Notas iniciais
Boa noite!!
Espero que gostem da fic, escrevo ja sobre outros temas então tecnicamente não é a primeira fic que escrevo.
espero que gostem e participem bastante, não sejam leitores fantasmas. :D

Boa leitura!!

Cecília santos era uma jovem tímida, reservada e pouco comunicativa que se transformava quando colocava suas sapatilhas de seda, ganhadas quando ainda morava com mais 25 meninas de idades distintas no orfanato de doce horizonte.

Descobrir a Dança em meio a tantos sofrimentos transforá a vida da frágil e pequena Cecília que com apenas 5 anos já tinha experimentado uma dor tão grande ao perder os pais em um acidente de carro e conviver com pessoas estranhas se tornará uma tarefa ainda mais difícil, era alvo de implicância das outras meninas e acabou se transformando em uma menina de olhar triste.

Mas Deus tinha planos maiores para a pequena Cecília e ela em uma de suas fugas acabou conhecendo o Padre Abel que a acolherá nos momentos de tristeza profunda. O conhecerá quando tentava se esconder na capela próxima do orfanato.

—** flash back **-

— O que faz escondida ai, menina? Padre Abel perguntou olhando a pequena dos olhos incrivelmente tristes.

Inicialmente a menina apenas se encolheu sem dizer nada tentando sufocar o som do choro que lhe apertava a garganta, Padre Abel a olhou com curiosidade em silencio por um instante.

— O que você me diz de irmos ate minha sala? Ele perguntou suavizando a voz. – acho que tenho alguns biscoitos com gotas de chocolate por La! Completou lhe oferecendo um sorriso cúmplice, como se aquele fosse um segredo entre os dois. O Padre Abel então viu a menina o olhar ponderando sobre o que fazer. A Garotinha acabou cedendo, estava com fome, tivera que fugir do orfanato antes que as meninas mais velhas a pegasse, nunca era bom quando conseguiam pegá-la.

Padre Abel serviu um copo de leite com biscoitos para a menina que comia olhando com curiosidade...

— Me chamo Padre Abel! Ele se apresentou enquanto olhava a pequena que comia rápido, como se tivesse medo que lhe tomassem os biscoitos. – E você? Qual o seu nome? Perguntou curioso.

— Cecília! Ela respondeu em um sussurro quase inaudível e olhou para suas mãozinhas que ainda seguravam um biscoito.

— Que nome bonito! O padre comentou sorrindo. – Você vem do orfanato, não é? Perguntou ao observar o símbolo do orfanato em seu uniforme.

Cecília apenas acenou positivamente sem olhá-lo nos olhos...

— Porque esta se escondendo? Perguntou curioso.

— Não ia fugir! Ela se defendeu o olhando alarmada. – só estava me escondendo das meninas mais velhas! Cecília disse dando de ombros enquanto pegava mais um biscoito.

— Entendo! Disse pensativo enquanto ainda a olhava. – Você pode se esconder aqui sempre que quiser! Ofereceu sorrindo enquanto olhava a garotinha comer...

—** flash back off **-

Cecília acordará muito nostálgica aquela manhã, afinal completava 18 anos e não precisaria mais morar no orfanato... Finalmente completará maior idade e o fato de sair do orfanato lhe trouxe muitas lembranças dolorosas.

— Sinto tanto a falta dele! Cecília Comentou com os olhos marejados. – ele disse que estaria comigo hoje! Completou secando uma lagrima que escorria por seu rosto. – fizemos tantos planos para o dia que eu deixara o orfanato! Recordou sorrindo.

— Eu também! Fátima concordou. – O padre Abel esta orgulhoso de você agora! Disse sorrindo.

— De nos duas! Cecília disse olhando a irmã com carinho.

Cecília e Fátima se conheceram no orfanato, Fátima chegou alguns anos depois de Cecília e as duas rapidamente se tornaram grandes amigas e juraram que sempre estariam juntas apoiando uma à outra.

— Agora você precisa correr atrás dos seus sonhos, minha irmã! Fátima aconselhava Cecília enquanto preparava o café da manhã antes de sair para o trabalho.

— Eu sei Fátima! Cecília respondeu suspirando. – Mas preciso ter os pés nos chãos! Completou pensativa. – preciso arrumar um trabalho primeiro!

— Você é boa! Fátima disse a olhando seriamente. – Você precisa acreditar mais em você, Cecília! Insistiu.

— Esta bem! Cecília concordou. – Obrigada! Disse realmente agradecida, era bom saber que alguém acreditava em seu talento além do Padre Abel que sempre foi suspeito para falar...

Fátima sorriu enquanto tomava seu café satisfeita, Cecília apesar de aparentar tranqüilidade não estava nada tranqüila aprendera a disfarçar seus sentimentos muito bem com o tempo, mas mesmo assim Fátima conseguia ver a preocupação no olhar da irmã.

— Se quiser posso te acompanhar no teste! Fátima disse enquanto recolhia a mesa de café da manhã com a ajuda de sua Irmã mais nova.

— Muito obrigada, mas prefiro ir sozinha! Cecília disse a olhando rapidamente. – Já estou uma pilha de nervos e com você La não vou conseguir nem me mexer! Disse forçando um sorriso.

— Você se saira bem... Faça o que sabe!Fátima Disse olhando a irmã nos olhos preocupada. – Dance com a alma! Completou sorrindo e lhe piscando.

Cecília acenou em concordância tentando conter as lagrimas quando Fátima lhe disse essas ultimas palavras.

" Dance com a alma, minha filha!" Padre Abel lhe disse em sua primeira apresentação solo...

— Obrigada por tudo que esta fazendo por mim! Agradeci a Fátima a olhando com os olhos cheios de lagrimas não derramadas.

— Somos irmãs, lembra?

Depois do café Cecília correu para o quarto para terminar de se arrumar para o teste, aprontou sua bolsa colocando sua sapatilhas por ultimo, não queria amassá-las. Apesar de estarem muito surradas eram especiais demais para Cecília. Padre Abel lhe deu de presente.

— Boa sorte! Fátima disse abraçando a irmã antes de sair para o trabalho. – vou estar rezando por você! Completou sorrindo. – assim como nosso amigo nos ensinou!

Cecília saiu poucos minutos depois e pegou um ônibus para o local do exame, seu coração batia acelerado no peito enquanto seguia em busca de seu sonho... rezava pedindo sorte.

—** Academia Católica de Dança Larios — ACDL**-

A família Larios eram donos da Maior e mais famosa academia de dança de doce Horizonte, Fundada pelos irmãos Padre Gabriel e Gustavo Larios e Teresa Larios esposa falecida de Gustavo.

— Primo! Estefânia chamava do pé da escada. – Vamos logo!

— Já vou! Gustavo disse descendo as escadas suspirando cansado. – Não precisa ter pressa, prima, esses exames nunca começam no horário! Gustavo disse bufando cansado.

— Nos somos os avaliadores, precisamos dar o exemplo às novas alunas! Insistiu animada.

— O Gabriel já foi? Perguntou dando de ombros.

— Sim... Ele já foi! Disse o olhando em silencio. – é já levou SUA filha se te interessa saber! Completou indignada.

— Tanto faz prima! Disse se sentando a mesa de café e se servindo.

— Gustavo! Exclamou irritada. – porque age assim? Perguntou franzindo a testa sem acreditar na frieza do primo com a forma de se referir à filha. – tem uma semana que você voltou de viagem e nem ao menos deu um minuto de atenção para a Dulce Maria! Insistiu.

— Vocês cuidam e mimam a Dulce muito bem, não precisa que eu a mime também! Disse dando pouca importância.

Estefânia o olhou indignada, mas sabia ser inútil começar uma discussão agora, tinham que ir para a academia, mas o Gustavo não fugiria de uma bronca mais tarde.

O caminho ate a academia de dança foi feita em completo silencio. Depois de 2 anos longe Gustavo voltava ao lugar que sua esposa Teresa idealizara com tanto carinho, seu coração estava pesado por ter de esta ali novamente depois de tanto tempo longe tentando esquecer...

— que bom que você chegaram! Gabriel disse se aproximando da prima e do irmão.

— As concorrentes já chegaram? Estefânia perguntou animada.

— chegaram... Estão se aquecendo! Disse olhando ambos. – esta tudo bem? Perguntou ao perceber o irmão com um semblante mais serio que o normal.

— o mesmo de sempre, primo! Estefânia disse dando de ombros. – eu vou La dar uma espiadinha nas concorrentes! Estefânia disse animada.

Estefânia já ia dirigindo a sala onde as concorrentes poderiam se aprontar para o teste quando ouvi lhe chamarem.

— Tia perucas!

Uma pequena bailarina veio correndo em sua direção e pulando em seu colo.

— Minha bonequinha! Disse abraçando a sobrinha. – Esta fugindo da aula? Perguntou sorrindo.

Dulce sorriu culpada.

— eu queria ver as novas alunas! Disse sorrindo curiosa.

— então vamos La... eu também estou morrendo de curiosidade para ver elas! Disse já seguindo com sua sobrinha ate a sala onde as moças se preparavam.

Gabriel seguiu para a sala onde aconteceria os exames enquanto Gustavo aproveitava para ir ao escritório para fugir de toda aquela agitação.

Andava distraído pelos corredores e enquanto passava observava pelas portas entreabertas das turmas de dança. todas pareciam muito felizes, pensou irônico.

E quando já ia virar o corredor esbarrou em uma moça a derrubando no chão...

— Olha para onde anda! Vociferou Gustavo enquanto o olhava irritado.

Por um instante seus olhos se encontraram... e Gustavo ficou sem ar parado apenas a olhando de forma surpresa a moça tinha o olhar tão triste, pensou surpreso.

Franziu a testa confuso.

— D-desculpa! A moça disse desviando o olhar enquanto já se levantava recolhendo suas coisas. – Eu não te vi! Completou nervosa.

Gustavo se moveu agitado... “ Que Voz doce!” pensou enquanto recolhia sua bolsa.

— Você se machucou? Perguntou lhe estendendo a bolsa.

— Não! Disse rapidamente pegando sua bolsa da mão daquele homem e já saia correndo novamente. – Perdão... tenho que ir! Completou.

— Menina sem educação! Gustavo disse enquanto a olhava correr pelo corredor.

E então continuou seu caminho ainda pensando naqueles olhos tristes... balançou a cabeça afastando tal pensamento e entrou em seu escritório. Tudo estava do jeito que tinha deixado desde a ultima vez que esteve naquela sala acompanhado de sua esposa comemorando um premio que a academia tinha ganhado.

O tempo não parecia ter passado tudo estava igual, bom, pelo menos a sala parecia igual, pensou triste. Gustavo passou um bom tempo sentado atrás de sua mesa olhando o porta retrato sobre sua mesa, envolto em lembranças dolorosas...

— Sr.Gustavo? A secretaria chamou tirando Gustavo de seus devaneios.

— Sim? disse a olhando assustado.

— Dona Estefânia pediu para avisar que os exames já vão começar!

Cecília ao chegar à sala onde poderia se preparar para o teste se surpreendeu ao ver uma mulher toda de Roxo com uma Garotinha do colo, elas estavam animadas, observavam as meninas que participariam do teste enquanto faziam comentários entre elas e riam.

— Perdão, eu... Com licença! Cecília pediu ao passar por elas, e sorriu para a garotinha que retribuiu seu sorriso a olhando com encantamento.

— Perdão! A moça de peruca roxa disse sorrindo e dando passagem. – Boa sorte! Cecília Ouviu a moça dizer enquanto se afastava, agradeceu mentalmente porque ela iria precisar de sorte.

Cecília buscou um lugar no fundo da sala e se sentou. O lugar estava lotado, as meninas pareciam muito animadas e confiantes, Cecília as observou por alguns minutos pensando em suas chances de conseguir uma vaga, bom, ela precisaria de uma ajudinha divina... Então, Cecília respirou fundo tentando de alguma forma se manter calma o nervosismo só a atrapalharia.

E por um instante Cecília se permitiu admirar o sala, o enorme espelho cobrindo toda a parede a sua frente dando a impressão de ter muito mais gente naquela sala e o piso de madeira, Cecília passou a mão por sobre o piso sentindo sua textura lisa e suspirou, nunca antes estivera em uma sala como aquela.

— 10 minutos Meninas! Uma senhora gritou da porta.

E então Cecília despertou de seus devaneios e tratou logo de se alongar e se aquecer, não tinha muito tempo, mas tinha de ser o suficiente.

— Nervosa? Uma moça se aproximou de Cecília sorrindo nervosa.

— Bastante e você? Perguntou sorrindo de volta para a moça que se sentou a seu lado lhe estendendo a mão.

— Apavorada! Sorriu. – meu nome é Diana, muito prazer! Disse sorrindo.

— Cecília! Disse lhe retribuindo o aperto de mão. – O prazer é meu!

— você vem de qual escola de Balé? Diana perguntou sorrindo enquanto observava as outras meninas.

Cecília permaneceu em silencio por um instante...

— Nenhuma! Disse dando de ombros.

Diana a olhou com testa franzida.

— Como assim? Perguntou observando Cecília.

— Não freqüentei nenhuma grande escola de Balé! Explicou rapidamente.

— hum, aulas particulares! Diana disse a olhando com curiosidade.

Cecília apenas deu de ombros terminando de se arrumar, Cecília sabia o que se passava pela cabaça de Diana, essas meninas provavelmente freqüentaram as melhores escolas de Balé da cidade, Cecília não tinha a mínima chance, mesmo assim Cecília agradeceu mentalmente por Diana ter tido a delicadeza de não comentar mais nada.

— Meninas, vamos começar! A moça voltou a chamar da porta da sala. – vou chamar seus nomes e é só me acompanhar as outras esperam aqui! Disse causando um pouco de agitação entre as meninas.

— Maria Eduarda!

A menina se manifestou e saiu acompanhada da senhora... Cecília sentiu seu coração bater mais forte, estava na hora.

E no decorrer das horas uma por uma menina era chamada e a sala ficava cada vez mais vazia.

— Diana Oliveira!

Diana olhou para Cecília apreensiva.

— Você vai se sair bem! Cecília disse a ela tentando lhe transmitir algum conforto. – Dance com a alma! Cecília disse lhe sorrindo.

— Obrigada!

— Boa sorte! Cecília disse sinceramente.

Demorou mais de meia hora para que a senhora voltasse à sala e cada nome que era chamado deixava Cecília ainda mais nervosa. O dia já dava lugar a noite enquanto Cecília ainda esperava por sua vez, ficará ela e mais 3 meninas apenas e o nervosismo só aumentava.

— Cecília Santos!

Cecília sentiu um frio na espinha, estava na hora... Juntou toda a autoconfiança que tinha e caminhou ate à senhora que lhe sorriu e seguiram em silencio ate o auditório.

— Você pode ir ate aquele x ! A senhora disse na lateral do palco. – Boa sorte! Disse lhe sorrindo.

Notas finais
e então? o que acharam?
será que cecilia consegue a vaga na academia de dança?
comentem, compartilhem e favoritem a fic.
Beijos e ate a prox... :D
TamyLuh