira. – Disse Abby abrindo a porta com o mínimo de barulho.
Horátio entrou no banheiro e se assustou quando a porta bateu. Ele tentou ver por onde Abby havia indo. Viu que as portas do elevador haviam fechado antes dele conseguir chegar perto. A porta que dava para as escadas estava aberta então ele tentou deduzir por onde ela havia descido. Eram dez lances de escada até o térreo então ele deveria correr.
Ele chegou ao térreo cansado de pular um degrau cada vez para ser mais rápido.
— Deveria ter ido de elevador. – Respirou até conseguir ter folego outra vez. – Vocês viram essa garota aqui? – Perguntou para o recepcionista com uma foto de Abby.
— Vimos. Ela pegou um táxi aqui na frente há dois minutos. – Disse o recepcionista. – Ela é bandida?
— É uma agente federal. Eu estava protegendo ela, mas por algum motivo ela escapou. – Horátio não sabia o que iria fazer.
Ele lembrou que tinha que avisar Gibbs e Tony que estavam no laboratório de Miami acompanhando as provas.
— A bomba eram os copos. Ela foi ativada quando colocaram a água fria neles. – Disse Calleigh a Gibbs e Tony.
— Então o alvo poderia qualquer um da convenção. Não especificamente Abby. – Disse Gibbs.
— Acho que o alvo era Abby. Qualquer coisa gelada poderia ter ativado a bomba. Desde água a Caf-Pow. – Disse Calleigh.
Gibbs discou o número de McGee que estava em casa com Kelly.
— Vamos filha. Come só mais duas colheres. – Disse McGee para Kelly que teimava em não comer. – Papai vai atender o telefone e já volta. E quando voltar quero ver essa comida toda comida. – Disse McGee. – Ei. Chefe. Algum problema?
— Você sabe se aquele homem, o tal de Erick já saiu da cadeia? – Perguntou Gibbs.
— Por que essa pergunta agora chefe? – Perguntou Timothy.
— O alvo era Abby mesmo. – Disse Gibbs.
— E por que acha que é Erick. Ele ajudou Abby a fugir de Enoar há quatro anos. Não faz sentido. – Disse Timothy.
— Mesmo assim verifique para mim Timothy. – Pediu Gibbs.
— Está certo chefe. – Disse McGee. – Posso ao menos terminar de dar comida a Kelly?
— Claro McGee. – Disse Gibbs antes de desligar. – Só faça isso depois. – E desligou.
— Ei Kelly. Estou voltando. Se não tiver comido tudo vou lhe fazer cosquinhas na barriga até você cansar. – Disse McGee voltando para a cozinha onde Kelly estava. – Oh. Veja. Comeu tudo! Que pena. Queria fazer cosquinhas na barriga. – McGee pegou Kelly no colo e a levou para o escritório com ele. – Quer trabalhar junto comigo?
— Quero papai. – Kelly ficou animada.
— Então vamos. Eu vou te ensinar a verificar antecedentes. – Disse McGee. Ele colocou a menina frente do laptop dele e ajudou ela a alcançar o teclado.
Kelly estava a um ano de começar a estudar e McGee já queria ajudá-la a aprender a escrever. Era um pai muito responsável com a garotinha. Junto com Abby formavam uma família muito bonita. Dava gosto de ver.
Miami
Horátio finalmente conseguiu falar com Gibbs ao telefone.
— Diga que é pegadinha! – Gibbs estava furioso ao telefone. – Como deixou Abby fugir?
— Ela me enganou. Ela tem um jeito para fugir. – Disse Horátio.
— Posso puxar a rede telefônica para procura-la agente Gibbs. – Falou Wolfe.
Àquela altura toda a equipe CSI já havia sido informada e apareceram para ajudar.
— Obrigado CSI Wolfe – Agradeceu Gibbs.
— Temos um Problema. – Disse Wolfe.
— Qual? – Perguntou Gibbs.
— O sinal do celular está vindo do hotel. – Disse wolfe. – Dentro do quarto do hotel.
— Ela deixou o telefone no quarto. – Disse Gibbs. – Por que ela faria isso?
— Posso puxar as ligações dela. – Disse Eric. – Com licença.
— Claro. – Disse Gibbs. – Faça isso.
Eric puxou as ligações do celular de Abby. A maioria era de Gibbs, Tony ou McGee. Havia uma eu não era de ninguém da agencia.
— É um pré-pago registrado em Miami. – Disse Eric. – Foi pago com cartão de crédito. – Disse Eric.
— Grande erro. – Disse Gibbs.
— O cartão está em nome de Edward Smith. Ele mora em Washington, mas está em Miami com um amigo. – Disse Eric.
— Qual o nome desse amigo? – Perguntou Tony.
— Vai levar um tempo para checar. – Disse Eric.
— O mais breve que conseguir. – Disse Gibbs. – Ah. Oi McGee. Checou aquela informação para mim? – Disse Gibbs atendo o telefone.
— Erick Lagrahan saiu da cadeia há uma semana. – Disse McGee.
— Por que não ficamos sabendo disso? – Perguntou Gibbs.
— Há dois anos ele solicitou sigilo em seus papeis prisionais. Nem a NCIS deveria ter acesso. – Disse Timothy. – Aparentemente ele deu dinheiro ao diretor para conseguir.
— E onde ele está agora? – Perguntou Gibbs.
— Miami. Chegou há quatro dias. Com um amigo. Edward Smith. – McGee falou.
Gibbs já capturou na hora.
— Conheço esse silencio. – Disse McGee.
— McGee me escuta. Pega a Kelly e vão para o NCIS e fiquem lá com a Ziva e o Vance. – Disse Gibbs. – Não saiam de lá.
— O que está havendo chefe? – Perguntou McGee.
— Acho que Erick Lagrahan veio atrás de vingança. – Disse Gibbs.
— Por que? Ele ajudou a Abby a fugir do Enoar. – Disse Timothy.
— Eu acho que ele nunca perdeu o jeito malvado dele. – Disse Gibbs.
— Cadê a Abby? – Perguntou Timothy.
— Ela sumiu McGee. – Disse Gibbs.
— Eu vou para aí agora mesmo.- Disse Timothy.
— Não. Não McGee. Você precisa proteger Kelly. – Disse Gibbs. – Vá para o NCIS com Kelly e não saia até acharmos a Abby. – Disse Gibbs desligando o telefone.
Abby fez o taxi parar na frente do galpão abandonado. Pagou a corrida com o dinheiro que tinha na bolsa e desceu.
— Queria ter me despedido de Gibbs. – Pensou antes de entrar. – E de McGee.
Ela tomou coragem e entrou no galpão, abrindo a porta que fez um barulho enorme.
Ela caminhou até o centro do galpão e uma luz forte acendeu.
Sentiu passos atrás dela e tentou correr, mas foi atingida por um raio paralisante, caiu no chão e apagou.
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