Notas iniciais
Oilá, tudo bem?!
Após um duro período da facul, finalmente de férias, UHUL!
Eu não me responsabilizo por qualquer reação em relação a essa fanfic, curtinha e ela surgiu de um headcannon brisado que eu tenho.
A capa é isso aí mesmo e bora que bora!

Boa leitura (ou não).

Para muitos é mais um 1º de Maio, mas para o herói semi—profissional Katsuki Bakugou, mais conhecido como Ground Zero, esta é uma data muito especial, pois é a primeira vez que ele vai ao banco sacar seu primeiro salário como adulto. Explicando, na verdade, ele já sabia o que é receber salário fixo devido aos estágios feitos nos tempos de colegial, mas por ser menor de idade naquela época, ele recebia o dinheiro no banco por ordem de pagamento até o mês passado (quando atingiu a maioridade e pode abrir uma conta-corrente).

Faltando dez minutos para o horário do expediente bancário e dos caixas eletrônicos mais próximos de onde o herói estava acabar, ele chega apressado ao local e vai direto até o primeiro caixa eletrônico vazio. Com pressa, Bakugou pega o cartão bancário que está dentro da carteira, guarda ela de volta e segue todos os procedimentos da máquina para desbloquear o chip do cartão. Após a máquina expelir o cartão por motivos de segurança, o herói pega o objeto de volta e já com a tela do caixa de novo no menu principal, ele seleciona a opção de extrato na tela para verificar se todas as contas postas em DDA mês passado foram devidamente debitadas. Conforme o sistema da máquina pede, ele coloca o cartão novamente lá dentro, segue todos os procedimentos e com o extrato na tela, ele tem a confirmação sobre ter dado tudo certo. As contas foram devidamente debitadas e ainda sobra uma graninha para supérfluos, inclusive para fazer o saque no valor que queria mais outros supérfluos. Apertou a opção de voltar para a tela de menu principal e logo em seguida seleciona a opção de saque. Como o cartão já está lá dentro, a máquina vai direto para a tela de solicitação da senha com quatro dígitos. Logo após o herói digitar a senha, aparece para ele a tela com os valores disponíveis para saque. Ele seleciona o valor de dez mil ienes, confirma-o e só aguarda a máquina devolver o cartão com o comprovante do saque, abrir a boca do caixa com o dinheiro para pegá-lo, porém durante o processamento sistêmico da confirmação do saque a máquina dá uma pane inesperada: ela libera o valor de saque primeiro, que o herói pega imediatamente, mas o cartão fica retido lá dentro e ainda aparece na tela a mensagem “Sistema em manutenção. Pedimos desculpas pelo transtorno”.

Imediatamente vem um sentimento misto de desespero pela possibilidade desse erro sistêmico ser, na verdade, uma armadilha de uma vilã especializada em clonagem de cartões mais contas bancárias que ele enfrentou no passado e raiva, muita raiva. Não uma raiva normal nesse tipo de situação, mas uma raiva do nível colérico da coisa mesmo “estragar” os seus planos de um almoço tranquilo antes de ir trabalhar.

Em uma situação dessas o que um herói semi-profissional geralmente faz? Entra no banco e avisa o gerente ou liga para o número de emergência do setor que cuida dos caixas eletrônicos, mas como estamos tratando de Ground Zero, o “Garoto Explosão” em pessoa, Bakugou não pensa duas vezes, ele dá o berro:

— Morra, máquina do caralho! — E simplesmente usa sua individualidade para explodir o caixa eletrônico e tirar o cartão dali. Consequentemente, o caos é instaurado no banco: pessoas desesperadas saindo correndo do local em massa, pessoas gritando que houve uma explosão, pessoas de dentro do banco ligando para a polícia e até pessoas gritando que Ground Zero virou um vilão. Ao ver a cena, o herói, observando a cena e ainda com raiva, pensa:

“O que eu fiz… mas era isso ou correr o risco de catarem todo o dinheiro da minha conta. Deixa eu ver uma coisa aqui nesse caixa… Caralho, ele tem telefone de emergência e instrução para avisar o gerente para quando esse tipo de merda rola e tá dentro do horário de atendimento. Tenho que ligar para polícia e depois pro Chefe! Tô fodido!” — Imediatamente pega o celular, liga para polícia e após uma das escrivãs dizer “Boa tarde, com quem eu falo?”, ele responde bem nervoso:

— Aqui é o Ground Zero, acho que se bobear até ligaram pra vocês sobre meu caso e é o seguinte: tô aqui no Banco de Tóquio de Ikebukuro para sacar meu dinheiro, aí o caixa eletrônico de merda desse banco engoliu o meu cartão e explodi essa porra pra tirá-lo dali, porque como a estelionatária lá de Shibuya que eu botei na cadeia ano passado tá foragida, vai que isso é alguma vingança dela contra mim? Mas eu nem me toquei que eu podia chamar gerente ou ligar para o número de emergência. Eu sei que no Artigo 6 da “Lei de Individualidade” só posso usá-la em público para minhas atividades profissionais como herói, mas era isso ou nada. O que eu fiz dá para se encaixar Exceção 4, a de medidas contra patrimônio financeiro, apesar de tudo, hã?! Vou ser preso e minha licença de herói vai ser anulada? Qual documento vocês precisam para acessar o sistema e verem isso pra mim?

— Senhor Zero, estou com o sistema de ocorrências aberto e já mandaram uma viatura para aí onde o senhor está e inclusive seu chefe, Senhor Fat Gum, foi convocado para ir aí resolver essa situação junto com os nossos agentes. Somente fique aí parado e não faça nada que te comprometa ainda mais, tudo bem?!

— Tá, meu! — responde o herói.

— Mais alguma dúvida? — finaliza a escrivã.

— Ah, tenho que esperar eles chegarem mesmo para resolver esse B.O, mas só de saber que vocês estão já cientes tá tudo certo. Valeu aí, tchau!

— Boa tarde. — despede—se a funcionária e desliga o telefone.

No final, tudo corre “bem”. Bakugou não é preso, pois seu caso realmente se encaixa na Exceção 4 do Artigo 6 — relacionada a utilização da individualidade em público como medida extrema para proteção de patrimônio. Entretanto, ele foi suspenso do trabalho por um mês e após o período, somente poderá trabalhar no setor administrativo da agência. Ele também terá que passar por tratamento psiquiátrico mais psicológico para controle da sua raiva e somente será autorizado a voltar ao cargo de herói se comprovar a eficácia do tratamento através de laudo médico. Além disso, ele também não receberá salário fixo durante três meses para compensar parte dos gastos da agência para ressarcir o banco. Fora o duro sermão que o herói ouviu de Fat Gum:

— Bakugou, está vendo essa porta aqui do banco? Lá dentro tem uma pessoa chamada gerente que é treinada para resolver esse tipo de problema também. Era só você ter entrado lá dentro, ter explicado a situação que ele ligava para o setor responsável pelos caixas eletrônicos, vinha um técnico para consertar o caixa, tirava seu cartão sem danificar a máquina e não faria a agência pagar um milhão e duzentos mil ienes* para o banco. Fora o telefone de emergência para esse tipo de situação escrito ali, ó, na parte de cima do caixa. E agradeça que estou fazendo isso em consideração ao seu ótimo trabalho nesses dois anos comigo, principalmente porque entendo que esse episódio foi desencadeado por algo que provavelmente não é do seu controle. Se fosse outra agência, você seria demitido por justa causa na hora, ou seja, adeus carreira de herói. Fora que você ia sair devendo até a cueca, porque mais de um milhão de ienes não é um valor baixo. Não precisa voltar para a agência, sua suspensão começa a partir de hoje. Use bem esse tempo para enfrentar de vez seu pior inimigo, sua própria raiva, e desculpa por não ter percebido isso antes.

O jovem homem, segurando as lágrimas no rosto, ajoelhou-se em frente a todos e pediu desculpas pelo ocorrido:

— Fat Gum, Senhora Gerente, Senhora Segurança, Senhor Delegado e a todos aqui presentes, eu peço desculpas pelo meu erro. Prometo que nunca mais vou fazer isso, tanto que enquanto eu estiver no tratamento eu vou até evitar caixa eletrônico e Fat Gum… eu vou repor esse dinheiro, nem que eu tiver que aceitar aquela proposta de um milhão de ienes para posar pelado na revista “CanCan” e aceitar fazer comercial um atrás do outro para isso. Ah, e quando eu voltar a ser herói, vocês verão um novo Ground Zero. Um ainda mais forte que consegue vencer e salvar, principalmente a si mesmo.

1º de Maio pode ser uma data qualquer para muitos, mas para Katsuki Bakugou esta data ficará marcada para sempre como o dia em que um caixa eletrônico fez ele acordar para a vida, finalmente perceber que sua raiva precisava de tratamento e ser, de fato, uma pessoa mais controlada em todos os setores da sua vida.

Notas finais
*Dez mil ienes é aproximadamente R$ 291,00.

*Um milhão e duzentos mil ienes é aproximadamente R$35.000,00. Dinheiro para burro!

É isso, espero que tenham gostado e qualquer desvio gramatical, por favor, fiquem a vontade para me avisar.
Boas Festas para todos vocês e até uma próxima ano que vem!

Beijões!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!