Bakemonogatari Gakuen

3 III - Finalmente em seus braços.


Notas iniciais
Bem, este está um pouco menor do que eu costumo, porque quero logo posta-lo, me empenhei nesse capítulo para não fazê-lo ficar longo, mas sim com qualidade, e acho que fiz um bom trabalho. Eu chorei escrevendo esse capítulo, sem qualquer brincadeira, chorei mesmo, pois escrevi o capítulo ouvindo uma OST de Tokyo Ghoul "Jack" ( https://www.youtube.com/watch?v=ucXieZTVpS4 ), acabei escrevendo um momento tão lindo que até eu me emocionei, se puderem, leiam enquanto escutam a música, fica tão bonito... Masenfim, boa leitura o/

Os alunos pareciam mais interessados no diretor do que nas aulas, não era para menos, alguém como ele, tão eloquente nas palavras, tão emotivos em sua voz, vivo e marcante em seu olhar.
Ele tinha o poder de cativar as pessoas, de fazerem-nas se lembrarem de sua aura quente e acolhedora, de sempre quererem dar o melhor de si.
Passou pelo refeitório, dando uma pequena espiada, seus olhos viajaram por toda a extensão daquele lugar, onde vários alunos se alimentavam, durante a pausa merecida de atividades tão massantes, para Naruto claro.
Todos estavam incrivelmente animados com as aulas, os professores eram incríveis, as aulas eram interessantes ao ponto de quase ninguém dormir, mas claro, haviam excessões, as aulas de Kakashi, com aquele tom de voz entediado, sempre com seu livrinho pervertido, escrito por Jiraya, que era um dos orientadores dá escola.
Naruto tentou lê-lo uma vez, mas nunca apreciou aquele tipo de conteúdo, o que ela muito estranho, já que raposas eram maliciosas por natureza, andou lentamente pelos corredores, averiguando se tudo estava em seus conformes, permitindo que um sorriso feliz dançasse por seus lábios.
Ali, bem de longe, sentada em um dos largos bancos deste, estava sentada uma garota, ela estava do lado de fora do prédio, que dava passagem para um jardim, a jovem tinha cabelos curtos e escuros, quase azulados, olhos perolados, pele alva como a neve, vestindo um grosso casaco de lã bege com detalhes em branco, calças negras e tênis brancos, comia uma maçã calmamente, como se nada no mundo pudesse fazê-la se apressar.
Ela olhava o sol, parecia pensativa, enquanto anotava algo em seu caderno, faltavam dez minutos para o intervalo terminar, não parecia se importar com o tempo, ele sentiu, dentro dela, uma mistura de emoções, entre as mais fortes, estavam as saudades, principalmente de sua família.
Ela era antiga, uma família requintada e tradicional do Japão, os Hyuuga, cujas filhas eram descendentes da famosa Yuki-onna, a mulher das neves.
Segundo o folclore, Yuki-onnas cantam para seduzir os homens, fazendo-os se perder nas nevascas e morrer congelados. Frequentemente elas aparecem na forma de belas mulheres, e em muitas lendas elas se aproximam de humanos e se apaixonam, casando-se e constituindo família, tendo filhos, inclusive.
Apesar de sua beleza desumana, seus olhos podem causar terror aos mortais. Dizem que ela flutua sobre a neve, sem deixar pegadas, apenas um rastro de neblina gelada. Em alguns contos, ela não possui pés, uma característica de muitos fantasmas japoneses, podendo se transformar em uma nuvem de névoa se ameaçada.
Algumas lendas dizem que Yuki-onna é o espírito de uma mulher que morreu em uma nevasca e, devido a isso, ela é sempre associada às tempestades de neve e a causadora das fortes tormentas de inverno.
Ao mesmo tempo em que é bela e serena, pode ser extremamente cruel, matando sem piedade os inocentes indefesos durante as tempestades de gelo. Até meados do século XVII, ela foi quase uniformemente retratada como o mal. Hoje, porém, muitas vezes as histórias a retratam como mais humana, enfatizando sua natureza como um fantasma de beleza efêmera.
Aquela garota, Hinata Hyuuga, fazia jus à beleza indescritível de seu povo, tinha feito esse meigas e gentis em sua face, o olhar distante como dia pérolas brilhantes no fundo de um lago transparente.
A Família Hyuuga era muito antiga, o cabeça, Hiashi, junto de seu irmão, Hizashi, comandavam o clã justamente, livre de qualquer tirania, um comando justo para todos, cujas leis não diferenciavam os cargos dentro deles, Naruto sempre admirou isso em ambos.
Aproximou-se dela lentamente, enquanto a via fechar seu caderno e mais uma vez morder a maçã, as Yuki-onnas eram tímidas o suficiente para quase nunca falarem, ainda mais em público.
De seu corpo ela começou a liberar uma névoa pouco densa, começando a congelar a grama do jardim, o vento se tornou frio, e, ao redor dela gelo se criou, ao se expandiu muito além dela, apenas uma pequena área, elas sempre gostaram mais do frio, mas não sentiam calor, não como fogo comum.
Sequer ouviu os passos de Naruto se aproximando dela, apenas foi nota-lo quando se aproximou o suficiente para, apenas com sua presença, parte do gelo derreter rapidamente.
Olhou assustada por pensar que tinha feito algo errado, ele sorriu, lhe dando um gesto de que estava tudo bem, em seguida ele se sentou ao seu lado, lhe fazendo companhia.
Ela ficou envergonhada a princípio, queria sair dali, se esconder, mas Naruto não deixou, uma de suas caudas se enrolou em seus ombros, a mantendo sentada, então ele começou a falar.

— Você sente falta de sua família, de Haiashi, de Hanabi, do clima frio — Ela o olhou surpresa, como era possível ele saber ? Nunca haviam se visto na vida, e seu clã era um dos mais secretos que existia no mundo atualmente.
O segredo era que Naruto podia ver através das emoções das pessoas, ou monstros, ninguém podia esconder o que sentia com ele por perto.

— Sua família também sente sua falta, mas você veio para cá aprender a dominar sua habilidades e aprender sobre o mundo em que você vive, não se preocupe, você fará amigos rapidamente, nós nunca abandonamos uns aos outros — Suas palavras pareciam carregador e uma sabedoria que ela julgava não existir, seu tom de voz parecia a de um pai aconselhando um filho.
Sua cauda desapareceu, enquanto Hinata olhava a maçã em sua mão, dando outra mordida.

— Por que criou esse lugar ? — A pergunta não o surpreendeu, provavelmente era a dúvida de muitos ali, sorriu.

— Cada um de nós tem um lugar próprio, mas alguns são mais difíceis de se achar — Ele olhou o sol, brilhando, parecendo responder qualquer dúvida que ele tivesse, pareciam conversar um com o outro.

— Eu nunca achei o meu lugar, por isso criei um lugar para mim, um lugar para chamar de casa, e para ajudar os outros a acharem seu lugar no mundo — Sorriu triste, o que não passou despercebido por Hinata, mas não questionou, o tempo estava acabando, Naruto se levantou, e, com um toque gentil, ajudou Hinata a se levantar também, sua pele alva realçava ainda mais o vermelho em seu rosto, envergonhada.

— Vá para sua sala, o professor Asuma já deve estar a caminho — Sorriu, enquanto a via dar um tímido sorriso e murmurar um "obrigado", em seguida a viu partir para sua sala, enquanto o sinal começava a tocar.
Naruto sempre quis ajudar as pessoas, da forma que fosse, ele queria ser mais do que apenas um diretor, um conselheiro, um pilar para as próximas gerações.
Ele gostava daquele lugar, era tranquilo, conectado com a natureza, com a luz do sol, o céu azul que era a paisagem de todas as janela e as terras e cidades abaixo, era uma vista que fazia qualquer um perder a atenção nas aulas é ficar olhando-a.
Fechou os olhos lentamente, enquanto sentia a luz do sol dentro de si, queimando, quente e acolhedora, era assim que ele se sentia em contato com a natureza, esse era o sentimento de liberdade.
Uma pequena nuvem de fumaça surgiu a sua frente logo depois de ter se sentando, encostando-se em na árvore, ela revelou-se uma raposa, de longas nove caudas, pelos alaranjados, olhos vermelhos, caninos afiados e garras longas e pontudas, marcas em seus olhos que se alinhavam até suas orelhas, ela logo olhou para Naruto, e logo seu corpo mudou, se tornando uma garota dá aparente idade do louro, cabelos claramente te ruivos, usando uma pequena tiara, camisa escura, casaco cinza escuro, saia negra que ia até metade de suas coxas, meia calça da mesma cor, e sapatos escuros, olhou para ele e sorriu.
Estendeu os braços para ela, que se jogou entre eles, com um sorriso maior do que o rosto.

— Cheguei Naruto — Disse com sua voz baixa, porém feliz, Naruto sorriu também, um sorriso que não cabia em seu rosto, o maior sorriso que ele conseguia dar, mostrando todos os seus dentes, seus olhos brilhavam em felicidade e alegria.
Apertou-se em seus braços com carinho e ternura, matando aos poucos a saudades em seu coração, que mais do que palpitava loucamente de emoção e animação.

— Bem vinda de volta Kurama -

[...]

O tempo passara rápido, as aulas estavam prestes a terminar, na biblioteca, alunos faziam pesquisas para um trabalho, aqueles que já terminavam logo iam conversar entre si, outros, mais corajosos, iam conversar com Tsunade, que lhes davam atenção, ela sempre ficava nova quando os alunos a perguntavam se estavam incomodando, ela adorava receber atenção, não tanto quanto Karin, mas sempre era bem vindo.
Ficavam jogando adivinhações, sua especialidade, como sabem, a maioria das lendas das esfinges eram relacionadas à adivinhações e enigmas, tanto ela quanto Naruto adoravam jogar.
Os mais "marmanjos" já pensaram algumas vezes em olhar para seus fartos seios, sempre cobertos por seu longo cabelo, mas pensaram "e se ela descobrir? Ou pior, pegar no flagra?" Desde então, ninguém nunca mais cogitou a ideia de tentar espiar.

— Senhora Tsunade, houve um engano nos lotes dos livros dessa semana — Um pequeno grito foi ouvido dentro da biblioteca, apenas ela era autorizada a fazer algo assim, já que a distância da qual ela falava era enorme.

— OK Shizune, mais tarde verificarem isso — Disse baixo, porém, sua voz foi ouvida até os confins do local.

— E então, quantos anos você acha que ela tem ? — cochichou um dos alunos, entre si, sabiam que a vida de uma esfinge era mosntruosamente longa, mas não sabiam o quanto, e imaginavam que, como uma fêmea de sua espécie, ela não gostaria de dizer sua idade e todos a olharem com um olhar de “Nossa, que velha.

[...]

" Ele se viam em meio a um campo devastado, com milhares de corpos, de monstros e humanos, ele viu uma figura, estava rodeado de sombras, sangue e trevas.
Parecia um pesadelo vivo, o céu se tornava escuro, tão rápido quanto o vento que soprava e espalhava o cheiro de sangue e morte ao seu redor.
Suas narinas impregnadas com o cheiro do sangue de seus iguais, e de seus "oponentes", tudo por causa de um ser, tinha longos cabelos negros, olhos vermelhos brilhantes e uma aura assassina insana.
Seu corpo cansado, cheio de ferimentos, parecia que iria cair a qualquer momento, só então sentiu duas mãos em seu ombro, sorriu, sabendo que não estava sozinho.
As sombras, o sangue e a morte foram sugadas para um ser a sua esquerda, com cabelos negros e olhos vermelhos, parecia devora-las e se tornar mais forte, a terra se moveu, sendo atraída para a pessoa a sua esquerda, cujos olhos verdes denunciavam a fúria da natureza que estava por vir.
Apesar de terem a forma de adolescentes, não deveriam ser subestimados, escuridão começou a desaparecer, absorvida pelo seu companheiro de olhos vermelhos, enquanto o sol começava a surgir no céu longínquo.
Então suas feridas começaram a se regenerar mais rapidamente do que normalmente seria, seu corpo começou a se tornar dourado, enquanto o sol parecia rugir com toda a sua intensidade, raiva e calor.
Ele se iluminou e tudo o que se podia ouvir eram explosões, luzes brilhantes, trevas devastadoras, gritos e o tremer da terra, era uma guerra, uma guerra pelo futuro, não apenas de suas vidas, mas de todo o resto."

Acordou, abrindo seus olhos lentamente, sentiu um calor em seu corpo além do dele, um peso acima de peito, uma leve respiração além da sua.
Seus olhos viajaram para ao redor de si, encontrando uma pequena cabeleira ruiva, o sol se tornava vermelho atrás de si, dando sinais de que estava se ponto.
O sol parecia olhar para eles, enquanto estava escondidos de seu brilho, na sombra da árvore.
Seu rosto se avermelhou um pouco ao sentir vários olhares sobre si, vários alunos cochichavam entre si, inclusive alguns professores, as garotas tinham seus rostos vermelhos, algumas delas, inclusive Anko, sangravam pelo nariz perante a cena.
A cabeleira ruiva, afundada em seu peito, respirando pausadamente, de maneira gentil, calma e despreocupada, os braços, rodeando sua cintura, parecendo buscar proteção, e, ao mesmo tempo, carinho.
As pernas, enlaçada na sua, indicava um sentimento de possessão, e, provavelmente, ciúmes, querendo se apegar à aquele calor e clama-lo como seu é apenas seu.
As caudas alaranjadas, se enrolando em diversas partes do seu corpo, assim como em suas próprias caudas, uma cena que ninguém que viu esqueceria tão facilmente, Ignorando todos os olhares, surpresos, invejosos ou quaisquer outros, ele beijou o topo de sua cabeça, fazendo-a gemer fracamente, quase como se tivesse pedido outro.
Ela levantou uma de suas mãos, na intenção de rodear o pescoço do louro, porém, ele não deixou, aproximando sua mão de seus lábios, beijando as costas da mesma.
Várias garotas suspiraram ao ver a cena, tão romântica e fofa ao mesmo tempo, algumas já tinham desmaiado, outras ainda estavam em choque pela surpresa de presenciarem tal coisa.
A ruiva abriu seus olhos vagarosamente, olhando para os olhos de Naruto logo em seguida, encarando-a firmemente, com um ar meigo, doce e gentil.
Levantou a cabeça, com os lábios úmidos, respirando fundo, olhando-o, estudando-o, desejando-o.
Antes de concretizar o que queria, antes dos lábios se colarem um ao outro, percebeu que estavam sendo observados.
Olhou rapidamente ao redor, percebendo que ficaram a tarde inteira ali, agarrados um ao outro de maneira tão possessiva que apenas a definição "namorados" não era o suficiente para categoriza-los.
Ela corou, corou à níveis extraordinários, parecia que seus cabelos iriam queimar a qualquer momento, e então, em um piscar de olhos, sumiu em uma nuvem de fumaça e chamas quentes, desaparecendo completamente do local, todos ainda olhavam para Naruto, que lentamente se levantou, espreguiçando-se.

— O que foi ? Não posso ter o meu momento também ? — Disse entre um bocejo e outro, enquanto vários ainda o olhavam, com cara de "tacho".

— Ficaram me olhando enquanto dormia hum... Seu tarados — Todos ficaram eufóricos com o dito pelo diretor, que apontava o dedo acusatóriamente para cada um ali, ficando vermelhos.
Em seguida sorriu travesso.

— Agora se me dão licença — E desapareceu, como se nunca tivesse estado ali, como se nunca tivesse existido, deixando para trás várias pessoas citadas, alguns professores com um sorriso no rosto, e várias garotas desmaiadas com o nariz sangrando.

[...]

Por fora ele sorria, o maior sorriso do mundo, irradiando um brilho com a qual nem mesmo sol poderia competir ou superar.
Seu peito estava quente, sentia o cheiro dela em suas roupas, ainda sentia o toque de sua pele macia em seu corpo, ainda lembrava, em detalhes, dos olhos dela, olhando-o, encarando-o com emoção e felicidade que apenas ela tinha ao vê-lo.
Sentiu o ar a sua volta começar a se aquecer e seu corpo irradiar uma luz brilhante e quente, logo, tratou de se recompor e voltar ao seu estado normal, tinha que ser controlado, sua energia era extremamente difícil de se controlar.
Passou em frente à enfermaria, adentrou para ver se estava tudo em seus conformes, observando cada detalhe, as camas forradas perfeitamente, o local completamente livre, sem quaisquer sujeira que seus olhos afiados pudessem detectar.
É, de costas, terminando de arrumar as camas, ele viu a enfermeira, com longos cabelos castanhos escuro lhe descendo as costas, vestindo uma camisa social de mangas curtas, saia e sapatos, tudo completamente branco.
Ele se permitiu ser notado, limpando a garganta, em pequeno susto ela se virou, olhando-o com seus olhos castanhos tão belos e hipnotizantes que fariam qualquer um parar de respirar, suas orelhas pontudas se agitaram levemente ao vê-lo ali, olhando-a.
Os Elfos eram famosos por, além de sua conexão forte com a natureza, além de suas características orelhas pontudas, mas algo além disso era sua indescritível beleza, mesmo quando mais velho, e acredite quando é dito que eles possuem uma longevidade muito extensa.
Aquela elfa por exemplo, trabalhava na escola como enfermeira já faziam duas gerações, e nunca mudara nada sequer, sempre parecendo aquela belíssima moça de seis excelentes vinte e cinco anos.
Ela avermelhou um pouco sobre o olhar brincalhão e alegre de Naruto, ele parecia gostar de sua companhia, mas ela viu algo novo nele, algo que vira poucas vezes.

— Ah, boa tarde senhor — Cumprimentou-o cordialmente, rindo baixinho ao ver a careta que o menor fez ao ser alvo dessas palavras, Naruto sempre fora uma pessoa simples, e não gostava de pensar que era tão velho ( quem em sã consciência gostaria ? ).

— Boa tarde Ayame, não se preocupe, só estou dando uma volta, pra... Esfriar a cabeça — Coçou-a dando um sorriso amarelo, disfarçando, enquanto o pequeno o sorriso dá elfa já não era mais tão pequenino assim.

— É alguma garota ? — Sua pergunta o fez avermelhar um pouco, desviando o olhar do dela, que sorriu, mulheres sabiam reconhecer um homem apaixonado, principalmente os elfos, aquela raça achava esse sentimento tão lindo que não achavam palavras para o descrever.

— Bem, e o que está fazendo aqui ? Vai logo atrás dela — Ayame virou-o, empurrando-o para fora rapidamente, o incentivando, lhe dando pequenos tapas nas costas.

— M-Mas e se... — Já fora da enfermaria ele tentava protestar, completamente em vão.

— Pode ir, ela está esperado por você — Em seguida ela piscou, fazendo Naruto avermelhar um pouco, uma cena que raramente ocorria, em seguida ela é trouxe, deixando Naruto a sós com seus pensamentos.
Quando se virou, percebeu algumas alunas olhando para ele, com o rosto queimando em vermelho vivo, mulheres sabiam o que ocorria ali, não era todo o dia que o Diretor recebia conselhos amorosos não é mesmo ?
Naruto sorriu, em seguida, depois de um aceno feliz, se virou, indo em direção a sua sala, se sua intuição estava certa, alguma coisa iria ocorrer muito em breve.
Preferiu ir andando, assim aproveitaria mais o seu tempo, todo o trabalho que poderia haver ao longo do ano ele resolvia rapidamente, visto que além de milhares de anos, ele tinha a sabedoria, esperteza e inteligência da mesma data, era difícil engana-lo ou fazê-lo se cansar.ele passava por diversos alunos, o céu ainda permanecia alaranjado, com o sol se ponto com as nuvens adiante dele, o vento soprava-as lentamente, enquanto o céu parecia, aos poucos, mais borrado e desfocado graças à luz se desvanecendo, era uma paisagem tão bonita que faria qualquer artista, desenhista, ou pintor, chorar.

Ali, ele a viu, bem no saguão, seu coração parecia que iria saltar pela boca a qualquer minuto, ele e Kurama sempre foram muito íntimos, se conheciam há milhares de anos, e nenhum nunca deixou o outro na mão, ele não se lembrava do quão ela era bela, as raposas geralmente são as mais exuberantes criaturas sobrenaturais que existem, algumas chegam até mesmo a serem muito formosas, mais do que é o natural da espécie, e conseguem cativam, muito, raposas específicas, tal qual era Naruto em relação a Kurama

Naruto via seus cabelos lisos ganharem uma cor quase loura, simplesmente dourada como as luzes do sol, os olhos, vermelhos, pareciam um prateado puro e imaculado da mais alta graça da natureza, seu pequeno sorriso, demonstrando uma pequena presa, que brilhava com a luz do sol, era uma característica que o encantava há muito tempo, era selvagem, mas ainda assim fofo, e aquela imagem era dona de uma ternura que nem mesmo Naruto sabia que existia.
Para ele, não existia nada mais bonito do que aquilo que era alvo de seus olhos naquele momento, sequer notou quando parou de respirar, vendo o vento soprar seus cabelos, mexendo suas orelhas e caudas tão lentamente quanto as mãos e os dedos de um amarte que deslizavam por aqueles cabelos e pêlos macios como algodão.
Ela lentamente se virou, os olhos faziam movimentos lentos, ela mantinha suas duas mãos perto de seu busto, em cima de seu coração, que palpitava como louco a todo o instante, freneticamente a todo o momento, vê-lo ali, com ela, a envergonhava, viu o sol em seus olhos, sua luz em seus cabelos dourados, ele pareceu sequer notar quando liberou suas caudas e orelhas, que pareciam brilhar com a luz que recebia, sua pele parecia brilhar, enquanto olhava para ela.

Há quanto tempo eles não respiravam…?

Ele pareceu se lembrar que precisava respirar e suspirou lentamente, recuperando o fôlego que lhe fora tirado tão de repente naquele momento, ele não sabia o que fazer, o que lhe dizer, mas sabia que tinha que ser rápido, mal sabia que Kurama pensava a mesma coisa.

— Ham… — Disseram ambos os dois ao mesmo tempo, fazendo o outro parar rapidamente, ambos riram um pouco, enquanto Naruto, lentamente se aproximava
Para ele, não existia lugar melhor do que aquele que ele, junto de seus dois companheiros, construíram, um lugar onde você pudesse ser você mesmo, se se preocupar com o olhar de outras pessoas, que te achavam uma aberração

Era difícil saber o que pensar agora, naquele momento ele só queria sentir o calor do corpo dela, fora muito tempo que ela passara longe dele, na companhia de um de seus companheiros, ajudando a resolver um grave problema ao qual somente ela conseguia resolver.

Desviou o olhar por um segundo, Kurama também o fez, ambos vermelhos, mas, ainda assim, sorrindo, o sol começava a desaparecer no horizonte, a ruiva olhou para ele de novo, sendo acompanhada pelo louro, que gostava da estrela tanto quanto ela, pois era mais conectado à ela.

Ao se virar novamente, Kurama o viu ao lado dela, se assustando um pouco e avermelhando mais, olhando para baixo, começou a andar lentamente para dentro da escola, mas foi impedida por Naruto, que, mais do que gentilmente, segurou sua mão, fazendo-a avermelhar e, instintivamente, se virar para ele, o maior ainda não a olhava, continuava olhando para o céu, cuja luz começava a desaparecer.

Quando ela percebeu, uma fina e quase imperceptível lágrima percorreu o rosto do mais alto, ficou preocupara a princípio, mas, ao se virar completamente, ela viu o sorriso feliz em seu rosto, uma felicidade sem limites por perceber que estava ali, segurando sua mão com carinho, sentindo o calor do corpo daquela que o completava, que o fazia querer ser o melhor que poderia ser, para ele mesmo, para as pessoa ao seu redor, e, principalmente, para ela.

Ela sorriu também, na mesma intensidade que ele, também beirando as lágrimas, e, em um segundo, ela se livrou de seu toque, apenas para aprofunda-lo ainda mais em um abraço, onde ambos mais do que sentiam o calor do corpo um do outro, cujas caudas se enrolavam entre si.

Foram mais de cem anos separados, tempo demais para qualquer criatura mortal, e, por mais que tivesse passado apenas uma geração, apenas uma longe de Kurama, ela parecia mais longa do que a sua vida toda, dias sem fim, noites infinitas, noites sem dormir, apenas lembrando dela, de seu nome, seu calor, seu cheiro, seu toque.

Ele não imaginava que era o mesmo para ela, ou talvez imaginasse, era difícil de se interpretar o que a raposa anciã pensava, continuaram da mesma maneira por algum tempo, enquanto choravam e derramavam, silenciosamente, seus sentimentos um sobre o outro, o abraço entre os dois se apertou quando Naruto beijou o topo de sua cabeça com carinho e ternura, quantas garotas teriam inveja dessa cena ? De Kurama ? Que estava ali, tão confortavelmente entre os braços dele, tão protetoramente protegida, tão avidamente amada e querida por ele.

—Há mais de uma centena de anos que eu te espero, todos os dias e noites, tão intermináveis quanto o horizonte, tão angustiante quanto viver no escuro, em apenas cem anos eu me senti mais sozinho do que a minha via inteira — Aquilo era quase uma confissão secreta para alguém que não deveria ouvir, mas ela ouvia, atentamente, cada palavra, podia quase sentir seus lábios se moverem, sua respiração descompassada, seu coração batendo que nem louco dentro de seu peito, parecendo que ia sair de dentro dele a qualquer segundo.

Naruto baixou sua mão direita, separando-os um pouco, enquanto acariciava a bochecha de Kurama, que ainda chorava um pouco.

— As noites que fiquei sem dormir, angustiado por sua falta, finalmente tiveram fim — Se seu sorriso pudesse ficar ainda maior, ficaria, mas não era mais possível, sua felicidade naquele momento era tão infinita quanto o universo, e sempre crescia ainda mais, ele a viu sorrir e seu coração parecia falhar cada vez mais por causa dela.

— Eu sempre sonhava com você, com os seus olhos, com o seu sorriso, todas as noites, inclusive acordada.. — Ela pareceu tomar fôlego, em um sorriso choroso e quase desesperado para falar, porém, embargada pelo choro não se podia fazer muita coisa além de tentar manter a calma, e ela via que com o lourinho era a mesma coisa.

— Eu te amo — Aquelas palavras fizeram Naruto desabar em um poço sem fim de uma felicidade que nunca havia experimentado, ouvir aquelas palavras, o fizeram cair em um choro tão feliz que ele poderia morrer ali mesmo por conta de um enfarte, quanto tempo esperou para que ela dissesse isso, quantos séculos, desde a primeira vez que ele a viu, e ficou encantado, ele esperou, quanto tempo ?

Já havia perdido completamente as contas, não sabia mais dizer, apenas vivia todos os dias sempre rezando para ter o oportunidade de vê-la pelo menos uma vez a cada dez anos, mas a sorte sempre lhe sorrira, seu encontros eram frequentes, e seu sorriso, a cada encontro, se alargava tanto que era incalculável sequer imaginar o quão feliz ele se sentia.

A viu se aproximar, fechando os olhos, ainda sorrindo, se aproximando dele lentamente, ficando nas pontas de seus pés para alcança-lo, seu corção parecia que iria sofrer uma sobrecarga, quando, sem pensar, lentamente, ele fechou os olhos, encaixando seus lábios em um beijo tímido, sincero e, principalmente, feliz, há quanto tempo ele não queria fazer iso ? Por quanto tempo ele esperou-a ?

O beijo durou alguns segundos, tempo o suficiente para que ambos memorizassem a textura e o gosto dos lábios um do outro, e guardarem aquele sentimento no mais íntimo de seus corações.

— Eu também te amo, de todo o meu coração — Disse entre lágrimas, olhando-a com olhos brilhantemente azuis, tão bonitos quanto o céu, ela desabou em um pequeno choro feliz e alegre, sem parar de sorrir instante algum, enquanto que, ambos, desapareciam com algumas folhas das árvores, em meio ao vento, ao fogo brilhantemente alaranjado e vermelho, e entre suas lágrimas de alegria, ambos sorriram ainda mais, desaparecendo no meio daquela luz quente e acolhedora, deixando para trás vários alunos escondidos, e alguns professores, que choravam ao ver a cena.

Entre os professores estavam Anko e Kurenai, que enxugavam a lágrimas com um lenço de papel, Kakashi tentava a todo o custo se segurar para dar uma impressão forte aos alunos, Asuma estava se derramando em lágrimas, lobisomens eram muito emotivos por natureza, e Ayame, a enfermeira elfa, tinha um sorriso maior do que a cara em seu rosto, enquanto lágrimas percorriam sua bela face. "Eles crescem tão rápido" pensava ela, orgulhosa do seu "pequeno homem" ter tomado a decisão certa e aderido ao seu conselho de mãe.

-Todos nós estamos ferrados- Comentou Jiraya, que estava lá também, pois ele sabia que, tanto Naruto, quanto Kurama, haviam percebido-os ali, espionando-os, Kakashi olhou-o, enquanto fingia estar com um cisco no olho, Jiraya estava igual, e assim saíram ambos de fininho.

— Nem imagino a punição que ele vai nos dar — Comentou Kurenai para Anko, que terminava de se recompor, não era fácil emociona-la, ainda mais sendo a sádica que Naruto sabia bem que ela era, mas ele sempre conseguia.

-É...Mas valeu a pena — Disse com um sorriso na cara, sendo acompanhada por Kurenai.

Notas finais
Bom, presente de ano novo entregue, agradeço a todos que comentaram e a todos que ainda vão comentar, saber que estão gostando do que lêem é muito importante pra mim, atualizações em breve ok ? Até a próxima o/