Baile

1 Capítulo único


Notas iniciais
Roar. Esqueci de por em nota: Tatew betou, ttttty. q E... Ela betou, mas eu não achei o arquivo betado... ._. Se eu achar erros, eu arrumo.
Lá estava eu, no último dia que teríamos juntos, no fim das aulas, no baile que recebíamos por nossa formação.

Eu, em um canto da sala, segurando o ponche que jazia dentro da taça em minha mão, perto dos lábios, enquanto observava o resto das pessoas ali dançarem.

A dança era agitada, os corpos se moviam com frenesi, as luzes se apagavam e acendiam no mesmo ritmo. Mais parecendo uma balada a um baile.

Eu queria estar dançando.

Mas a pessoa a qual queria estar dançando junto não estava disponível; namorava, e isso já explicava o motivo de tal.

A música parecia já estar no final, quando pude ouvir um som estridente e a voz do D.J pelo microfone:

“Então, para despedida dos alunos, vamos mudar um pouco de ambiente e colocar uma música romântica, para que os casais possam se divertir também!”, e ouvindo tal, a música que o D.J falara começou a tocar, sonora, gostosa de se ouvir, e melosa. Senti um frio na espinha, pois sabia que veria ele dançando com a namorada...

Engoli alguns goles do ponche, que devia estar batizado, pois o forte cheiro de álcool era notável.

E foi aí que eu o vi. Encostado do outro lado da sala, ofegante, como se tivesse acabado de terminar aquela dança frenética e estava dando um tempo.

Seus olhos se moviam rápido pelo ambiente, como se procurasse algo com urgência.

Eu o encarava sorrateiramente, como quem não quer nada; até nossos olhos se encontrarem. Ele sorriu e começou a se aproximar; gelei.

A luminosidade da sala começou a ficar cada vez mais baixa, como se o D.J quisesse dar um pouco de privacidade e clima para os “pombinhos”.

Uma mão tocou meu pulso, como se quisesse que eu colocasse a taça em minha mão de lado e o acompanhasse; o fiz.

A confusão não parou apenas quando ele me “convidou para dançar”, não. Ela continuou quando ele grudou seu corpo ao meu e começou a falar coisas sem sentido em meu ouvido. Eu o empurraria e o xingaria, se não fosse o simples fato de ele estar sóbrio.

Como eu sei? Ele não cheirava a álcool. Seu hálito, suas roupas, seu cabelo...

“Abafado aqui, não?”, ele começou um assunto, entrelaçando nossos dedos e envolvendo minha cintura; apoiou a cabeça em meu ombro e sussurrou. “Estou com calor.”

“É, também estou.”, hilário o fato de eu estar soando frio e com calor...

“Quer sair daqui?”, cogitei a idéia de ele estar me confundindo com sua namorada, mas, ele não precisaria ser só cego para tal, também precisaria ser sem tato; sou, digamos... completamente diferente daquela garota. “O baile está quase no fim, podemos sair daqui com a desculpa de estar muito quente.”

“Você bebeu?”, pergunta cretina, eu sei. Mas não conseguir pensar direito na hora é uma boa desculpa.

“Não. Não preciso estar bêbado para querer estar contigo.”

“Está cego, então.”, rebati, percebendo minha visão ficar um pouco mais escura que o lugar; minha pressão deveria estar caindo, diante ao nervosismo.

“Não; só achei que deveria te contar como me sinto antes de tudo acabar e não termos mais chances.”

“Já não temos chances.”, meu coração apertou. “Você namora, além de...”

“Não namoro mais.”, fiquei pasmo, e ele continuou a falar após um tempo. “Eu notei que não gostava dela, e sim de você...”, ele levantou o rosto e ficou a me fitar. “Você é alto. Eu nunca tinha notado isso.”

“É...”, suspirei, levando os olhos ao chão.

“Gostas de mim?”

“Talvez...”

“Se não gostasse, não teria aceitado meu convite para dançar.”

Verdade, ainda dançávamos...

“É...”, novamente eu suspirei, ainda fitando o chão.

“Estou errado?”, não... não está.

“Não...”

“Então quer ir lá fora ou não?”, ele parecia estar se divertindo com nossa conversa tão produtiva.

“Ta...”, eu não conseguia mais formar frases.

Ele não desfez o laço em nossas mãos e me puxou para fora... foi aí que ouvimos um estrondo do lado a qual íamos e ouvimos o barulho do alarme de incêndio; logo, uma cortina de água começou a jorrar em nossas cabeças, e vi todos que ali estavam começarem a correr.

Estávamos na entrada, então éramos alvo fácil se continuássemos juntos. Soltei a mão dele e o empurrei para dentro da multidão, e gritei, em meio às vozes.

“Nos vemos lá fora!”

Só deu para ver o sorriso no rosto dele, para então ele sumir finalmente no mar de gente.

Fiquei de canto até a poeira abaixar um pouco. Estava ansioso para sair do ginásio, mas não iria adiantar de nada que eu corresse agora; decidi esperar alguém vir. Como o alarme havia sido acionado, os bombeiros deveriam estar a caminho...

E então senti aquela dor, súbita, forte. Vi tudo escurecer.

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No dia seguinte, as manchetes de jornal davam ênfase ao atentado que o colégio – que estava em seu último dia de aula, com o baile de formatura ocorrendo – Sta. Lúcia, sofreu.

Os bombeiros chegaram assim que o alarme fora acionado pela explosão de uma bomba caseira. Eles avisaram aos meios de comunicação que todos os alunos saíram bem, sem maiores danos. E quê, apenas um, foi ferido por uma viga que fora solta na tal explosão já citada, e está hospitalizado em estado grave.

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Um rapaz de cabelos loiros e curtos adentra a sala completamente branca, com um buquê de rosas de mesmo tom nos braços. Ele se aproxima da cama, e deposita um leve beijo ao rosto do rapaz deitado ali, com os lençóis de tom claro por cima de sua pele.

“Você não devia ter me empurrado, seu idiota... E muito menos devia ter ficado esperando...”, ele lamentou, e sentou-se no banco que havia ali, do lado. “Idiota...”, murmurou para si mesmo, enquanto os olhos se enchiam de lágrimas.

- X -

Duas semanas após o ocorrido, as notícias sobre o garoto hospitalizado não eram tão boas...

/ Fim.

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Notas finais:

Sim, estou pondo elas aqui para o Nyah! não f**** com tudo. -q

Não saiu como eu queria. Pois, quando eu estava escrevendo, a luz acabou e eu perdi TUDO, e é claro, fiquei: FFFFFFFFFFFUU----.

Aí no outro dia eu fui escrever isso aqui e saiu assim.

Não saiu ruim, mas não era como eu queria, infelizmente. Aaaanyway, essa one-shot (bem short, o_o) me fez voltar ao mundo da \"escrita\", pois então, obrigada à ela!

Notas finais
HÁ, YOU FAIL. - Problemas mentais'
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!