Bailes São O Lugar Mais Clichê Para Se Apaixonar
4 Sentimentos embaixo da lua cheia
Notas iniciais
Sougo continuava a observar Kagura de longe, até que foi trazido a realidade por alguém tocando seu ombro.
“Oy Sougo, Kuriko está querendo dançar, mas eu não vou deixar nenhum desses moleques desprezíveis colocarem suas mãos podres nela, então pode fazer esse favor para o velho aqui?”
“Tá, tanto faz.” Sougo falou e puxou a garota de cabelo curto. Desse jeito ele teria uma desculpa para se aproximar de Kagura e observá-la mais de perto.
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Logo que chegou ao salão, a Yato tinha visto seu rival, parado numa parte um pouco vazia do local. Ela queria ir lá rir da cara dele por ter calado sua boca estando mais do que fabulosa, mas toda sua energia foi sugada quando viu o sádico tirando uma garota para dançar. Kagura já conhecia ela, era a filha do oficial da policia, uma maluca que tinha se apaixonado por Hijikata uma outra vez. “Ah, então já que foi rejeitada pelo Mayora agora vai atrás do super sádico. Tsc que vadia.” a ruiva pensou, e porque diabos aquilo a incomodava tanto? Ver outra garota abraçando o capitão do Shinsengumi daquele jeito fazia seu cérebro fritar de raiva.
“Quer dançar?” uma voz tirou a garota de seus pensamentos.
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Sougo permanecia numa posição onde era possível observar a china girl, e agora definitivamente o sangue de alguém ia jorrar. E esse “alguém” era um rapaz loiro e alto que estava falando com a garota.
“Okita-san, tipo tem algum problema rolando?” Kuriko perguntou.
“Não é nada.”
“Tipo, desculpa meu pai ter te forçado a isso. Sinceramente eu queria dançar com aquele garoto loiro ali, ele é tipo, tão lindo.”
“Está falando daquele falando com a garota ruiva?”
“Sim.”
“Se você quer tanto vamos lá.” Sougo e Kuriko foram até Kagura e o rapaz que estava com ela. “Ei cara, essa adorável dama quer dançar com você.”
“Por mim tudo bem.” o loiro falou e segurou a mão da garota de cabelo curto.
“Okita-san, meu pai...”
“Relaxa, acabei de ver ele indo atrás de uma garota servindo bebida. Não vai aparecer por um longo tempo. Agora vai logo.” Quando os dois saíram Kagura encarou Sougo com duvidas.
“Triste porque eu mandei seu namoradinho embora china girl?”
“Do que está falando?”
“Foi mal, mas não vai se divertir com outro cara enquanto eu estiver por perto, pode se enfeitar o quanto quiser.”
“Seu... Seu... Idiota. Aquele cara tinha me convidado pra dançar, mas eu recusei. O único motivo de eu ter continuado parada aqui foi ver se ia acontecer algo entre você e aquela garota.” a Yato finalmente percebeu o que tinha falado, e já estava começando a correr para qualquer lugar quando uma mão a impediu.
“Porque você está chorando?” O sádico perguntou bastante sério.
“E-EU N-Não estou!”
“Vem comigo.”
“Para onde?”
“Kagura, só me siga, por favor.” E pelo uso do seu nome ela podia perceber que o assunto era sério, então obedeceu. Isso era mal, ela não queria ficar perto do rival, não naquela hora onde nem mesmo suas lágrimas tinham parado de cair. Seus sentimentos estavam confusos demais para qualquer conversa. Quando eles finalmente pararam foi depois de atravessar uma porta de vidro, que dava para uma pequena varanda vazia. Kagura encostou seus cotovelos nas pequenas paredes azuladas e olhou a lua, torcendo para que aquilo a acalmasse.
“E então, o que você quer?”
“Só não queria que aquele bando de pervertidos continuasse olhando pra você.”
“O que?”
“Tsc, brincadeira pirralha.” Sougo esperava que a piada fizesse as coisas se normalizassem. Ele não queria que a garota chorasse, queria ver ali a china girl de sempre, a que comia muito, gostava de apelar para violência, e que ele... Amava.
“Pare.”
“Do que está...”
“EU MANDEI PARAR DROGA! PARE DE FALAR COMIGO!” Agora ela não se importava mais em esconder as lágrimas que caiam pelo seu rosto. “Inferno, porque esse gosto sádico por me magoar? Vá atrás de qualquer outra e me esqueça!” Kagura sinceramente não sabia o que esperar depois de falar aquilo. Mais sarcasmo, manipulação de seus sentimentos ou alguma coisa do tipo. Menos aquilo. Um par de braços fortes a trazendo para perto de uma camisa vermelho escuro.
“Desculpe.” A voz no ouvido da Yato saia cheia de culpa.
“Porque está se desculpando?”
“Não sei exatamente. Pelo que falei naquele dia na loja. Ou pelo que fiz agora. Talvez por... Me apaixonar por você.”
“O que?”
“China, não é que eu não queira mais te infernizar ou brigar com você. Mas me mata aos poucos quando magôo seus sentimentos e a verdade é que não aguento mais ficar longe de você sem dizer que...”
“Que?”
“Eu te amo Kagura.”
“Ah que se dane, eu também te amo... Okita Sougo.”
E naquela noite de lua cheia, todo o orgulho, sadismo e vergonha foram deixados de lado, quando Sougo se aproximou mais da garota, sentindo seu coração bater acelerado e tocou seus lábios rosados, selando o primeiro beijo de ambos. Esse era um tipo diferente e maravilhoso de rivalidade, chamado amor.
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